Refinaria vai indenizar trabalhadora vítima de assédio moral

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Funcionária desenvolveu transtorno após ser vítima de assédio praticado pelo superior

A Refinaria da Amazônia (Ream), foi condenada pelo juiz do Trabalho André Fernando dos Anjos Cruz, da 16ª Vara do Trabalho de Manaus, do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), a pagar R$ 151 mil a uma trabalhadora que, após sofrer assédio moral por parte de um gestor da empresa, chegou a desenvolver Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). O valor considera indenização por danos morais e doença ocupacional de R$ 80 mil, além de valores referentes ao período de estabilidade de um ano garantido por Lei.

Denunciado na empresa, atitude do chefe piorou ao sabotar serviços da subordinada – Foto: Divulgação

Conforme consta no processo, a empregada, contratada como analista de faturamento, atuou por quase dois anos na empresa. Durante esse período, ela denunciou o gestor ao compliance da empresa (setor de fiscalização interna), ao superintendente e ao diretor da empresa, relatando humilhações, pressões e exigências abusivas dentro e fora do ambiente de trabalho, em horários fora do expediente, como finais de semana e feriados. Em setembro de 2024, sofreu um princípio de infarto, e no mês seguinte, em outubro de 2024, foi dispensada sem justa causa, informou a assessoria de comunicação do 11º Tribunal Regional do Trabalho.

De acordo com a analista, após as denúncias, a situação piorou, pois o gestor foi informado da acusação e passou a tratá-la com ainda mais rigor e hostilidade. Ele teria ampliado a carga de trabalho, impondo atividades impossíveis de serem concluídas com rapidez, atribuindo tarefas extras e, até mesmo, fornecendo dados incompletos para dificultar a execução das funções da trabalhadora.

A defesa da empresa negou as alegações de assédio moral, argumentando que as cobranças realizadas pelo gestor seriam práticas comuns no ambiente corporativo e sustentando que o contato entre a funcionária e o gestor era esporádico, o que tornaria improvável a ocorrência de assédio. Também contestou a caracterização da doença ocupacional, questionando a validade dos laudos médicos apresentados, e defendeu que a dispensa ocorreu por razões de desempenho, conforme solicitação feita pelo gestor.

Assédio comprovado

Com relação ao assédio, o magistrado entendeu que a funcionária apresentou um depoimento detalhado e consistente, confirmado por um colega que trabalhou diretamente com ela e descreveu o comportamento truculento e inadequado do gestor, também levado como denúncia ao setor de compliance. No depoimento da testemunha, ficou registrado que o gestor tratava mal alguns funcionários, enquanto reservava tratamento diferenciado às pessoas com quem mantinha relação de amizade.

André dos Anjos pontuou também que a própria empresa registrou a conduta do gestor por meio de relatório do setor de compliance, reconhecendo práticas inadequadas e sugerindo componente de discriminação de gênero nas condutas assediadoras. O documento, elaborado pela área ética da Refinaria de Manaus, apontou que diversas testemunhas relataram atitudes inapropriadas do gestor e concluiu que o denunciado apresentava “comportamentos de intimidação, opressão, desdenha com colaboradores, de forma recorrente, utilizando linguagem grosseira e desrespeitosa, fazendo o uso de brincadeiras com cunho pejorativo e não reconhecendo, sobretudo, o trabalho das mulheres”, além de detalhar que o gestor fazia “distinção entre trabalho de homem e de mulher (para mulheres sempre com falas de desconfiança)”.

Em trinta dias, rio Negro teve vazante de quase um metro

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Em 30 dias, Negro baixou quase 90 centímetros

Depois de ultrapassar a cota de inundação (27,50 m), em maio, o rio Negro atingiu 28,51 m, em 22 de junho, um centímetro abaixo da cota máxima prevista, de 28,52 m, pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). Desde aquela data, o rio ficou uma semana sem movimentar seu nível.

De acordo o site Porto de Manaus, a vazante de 2026, do Negro, só começou no dia 29 de junho. Desde então, as águas, em Manaus, baixaram exatos 89 cm e, há dois dias, têm vazado 6 centímetro/dia, estando, hoje, em 27,62 m em relação ao nível do mar.

Teatro Amazonas é reconhecido como patrimônio cultural do mundo pela Unesco

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Teatro Amazonas foi inaugurado em 1896 – Foto: Eustáquio Libório

O Teatro Amazonas, em Manaus, e o Theatro da Paz, em Belém (PA), juntos sob a designação “Teatros da Amazônia”, foram reconhecidos como Patrimônio Cultural do Mundo pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A decisão foi tomada pelo Comitê do Patrimônio Mundial nesta segunda-feira (27), em Busan, na República da Coreia, correspondente à noite de domingo (26) no Brasil.

O reconhecimento torna a Região Norte do Brasil, de forma inédita, parte da Lista do Patrimônio Mundial Cultural, ao lado de sítios como o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, os centros históricos de Olinda e Salvador, a Muralha da China e o Coliseu de Roma, na Itália. 

Com a inscrição dos “Teatros da Amazônia”, o Brasil passa a contar com 26 sítios na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco: 16 culturais, nove naturais e um misto. 

A aprovação é resultado de uma candidatura conjunta apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com colaboração dos Governos do Amazonas e do Pará, também das prefeituras de Manaus e Belém. 

“Esse reconhecimento nos enche de orgulho e fortalece nossa identidade cultural, ao mesmo tempo em que amplia as oportunidades de preservação, cooperação internacional e valorização dos nossos Teatros”, afirma Beatriz Calheiro, superintendente do Iphan no Amazonas.

História compartilhada justifica candidatura conjunta

Símbolos do período da economia da borracha no Norte do Brasil, no século XIX, o Teatro Amazonas e o Theatro da Paz foram inaugurados em 1896 e 1878, respectivamente. Ambos representavam um mesmo projeto de modernização urbana e a inserção da região amazônica, por meio de seus rios, em circuitos comerciais e culturais globais. Foram duas das primeiras grandes casas de ópera das Américas, passando a atrair companhias europeias para temporadas casadas entre as duas cidades. Arquitetônica e artisticamente, mesclavam influências e materiais importados com madeiras e motivos da floresta, resultando numa estética original, cosmopolita e amazônica ao mesmo tempo.

Ao longo do tempo, os dois teatros passaram a abrigar manifestações da cultura popular brasileira, do carimbó ao jazz, do boi-bumbá ao cinema, impulsionando a formação de artistas e técnicos e a atividade turística nas duas cidades. São marcos cívicos e culturais de Manaus e Belém, junto às praças de seu entorno: o Largo de São Sebastião e a Praça da República.



Aleam faz eleição para Presidência nesta quarta-feira

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Eleição tem início às 15h na Assembleia Legislativa do Amazonas – Imagem: Divulgação/Dicom

Os deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) participam, nesta quarta-feira (15/7), às 15h, de Sessão Extraordinária no Plenário Ruy Araújo para eleger o novo presidente da Casa, que exercerá o mandato até 31 de janeiro de 2027. A convocação foi publicada pelo presidente em exercício, deputado Adjuto Afonso (União Brasil), após requerimento da maioria absoluta dos parlamentares, em cumprimento à decisão liminar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A eleição suplementar foi determinada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7984/AM. Na decisão, o ministro Flávio Dino suspendeu o dispositivo do Regimento Interno da Aleam que previa a posse automática do 1º vice-presidente em caso de vacância definitiva da Presidência, entendendo que a escolha do sucessor deve ocorrer, obrigatoriamente, por votação em plenário.

A vacância do cargo ocorreu após o então presidente da Aleam, Roberto Cidade (União Brasil), assumir o Governo do Amazonas em decorrência das renúncias do governador Wilson Lima e do vice-governador Tadeu de Souza. Diante da decisão do STF, a Assembleia convocou novo processo eleitoral para definir quem comandará o Poder Legislativo estadual até o fim da atual legislatura.

O diretor-geral da Aleam, Wander Motta, destacou que o processo segue rigorosamente a decisão do STF e as normas do Regimento Interno.

“Estamos cumprindo a determinação do ministro do STF, Flávio Dino, e obedecendo ao Regimento Interno da Casa, que estabelece como devem ocorrer as eleições. Todos os deputados podem se candidatar. Eles têm até as 15h para registrar a candidatura no Departamento de Apoio”, afirmou.

Procedimento da eleição

A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Amazonas é disciplinada pelos artigos 7º e 8º do Regimento Interno da Casa.

Composição da Mesa Diretora

Presidente;

1º, 2º e 3º vice-presidentes;

Secretário-geral;

1º, 2º e 3º secretários;

Ouvidor;

Corregedor.

Quórum e votação

Exige a presença da maioria absoluta dos deputados;

O presidente é eleito por maioria simples dos votos;

A votação é nominal e aberta, podendo ocorrer oralmente ou por meio do painel eletrônico.

O Regimento Interno estabelece que a composição da Mesa Diretora deve observar, sempre que possível, o princípio da representação proporcional dos partidos e blocos parlamentares.

A Aleam é composta por 24 parlamentares, e a composição da Mesa Diretora deve buscar respeitar a proporcionalidade entre partidos e blocos, além de assegurar, sempre que possível, a participação de pelo menos uma mulher entre seus integrantes.

Em comunidade da Amazônia, estudandes criam livros e jogos educativos

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Estudandes e professores de Fonte Boa produzem livros e jogos sobre temas amazônicos

Apaixonada por ensinar e trabalhar com crianças, a professora Paulenita Batalha Otaviano encontrou uma forma de valorizar a história do território onde mora – a comunidade São Lázaro, localizada no município de Fonte Boa, a 678 quilômetros de Manaus (AM). Com o apoio dos estudantes, ela liderou a criação do livro infantil “A História do Boto”, que surge não apenas como um instrumento de aprendizado sobre o legado local, mas também como um elo para o fortalecimento de vínculos entre a escola e os comunitários.

A ideia surgiu a partir das formações do projeto “Práticas Pedagógicas Inovadoras para a Melhoria do Ensino Fundamental e Médio na Amazônia Profunda”, executado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Movimento Bem Maior (MBM).

Inspirada pelas ações formativas, Paulenita viu na pesca artesanal e nas narrativas do cotidiano dos moradores uma oportunidade de diálogo com os estudantes e de resgate das lendas tradicionais da região.

O livro reúne histórias inspiradas na vivência de pescadores que convivem com o boto-cor-de-rosa, uma das figuras mais emblemáticas do folclore amazônico.

Sob a supervisão da educadora e de outros docentes, os estudantes participaram de todas as etapas do processo criativo, desde as entrevistas com moradores e a escrita das histórias até a produção das ilustrações, feitas em papel fotográfico e coloridas com tinta guache.

Para Paulenita, a experiência contribui para que as novas gerações conheçam mais profundamente a realidade onde vivem e mantenham vivas as histórias transmitidas ao longo do tempo. “Essa experiência foi muito significativa, pois me permitiu compreender a importância do pertencimento, da escuta e do cuidado com o outro, valores essenciais no trabalho com a educação infantil”, afirma.

Educação que nasce da floresta

Histórias como a da professora se repetem em outros territórios amazônicos atendidos pelo projeto da FAS. Na Comunidade do Roque, localizada na Reserva Extrativista (Resex) Médio Juruá, no município de Carauari (a 787 quilômetros de Manaus), o professor Antônio Omar Feitosa de Figueiredo vem transformando o ambiente escolar por meio de práticas pedagógicas que unem teoria, vivência comunitária e contato direto com a natureza.

Sem receios de inovar, Antônio recorre aos Guias de Atividade (GDA) das “Bases do Aprendizado para o Desenvolvimento Sustentável”, com 60 atividades práticas organizadas em dez temas, como Floresta, Tradições, Desenvolvimento Comunitário, Corpo Humano e Poluição. O material possibilita a integração entre o conhecimento empírico trazido pelos alunos e os conteúdos trabalhados em sala de aula.

Foi com esses ensinamentos que ele e seus alunos criaram o “Jogo da Floresta – O que nos oferece a floresta”, uma atividade realizada ao ar livre, com um percurso montado a partir de toras de madeira numeradas e com imagens de animais da região. Divididos em grupos, os estudantes avançam conforme as instruções sorteadas, aprendendo sobre os benefícios da floresta em pé, o trabalho coletivo e conceitos relacionados às Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) e às Áreas de Proteção Ambiental (APA).

O professor também criou, junto a outras duas educadoras, o GDA “Cântico da Floresta”, inspirada na lenda do uirapuru, pássaro típico da Amazônia. As atividades incluíram vivências culturais ligadas ao povo Kokama, como competições de arco e flecha e o preparo coletivo de alimentos tradicionais, como peixe assado e cará cozido.

“Tudo isso foi tirado do livro da FAS e colocado em prática, em meio à natureza. Por isso, ressalto o quanto a Fundação tem sido importante para o bom desenvolvimento das atividades e para o fortalecimento da educação nas comunidades ribeirinhas”, ele comenta.

Mais sobre o projeto

O projeto “Práticas Pedagógicas Inovadoras” já impactou mais de 1.185 educadores em onze municípios do interior do Amazonas. Eles participam de ciclos de formação continuada que estimulam a atualização de conhecimentos e o aprendizado de novos métodos e metodologias de ensino.

Fabiana Cunha, gerente do Programa Educação para a Sustentabilidade da FAS, enfatiza que iniciativas que aproximam o conteúdo escolar da realidade dos territórios ampliam o impacto do aprendizado e transformam a relação dos estudantes com suas comunidades.

“Quando a educação dialoga com o território, ela se torna mais significativa. O projeto apoia educadores para que o ensino valorize a cultura local, a floresta e as vivências dos estudantes. Experiências como essas mostram como a escola pode fortalecer o pertencimento e o cuidado com o futuro da Amazônia”, afirma.

Biblioteca Pública do Amazonas retoma empréstimo domiciliar de livros e amplia acesso à leitura

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Serviço volta a funcionar no Dia da Biblioteca e reforça o papel do espaço como centro de difusão cultural em Manaus

A Biblioteca Pública do Amazonas anuncia a retomada oficial do serviço de empréstimo domiciliar de obras literárias, marcando um importante avanço no acesso à leitura para a população. A reativação acontece a partir desta quinta-feira (09/04), data em que se celebra o Dia da Biblioteca, integrando a programação da Jornada Literária promovida ao longo do mês de abril pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

A iniciativa tem como objetivo democratizar o acesso ao livro e incentivar o hábito da leitura na comunidade. Com a retomada, o público volta a ter a oportunidade de levar exemplares do acervo para casa, ampliando o contato com obras clássicas e contemporâneas da literatura.

O serviço de empréstimo domiciliar é uma das principais ferramentas de incentivo à leitura nas bibliotecas públicas, permitindo que os usuários tenham acesso mais flexível às obras. A ação também fortalece o vínculo entre a instituição e a comunidade, estimulando a frequência do público e o uso dos espaços culturais.

Como se cadastrar

Podem se cadastrar residentes em Manaus e municípios da Região Metropolitana. Para ter acesso ao serviço, é necessário realizar um cadastro presencial de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h, mediante apresentação dos seguintes documentos:

Documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de conselho de classe, carteira de trabalho ou certificado de reservista); comprovante de residência atualizado e informações de contato atualizadas (telefone e e-mail).

No caso de menores de idade, o cadastro deve ser feito pelo responsável legal. Usuários entre 12 e 15 anos podem ter cadastro em seu próprio nome, desde que acompanhado dos dados do responsável. Já crianças menores de 12 anos devem ser cadastradas, exclusivamente, no nome do responsável.

O cadastro tem validade de 12 meses e deve ser atualizado mediante apresentação de comprovante de residência recente e confirmação dos dados de contato.

Regras para empréstimo e devolução

O empréstimo domiciliar contempla obras de literatura, acervo infantil e biografias. Cada usuário poderá retirar até dois livros por vez, com prazo de devolução de 15 dias corridos, sem possibilidade de renovação.

Em caso de atraso na devolução, o usuário ficará suspenso do serviço por um período equivalente ao triplo dos dias em atraso.

Em situações de dano, extravio ou perda da obra, será obrigatória a reposição por um exemplar idêntico e em bom estado de conservação. Caso o título não esteja disponível no mercado, a substituição deverá ser feita por uma obra equivalente, conforme orientação técnica da biblioteca.

Com a retomada do serviço e a organização das regras de uso, a Biblioteca Pública do Amazonas busca garantir o acesso responsável ao acervo, incentivando a leitura e fortalecendo o vínculo da população com o espaço cultural. 

Foto: Davi Carvalho e Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Rio Negro tem chance de atingir cota de inundação em 2025

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O 3º Alerta de Cheias do Amazonas indica que há 35% de chance de o rio Negro atingir a cota de inundação severa

Em Manaus, o rio Negro estava na marca de 28,57 m na sexta-feira, dia 30

Manaus/AM – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou nesta sexta-feira (30) o 3º Alerta de Cheias do Amazonas de 2025. O boletim traz as previsões dos níveis dos rios Negro, Solimões e Amazonas em Manaus e em outros três municípios do estado, com antecedência de 15 dias para o pico da cheia.

Durante apresentação, a superintendente do SGB em Manaus, Jussara Cury, destacou o monitoramento hidrológico e apresentou as previsões para os rios Negro, Solimões e Amazonas que em 2025 tendem a registrar níveis próximos da cota de inundação severa como é o caso de Manaus, e acima do nível de severidade a exemplo de Itacoatiara, configurando que a cheia de 2025 represente um evento significativo em algumas localidades da região.

Para o chefe da Divisão de Hidrologia Aplicada, Emanuel Duarte, no cenário atual, embora a cheia deste ano não seja a maior da história, ela tem gerado impactos significativos, especialmente por ocorrer logo após uma vazante recorde. “Essa alternância extrema ressalta a necessidade de seguirmos investindo em pesquisa, monitoramento e inovação na região. É um desafio contínuo, que exige adaptação e comprometimento diário”, informou.

Fonte: Serviço Geológico do Brasil (SGB)

De acordo com o alerta, a previsão é que o rio Negro atinja 28,84 metros em Manaus, com uma margem de variação entre 28,56 m e 29,16 m. A probabilidade de alcançar a cota de inundação severa, que é de 29 metros, é de 35%. Já a chance de superar o recorde histórico de 30,02 metros, registrado em 2021, é inferior a 1%.

Mais informações: https://l1nk.dev/godYG

Enchente do rio Negro pode atingir nível de 29 m

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Rio Negro continua enchendo, em Manaus

Rio Negro continua enchendo, em Manaus

De acordo com as previsões climatológicas divulgadas no primeiro alerta de cheias, em março, pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), o rio Negro atingiu, em Manaus, a cota de inundação, de 27,50 m, no último dia 28 de abril, quando o nível chegou a 27,56 m. O SGB prevê que, neste ano, o rio Negro pode atingir o nível máximo de 28,68 m até meados do próximo mês de junho.

Para os técnicos do SGB, é de 30% a possibilidade de que o Negro chegue aos 29,43 m, uma vez que, nesta quinta-feira, dia 8, está em 27,99 m, e o período de enchente deve se estender até a metade do próximo mês.

Enchendo em média, neste mês de maio, a 3,6 cm/dia, a possibilidade de ultrapassar os 29 m de enchente, até 15 de junho, não pode ser desprezada, o que ficaria acima da cota de inundação severa, especificada por este valor.

Nos próximos dias, o SGB deve divulgar o 2° alerta de enchentes para este ano.

Polo Industrial de Manaus amplia oferta de emprego em mais de 30%

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O Polo Industrial de Manaus (PIM), que fechou 2024 com faturamento de US$ 37.51 bilhões – alta de 6,36% na comparação com 2023 – mantém a expansão também no contingente de mão de obra alocada pelos diversos setores que operam no Distrito Industrial de Manaus, hoje com a média de 549 indústrias instaladas.

Mão de obra oferece mais de 103 mil empregos – Imagem: Divulgação/Suframa

Em 2019, as 448 indústrias incentivadas com operação na Zona Franca de Manaus (ZFM) mantiveram, em média, 79.519 postos de trabalho. Este contingente passou para 103.936 postos, sem incluir terceirizados e mão de obra temporária, escalando crescimento de 30,70% entre os dois períodos analisados. De acordo com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), 2024 fechou com 127.798 trabalhadores empregados, entre efetivos, temporários e terceirizados.

Salários, encargos e benefícios têm crescimento baixo

Mesmo em 2020, quando a atividade industrial foi impactada pela pandemia de Covid-19, o polo de Manaus manteve expansão no número de postos de trabalho, embora a média per capita de salários, encargos e benefícios (SEB) tenha decaído de US$ 1.484,44, no anterior, para US$ 1.119,07 naquele ano. Em 2024, a SEB fechou no montante de US$ 1.523,60, o que indica crescimento de 2,64% entre 2019 e o exercício recém-encerrado.

Em 2019, os cinco subsetores com maior número de postos de trabalho (eletroeletrônicos, duas rodas, termoplásticos, metalúrgicos e mecânico, respectivamente 1º e 5 º maiores) totalizavam 62.093 postos, equivalentes a 78,09% do total de 79.519 empregos. Em 2024, os subsetores mantiveram suas posições e são responsáveis por 80.070 empregos no PIM, o que corresponde a 79,92% do total de 103.936 postos efetivos.

Maiores salários

A média dos salários pagos pelas empresas do PIM, em 2019, era de R$ 2.811,21, a qual passou para R$ 3.603,09 no exercício de 2024. De outro lado, o segmento de isqueiros e descartáveis é aquele que paga os maiores salários, conforme a Suframa. Assim, em 2019, o valor pago pelo segmento era de R$ 6.395,23, passando a R$ 7.319,05 no ano passado.

PIM fatura R$ 204 bilhões e fecha 2024 com 128 mil empregos

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De janeiro a dezembro de 2024, o Polo Industrial de Manaus (PIM) faturou o montante recorde de R$ 204,39 bilhões, o que representa crescimento de 16,24% na comparação com o resultado obtido em 2023 (R$ 175,83 bilhões). Em dólar, o faturamento global de 2024 foi de US$ 37.51 bilhões – alta de 6,36% na comparação com 2023 (US$ 35.27 bilhões).

Foto: Divulgação/Suframa

As exportações do PIM totalizaram US$ 619.330 milhões ao longo de 2024, o que representa crescimento de 11,61% em relação ao ano anterior.

No que diz respeito aos números de mão de obra, as fábricas do PIM registraram, ao final de dezembro, 127.798 trabalhadores empregados, entre efetivos, temporários e terceirizados. Com os resultados contabilizados de janeiro a dezembro, a média mensal de empregos diretos do PIM em 2024 foi de 123.489 trabalhadores, o que representa crescimento de 8,87% em relação à média mensal de 2023 (113.419 trabalhadores).

Eletroeletrônicos e duas rodas

Bens de Informática (faturamento de R$ 47,07 bilhões e crescimento de 9,93%), Eletroeletrônico (faturamento de R$ 36,84 bilhões e crescimento de 11,71%) e Duas Rodas (faturamento de R$ 36,47 bilhões e crescimento de 18,32%) foram os principais segmentos do PIM no ano passado.

Entre os principais produtos do PIM em 2024, pode-se destacar principalmente o desempenho das linhas de produção de televisores com tela de LCD e OLED, com 13.994.881 unidades fabricadas entre janeiro e dezembro e aumento de 18,84%; motocicletas, motonetas e ciclomotos, com 1.831.600 unidades e aumento de 12,91%; telefones celulares, com 13.728.421 unidades e aumento de 2,87%; condicionadores de ar do tipo split system, com 5.775.240 unidades e aumento de 55,49%; condicionadores de ar de janela ou de parede de corpo único, com 419.762 unidades e aumento de 82,29%; monitores com tela de LCD para uso em informática, com 3.115.353 unidades e aumento de 37,19%; e fornos micro-ondas, com 5.465.612 unidades e aumento de 51,78%.