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Textos & Economia

~ Artigos, crônicas e notícias sobre Manaus, economia e atualidades

Textos & Economia

Arquivos do Autor: Eustáquio Libório

Sinais positivos na economia

19 terça-feira set 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, crise, emprego, inflação, investimento, retomada

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Começa a se solidificar com maior intensidade as expectativas do mercado acerca da melhoria no desempenho da economia brasileira à revelia da situação política no Planalto, a qual, ao que parece, volta a se equilibrar na corda bamba com a segunda denúncia contra o presidente da República, Michel Miguel Temer, patrocinada pelo procurador-geral da República no apagar de sua gestão à frente da Procuradoria Geral da República (PGR), na semana passada.

Mesmo os papéis de companhias como a JBS, cujos acionistas majoritários foram presos por determinação da Justiça – apesar da delação premiada dada a eles -, que tem ações negociadas na BMFBovespa, não conseguiram, na segunda-feira, dia 18, puxar para baixo o índice da Bolsa, considerando as oscilações das ações de uma das maiores empresas do seu ramo no mundo, quando os papéis da JBS chegaram a cair até 3% no pregão matinal.

Se o desempenho da Bolsa indica uma curva ascendente dos negócios que ali são fechados, incluindo a superação de recorde histórico como aconteceu na semana passada, estudos divulgados por instituições financeiras, declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, além de boas novas como a anunciada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), acerca de melhoria na criação de empregos, ratificam a expectativa otimista do fim da crise sob a qual o Brasil se arrasta por mais de dois anos.

São importantes nessa visão de retomada da economia a manutenção dos cortes que vêm sendo efetivados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na taxa básica de juros, a Selic, além, é evidente, da queda na inflação.

Mas como sempre há um porém, o relatório Focus fechado na sexta-feira, 15, e divulgado na segunda-feira, mostra expectativas de alta na inflação para os próximos 12 meses em três dos quatro índices pesquisados com agentes econômicos, sendo o IGP-DI o mais significativo, tendo subido de 4,47%, na pesquisa anterior, para 4,60% na fechada no dia 15 de setembro.

Para este exercício, as expectativas de inflação coletadas pela pesquisa do Banco Central do Brasil ficaram no 2 x 2, isto é, dois dos quatro índices indicam crescimento da inflação neste ano, enquanto os outros dois mantêm previsão de baixa, é esperar para ver, embora a baixa nos juros possa concorrer para aumentar o consumo via crédito.

A lamentar, por enquanto, que a intenção de investimentos, monitorada pelo Portal da Indústria, não tenha crescido com maior vigor, apesar de manter curva ascendente. Em dezembro de 2016 esse indicador era de 44,6 pontos e ascendeu a 47,9 pontos até agosto deste ano.

Como se pode constatar, o movimento de recuperação da economia existe e pode até ser considerado tendência, resta aos agentes econômicos manter essa dinâmica. O problema, como se sabe desde há muito, é o fator político vir a pôr abaixo todo o esforço de recuperação que tem sido feito até agora. Uma dessas situações é a não aprovação, em 2017, da reforma da Previdência. Sem isso, o governo vai continuar com rombos crescentes.

Dá pra resolver Manaus Ambiental?

12 terça-feira set 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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esgoto, Manaus Ambiental, qualidade, serviço público

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Reclamar sobre a precariedade dos serviços públicos como saúde, educação, transporte coletivo, fornecimento de energia, água e até do esgoto sanitário já não é novidade. Independente da forma como tais serviços são prestados, seja diretamente pelo poder público ou via concessão, ao usuário cabe a parcela de pagar por serviços de má qualidade e o exemplo mais emblemático são as paralisações no transporte coletivo.

No entanto há serviços que, apesar utilizarmos todos os dias só são vistos quando entram em colapso, ou quase. É o caso da implantação de adutoras para abastecimento de água e do serviço de esgoto, tanto pluvial quanto sanitário. Se aos governantes, por se tratar de obras que “não aparecem”, e em sua visão podem não render dividendos eleitorais, na perspectiva do contribuinte os problemas são mais efetivos.

Implantar adutoras e esgoto sanitário mexe com a vida das pessoas dada a necessidade escavações nas vias por onde tais equipamentos urbanos vão ser implantados ou substituídos, dependendo da necessidade de cada logradouro.

Se as escavações já causam problemas com os desvios do trânsito e até interdição de ruas, pior ainda é quando tais obras não vão proporcionar serviços de uso imediato para a comunidade onde são implantados, ou vão ampliar gastos do contribuinte na forma de novas taxas e onerar mais as já existentes, como parece ser o caso da implantação e substituição do sistema de esgotamento sanitário que a Manaus Ambiental está fazendo na Cidade Nova 1, Zona Norte.

Inaugurado no início dos anos 1980, aquela comunidade não chegou à quarta década de existência, mas os problemas com o esgotamento sanitário vêm de longe. Se por um lado não há como questionar a necessidade de implantação do serviço, por outro, a maneira como está sendo efetivado deixa muito a desejar, que o digam os moradores da área compreendida entre a avenida Noel Nutels até o conjunto Renato de Souza Pinto 1, onde as obras estão em andamento.

Moradores mais antigos dessa área dizem que os dutos de coleta dos dejetos sanitários estavam instalados a cada lado das vias, os quais, agora, serão coletados por apenas um duto, em implantação pela RD Engenharia. Ora, se com os coletores duplos os moradores quase sempre tiveram problemas, a tendência é que tais ocorrências venham a se agravar com os dutos em implantação.

Para complicar mais a equação, embora a concessionária do serviço de água e esgoto nada tenha dito no panfleto que comunicou à população a realização do serviço, existe também a expectativa de que, com o investimento na nova rede de esgoto, também virá, a reboque, aumento na tarifa, além dos custos com a quebra de calçadas dos moradores para interligar as casas à rede ora em implantação.

Inegável, até o momento, é a piora na qualidade de vida dos moradores com ruas escavadas deixadas sem recapeamento asfáltico e com uma camada de  barro que se elevando em forma de poeira a toda hora, afetando a saúde dos moradores, e se transformando naquela lama pegajosa em dias de chuva como na madrugada desta terça-feira, 12. Dá pra resolver Manaus Ambiental?

Privatizem a Eletrobras

05 terça-feira set 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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corrupção, Eletrobras Amazonas, energia, privatização

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Desde a colonização do Brasil pelos portugueses, este país sofre de um mal que lhe reduz a competitividade, drena recursos públicos para a corrupção e deixa, sempre, o cidadão, o contribuinte, de quem são tomados os recursos, sem a assistência mínima devida pelo Estado, justamente por ser a instituição que deveria olhar por toda a sociedade e assisti-la.

Esse mal, esse vício é o gigantismo estatal, é a interferência pura e simples na economia, enquanto aquelas atividades que deveriam ser atribuições do Estado com o objetivo de dar retorno, em forma de serviços à sociedade, não contam com a atenção necessária.

A Eletrobras Amazonas que, em 2016, faturou 836.8 milhões de dólares, tendo fechado o exercício com 1.723 funcionários, mas seu desempenho caiu 6,5% em relação ao exercício de 2015

Exemplo disso foi a criação da Petrobras, sob o slogan “O petróleo é nosso”, em meados do século 20. A estatal cresceu, internacionalizou-se e, em algumas atividades, se tornou referência mundial. No entanto, sua expansão não teve a segurança de implementar mecanismos que vetassem a intervenção dos governos e o resultado é o rombo investigado pela operação Lava Jato.

Outro exemplo é a Eletrobras Amazonas que, em 2016, faturou 836.8 milhões de dólares, tendo fechado o exercício com 1.723 funcionários, mas seu desempenho caiu 6,5% em relação ao exercício de 2015, informa o anuário Melhores e Maiores, publicado pela revista Exame.

Se o prejuízo da Eletrobras Amazonas foi grande – 1.45 bilhão de dólares – quase o dobro do valor de suas vendas em 2016, não deve ser deixado de lado o fato de que a empresa de energia é uma das empresas mais endividadas listadas pelo anuário, que registra dívidas equivalentes a 183,2% pela relação exigível sobre o ativo total.

Este fato, o desempenho que gera prejuízo à sociedade, não é do conhecimento da maioria da população, embora esta estatal também esteja na mira da Lava Jato.

Ao usuário dos serviços dessa companhia e de sua distribuidora de energia cabe, além do ônus de pagar tarifas altíssimas e ser obrigado a utilizar serviços sem qualidade, também contribuir, com tributos, para amenizar o prejuízo de sua má gestão, principalmente operacional, como bem o provam as falhas de fornecimento de energia que acontecem em Manaus com frequência e que, desde o fim de semana, se agravaram, principalmente na Zona Norte.

Vítima que sou, como tantos outros usuários, dos péssimos serviços, como a empresa demorar mais de seis meses para inspecionar e autorizar instalação bifásica, além de, vez por outra, ter equipamentos queimados, dada a irregularidade no fornecimento de energia. Desta vez, com pisca-pisca fora de época patrocinado pela Eletrobras Amazonas desde domingo, e que se prolongou por toda essa segunda-feira, 4, a perda foi pequena, apenas um roteador, mas o prejuízo de ficar sem poder trabalhar até trocar o equipamento foi é bem maior.

Por essas e por outras mais é que se deve privatizar a Eletrobras. Lembro que, quando a telefonia era estatal, havia filas de espera para comprar uma linha telefônica, a qual, aliás era vendida à prestação e em venda casada, pois o consumidor tinha que adquirir ações da estatal que administrava o segmento. Privatizada, além de acabar com um foco de empreguismo e corrupção, houve melhora nos serviços.

O petróleo, como se vê, não foi, não é e nunca será nosso – do povo – mas sim de quem se encastela no governo e por ali apronta suas maracutaias, o mesmo se pode afirmar da estatal de energia, então: Privatizem a Eletrobras!

Falcatruas e semipresidencialismo

22 terça-feira ago 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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3conomia, Brasil, crise, distritão, política

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Os agentes econômicos mantêm expectativas, para 2017, que contemplam um tiquinho de otimismo temperado com pessimismo, como registra a pesquisa Focus publicada nesta segunda-feira, 21, pelo Banco Central, a começar pelos indicadores de inflação.

Enquanto IGP-DI e IGP-M, aferidos pela Fundação Getulio Vargas, preveem baixa nos preços no fechamento de 2017, IPCA, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e IPC-Fipe apresentaram, na pesquisa encerrada no último dia 18, previsão de alta. No entanto, o mais significativo parece ser a queda registrada no IGP-DI, que evoluiu de -0,83%, na semana passada, para -1,03% nesta semana.

O déficit fiscal, que já tinha a previsão astronômica de atingir R$ 139 bilhões, foi devidamente corrigido em quase 15%

Já onde as decisões do governo pesam mais, como a dívida pública, não há boas notícias. Para este exercício a expectativa subiu de 51,7% do produto interno bruto (PIB), na semana passada, para 51,8% nesta semana, enquanto em 2018, as expectativas para os dois períodos foram de 55,13% para 55,29% do PIB, respectivamente.

 

Conexão que conduz à expansão das expectativas da dívida pública é o que menos falta, a julgar pelos debates que se travam no Congresso Nacional ou medidas que estão em vias de ser discutidas ali, como o tal financiamento público aos partidos políticos, a implantação de um tal “distritão misto”, no campo das reformas políticas que parecem caminhar para deixar tudo como está.

Parodiando nosso temerário – perdoem o trocadilho – presidente, dir-se-ia que a classe política, com as raras exceções que consagram a regra e fugindo da generalização, não está nem aí para as expectativas de mudanças que a todo momento são expressas pela sociedade, seja pela rejeição pura simples aos políticos, seja pelo crescente contingente de pessoas que anunciam a intenção de votar branco, nulo ou simplesmente não comparecer a uma eleição, e o Amazonas, que vive um pleito suplementar, ilustra muito bem essa tendência do eleitorado.

No campo das medidas dependentes da vontade de agentes do setor público, os balões de ensaio propondo aumento de impostos, como ocorreu com o imposto de renda, volta e meia são lançados ou mesmo decretados, exemplo bem recente é a pendenga envolvendo maior tributação em combustíveis. Reduzir gastos, principalmente na esfera federal, não é coisa da qual se ouça falar com a frequência que as finanças públicas, no nível no qual se encontram, requisitam.

O déficit fiscal, que já tinha a previsão astronômica de atingir R$ 139 bilhões, foi devidamente corrigido em quase 15% e o Executivo já anunciou que, neste ano, vai chegar a pelo menos R$ 159 bilhões. Mas o Brasil está bem, devem pensar as ilustres cabeças de suas excelências, do contrário não estariam propondo um fundo partidário de “apenas” R$ 3,6 bilhões para bancar partidos políticos.

Por fim, o chefe do Executivo, Michel Miguel Temer, informa ser partidário de um “semipresidencialismo”, seja lá o que isso possa significar, não deve ser nada bom para o cidadão que paga as contas e tem no seu encalço um debate sobre outra invenção brasileira nascida no Planalto, o tal “distritão misto”, ou será que é “mixto”? Quer dizer, querem mudar e manter tudo como antes, inclusive mordomias e falcatruas, as quais, nem o Ministério Público Federal com a ajuda da Polícia Federal, conseguem pôr um fim.

Ranking de Melhores tem 12 empresas do PIM

15 terça-feira ago 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, economia, ranking, zona franca

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Fazem parte da edição 2017 do anuário Melhores & Maiores, publicado pela revista Exame, doze organizações com operações em Manaus. A soma das vendas dessas empresas, no exercício de 2016, totalizaram 14,26 bilhões de dólares. Desta uma dúzia de empresas, a maior parte com operações no Polo Industrial de Manaus (PIM), quatro perderam posição na comparação com edição anterior – 2016 – do periódico.

Entre as 12 organizações que figuram no ranking, a que teve o maior faturamento foi a Samsung, com vendas de 5,71 bilhões de dólares

Um dos casos lamentáveis de perda de posição, e logo de faturamento, é o da japonesa Moto Honda. A nipônica faturou 1,59 bilhão de dólares e fechou 2016 com 7.356 empregados, mas caiu do 77º lugar, em 2015, para 112º, perdendo, assim, 35 posições no ranking de Melhores & Maiores.

No entanto, se o segmento de duas rodas do PIM continua a patinar, o setor químico/petroquímico, do qual faz parte a Innova, tem assegurado expansão dos negócios. A empresa, que faturou 642,2 milhões de dólares e tinha cerca de mil funcionários em 2016, subiu 191 posições, sim 191 – da 504ª, em 2015, para 313ª no ano passado – e parece ser um caso atípico de bom desempenho por aqui.

A Eletrobras Amazonas perdeu duas posições, caindo da 241ª para 243ª, mas faturou, em 2016, 836,8 milhões de dólares e empregava 1.723 pessoas. O desempenho das vendas, porém, apresentou decréscimo de 6,5% entre os dois períodos analisados pela publicação, o que significou prejuízo de 1,45 bilhão de dólares. A Eletrobras Amazonas também listada como a quarta mais endividada do ranking.

Entre as 12 organizações que figuram no ranking, a que teve o maior faturamento foi a Samsung, com vendas de 5,71 bilhões de dólares. A gigante de capital coreano apresentou desempenho positivo de 2,1%, representado por lucro de 796 milhões de dólares e emprego para 8.282 pessoas. A performance da Samsung lhe assegurou galgar cinco posições, passando da 23ª, em 2015, para a 18ª no ano passado.

Em segunda posição entre as companhias com sede em Manaus que foram listadas em Melhores & Maiores, vem a Petróleo Sabbá, com faturamento de 1,84 bilhão de dólares e desempenho positivo de 4,1%, lhe assegurando lucro superior a 25 milhões de dólares em 2016.

A Atem’s Distribuidora, que ganhou 40 posições – passando de 371ª para 331ª – faturou 611,7 milhões de dólares, com crescimento de 8,1%. Isso é traduzido por lucro de 6,8 milhões de dólares no exercício de 2016.

A P&G avançou 42 duas posições no ranking – de 357ª para 315ª -, tendo faturado 634 milhões de dólares e desempenho positivo no faturamento de 8,1%. Mesmo assim amargou, em 2016, prejuízo de 349 milhões de dólares. A organização, de capital americano, manteve emprego para 2.029 pessoas.

Também ganharam posições a Arosuco – 323ª para 294ª -, com faturamento de 689 milhões de dólares; a Panasonic – 423ª para 412ª e vendas de 475 milhões de dólares. Enquanto a Rexam Amazônia, com vendas acima de 425 milhões de dólares, aparece pela primeira vez no ranking de Melhores.

Com faturamento de 404 milhões de dólares, a Digibras caiu de 441ª para 470ª, perdendo 29 posições. Já a Crown perdeu 51 posições – de 428 ª para 479ª – com vendas de 391,8 milhões de dólares.

O balanço do ranking, considerando as organizações com operação em Manaus, é positivo, no entanto, é possível que o movimento de recuperação da atividade econômica que já se desenha nas indústrias incentivadas do PIM garanta, em 2017, um maior número de companhias listadas no anuário da revista Exame.

Insegurança e falta de investimentos

02 quarta-feira ago 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, economia, inflação, investimentos, tributos

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O aumento da tributação nos combustíveis e na gasolina, particularmente, parece já ter repercutido nas expectativas do mercado, em que pese o vaivém de medidas judiciais buscando anular o decreto presidencial que aumentou em cerca de R$ 0,40 o preço deste combustível. É a decisão política no campo econômico para atingir um resultado fiscal, pelo governo federal, que, a cada momento, se torna menos factível, como é o caso de manter na faixa dos R$ 139 bilhões o déficit fiscal do governo.

 Se causa e efeito podem às vezes ser detectáveis de imediato, há situações onde os reflexos da política na economia não ficam tão claros,

O reflexo do aumento dos preços nos combustíveis, em conjunto com outros fatores, contaminou as expectativas de inflação dos agentes econômicos consultados pelo Banco Central, semanalmente, por intermédio da pesquisa Focus encerrada na última sexta-feira, 28, e publicada nesta segunda-feira, 31.

A mudança de expectativas prevendo inflação maior nos próximos 12 meses foram captadas em quatro indicadores. O IPCA, passou de 4,40% na semana passada para 4,52%, enquanto o IGP-DI saiu de 4,32% para 4,43%. No mesmo período, o IGP-M subiu de 4,41% para 4,46%. Expectativa pessimista para a inflação dos próximos 12 meses também foi registrada pelo IPC-Fipe, subindo de 4,51% para 4,58%.

No entanto, se causa e efeito podem às vezes ser detectáveis de imediato, há situações onde os reflexos da política na economia não ficam tão claros, como bem exemplifica o imbróglio envolvendo denúncias contra o presidente Michel Miguel Temer e que, na pior hipótese, poderá afastá-lo da cadeira presidencial por um impeachment.

Se a possibilidade do afastamento do presidente Michel Temer parece remota para seus correligionários que não medem esforços para garantir uma votação favorável a ele na Câmara dos Deputados já na próxima quarta-feira, dia 2, na economia parece haver uma expectativa mais positiva, como detectaram técnicos da Fundação Getulio Vargas (FGV), e registrada em estudo publicado na última sexta-feira, dia 28.

Pelo boletim Macro, do Ibre/FGV, fica-se sabendo que nos 12 meses completados no último mês de maio o déficit primário já atingira 2,50% do produto interno bruto (PIB), assim, esse indicador permanece praticamente inalterado em relação ao mesmo mês de 2016.

Mas como o governo, mesmo tomando medidas para manter o déficit fiscal no nível proposto, não para de ampliar a dívida pública e de conceder benefícios a folhas de pagamento de classes com alto poder de barganha no funcionalismo federal, essa dívida pública passou de 67,7% do PIB, em maio de 2016, para 72,5% no mesmo mês deste ano.

De outro lado, o estudo do Ibre registra que risco país, títulos públicos, dólar e bolsa se mantêm em recuperação e entendem que esse panorama só se torna possível pela presença de algumas condicionantes como a boa situação das contas externas, a disposição do Banco Central para vender dólar no mercado futuro, a alta liquidez internacional, assim como sinais de aquecimento no crescimento global.

Mesmo assim a economia se mantém em ritmo de espera e os investimentos para a retomada tardam a aparecer, quem pela expectativa de que a situação do presidente Temer possa ser encarada como insegurança jurídica.

Publicação no Jornal do Commercio em 01/08/2017

Inflação cai e combustível aumenta tributação

26 quarta-feira jul 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Brasil, gasolina, inflação, política

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A campanha política para o governo do Amazonas, em eleição suplementar que deve acontecer no próximo dia 6 de agosto, entra na reta final com candidatos buscando votos de eleitores também no interior do Estado e apresentando as prioridades que devem ser trabalhadas pelo eleito quando assumir.

 

Mas se candidatos e candidatas já definiram suas diretrizes de governo, a maioria trabalhando com plano emergencial para um período de pouco mais que um ano, uma grande dúvida ainda paira sobre a realização de eleição direta ou indireta, devido a ações pendentes de julgamento que visam fazer a justiça eleitoral determinar o cumprimento legal de, no presente caso, realizar eleição indireta para o governo estadual.

No mês de junho, por exemplo, o IPCA apresentou queda de -0,23%, assim como o INPC, que ficou em -0,30

De outro lado, as expectativas da economia, em nível nacional, estão se aproximando do otimismo, apesar da decretação do aumento em impostos envolvendo combustíveis como a gasolina.

 

Ao que tudo indica, o arrocho tributário ordenado pelo Palácio do Planalto pegou muito mal para o governo, cujo titular, o presidente Michel Temer, que nunca teve popularidade alta nem média, sentiu o problema na pele e não faltaram conversas em busca entendimento político sobre fatores econômicos, como o aumento de combustível e na seara política, no último fim de semana.

 

Fruto dessas conversas foi o anúncio, nesta segunda-feira, 24, feito pela Petrobras, de que vai reduzir o preço da gasolina e de outros combustíveis nas refinarias. É boa notícia, ficará melhor ainda se essa baixa no preço conseguir chegar até os consumidores, os quais, no fim das contas, são os que pagam o pato.

 

Enquanto isso, a falta de emprego e a consequente redução na renda das famílias vai fazendo o trabalho de aplainar os rumos da atividade econômica com a baixa nos índices de inflação.

 

No mês de junho, por exemplo, o IPCA apresentou queda de -0,23%, assim como o INPC, que ficou em -0,30. Os dois índices são apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado deste exercício, o IPCA ficou em 1,18%, enquanto em 12 meses fechou em 3%.

 

Se os índices do IBGE já dão boas notícias, os índices gerais de preços apurados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) – IGP-M e IGP-DI – mostram desempenho bem melho,r pois ambos tiveram deflação. Em 12 meses o IGP-M acumula -0,78%, enquanto o IGP-DI, no mesmo período, alcançou -1,5%.

 

A má notícia fica por conta das expectativas de mercado, objeto do relatório Focus publicado nesta segunda-feira. Por ali fica-se sabendo que o produto interno bruto (PIB) previsto para 2017 permanece em 0,34%, depois de cair de 0,39% há quatro semanas. Quanto a 2018, a estimativas do mercado agora são de crescimento de 2%, após cair, também há quatro semanas, de 2,10%.

 

Assim, enquanto o Amazonas encaminha eleição direta para o governo do Estado e o presidente Temer consegue – ao que parece – se livrar de maiores complicações no Congresso Nacional, os agentes econômicos se mantêm ainda precavidos para realizar novos investimentos.

Ciclovia sem uso e balsas perigosas

14 sexta-feira jul 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, infraestrutura, Manaus Moderna, porto

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Em Manaus há locais com boa estrutura de equipamentos públicos que são pouco utilizados e outros, aonde a demanda por esses equipamentos é tão grande que deixa a população sem ter alternativas para satisfazer atividades de lazer ou de trabalho, e para não fugir de um problema histórico na cidade, envolve a logística e mobilidade.

Já no que se refere a alta demanda por equipamento público, não há exemplo mais emblemático, em Manaus, do que as balsas usadas no embarque e desembarque das pessoas que usam o transporte fluvial

A avenida Nathan Xavier, na Zona Norte, é o exemplo de uma estrutura cujo equipamento urbano ali inserido é pouco usado pela população de seu entorno. Projetada para ligar a Zona Norte à Zona Leste como alternativas às vias existente e sempre congestionadas pelo trânsito pesado, essa avenida inicia na avenida Governador José Lindoso (das Torres) e vai até o bairro Novo Aleixo.

A inovação por ali é que a avenida Nathan Xavier já foi construída com uma das três pistas sinalizada e destinada aos ciclistas, mas, ao que parece, estes não foram avisados, e a ciclovia, cerca de três quilômetros nos dois sentidos da via, por lá fica e vai sendo usada pelos veículos mesmo.

Chama mais a atenção o fato de que a avenida das Torres é sempre utilizada como palco para apresentação de shows, maratonas e demais atividades que envolvem a necessidade de espaços mais amplos, com isso, usuários que a utilizam como via de comunicação entre a Zona Norte e a Zona Sul, findam por perder agilidade quando eventos são realizados ali. Fato que se torna mais complicado na época do Carnaval.

É possível que a utilização da avenida Nathan Xavier para a realização desses eventos atenda de modo efetivo quem, hoje, recorre à avenida das Torres, com isso deixando livre para o tráfego a avenida Governador José Lindoso (Torres).

Já no que se refere a alta demanda por equipamento público, não há exemplo mais emblemático, em Manaus, do que as balsas usadas no embarque e desembarque das pessoas que usam o transporte fluvial como meio para sair ou chegar à capital do Amazonas e se veem obrigadas a se dirigir à Manaus Moderna para pegar um barco, ou ali são deixadas como ponto final da viagem de quem vem do interior.

O caso, ou caos, com perdão do trocadilho, se torna pior quando acontecem eventos como o Festival Folclórico de Parintins e os brincantes se aglomeram pela orla – orla, pois é, na falta de um nome mais apropriado para instalações tão precárias – com risco de cair n’água e se afogar, pela ausência de muretas de segurança ao longa da área onde ocorrem embarques e desembarques.

Se dar maior utilização ao espaço da avenida Nathan Xavier pode parecer ação prosaica, mas que impacta a vida de muita gente, dar instalações mais seguras para quem necessita usar as balsas localizadas atrás do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, como diria o “caboco”, já são outros quinhentos.

A dificuldade maior parece ser de quem é a responsabilidade pelas eventuais melhorias a ser construídas na área, além de ter que realocar, pelo menos durante a eventual construção de terminais fluviais dignos das pessoas que os frequentam, pequenos comerciantes e prestadores de serviços que ali trabalham, e não são poucos.

Enquanto isto não acontece, a vida, assim como o rio Negro, segue seu ritmo e a apatia por exigir melhorias ganha corpo entre quem ali exerce atividades remuneradas e os eventuais passageiros dos barcos que singram as estradas de água da Amazônia.

Boi não voa e a economia não decola

05 quarta-feira jul 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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desocupação, economia, emprego, mão de obra

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Embora seja notícia divulgada na quinta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é oportuno registrar o crescimento da taxa de desocupação entre os brasileiros no trimestre compreendido entre março a maio deste ano, apurado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-Contínua), que está em 13,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, que ficou em 13,2%.

Os agentes econômicos entrevistados pela pesquisa do BC ampliaram suas expectativas de inflação para os próximos 12 meses em três indicadores (IPCA, IGP-M, e IPC-Fipe) dos quatro índices levantados.

Isto significa que pelo menos 479 mil pessoas deixaram de trabalhar com carteira assinada entre os dois períodos. A situação fica mais dramática quando o comparativo da pesquisa do IBGE recai sobre o segundo trimestre de 2016. Por aí, cerca de 1,2 milhão de pessoas deixaram de ter emprego com carteira assinada.

De acordo com o IBGE, desde 2012, quando a taxa de desocupação no segundo trimestre do ano foi de 7,6%, é mantida a tendência de crescimento desse indicador, com uma ligeira redução apenas no exercício de 2014. O número de pessoas com carteira assinada no Brasil atinge 33,3 milhões.

As más notícias não param por aí, infelizmente. O relatório Focus, produzido semanalmente pelo Banco Central do Brasil (BC) também apurou dados negativos na pesquisa fechada na sexta-feira, 30 de junho.

Os agentes econômicos entrevistados pela pesquisa do BC ampliaram suas expectativas de inflação para os próximos 12 meses em três indicadores (IPCA, IGP-M, e IPC-Fipe) dos quatro índices levantados. No entanto, com o horizonte focado neste mês julho, o IPCA se mantém no mesmo nível das expectativas da semana anterior, enquanto os demais índices são vistos em queda.

De outro lado, o câmbio desperta expectativas de alta quando o horizonte é o ano de 2017 com ligeira variação, passando de R$ 3,32/dólar, para R$ 3,35/dólar na semana fechada na sexta-feira, 30. Para o exercício de 2018, a pesquisa Focus registra permanência de quatro semanas com o câmbio a R$ 3,40/dólar.

Mas se não há geração de empregos formais, como assinala a PNAD, e as expectativas para inflação e câmbio ainda não são as melhores, há outros fatores que podem demandar mais explicações para atual crise brasileira.

Na tarde de segunda-feira, 3, quando, por volta das 16h, foi divulgada a prisão do ex-ministro do governo Temer, Geddel Vieira Lima, a BMFBovespa operava em alta 0,37% e uma das ações com maior oscilação positiva era a da JBS ON, que subira, até aquele momento, 3,37%.

Esses dois fatos parecem indicar um descolamento da crise econômica, cujos agentes do setor privado têm procurado contornar, e a crise política, onde, a cada semana, mais fatos negativos trabalham contra a recuperação da economia, no que depender de inciativas do setor público, principalmente do governo federal, como as reformas da Previdência e trabalhistas, meio encalhadas no Congresso Nacional, enquanto o chefe do Executivo tem entre suas maiores preocupações a manutenção da cadeira presidencial.

Como está difícil tirar o Brasil do vermelho, a melhor coisa a se fazer, por enquanto, é festejar a vitória do boi Caprichoso, no festival de Parintins. Ali, o azul foi pura emoção, mas as apresentações do contrário também foram lindas e valorizaram a vitória do touro negro.

Poder concedente ou mediador?

27 terça-feira jun 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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greve ilegal, Manaus, rodoviários, transporte público

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Conforme aferido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), nos 177 dias deste primeiro semestre de 2017, o transporte coletivo público teve 43 paralisações, incluída a desta segunda-feira, 26, quando 100% da frota não saiu das garagens no horário normal, deixando cerca de 800 mil usuários desse tipo de transporte sem condução para atender seus compromissos, seja de trabalho, educação, saúde ou lazer.

O caso presente se reveste de maior gravidade por se tratar de um movimento ilegal, efetivado à revelia do Tribunal Regional do Trabalho

Por esse balanço de paralisações oferecido pelo Sinetram, na média, o transporte coletivo público esteve paralisado a cada quatro dias, para atender o desejo de uma classe de trabalhadores e dirigentes sindicais que não respeitam seus usuários nem a lei e, a seu arbítrio, praticamente para a cidade e complica a vida dos habitantes de Manaus.

Pior do que o fato em si é a ausência de medidas, por parte do poder público, para coibir esse tipo de desserviço à cidade, já que as paralisações – legais ou ilegais – acontecem cada vez com maior frequência, apesar de majoração no preço da tarifa do serviço concedida pelo município, além dos subsídios oferecidos às empresas.

O caso presente se reveste de maior gravidade por se tratar de um movimento ilegal, efetivado à revelia do Tribunal Regional do Trabalho que, no domingo, 25, proibira qualquer movimento paredista por parte dos rodoviários de Manaus sob pena de sofrerem multa de R$ 100 mil por hora de paralisação.

O sindicato dos rodoviários, cujos representantes não foram encontrados na manhã de segunda-feira, pouco ou nada está ligando para as determinações da Justiça, que em nosso país, é tardia e falha em punir aqueles que descumprem as leis.

Ora, se a Justiça do Trabalho não for similar ao Ibama, que autua infratores com valores altos, mas quase nunca vê a cor do dinheiro das multas aplicadas, o sindicato dos rodoviários deve recolher pelo menos R$ 700 mil aos cofres públicos, considerando o tempo no qual o sistema de transporte público deixou de operar em Manaus nesta segunda-feira.

Na briga entre os rodoviários e o Sinetram, o qual alega não ter pendências com os trabalhadores, quem se torna refém é a população que só soube da paralisação no momento em que foi tomar a condução, já que não houve aviso prévio sobre o movimento paredista. Parece que vivemos em uma terra sem lei, onde cada qual dá seu jeito para obter vantagens.

De outro lado, também há quem diga se tratar de movimentos conectados a ação política, considerando os laços que unem a família do presidente do sindicato dos rodoviários, Givancir Oliveira, e seu irmão vereador, Jaildo dos Rodoviários, a grupos políticos em disputa nas eleições. Independente de tal suposição, o povo continua a sofrer nas paradas de ônibus, ao sol ou sob a chuva, já que grande parte delas nem cobertura tem, ou o ponto de parada se resume a uma placa.

Também chama a atenção a forma como o município aborda o problema das paralisações de ônibus em Manaus, uma vez que, em nota, a prefeitura municipal condicionou ouvir os rodoviários após o retorno da categoria ao trabalho.

Na mesma nota, a Prefeitura Municipal de Manaus afirma sempre ter agido como mediadora entre as empresas e os trabalhadores, para evitar prejuízo à população, às empresas e mesmo aos rodoviários. Só tem um senão aí: o município é o poder concedente e, em razão das falhas nos serviços, já deveria há mais tempo, ter tomado medidas mais severas para resguardar o direito da população e não apenas dos rodoviários ou das empresas de transporte público, como se vê com frequência.

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