Tags

, , , ,

Ele nasceu de mãe siamesa, uma gatinha que apareceu por perto de casa já grávida, a qual acolhemos e que ganhou o apelido de Patinha, porque tinha algum problema em uma de suas patas.

Patinha pariu três gatinhos, um deles foi doado para Clara Del Pilar Guzman Daza, amiga que já partiu faz alguns anos, enquanto o outro irmão do Gigante foi doado para d. Ofélia, lá de Santa Luzia.

Ficamos com o gatinho que ganhou nome de Gigante, dado pela d. Edna, já que dos três, ele era o mais gordinho. Ela o chamava de Gigantinho, daí virou Gigante. A mãe deles, Patinha, ficou conosco até desmamar os gatinhos, se bem me lembro, e, um dia, não a encontramos mais. Foi embora assim como chegara: de repente.

Gigante e seus maninhos nasceram em 27 de julho de 2014. Gato com bom apetite, ele sempre comia apenas em sua vasilha.

Em uma casa que mantém cinco gatinhos, sempre têm os alfas e o Gigante, bonitão e confiante, vivia disputando terreno com outro bonitão e macho alfa: o Anakin. Os dois, grandes e metidos a valentões, de vez em quando se estranhavam em busca de dominar o território e outros gatos, duas fêmeas -Angelina e Neguinha, a “rueira” – e mais um macho, muito pacato, o Jamanxim, irmão do Anakin. Aí entrava em ação a bisnaga de água fria para desaquecer os ânimos dos briguentos… nada de sério.

Gigante teve um problema de saúde quando tinha quatro anos – em termos humanos 32 anos -, em 2017. Ele, que não era de levar desaforo para casa, se feriu em alguma pegada com outro gato e o ferimento inflamou. Foi parar na clínica para tratar a pereba e até aquele colar incômodo – que impede o animal de remover curativos – ele teve que usar. No início era um sofrimento, mas se adaptou e ficou umas duas semanas usando aquilo, e se recuperou.

Livros? ele gostava… virava travesseiro

Não aprendeu a ler, mas adorava meus livros, tanto que nunca rasgou nenhum, para o Gigante, a maior utilidade dos livros era transformá-los em travesseiros e dormir em cima!

Por falar em dormir, Gigante, o gato, também tinha um local preferido para fazê-lo em dias chuvosos, quando batia um friozinho. Procurava a rede – ou a cama – onde eu estivesse e se abraçava às minhas pernas… o cochilo era certo… e lá ficava eu impedido de me levantar para não o tirar sossego do bonitão!

Friozinho: ele procurava um quentinho…

Agora, o apelido de sentinela ele ganhou por ter uma ocupação noturna habitual e diária: todas as noites se postava, sentado sobre as patas traseiras, na calçadinha da varanda e lá ficava, por horas e mesmo por toda a noite, dando uns passeios, de vez em quando, em volta da casa. Um verdadeiro sentinela! A diferença para a sentinela humana era que, se pintasse alteração, Gigante corria pra dentro de casa: “Sou gato, mas não sou besta, miau!”

Gigante, o gato sentinela, partiu no dia 26 de novembro de 2024, depois de três semanas doente, a última das quais internado.