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Guerra em Israel e outros fatos colocam outubro na história

08 quarta-feira nov 2023

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, Guerra, Guiana, Israel, Lula da Silva, Manaus, meta zero, Ponta Negra vermelha, Venezuela

Primeira-dama do Brasil é vice-presidente e Ponta Negra ganha calçada vermelha

Existem períodos que entraram para a história quando fatos muito graves aconteceram e, em alguns casos, estes são reconhecidos como históricos de imediato.

Um desses fatos, ocorrido no mês de outubro, e que colocou o período na história da humanidade, foi o ataque do Hamas ao território de Israel, no dia 7, tornando-o um mês inesquecível, até pela barbaridade do ato terrorista inesperado que matou mais de 200 pessoas indefesas e iniciou o conflito armado no Oriente.

Venezuela x Guiana

Mas a guerra de Israel não é fato isolado a inscrever outubro na história. Existem, por outro lado, as maquinações feitas por Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, que está tentando criar narrativas que tirem a atenção do público venezuelano de seu desgoverno, ao promover uma guerra contra a República da Guiana.

Maduro defende a apropriação de boa parte do território da República da Guiana, a qual, conforme Maduro, se justifica historicamente.

Se no exterior a situação é complicada, no Brasil também há fatos que comprometem o desenvolvimento e crescimento da economia do país, assim como outros que pareceriam mais prosaicos se não fossem vendidos como verdades.

Meta zero no Brasil

É o caso, por exemplo, da afirmação do presidente da República ao declarar que dificilmente o déficit zero no orçamento federal será cumprido no ano de 2024.  O presidente desautoriza o ministro Fazenda, Fernando Haddad, e reconhece que não há esforço da administração pública federal para combater gastos excessivos, com isso, a meta estabelecida deixa de existir extraoficialmente.

No entanto, no Brasil, existem os acontecimentos prosaicos aos quais já me referi. Por exemplo: o presidente Lula da Silva se recolheu ao hospital Sírio-Libanês para, segundo sua assessoria, fazer uma operação delicada que envolveria inclusive a reconstituição do quadril, além de correção estética facial.

Muita saúde

De quadril novo e com o rosto remoçado, Lula da Silva deixou o hospital apenas dois dias após a intervenção cirúrgica. É muita saúde para quem tem mais de 70 anos ou, então, está fazendo de conta ter feito uma coisa, quando, na realidade, fez outra.

Vice-presidente é mulher

Ainda na esfera presidencial, outubro foi pródigo com a primeira-dama brasileira: o jornal francês Le Monde, edição de 31 de outubro, publicou matéria elogiando-a e, inclusive, dizendo que a mulher de Lula da Silva é a vice-presidente do Brasil. Estamos assim.

Ponta Negra vermelha

Calçada de pedras portuguesas foi pintada de vermelho – Foto: Divulgação/Secom PMM

No panorama local, Manaus teve um, digamos, incidente, que marcou o mês, período no qual na cidade completou 354 anos de existência. Assim é que a Prefeitura de Manaus pintou as pedras portuguesas que constituem o piso da Ponta Negra de vermelho para, conforme justificou, sinalizar pista para uso de ciclistas. A descaracterização do local consumiu recursos públicos e vai custar mais ainda, uma vez que a prefeitura vai remover a pintura fora de contexto.

Pois é, mas é dinheiro público…

“Venezuelano, procuro trabalho…”

08 terça-feira jan 2019

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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estatização, hiperinflação, Manaus, refugiados, socialismo, Venezuela

“Venezuelano, procuro trabalho, diária ou uma ajuda” esse é o texto de um cartaz típico de cidadãos venezuelanos que perambulam pelas ruas de Manaus, sem eira nem beira, expulsos de seu país pelos desacertos das administrações bolivarianas que iniciaram com Hugo Chávez, lá por 2002, e perduram até hoje, com o recém-eleito para novo mandato, Nicolás Maduro.

Em fins de agosto, de acordo com material divulgado pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur), os cidadãos venezuelanos que aportaram em Manaus e solicitaram refúgio somavam cerca de 7 mil almas, mas o fluxo migratório continua e os espaços para abrigar refugiados, três, só consegue lugar para cerca de 700 pessoas em Manaus.

Entre os venezuelanos há profissionais com formação superior que buscam qualquer colocação para trabalhar e, no dia a dia, moram em barracas ou redes nas áreas como viadutos. A maioria são homens jovens, pois mulheres e crianças têm prioridade nos abrigos. Mesmo assim, os deserdados pelo bolivarianismo fazem qualquer trabalho para conseguir alguns reais para comprar alimentos, água e tomar banho, sobreviver, enfim.

O drama dos venezuelanos, que abandonaram tudo que tinham em seu país para fugir da miséria sob a qual a Venezuela hoje vive, pode parecer um filme ou um pesadelo que o brasileiro já viveu, porém com custos sociais e econômicos bem mais negativos que os experimentados pelos, no período anterior à estabilização da moeda, com a criação do Plano Real, em 1994.

Se por aqui a luta era para tentar fugir das máquinas de remarcação de preços, na República Bolivariana da Venezuela houve – e ainda há – todo um processo político voltado para impor medidas de controle estatal em todos os segmentos econômicos, cujo efeito principal foi barrar novos investimentos no setor privado com a fuga, não só de capitais, mas também de cérebros para outros países.

País que já esteve entre os maiores produtores de petróleo do mundo, a Venezuela enveredou, no século 21, pela rota da má gestão macroeconômica, nacionalização da indústria e, como aqui, com a interferência na estatal do petróleo, a PDVSA, sem falar na expropriação de propriedades privadas, detonando a segurança jurídica naquele país e afugentando empresários, com bem registra Noah Smith, no Washington Post.

Queda na produção da indústria, desemprego, insegurança jurídica, tabelamento de preços, hiperinflação somados resultaram no estado de calamidade sob o qual os venezuelanos deixaram de ter esperança de viver com alguma dignidade em seu país e, assim, estava pronto o caminho, com muitas rotas, todas apontando como destino para esses desesperançados, um outro país.

O clima de terra arrasada levou ao êxodo e, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), desde 2015, cerca de 2 milhões de venezuelanos abandonaram a república bolivariana em busca de vida mais digna fora do país, mesmo que a partir do zero e, em casos como aqueles que optaram pelo Brasil, sem conhecer nem a língua do país de destino.

Partidários da esquerda costumam dizer que os maus resultados obtidos em regimes esquerdistas, como na Venezuela, é realização do comunismo, enquanto os bons resultados seriam consequência do socialismo.

Pelo exemplo da Venezuela, ali a experiência falhou de novo, sob o rótulo do bolivarianismo, para tentar construir um atalho e chegar, talvez, a uma Suécia tropical. O preço, quem paga são os cidadãos venezuelanos, longe da pátria e da dignidade como ser humano.

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