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Pelo menos 8,4 milhões de pessoas no Brasil não sabem ler. Mais da metade delas vive no Nordeste, onde a taxa de analfabetismo é mais do que o dobro da média nacional.

A maioria dos analfabetos vive na região Nordeste – Foto: Reprodução web

A taxa de analfabetismo no Brasil caiu para 4,9% em 2025, a menor desde o início da série histórica, em 2016, e a primeira vez que o índice ficou abaixo de 5%. O Plano Nacional de Educação (PNE) previa a erradicação completa do analfabetismo até 2024. O prazo passou, e 8,4 milhões de pessoas continuam do outro lado dele. A informação é da World Literacy Foundation.

Aplicando o modelo econômico da Unesco para o analfabetismo, a World Literacy Foundation estima que essa defasagem custe à economia brasileira US$ 27,4 bilhões por ano em perda de produtividade, perda de rendimentos e menor participação no mercado de trabalho.

O analfabetismo não é um problema apenas brasileiro. É global. Cerca de 739 milhões de adultos em todo o mundo não sabem ler, e a World Literacy Foundation atua em cinco continentes para reduzir esse número, uma sala de aula, um livro, um leitor por vez.

Debate em Oxford

Esta pesquisa fará parte das discussões do World Literacy Summit, que acontece na Universidade de Oxford entre 31 de março e 3 de abril de 2027, reunindo pesquisadores, formuladores de políticas públicas e educadores de mais de 85 países sob o tema Literacy in a Connected World (Alfabetização em um Mundo Conectado). Especialistas em alfabetização que atuam sobre a desigualdade regional brasileira estão convidados a submeter propostas para participar como palestrantes em Enviar sua proposta, com inscrições abertas até 30 de agosto de 2026.

De cada doação feita à World Literacy Foundation, 92% é destinado diretamente a livros, espaços de aprendizagem e programas de alfabetização para crianças e adultos que precisam.