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Arquivos Mensais: outubro 2024

Manaus 355 – Cidade de contrastes na margem esquerda do rio Negro

23 quarta-feira out 2024

Posted by Eustáquio Libório in Crônica, Textos & Economia

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Manaus, na passagem do século 19 e início do século 20, tinha fama internacional e chegou a ser conhecida como “Paris dos Trópicos”, em que pese o rio Sena, que banha a capital francesa, estar mais próximo de ser um igarapé, pelos padrões amazônicos, quando comparado ao majestoso rio Negro.

A boa fama de então se devia aos recursos carreados para o Amazonas com a atividade – hoje, possivelmente execrada por aqueles que preferem manter a população na miséria – de exploração da hevea brasiliensis, que trouxe crescimento econômico para a região e, a partir daí, Manaus foi promovida, de “Porto de Lenha” ganhou apelido de capital europeia.

A extração de borracha criou um fluxo de migrantes, principalmente do Nordeste, que aqui viraram seringueiros, além de fazer a fortuna daqueles que se dedicavam àquela atividade.

Assim, a cidade que teve sua origem com a construção do forte de São José da Barra do Rio Negro, em 1669 – dizem os registros históricos, passou por uma expressiva fase de expansão econômica que levou o Amazonas a se enquadrar como um dos estados mais prósperos do Brasil, durante o “boom” da borracha.

Palacete Miranda Corrêa, na esquina, à esquerda, em frente ao Ideal Club (Foto: Internet)

Palacetes, como o Miranda Corrêa, situado nos altos da avenida Eduardo Ribeiro e que perdeu status de prédio histórico ao ser demolido para a construção do edifício Maximino Corrêa, passaram a ser erguidos na cidade. Em Adrianópolis ainda sobrevive o Castelinho “da Vila Municipal”, que originalmente era residência da família Auton Furtado.

Manaus, se tivesse os cuidados necessários, poderia ter lugares aprazíveis para a população se descontrair, apesar de nosso clima tropical que às vezes torna isso mais difícil. Na zona Sul há três largos: o da Matriz, o de São Sebastião e o Largo do Mestre Chico, criado no entorno de outro monumento arquitetônico: a Ponte Benjamin Constant, a Ponte de Ferro, na avenida 7 de Setembro. No entanto, este último está sob os cuidados da natureza, sem que serviços de conservação o mantenham preservado, perde a população, ganham os desocupados que já destruíram um centro de atendimento público desativado (?) nas proximidades.

Largo do Mestre Chico, em 2009

Cidade de contrastes, aqui existe um shopping – o Manauara – que mantém praça interna a partir da preservação, principalmente, de buritizeiros e outros espécimes vegetais nativos. Ainda sobre shoppings: No Sumaúma Park, o frequentador de sua praça de alimentação pode assistir ao pôr do sol, uma vez que está situado ao lado da reserva nativa da qual emprestou o nome.

Com pouca publicidade, a capital do estado tem um jardim botânico, localizado na zona Norte, o Museu da Amazônia, conhecido como Musa, com área de 5 milhões de metros quadrados. O passeio vale a pena para conhecer a exuberância da floresta amazônica com toda comodidade de estar em área urbana.

Em tempos de internet, já não temos mais cinemas como o Cine Guarany ou o Odeon, restam as ruínas do Éden, próximo ao Parque Jefferson Péres, outro local que também merece visita do manauara e de um eventual turista.

Se igarapés foram aterrados, e isto ocorre há mais de um século, para abrir espaço para ruas e avenidas, em alguns casos ao custo de destruir edificações históricas que poderiam ser tombadas, ainda estão de pé o Mercado Adolpho Lisboa, o prédio da Alfândega, assim como o Roadway, no entanto, o Palácio Rio Branco corre sérios riscos de invasão e de deterioração.

Vendas do segmento mecânico do polo de Manaus crescem mais de 80%

18 sexta-feira out 2024

Posted by Eustáquio Libório in Notícia, Textos & Economia

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Amazonas, economia, faturamento, indústria, Manaus, zona franca

Os dez maiores setores industriais do polo incentivado de Manaus, responsáveis pelo faturamento de US$ 21.21 bilhões, do total de US$ 21.95 bilhões acumulados até julho, mantêm a tendência de crescimento de suas vendas nos últimos cinco anos, conforme informações referentes ao período de janeiro a julho de 2024, divulgadas pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Vale destaque para o segmento mecânico, que ocupa a 6ª posição, o qual expandiu suas vendas neste ano em 80,46%, passando do faturamento de US$ 988 milhões, em 2023 – quando cresceu 10,36%, para US$ 1.78 bilhão, no período sob análise.

Os cinco maiores subsetores são responsáveis por 78,37% das vendas, com faturamento de US$ 17.20 bilhões no acumulado do período mencionado acima. Somados àqueles que detêm da 6ª à 10ª posições, as vendas conjuntas acumuladas representam 96,64% do total de US$ 21.95 bilhões.

Com 18,27% do faturamento total do Polo Industrial de Manaus em 2024, os subsetores que ocupam da 6ª à 10ª posições, faturaram US$ 4.00 bilhões. Assim, aos demais 14 subsetores coube o faturamento de US$ 739 milhões, valor que representa 3,36% das vendas do PIM.

Indústrias incentivadas de Manaus têm expansão em postos de trabalho

16 quarta-feira out 2024

Posted by Eustáquio Libório in Notícia, Textos & Economia

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economia, indústria, Manaus, suframa, zona franca

Os últimos dados sobre o desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM) divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), referentes ao mês de julho, indicam, além da evolução no faturamento, que cresceu 9,70%, quando aferido em dólar, na comparação entre julho de 2023 e o mesmo mês deste ano, atingiu US$ 21.95 bilhões, também outros fatores positivos.

O quesito mão de obra, quando analisado pela média, espelha dados positivos, como salários, encargos e benefícios (SEB), cujos gastos em julho do ano passado registravam US$ 147 milhões, enquanto em 2024 chegaram a US$ 151 milhões, crescendo 3,09% no período. A média quantitativa da mão de obra alocada no polo de Manaus passou de 97.569 postos, em 2023, para 101.513 em julho deste ano. Desta forma, o número de novos postos gerados pelas indústrias que operam na Zona Franca de Manaus fica perto de 4 mil ao atingir o acumulado médio de 3.944.

Indicadores como a aquisição de insumos (maior 26,29%), e a importação de insumos (crescimento de 24,63%), que demonstram aquecimento na atividade industrial do PIM, passaram de US$ 10.69 bilhões para US$ 13.50 bilhões, o primeiro; e US$ 6.85 bilhões para US$ 8.54 bilhões, o segundo.

No que diz respeito aos investimentos produtivos do PIM, este indicador cresceu quase 2% entre os períodos comparados, passando de US$ 9.87 bilhões, para US$ 10.06 bilhões, com expansão de 1,96%. Entre os três maiores subsetores, apenas eletroeletrônicos – incluindo bens de informática – apresenta ligeira queda, ao passar de US$ 3.03 bilhões para 3.00 bilhões, com baixa de 0,71%. Termoplásticos, que mantém investimentos de US$ 2.02 bilhões, cresceu 3,64%, enquanto o setor químico se destaca pelo crescimento de 7,73%, ao chegar a US$ 1.64 bilhão, contra US$ 1.53 bilhão em julho do ano anterior.

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