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Buracos do Distrito Industrial e da Zona Franca de Manaus

07 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Aleam, buraco, Distrito Industrial, rua, suframa, Zona Franca de Manaus

É do conhecimento público o imbróglio resultante dos buracos e mondrongos que enfeitam as vias do Distrito Industrial e fazem de motoristas, tanto de carros leves quanto pesados, potenciais pilotos de Fórmula 1, tamanha a destreza necessária para se desviar de tais obstáculos nas ruas e avenidas daquele bairro da zona Sul sem, por outro lado, danificar o veículo ou, pior ainda, sob o risco de atropelar alguém.

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Tais buracos e mondrongos deram origem a uma polêmica quando a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) resolveram fazer convênio para revitalizar as vias do Distrito Industrial com recursos que viriam do governo federal. Algumas ruas foram asfaltadas, mas o convênio virou polêmica e a superintendente Flávia Grosso findou por se exonerar da Suframa, em outubro de 2011, segundo ela, para se defender desse e de outros processos.

Mas os buracos e mondrongos do Distrito Industrial não têm como ser ignorados em função da importância que têm as vias do DI para escoar produtos made in ZFM, assim como para levar às fábricas os insumos necessários à produção.

Dessa forma, na semana passada, alguns deputados estaduais resolveram fazer algo até então insólito: propuseram, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), formar uma comitiva com o objetivo de inspecionar tais buracos e mondrongos. Informe-se: não há obras a visitar, mas sim, os próprios buracos.

Apenas para situar o leitor é bom dizer que a Aleam tem exatas 24 comissões permanentes, o mesmo número de deputados, quatro das quais – Comissão da Indústria, Comércio Exterior e Mercosul, Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional Sustentável, Comissão de Obras, Patrimônio e Serviços Públicos e ainda a Comissão de Transporte, Trânsito e Mobilidade – relacionadas, de alguma forma, com as atividades das indústrias do Polo Industrial de Manaus.

No entanto, os deputados, apesar dessas comissões, resolveram que oito parlamentares: José Ricardo (PT), Alessandra Campêlo (PCdoB), Sabá Reis (PR), Augusto Ferraz (DEM), David Almeida (PSD), Wanderley Dallas (PMDB),Francisco Gomes (PSD) e Platiny Soares (PV) formariam comitiva para inspecionar os buracos na última sexta-feira, dia 18.

Nada contra a tal visita e às eventuais providências que possam surgir a partir daí, porém, como diz aquela expressão popular, “o buraco é mais embaixo”, ou talvez, mais em cima e, nesse caso, o que não falta é buraco para ocupar a agenda, não só dos deputados estaduais, mas também dos federais, dos senadores e, porque não incluir também os vereadores?

Só para não alongar o texto, basta dizer que um desse buracos é a interinidade do atual superintendente da Suframa, Gustavo Igrejas, que, caso não seja definido um titular para o cargo na próxima reunião do Conselho Administrativo da Suframa (CAS), deve fazer aniversário no próximo dia 10 de novembro.

Enquanto os esforços dos parlamentares e demais autoridades estiverem voltados para os buracos das ruas do DI, dificilmente a Zona Franca de Manaus e a própria Suframa poderão ser fortalecidas.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 22/09/2015

Promessas de sempre e o desemprego atual

05 segunda-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

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desemprego, economia, greve, inflação, mercadoria, porto, suframa

conteineres

Depois de 56 dias de greve, o Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa) decidiu pôr fim ao movimento paredista sem que, até onde se sabe, tenham obtido qualquer ganho. No entanto o movimento perdeu força depois que técnicos da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), amparados por medida judicial, fizeram o serviço de liberação de quase mil unidades de carga que estavam à espera de ser desembaraçadas.

Se do lado dos servidores da Suframa o que restou foram as promessas de sempre, desta vez sob o artifício de que os sindicalistas deram um voto de confiança aos parlamentares dos cinco Estados afetados pela greve – Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima– do lado do Estado, da indústria e da própria cidade de Manaus não foram poucos, nem pequenos, os prejuízos causados pela paralisação.

 

O Amazonas perdeu na arrecadação e a indústria calcula em cerca de US$ 5 bilhões as perdas em função da greve dos servidores da Suframa, cujo movimento sofreu impacto da ação do governo estadual no momento em que fiscais da Sefazforam mobilizados para liberar carretas, contêineres, entre outros, a fim de não paralisar ainda mais a atividade econômica no Amazonas.

 

Outra consequência que a greve trouxe foi a desatualização dos dados, normalmente informados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus, com a divulgação mensal dos indicadores industriais. A última edição publicada se refere ao mês de março de 2015.

Em ano de crise, recessão, desemprego e queda nos salários, a informação ganha maior valor, pois é de importância crucial para nortear o planejamento de entidades públicas e do setor privado. Desatualizados os dados, o que é ruim, como o desempenho da atividade econômica abaixo do esperado e com estimativas de analistas avaliando que o produto interno bruto (PIB) deste ano deve ser negativo em mais de 1,5%, as expectativas só pioram.

 

Se a Suframa, por força da greve, deixou de atualizar os indicadores, nem por isso as más notícias deixam de chegar por outras vias, como é o caso do Cagedreferente ao mês de junho, divulgado na sexta-feira, e que mostra o crescimento das perdas dos postos de trabalho pelo país afora.

 

No Amazonas, a contabilidade do extermínio de vagas, assim como o destino da Suframa, preocupam mais do que o normal. Em 12 meses, conforme informações do Caged, foram detonadas 17.412 vagas. Deste total, as maiores perdas aconteceram em 2015, quando 16.951 foram ceifadas no primeiro semestre, das quais 3.859 aconteceram no mês de junho. Os números, se trabalhados pela média, dá como medida um corte mensal de 2.825 vagas.

 

Agora, infelizmente, vêm as péssimas notícias, já que as anteriores eram as más. Assim, como parte do ajuste fiscal ainda está por ser aprovado no Congresso Nacional, a expectativa da inflação continua a indicar demora em baixar o nívelatual, além da conjuntura política tornar o ambiente de negócios complicado para investidores, só se pode dizer, por enquanto, que o túnel deve ser escavado a fim de que a luz, quem sabe no fim de 2016, possa ser avistada.

PIM se recupera, mas mão de obra cai

15 quarta-feira jan 2014

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

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atração, incentivo fiscal, indústria, investimento, mão de obra, otimismo, recuperação, suframa

Eustáquio Libório

Apesar da ausência contumaz do titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Fernando Pimentel, em eventos como a reunião do Conselho Administrativo da Suframa (CAS), inclusive com o adiamento da 263ª, que deveria ter ocorrido em junho e ficou para agosto, o desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM) vai bem neste 2013.

A análise dos indicadores relativos ao mês de maio, divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) no dia 9 de julho, oferece uma visão positiva deste exercício, em que pese alguns indicadores negativos ali encontrados.

O crescimentos da importação de insumos, embora descolado do faturamento, atingiu, em maio, 3,71%, quando a indústria incentivada importou US$ 4,66 bilhões em contrapartida aos US$ 4,49 bilhões nos primeiros cinco meses de 2012. No período em análise, a expansão do faturamento foi de 1,96%, enquanto as vendas deste ano chegaram a US$ 15,30 bilhões ante US$ 15,01 bilhões de 2012.

Mesmo esse crescimento do faturamento próximo a 2% soa como boa notícia ao se comparar ao índice negativo de 8,39% ocorrido no comparativo entre os primeiros cinco meses de 2011/2012. A se manter a tendência, pode haver recuperação nas vendas do PIM.

No front externo, o PIM também exibe céu de brigadeiro ao conseguir um montante de exportações 9,60% maior neste ano do que em 2012, e passar de US$ 323 milhões em vendas externas até maio do ano passado, para US$ 354 milhões no mesmo período deste ano.

Embora não se possa chamar de recuperação, mas as aquisições de insumos pelas indústrias do PIM dão indicações de que, a julgar pelo desempenho até maio, a atividade industrial caminha para, pelo menos, manter o nível do ano passado, quando esse indicador caiu 8,68% em relação a 2011. Neste exercício, até maio, ainda se mantém em baixa, mas em nível bem menor, a 0,57%. O que siginfica que adquiriu, em cinco meses, US$ 7,65 bilhões em insumos, contra US$ 7,69 bilhões no mesmo período de 2012.

O nível das receitas das indústrias do polo de Manaus, que em 2012 apresentavam acréscimo de 6,27% sobre o montante do faturamento, ultrapassou a marca de 2011, período em que excediam as vendas em 8,36% e atingiu o índice de 8,71%.

Por outro lado, a boa notícia pode ser a alta na atração de investimentos para o Polo Industrial de Manaus, o que justifica do otimismo da Suframa neste particular. Considerando que em 2011 a média mensal de investimentos no PIM foi de US$ 10,65 bilhões, conforme Indicadores do PIM divulgados pela agência de desenvolvimento, com queda para US$ 10,08 bilhões em 2012, a marca alcançada neste ano já ultrapassa 2011 e é 6,15% superior à alcançada no ano passado.

No que diz respeido aos incentivos fiscais oferecidos pelo Estado via ICMS, é de se destacar que, mantida a tendência dos cinco primeiros meses do ano, 2013 deve apresentar uma crescimento superior a 10% no recolhimento de ICMS, que em 2012 atingiu o montante de US$ 321 milhões. No entanto, esse valor acumulava uma queda de 13,47% em relação ao 2011, quando a indústria incentivada recolhera US$ 371 milhões aos cofres estaduais.

Por fim, cabe registrar que o aparente movimento de recuperação do PIM não se reflete na contratação de mão de obra, que passou da média mensal de 120.264 no decorrer de 2012, para 117.686 neste exercício. É uma baixa de 2,14% e abrange tanto a mão de obra efetiva quanto a temporária e terceirizada.

Eustáquio Libório é jornalista

E-mail: liborio.eus@uol.com.br

Publicado na revista PIM nº 40, ed. julho/2013

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Desempenho do PIM, câmbio e inflação

15 quarta-feira jan 2014

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

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conjuntura, indefinição, indicadores, macroeconomia, suframa, zona franca, Zona Franca de Manaus

Eustáquio Libório

Ano dos mais marcantes para o Polo Industrial de Manaus (PIM) foi 2008, quando a indústria incentivada manauense  conseguiu um de seus melhores desempenhos, justamente no período no qual foi deflagrada a crise financeira internacional que só chegou por aqui no ano seguinte.

Cinco anos depois, já com dados do primeiro quadrimestre de 2013 tabulados pela Superindência da Zona Franca de Manaus (Suframa), mas com indefinições macroeconômicas  que impactam no setor produtivo tanto no mercado interno quanto no externo, é um período, como diriam os climatologistas, apropriado para tentar fazer um comparativo.

Num rasante sobre os dados divulgados pela Suframa, pode-se afirmar que as curvas estatísticas dos dados de produção, vendas e mesmo evolução da mão de obra são mais favoráveis ao presente exercício, porém com a ressalva de que os dados analisados estão expressos em dólár e são apresentados a preços correntes.

No período de janeiro a abril dos dois anos cotejados – 2008 e 2013 – e entre cinco variáveis analisadas, apenas as exportações do polo de Manaus, em 2013, apresentam volume menor que aquele obtido no mesmo período de 2008.

Enquanto naquele ano o PIM já exportara US$ 343,31 milhões, neste exercício as vendas ao mercado externo foram de US$ 285,14 milhões. Isto significa que, se em 2008 as exportações haviam crescido 15,95% em relação ao mesmo período de 2007, as vendas  ao exterior deste ano ficaram 16,94% menores que as de 2012 nos quatro primeiros meses desse ano.

As importações, no entanto, ao acompanharem a tendência do faturamento, se expandiram em 44,86%, quando se compara as compras externas de US$ 2,50 bilhões efetivadas nos quatro meses de 2008 com o montante de US$ 3,62 bilhões de 2013. No comparativo dos quatro meses deste ano com igual período de 2012, a expansão das importações alcançou 3,74%.

Em outro patamar, a aquisição de insumos pela indústria do PIM, a sair de US$ 5,28 bilhões nos quatro primeiros meses de 2008 para US$ 6,03 bilhões neste exercício, indica uma expansão dfe 14,29%, no entanto, no comparativo entre janeiro/abril de 2012 com este exercício há uma queda de 0,84%.

Não  se pode dizer, por outro lado, que o faturamento das empresas do PIM está no melhor dos mundos, apesar do crescimento de 24,48% entre 2008 e 2013. No comparativo entre iguais períodos de 2012/2013 a expansão é de apenas 0,13%.

A boa notícia talvez seja a redução na relação entre os insumos à produção e o faturamento do PIM. Em 2008 essa relação era de 54,90%, hoje os insumos à produção caíram para 50,36% do faturamento do PIM.

No quadrante dos investimentos produtivos alocados à indústria manauense, os números da Suframa apontam para expansão de 35,67% entre o primeiro quadrimestre de 2008 e o deste exercício, ao sair dos US$ 7,91 bilhões, na média mensal, para US$ 10,74 bilhões, com a ressalva de que os três primeiros setores que mais investiam em 2008 (eletroeletrônicos, duas rodas e termoplásticos) se mantêm na dianteira neste ano.

Quando os dados analisados se referem à mão de obra, em que pese a percepção geral de que o PIM, ao automatizar a maior parte de suas operações, deixou de gerar grande quantidadfe de postos de trabalho, não impede que a evolução da mão de obra indique crescimento no número de contratações em 14% nos dois períodos sob análise, além de registrar melhoria nos desembolsos relativos ao pagamento de salários, encargos e benefícios em 18,90%, ao sair de US$ 1.519,67, em 2008, para US$ 1.806,94 neste ano.

Por fim, resta dizer que, a depender da conjuntura do segundo trimestre, tanto interna quanto externa, é possível que o polo de Manaus consiga ultrapassar o desempenho de 2008 neste exercício, embora tenha que se considerar na alça de mira a inflação e o câmbio, só para variar.

 

Eustáquio Libório é jornalista

E-mail: liborio.eus@uol.com.br

Publicado na revista PIM, nº 39, ed. junho/2013

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