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ZFM: Resultados positivos, mas investimentos caem em Eletroeletrônicos

08 quinta-feira ago 2024

Posted by Eustáquio Libório in Notícia, Textos & Economia

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Amazonas, economia, eletroeletrônicos, investimentos, Manaus, PIM, reforma tributária, suframa, zona franca

Manaus/AM – De acordo com material divulgado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), nesta data, o Polo Industrial de Manaus (PIM) atingiu a marca dos R$ 97,13 bilhões de faturamento, no acumulado de janeiro a junho de 2024, o que reflete crescimento de 12,27%, comparado ao mesmo período do ano passado, em que pese as indefinições e até eventuais prejuízos que possam atingir o modelo com a reforma tributária em trâmite no Legislativo federal.

Quando convertido em dólares, o faturamento atinge a marca de US$ 18.94 bilhões, com crescimento de 10,58%, quando comparado às vendas de US$ 17.12 bilhões, à mesma época de 2023.

Se a reforma tributária pode atingir de forma negativa o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), tal percepção parece não ter chegado, ainda, aos investidores, os quais, conforme os números exibidos nos Indicadores do PIM, relativos ao mês de junho, mostram expansão de 3,77% no investimento produtivo, quando comparado aos valores de janeiro a junho de 2023 – US$ 9.86 bilhões – ante US$ 10.23 bilhões neste ano.

No entanto, alguns segmentos como o Mecânico, Produtos Alimentícios e, principalmente, o de Eletroeletrônicos, apresentam redução nos valores aplicados na ZFM. No subsetor Eletroeletrônicos, que em junho de 2023 registrava investimentos produtivos de US$ 3.018 bilhões, o montante ficou em US$ 3.002 bilhões em 2024, indicando baixa de 0,52%.

O indicador de expansão ou queda na produção do PIM, a aquisição de insumos, também é positivo e saiu de US$ 9.195 bilhões, em junho de 2023, para US$ 11.664 bilhões neste exercício, e mostra expansão próxima aos 27%, enquanto as exportações, que em 2023 foram de US$ 288 milhões, atingiram US$ 329 milhões neste ano, o que implica crescimento acima de 14%.

Vazante recorde do Negro e fumaça sufocam Manaus

13 segunda-feira nov 2023

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, falta de insumos, fumaça, logística, Manaus, poluição, zona franca

Se a guerra de Israel colocou o mês de outubro na história, aqui pelo Amazonas, acontecimentos climáticos também colocaram a vazante do rio Negro, assim como a fumaça que tomou conta de Manaus por quase dois meses, colocou a capital amazonense nos registros históricos.

Seca no rio Negro baixou nível a 12,70m

O rio Negro registrou, no ano de 2023, uma seca recorde que baixou ao nível de 12,70m, quota atingida no último dia 26 de outubro. O recorde anterior era de 13,63m, o qual ocorreu em outubro de 2010. Assim, a seca, não só em Manaus, mas praticamente em todo o Estado do Amazonas, em 2023, é fato marcante.

Maiores enchentes e vazantes

É importante registrar que as seis maiores cheias do rio Negro ocorreram já nos anos 2000, em pleno século XXI, enquanto as três maiores vazantes também aconteceram nesse período. Note-se que os níveis do Negro são monitorados desde 1902, conforme registros mantidos pelo Porto de Manaus.

Os problemas acarretados pela vazante do rio Negro, neste ano, levaram a situações que vão desde dificuldades na logística, tanto para abastecer Manaus de insumos e outros produtos para a indústria da zona franca, assim como mercadorias para o comércio local e no interior do Estado, onde 60 municípios ainda estão com dificuldades para obtenção de alimentos e até de água potável.

Outro fator que colocou a população de Manaus e de municípios da Região Metropolitana em situação de risco para a saúde foi a fumaça que atingiu a cidade desde meados do mês de setembro.

Poluição chega forte

A poluição por fumaça chegou a níveis graves, com algumas zonas urbanas da cidade tendo atingido 561 µg/m3 (micrograma por metro cúbico), o que caracteriza condições péssimas de poluição. Assim, crianças e idosos, principalmente, tiveram que tomar mais cuidados para evitar, ou pelo menos minimizar, danos à saúde, com ênfase ao aparelho respiratório.

Em que pese todos os transtornos ocasionados pela fumaça que ainda envolve Manaus, as autoridades não chegaram a um consenso acerca da origem deste tipo de poluição atmosférica. Se, por um lado, houve gente apontando queimadas na Região Metropolitana de Manaus (RMM) como responsáveis pela poluição, por outro, não faltou quem apontasse o dedo para o Estado do Pará, onde os focos de queimadas estão muito ativos.

No entanto, diz o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), até ironicamente, diria eu, que, no período de agosto de 2022 a julho deste ano, o desmatamento na Amazônia Legal foi reduzido em 22,3%. Um jornal carioca informa, ainda, que a ministra Marina Silva – do Meio Ambiente -, na verdade mais do meio do que do ambiente, afirma que a “queda acelerou na gestão atual, com redução de 42% de janeiro a julho deste ano”.

A ministra não mente, acho, mas a população de Manaus não parece concordar, depois do sufoco, que ainda não terminou, ocasionado pela poluição originada por queimadas. Infelizmente não é a primeira e não será a última vez que viveremos, literalmente, este sufoco.

Guerra em Israel e outros fatos colocam outubro na história

08 quarta-feira nov 2023

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, Guerra, Guiana, Israel, Lula da Silva, Manaus, meta zero, Ponta Negra vermelha, Venezuela

Primeira-dama do Brasil é vice-presidente e Ponta Negra ganha calçada vermelha

Existem períodos que entraram para a história quando fatos muito graves aconteceram e, em alguns casos, estes são reconhecidos como históricos de imediato.

Um desses fatos, ocorrido no mês de outubro, e que colocou o período na história da humanidade, foi o ataque do Hamas ao território de Israel, no dia 7, tornando-o um mês inesquecível, até pela barbaridade do ato terrorista inesperado que matou mais de 200 pessoas indefesas e iniciou o conflito armado no Oriente.

Venezuela x Guiana

Mas a guerra de Israel não é fato isolado a inscrever outubro na história. Existem, por outro lado, as maquinações feitas por Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, que está tentando criar narrativas que tirem a atenção do público venezuelano de seu desgoverno, ao promover uma guerra contra a República da Guiana.

Maduro defende a apropriação de boa parte do território da República da Guiana, a qual, conforme Maduro, se justifica historicamente.

Se no exterior a situação é complicada, no Brasil também há fatos que comprometem o desenvolvimento e crescimento da economia do país, assim como outros que pareceriam mais prosaicos se não fossem vendidos como verdades.

Meta zero no Brasil

É o caso, por exemplo, da afirmação do presidente da República ao declarar que dificilmente o déficit zero no orçamento federal será cumprido no ano de 2024.  O presidente desautoriza o ministro Fazenda, Fernando Haddad, e reconhece que não há esforço da administração pública federal para combater gastos excessivos, com isso, a meta estabelecida deixa de existir extraoficialmente.

No entanto, no Brasil, existem os acontecimentos prosaicos aos quais já me referi. Por exemplo: o presidente Lula da Silva se recolheu ao hospital Sírio-Libanês para, segundo sua assessoria, fazer uma operação delicada que envolveria inclusive a reconstituição do quadril, além de correção estética facial.

Muita saúde

De quadril novo e com o rosto remoçado, Lula da Silva deixou o hospital apenas dois dias após a intervenção cirúrgica. É muita saúde para quem tem mais de 70 anos ou, então, está fazendo de conta ter feito uma coisa, quando, na realidade, fez outra.

Vice-presidente é mulher

Ainda na esfera presidencial, outubro foi pródigo com a primeira-dama brasileira: o jornal francês Le Monde, edição de 31 de outubro, publicou matéria elogiando-a e, inclusive, dizendo que a mulher de Lula da Silva é a vice-presidente do Brasil. Estamos assim.

Ponta Negra vermelha

Calçada de pedras portuguesas foi pintada de vermelho – Foto: Divulgação/Secom PMM

No panorama local, Manaus teve um, digamos, incidente, que marcou o mês, período no qual na cidade completou 354 anos de existência. Assim é que a Prefeitura de Manaus pintou as pedras portuguesas que constituem o piso da Ponta Negra de vermelho para, conforme justificou, sinalizar pista para uso de ciclistas. A descaracterização do local consumiu recursos públicos e vai custar mais ainda, uma vez que a prefeitura vai remover a pintura fora de contexto.

Pois é, mas é dinheiro público…

Poluição por fumaça cresce em Manaus durante a noite

04 sábado nov 2023

Posted by Eustáquio Libório in Notícia

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Amazonas, fumaça, Manaus, poluição, queimadas

Manaus/AM – A poluição na cidade cresceu de três a quatro vezes em 24 horas, conforme leitura do site AppSelva, que faz a medição na Amazônia.

No início da manhã do dia 3 de novembro, conforme o appSelva, o número de partículas na atmosfera da zona sul manauara, a mais afetada, era de 197 miligramas/metro cúbico (µg/m3), 148 µg/m3 na zona leste, enquanto na zona oeste era de 74.7 µg/m3. Não havia leitura na zona norte.

Na zona Norte, a fumaça encobre toda a área e reduz a visibilidade

Neste sábado, dia 4, a zona sul apresenta como maior nível 589 µg/m3. Na zona oeste, o maior nível é de 289.8 µg/m3, na zona leste vai a 561 µg/m3. Não há leitura na zona norte.

A boa notícia é que esses níveis, por volta das 8h, começaram a cair e na zona sul fica em 361 µg/m3, na leste, em 225µg/m3, mas na zona oeste subiu para 325 µg/m3, e a zona norte está sem leitura.

Pelo menos desde 28 de setembro Manaus tem ficado exposta à poluição pela fumaça, que se agrava com o passar dos dias, como em 11 de outubro, quando o maior nível no fim da tarde foi de 177 µg/m3, registrado na Cidade Nova.

A ausência de chuva tem concorrido para ampliar a poluição, uma vez que tem sido muita escassa a precipitação nos últimos dois meses.

Ruínas: herança do crescimento econômico sem preservação

24 segunda-feira out 2022

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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353anos, borracha, economia, Manaus, ruínas

Eustáquio Libório*

Manaus completa neste ano uma história de 353 anos que se iniciou em 1669 com a construção do Forte de São José do Rio Negro, o qual deu origem à cidade, e onde, inicialmente, viviam a tropa de guarnição portuguesa, assim como jesuítas e membros das tribos indígenas Banibas, Barés e Passés, catequisados pelos padres da ordem citada. O forte estava localizado na área próxima ao Roadway e dali se originou Manaus.

O Amazonas se desligou do Pará e seguiu sua rota, enquanto Manaus cresceu como cidade. A expansão da economia decorreu da exploração do látex, já a partir de 1880, assim como nas décadas iniciais do século 20, em harmonia com o crescimento da indústria automotiva que demandou a produção de pneus.

Com a riqueza trazida pela comercialização do látex, Manaus passa a ter administrações que buscam dotá-la de mais conforto para seus moradores, como ruas calçadas, esgoto, energia elétrica, telégrafo, telefone, bonde elétrico entre outros serviços públicos, assim como são construídas edificações mais portentosas, tanto particulares quanto públicas, estas já a partir de 1891, nas administrações de Eduardo Ribeiro.

Se o ciclo da borracha se foi, sem deixar a economia estruturada para sobreviver no pós-borracha, sobraram as edificações como Teatro Amazonas, Palácio da Justiça, Usina Chaminé, Palacete Provincial, Ponte Benjamin Constant, Mercado Adolpho Lisboa, Relógio Municipal, palácios Rio Negro e Rio Branco, Alfândega, Roadway, Reservatório do Mocó, entre tantas outras ainda existentes ou já demolidas para “dar passagem ao progresso”, como por exemplo, o palacete da família Maximino Corrêa, na avenida Eduardo Ribeiro, que deu lugar ao espigão homônimo.

A metrópole na qual Manaus se transformou deixou pelo caminho vítimas como os igarapés que existiam, como o dos Remédios, o do Espírito Santo, para dar lugar a logradouros como a atual avenida Eduardo Ribeiro. Por outro lado, com a chegada dos ingleses, que ajudaram a aterrar igarapés de forma correta – construindo galerias para dar vazão à água – também por aqui se ganhou um porto moderno – o Roadway – para escoar a borracha e desembarcar mercadorias da Europa e Estados Unidos.

Crescimento econômico gera riqueza, mas se não for bem administrado deixa mazelas como a ausência da preservação de bens culturais e históricos. Apenas para ilustrar, cito a Praça do Comércio, ou complexo Boothline, ou ainda Estação dos Bondes, encravados ao lado do Roadway. Ali funcionou agência do Banco do Brasil, The Manáos Tramways & Light Company Ltd., assim como um botequim, à época muito famoso, o Bolsa Universal.

Na década de 1990, sob a administração do prefeito Arthur Neto, nesse local, hoje em ruínas, funcionou a Empresa de Urbanização de Manaus (Urbam), na parte central da edificação. As demais áreas eram ocupadas, àquela época, pelo Bar do Bigode e por um supermercado. A edificação, em frente ao Banco do Brasil, está sem nenhuma conservação… destino que parece estar reservado ao prédio da penitenciária estadual, ao prédio do Museu do Homem do Norte, ambos na av. 7 de Setembro, e outros espalhados pela cidade.

(*) Jornalista

Eleição no EUA e campanhas quentes em Manaus

04 quarta-feira nov 2020

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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campanha eleitoral, eleições 2020, eleições EUA, Manaus

Nesta terça-feira, dia 3, os Estados Unidos da América (EUA)devem definir o próximo presidente daquela grande nação do Norte. O resultado da eleição, no entanto, pode se transformar até em tumulto nas ruas de muitas cidades norte-americanas, em caso de derrota do presidente Donald Trump, o qual já ameaçou não aceitar um resultado no qual ele não seja o vencedor.

Importante não só para os Estados Unidos, assim como para os países que têm os EUA como grande parceiro comercial.

É o caso do Brasil, onde o presidente Jair Bolsonaro, que se diz amigo pessoal de Trump, declarou que vai continuar apoiando o presidente estadunidense até o último momento de definição das eleições nos Estados Unidos.

É uma promessa que, para Trump, nada significa. Para o Brasil, uma perda de tempo, afinal, amizades podem até pesar no relacionamento entre dois países soberanos, isso, porém, não quer dizer que o Brasil terá que seguir tudo que os Estados Unidos definirem.

O alinhamento do presidente Bolsonaro com o presidente Trump pouco tem servido aos interesses do Brasil. Aliás o País tem perdido oportunidades em várias instâncias, apesar dessa “amizade presidencial”.
Não foram poucos os milhões de dólares que o Brasil perdeu com a política de favorecimento às empresas norte-americanas adotada durante a gestão Trump.

Enquanto as eleições nos Estados Unidos se encerram com todas as chances de haver tumulto quando sair o resultado final, que pode demorar dias, no Amazonas os candidatos a prefeitos e vereadores mantêm as campanhas em suas cidades, apesar da covid-19.

A campanha eleitoral pode ter desencadeado uma segunda onda de covid-19 em municípios do interior do Amazonas e também em Manaus. Essa é a visão de autoridades do segmento de saúde do Estado.

O fato é que os candidatos não têm observado, em sua maioria, os protocolos para evitar a contaminação pelo coronavírus durante eventos de campanha, como passeatas e, em alguns casos, até em comícios
 As autoridades da área de saúde têm registrado aumento no número de internações por covid-19 em Manaus, e atribuem o crescimento dos casos de ataque do coronavírus justamente aos eventos das campanhas eleitorais.
Se a covid-19 voltou em segunda onda, por outro lado as campanhas estão cada vez mais quentes e até candidatos que estavam trabalhando realmente com suas propostas, como é o caso de Amazonino Mendes, também resolveram responder aos ataques de seus adversários.

Enquanto os candidatos partem para ataques aos adversários, deixando propostas de lado, os eventos de publicidade eleitoral que vão parar na justiça também aumentam.
 

Um desses casos foi a propaganda do candidato Alfredo Menezes atacando Davi Almeida. Por determinação da Justiça Eleitoral, Alfredo Menezes teve de retirar, de suas redes sociais e outros locais, a propaganda que desconstruía a imagem do candidato Davi Almeida.

Nesta terça-feira, candidato Ricardo Nicolau também, por determinação da Justiça, vai ter que ajustar sua propaganda e citar a Prefeitura de Manaus, além de ter que esclarecer direitinho como é que ele, sozinho, em quatro dias, construiu um hospital de campanha.

Eleitor ainda não sabe em quem votar, dizem pesquisas

30 quarta-feira set 2020

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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covid-19, CPI da Saúde, eleições 2020, Manaus, prefeito, vereador

Eleitor manauara ainda não se definiu sobre candidato em quem vai votar

Dois temas estão ocupando boa parte da mídia manauara no início desta semana. O primeiro é o aumento da incidência de casos infecção por coronavírus, como já havíamos falada na semana anterior, e o segundo são as pesquisas eleitorais que apontam a preferência do eleitorado pelo ex-governador e também ex-prefeito de Manaus, Amazonino Mendes.
As pesquisas buscam aferir a preferência do eleitorado pelos candidatos ao cargo de prefeito de Manaus nas eleições que do dia 15 de novembro, mas a campanha só começou agora, isto é, candidatos e apoiadores só podem pedir votos a partir do último dia 27, domingo.
Mesmo assim, cabe analisar os números apresentados pelas pesquisas da DMP/Rede Tiradentes e da Perspectiva Mercado de Opinião, nas quais os dois candidatos que despontam são Amazonino Mendes e David Almeida.
Na pesquisa espontânea da DMP, Amazonino tem 7,8% da preferência, enquanto Davi Almeida tem 5,4. Na da Perspectiva, Amazonino tem 13,1% e David Almeida tem 7,7%.
Na pesquisa estimulada, Amazonino tem 33% pela DMP, enquanto na Perspectiva ele é apontado com 32,7%. Almeida tem 18% da preferência do eleitorado na pesquisa da DMP e 18,5% na da Perspectiva Mercado de Opinião.
No entanto, o que é mais significativo nas duas pesquisas são os números que indicam quem não sabe em quem votar, e está indeciso. A pesquisa da DMP aponta que 81,2% não sabem ainda em quem votar, enquanto a Perspectiva indica que 58,7% dos eleitores entrevistados ainda estão indecisos.
O que se pode dizer é que ainda é muito cedo para que o eleitor se defina acerca do candidato no qual vai votar. Além disso, a campanha vai ser atípica devido à covid-19 e os candidatos devem evitar aglomerações, então, internet com suas redes sociais, TV, rádio, e os celulares é que serão os instrumentos para fazer campanha eleitoral neste ano.
CPI e coronavírus
Enquanto a CPI Saúde vai sendo enterrada, apesar dos resultados apresentados apontando desvio de recursos públicos, não só durante a pandemia de coronavírus, mas desde muito antes, como aconteceu nesta terça-feira, quando, por falta de quórum, a Aleam teve sua sessão encerrada, inviabilizando votar a prorrogação e acabando com a CPI.
Por falar em saúde, o crescimento dos casos de covid-19 já ultrapassam os 136 mil casos no Amazonas e as mortes ocasionadas pelo coronavírus superam a marca dos 4.000 mortos, mesmo assim, a população circula, pelo menos boa parte dela, sem tomar precauções para reduzir o contágio pelo coronavírus. O uso de máscara é desprezado por esses indivíduos, que não se preocupam nem consigo nem com as pessoas que vivem ao seu redor, membros ou não de suas famílias.
Enquanto pesquisadores da Fiocruz afirmam que existe uma nova onda de contaminação pela covid-19 em Manaus e, por outro lado, o prefeito Arthur Virgílio Neto propõe lockdown na cidade, o governador afirma que é contra e isso não vai acontecer.
Por fim uma notícia triste, principalmente para quem gosta das brincadeiras folclóricas e, especificamente, dos bois-bumbás. Nesta terça-feira morreu, vítima da covid-19, o levantador de toadas Klinger Araújo. O artista tinha 51 anos e foi mais uma vida ceifada pelo coronavírus.

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Pandemia de coronavírus e eleições municipais em Manaus

29 terça-feira set 2020

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coronavírus, covid-19, eleições, Manaus

Controvérsia e dados desencontrados sobre os casos de covid-19 no Estado do Amazonas levaram a Prefeitura de Manaus a fechar, novamente, a praia da Ponta Negra. O aumento na incidência de infecções por coronavírus apareceu na mídia nacional como se o Amazonas ainda estivesse em plena pandemia até meados de setembro.
Sem maiores esclarecimentos, por exemplo, a Rede Globo vinha apresentando o Amazonas em vermelho, o que indica crescimento diário do número de casos. A informação da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), no entanto, é de que os casos apresentados nas reportagens são de infecções abrangendo desde o mês de abril, que só agora puderam ser confirmados, e não casos novos, atuais.
É nesse contexto, por outro lado, que o Teatro Amazonas aparece como uma exceção em outro grande veículo da imprensa nacional, a CNN Brasil, por ter retomado suas atividades, embora, e talvez por isso mesmo, com as limitações impostas pelos protocolos de combate ao coronavírus. As atividades culturais do Teatro Amazonas já tiveram apresentações da filarmônica, mesmo que com cadeiras em número limitado na plateia.
Nesse tópico, por fim, cabe registrar que a Ponta Negra teve, no último fim de semana, praia praticamente deserta. Nessa época de pandemia, todo cuidado é pouco, portanto, é melhor se preservar.
Clima quente
As eleições 2020 terão, em Manaus, onze candidatos à prefeitura, os quais já foram definidos nas convenções que se encerraram na quarta-feira, dia 16, e os candidatos já estão atuando em busca de votos, embora sem que os possam pedir diretamente, em programas de TV, rádio e redes sociais, quando apresentam suas propostas aos eleitores
Enquanto um candidato afirma que vai apresentar suas propostas durante a campanha sem desconstruir os adversários, caso do deputado Ricardo Nicolau, mesmo assim, em sua primeira entrevista como candidato após a convenção, tentou desqualificar outros pleiteantes ao cargo de prefeito.
Por uma trilha parecida segue o ex-superintendente da Zona Franca de Manaus, Alfredo Menezes, o qual, durante o período em que esteve na Suframa já trabalhava para promover sua imagem pública com vista a se candidatar à Prefeitura de Manaus. Menezes, agora, também não dispensa críticas a quem já administrou a cidade ou o estado. É dele, por exemplo, a expressão dizendo que o ex-governador Amazonino Mendes, outro candidato à prefeitura nestas eleições, quer administrar a cidade de cueca e jogando dominó a partir de sua casa no bairro Tarumã.
Pelo que se vê, a campanha eleitoral de 2020 vai ficar na história como uma campanha muito quente, com adversários que, à primeira vista, vão estar mais preocupados promover o que eles julgam que seja negativo em seus adversários, do que em mostrar suas propostas para cidade e para a população de Manaus.
Neste caso também está incluído o candidato do PT à Prefeitura de Manaus, José Ricardo, o qual, em entrevista nesta terça-feira, dia 22, à Rede Tiradentes, não deixou de criticar o também candidato a prefeito e ex-governador do Amazonas, David Almeida, ao afirmar que Almeida sucateou a saúde.
A metralhadora giratória do petista disparou contra Amazonino Mendes e até atacou a atual gestão municipal ao dizer que não vai priorizar só o asfalto. Sobre suas propostas, no entanto, pareceu muito vago, repetindo que vai dar atenção às pessoas, às mulheres que são chefe de família e aos mais carentes. Como vai fazer isso ainda é uma incógnita.

Publicado por Eustáquio Libório | Filed under Artigo

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Reforma tributária e mudança de rota na Zona Franca

20 terça-feira ago 2019

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Cieam, Fieam, IBS, incentivos fiscais, IVA, Manaus, Polo Industrial de manaus, reforma tributária, zona franca


A preocupação com a Zona Franca de Manaus (ZFM) voltou a atormentar empresários, políticos, lideranças do governo e do Legislativo. O problema que angustia estas lideranças passou a ser a reforma tributária, o que não é novidade. O tema é antigo e sempre esteve na pauta, tanto faz ser governo de esquerda ou da direita.

Se o tema não é novidade, muito menos as soluções apontadas o são. Não as soluções indicadas no sentido de se contornar as novas diretrizes da reforma tributária de maneira a deixar a Zona Franca de Manaus com seus incentivos. O que se propaga como solução neste momento são iniciativas que já tiveram, lá atrás, há 15, 20, ou até mais anos, seu momento de fama, seu momento de popularidade, como o aproveitamento da biodiversidade amazônica na indústria de cosméticos, alimentícia, farmacêutica, entre outros, o turismo e, quem sabe, até a mineração.

Do lado da reforma tributária propriamente dita, não são boas as chances que se tem de que o modelo Zona Franca saia incólume desta iniciativa de trazer maior racionalidade aos tributos brasileiros. Em primeiro lugar, como já foi declarado inclusive pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que a redução da carga tributária não é meta da reforma que tramita no Congresso Nacional.

Uma das propostas prevê substituir IPI, PIS e Cofins, assim como o estadual ICMS e o municipal ISS, por um único tributo: o Imposto sobre Bens e Serviço (IBS), com alíquota única (flat) e cobrado no destino, ao usuário final. Parece ser a receita perfeita para detonar os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM), como tem dito, e quer, o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Outro texto a ser apreciado no Congresso Nacional prevê extinguir pelo menos nove tributos e criar um imposto único. Dizem os analistas da área que esse texto pode dar uma sobrevida à Zona Franca.

Já a proposta do governo federal reúne IPI, PIS, Cofins e IOF em um único imposto, modifica alíquotas do Imposto de Renda e cria, de novo, a Contribuição sobre Pagamentos (CP), outro rótulo para a infame CPMF, de triste memória para os brasileiros.

As análises que se vê acerca das propostas é de que nenhuma tem o poder, ou a esperada consequência de simplificar o labirinto tributário brasileiro, que rouba dias de trabalho ao trabalhador, é rico em burocracia para infernizar a vida das empresas, com normas diferentes nos Estados, além de rotinas pré-definidas pelos órgãos arrecadadores que implicam em manter um batalhão – talvez um exército – de pessoas permanentemente conectadas às fontes dessa burocracia para não perder a sintonia coma as “novidades”.

Já quanto à Zona Franca de Manaus há a manifestação de que a Coca-Cola deu sinais de seu interesse em tentar, assim como a comunidade local, blindar os incentivos fiscais dados às indústrias de Manaus. Pelo menos é o que foi noticiado, a partir de convite ao deputado federal Bosco Saraiva para um almoço de negócios com as lideranças da multinacional, em Brasília, na semana passada.

Ataques à ZFM já fazem parte do cotidiano das organizações que mantêm operações no Polo Industrial de Manaus (PIM), independente da origem e da natureza do ataque ao modelo. Seja por um decreto do presidente da República, que corta/reduz a alíquota de impostos à produção de videogames no PIM, ou de um jornalista que, sem conhecer o modelo e que talvez também nunca tenha vindo a Manaus, prefere adjetivar o modelo como “artificial e sem resultado”.

Desinformado, ou a serviço de outros interesses nem tão transparentes assim, esse jornalista poderia se dar ao trabalho de, ao menos, ler o último relatório produzido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) acerca do modelo ZFM. Talvez pudesse fazer críticas mais produtivas.

Por tudo isso, soa muito mal a colocação de que empresários, políticos e a sociedade organizada “já estão” se articulando para defender os interesses da Zona Franca de Manaus. A articulação, à revelia da maneira como é feita, que ocorre sempre que um ataque mais poderoso é desferido, deveria ser meta e rotina permanente de quem tem mandato ou cargo de responsabilidade tanto no governo estadual quanto municipal, no caso de Manaus e das áreas de Livre Comércio (ALCs), onde os incentivos administrados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) são aplicados.

No mais, é pôr mãos à obra, ficar atento e contestar tudo que puder restringir, reduzir ou extinguir os incentivos da ZFM, pelo menos por enquanto. No futuro, quem sabe o Amazonas muda de rota e navega em rios mais tranquilos, como turismo, industrialização da biodiversidade, entre tantos outros possíveis.

À espera de seu Godot predileto

16 terça-feira jul 2019

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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byd, godot, imposto sobre importação, incentivos fiscais, Manaus, suframa, zona franca

Há quem diga que a indústria paulista é contrária à existência da Zona Franca de Manaus (ZFM), mas em tempos de pós-verdade, fake news comandando o noticiário mundo afora, incluindo, e muito, o Brasil, nada mais é definitivo, mas, sim, efêmero, passageiro, cúmplice de narrativas, ou vítima de fatos distorcidos para aparentar determinada verdade.

Assim, a iniciativa parlamentar, gestada no Senado Federal, na semana passada, com o objetivo de tornar sem efeito a portaria 309, do Ministério da Economia, talvez seja um ponto fora da linha no contexto de se praticar a boa política, mesmo defendendo determinados interesses, mas de forma transparente, sem olhar apenas o próprio umbigo.

A portaria mexeu com interesses das indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM), mas também com aquelas outras, do segmento bens de capital, bens de informática e de telecomunicações, estabelecidas no Estado de São Paulo.

O movimento no Senado Federal, com a proposta do senador José Serra (PSDB/SP) que buscava tornar sem efeito a portaria, foi subscrita por representantes de outros estados e de dois senadores pelo Amazonas: Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB). Como se vê, as pontas opostas trabalhando por um mesmo fim, que foi o de não permitir maiores prejuízos à indústria nacional, esteja ela em Manaus, São Paulo ou qualquer outro Estado, principalmente pela forma utilizada pelo governo para impor as novas normas, via Imposto de Importação, que afetariam essas organizações.

Se a Zona Franca de Manaus obteve uma pequena vitória com a protelação dos efeitos da portaria 309, de outro lado, a anunciada – e improvável – vinda do presidente da República para participar da primeira reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS) mais uma vez não aconteceu, até pela data prevista – dia 12 de julho.

Agora, à semelhança dos personagens de Samuel Becket, em “Esperando Godot”, um clássico do teatro do absurdo, o titular da Suframa marcou nova data para a reunião do CAS e a vinda do presidente – o Godot predileto do superintendente da autarquia -, a qual deverá ocorrer no próximo dia 25 de julho.

Mais real e também antecipada, a floração dos ipês da avenida Djalma Batista marca um contraponto em relação a vinda do presidente da República a Manaus e a realização da reunião do CAS. No caso dos ipês, com a floração acontecendo em julho, o evento natural ocorreu antes, enquanto o teatro do absurdo retrata o tempo passando – árvores com folhas, depois sem estas – e nada de Godot aparecer.

Até quando a economia da Zona Franca de Manaus, em particular, e do Amazonas, no geral, ficará à espera de Godot, acumulando prejuízos pela não aprovação de projetos que, hoje, sabe-se, já ultrapassam a casa da centena.

O Brasil, apesar das crises que enfrenta o tempo todo, sejam elas originadas na economia – como ter 13 milhões de desempregados -, ou aquelas outras criadas pelo próprio governo, como anunciar um embaixador para Washington cuja maior e talvez a única credencial seja o parentesco com o presidente. Entretanto, a boa notícia é o anúncio de que a chinesa Byd deve se instalar no polo de indústrias incentivadas de Manaus.

Em outras palavras continuamos – a Zona Franca e o País – a atrair investimentos à revelia das crises, criadas, fictícias ou sopradas ao vento pelos que preferem o quanto pior, melhor.

Com a reforma da Previdência se encaminhando para o Senado Federal, os deputados federais devem encarar, agora, a reforma Tributária que tem como escopo eliminar os tributos federais IPI, PIS/Cofins, o estadual ICMS e o municipal ISS, colocando em seu lugar o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), com saudável consequência, em princípio, de simplificar em alguns passos a burocracia dos fiscos, já que não se fala em reduzir a carga tributária.

O momento é de atenção máxima em relação ao que será feito, já que a repercussão da mexida nesses tributos vai resvalar nos incentivos da Zona Franca de Manaus.

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