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Abra sua conta, o serviço é grátis

18 terça-feira abr 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, banco, Bradesco, digital, informática, serviço

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Bancos existem, de modo geral, para intermediar operações financeiras, mas dependem da confiança do mercado para que suas atividades tenham sucesso e o estabelecimento bancário possa apresentar resultado positivo e remunerar acionistas. Isto é, também devem obter lucro de sua atividade.

No Brasil, seja o governo de esquerda ou de direita, do PT ou do PMDB, como hoje com Temer presidente, ou mesmo quando os militares governaram o país por mais de duas décadas, os bancos sempre se deram bem e faturaram alto, fato que não impediu escândalos envolvendo essas instituições financeiras com falências ou perda do controle para outros grupos.

Os bancos iniciaram a informatização de seus controles e rotinas muito cedo, tão logo apareceu tecnologia apropriado no Brasil

Os escândalos, com as maracutaias que minaram a operação de bancos estaduais, fizeram esse tipo de “banco de desenvolvimento”, como os finados bancos do Estado do Amazonas e Banerj, para ficar só com dois exemplos, sair do mercado, assim como outros bancos privados dos quais pouco ou quase nada se ouve falar, exemplo: Banco Nacional do Norte, Econômico, Real e Sulbrasileiro.

Os bancos iniciaram a informatização de seus controles e rotinas muito cedo, tão logo apareceu tecnologia apropriado no Brasil e, lembro que o primeiro caixa eletrônico – do Bradesco, quando este ainda tinha como razão social Banco Brasileiro de Desconto S/A – era um quiosque blindado, amarelo, com cerca de 1,5 m de altura, por 2 m de comprimento e mais ou menos 1,5 m de largura, instalado com uma luz vermelha, piscante 24 horas, instalado na praça Adalberto Vale, próximo ao Hotel Amazonas, também naquela praça, no centro de Manaus.

Desde lá, os bancos tomaram a dianteira no sentido de reduzir custos e, consequentemente, ampliar lucros. Para variar, perceberam que o ônus da mão de obra poderia ser reduzido com o uso da informática. Além disso, as instalações físicas, que nos anos oitenta eram amplas, também poderiam ser menores, baixando os custos dos bancos mais ainda.

A solução – para os bancos – foi montar caixas eletrônicos em suas agências e disseminá-los em pontos estratégicos, criando locais de autoatendimento, ou melhor, locais onde o cliente vira funcionário sem remuneração e executa tarefas que um dia já foram privilégio – ou ganha-pão – dos bancários.

Mas, lá por meados da década de 1990, o Brasil começou a ser servido pela internet. Foi o momento em que os bancos deram o pulo do gato: os computadores pessoais entraram no cotidiano de todo mundo e os bancos estimularam clientes a movimentar suas contas por vias digitais, enquanto o cliente ganhava comodidade, os bancos baixavam custos reduzindo seu pessoal.

Com a base de clientes operando virtualmente, a popularização dos smartphones melhorou a vida dos clientes e ainda mais a dos bancos que aproveitaram para lançar contas digitais – só operadas pela internet e caixas eletrônicos – bancos grandes nem cobravam taxas por esse tipo de serviço, abriam a conta gratuitamente e, como diz o “caboco”, já estava de bom tamanho.

Agora, com a base de clientes abrangendo cerca de 70% da população acima de 15 anos, segundo o Banco Central, os bancos tradicionais estão fazendo o movimento contrário e começando a cobrar taxas para movimentar contas digitais. Esse fato abre oportunidade para bancos virtuais entrarem no negócio de banco virtual com serviço, até agora, grátis.

Como um pacote básico no Bradesco ou Banco do Brasil não fica abaixo dos R$ 30 por mês, quem optar pelos bancos virtuais entra ganhando, afinal, o futuro não aponta escapatória, serviços financeiros estarão na internet.

Redes sociais perdem credibilidade

05 segunda-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

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confiança, digital, impresso, informação, mídia, opinião, rede social

Em meados de 2014, o Instituto Máquina da Pesquisa realizou a 4ª edição do estudo “Impacto das Mídias”, divulgado após as manifestações populares que aconteceram naquele ano, organizadas por meio das redes sociais. O estudo é voltado para aferir que tipos de mídia e veículos de informações são acessados com mais frequência por executivos de grandes empresas com o objetivo de obter informações que melhor os situem para a tomada de decisão.

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Conforme a metodologia utilizada na pesquisa, foram ouvidos 226 executivos de 137 empresas do país, as quais são responsáveis por R$ 433 bilhões em faturamento. Do universo de pessoas ouvidas, 96% acessam as redes sociais. A rede social mais acessada é o Facebook que detém 87% dos acessos feitos pelos executivos ouvidos.

A maioria dos entrevistados pelo Instituto Máquina da Pesquisa, 51%, veem a notícia como o gênero informativo mais confiável e 61% consideram que o nível da imprensa melhorou ou se manteve inalterado desde 2011, ano da pesquisa anterior e período a partir do qual as redes sociais se consolidaram no Brasil.

Conforme o estudo, apesar de se informarem pela internet, acompanhando as notícias veiculadas pela web, 49% asseguram que não abrem mão de ler jornais e revistas no formato tradicional, isto é, impressos.

A sondagem dos executivos, no entanto, também quis saber as expectativas, em 2014, sobre o ano de 2015 e os entrevistados, infelizmente, não se enganaram. Pelo menos 57% acreditavam, à época, que a economia iria piorar depois dos jogos da Copa do Mundo e das eleições. Não deu outra.

Quando indagados acerca do maior problema que o país enfrenta e que impede ou reduz o ímpeto de crescimento, a atávica corrupção brasileira foi citada por nada menos que 70% dos entrevistados e o Mensalão, assim como as 15 fases, até agora, da operação Lava-Jato estão aí para corroborar essa percepção.

Para aqueles que consideram as redes sociais meios superpoderosos para disseminar informações, no entanto, os resultados garimpados pelo estudo “Impacto das Mídias” põe um chega pra lá nesse tipo de expectativa, pelo menos entre executivos de grandes empresas a partir do nível de gerência/supervisão.

Se, por um lado, entre os tomadores de decisão, o uso de redes sociais está disseminado com a utilização diária por 61%, enquanto apenas 4% afirmaram não utilizá-las nunca, de outro, não dá para deixar de lado a constatação de que veículos impressos perdem terreno a cada estudo divulgado. Neste caso, o uso diário de jornais impressos para consumir informação é feito por 42%, enquanto 5% afirmaram nunca utilizá-los. Porém, a versão digital dos jornais é vista, diariamente, por 46% dos entrevistados.

Onde veículos impressos como jornais e revistas estão bem é na credibilidade. Se na 3ª edição da pesquisa, em 2011, 18,6% dos executivos viam as redes sociais com credibilidade, esse número caiu quase dois terços e agora apenas 7% ainda mantêm esse ponto de vista, enquanto os jornais impressos, na contramão na baixa da tiragem, passaram de 75,9%, que indicavam esse meio como confiável em 2011, para 81% na última pesquisa.

Como se vê, embora os impressos enfrentem dificuldades, não vai ser, por enquanto, as redes sociais que vão extingui-los. Mesmo assim, é oportuno lembrar do tema do 20º Festival Mundial de Publicidade de Gramado, sobre os impressos: “Ou você muda. Ou mudam você”, e também da advertência do presidente do evento, Roberto Duailibi, para quem o crescimento dos meios digitais é incontrolável, assim como a queda dos meios impressos.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 28/07/2015

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