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Arquivos de Categoria: Textos & Economia

Polo Industrial de Manaus amplia oferta de emprego em mais de 30%

04 terça-feira fev 2025

Posted by Eustáquio Libório in Notícia, Textos & Economia

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Amazonas, economia, Manaus, PIM, suframa, zona franca

O Polo Industrial de Manaus (PIM), que fechou 2024 com faturamento de US$ 37.51 bilhões – alta de 6,36% na comparação com 2023 – mantém a expansão também no contingente de mão de obra alocada pelos diversos setores que operam no Distrito Industrial de Manaus, hoje com a média de 549 indústrias instaladas.

Mão de obra oferece mais de 103 mil empregos – Imagem: Divulgação/Suframa

Em 2019, as 448 indústrias incentivadas com operação na Zona Franca de Manaus (ZFM) mantiveram, em média, 79.519 postos de trabalho. Este contingente passou para 103.936 postos, sem incluir terceirizados e mão de obra temporária, escalando crescimento de 30,70% entre os dois períodos analisados. De acordo com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), 2024 fechou com 127.798 trabalhadores empregados, entre efetivos, temporários e terceirizados.

Salários, encargos e benefícios têm crescimento baixo

Mesmo em 2020, quando a atividade industrial foi impactada pela pandemia de Covid-19, o polo de Manaus manteve expansão no número de postos de trabalho, embora a média per capita de salários, encargos e benefícios (SEB) tenha decaído de US$ 1.484,44, no anterior, para US$ 1.119,07 naquele ano. Em 2024, a SEB fechou no montante de US$ 1.523,60, o que indica crescimento de 2,64% entre 2019 e o exercício recém-encerrado.

Em 2019, os cinco subsetores com maior número de postos de trabalho (eletroeletrônicos, duas rodas, termoplásticos, metalúrgicos e mecânico, respectivamente 1º e 5 º maiores) totalizavam 62.093 postos, equivalentes a 78,09% do total de 79.519 empregos. Em 2024, os subsetores mantiveram suas posições e são responsáveis por 80.070 empregos no PIM, o que corresponde a 79,92% do total de 103.936 postos efetivos.

Maiores salários

A média dos salários pagos pelas empresas do PIM, em 2019, era de R$ 2.811,21, a qual passou para R$ 3.603,09 no exercício de 2024. De outro lado, o segmento de isqueiros e descartáveis é aquele que paga os maiores salários, conforme a Suframa. Assim, em 2019, o valor pago pelo segmento era de R$ 6.395,23, passando a R$ 7.319,05 no ano passado.

Manaus 355 – Cidade de contrastes na margem esquerda do rio Negro

23 quarta-feira out 2024

Posted by Eustáquio Libório in Crônica, Textos & Economia

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Manaus, na passagem do século 19 e início do século 20, tinha fama internacional e chegou a ser conhecida como “Paris dos Trópicos”, em que pese o rio Sena, que banha a capital francesa, estar mais próximo de ser um igarapé, pelos padrões amazônicos, quando comparado ao majestoso rio Negro.

A boa fama de então se devia aos recursos carreados para o Amazonas com a atividade – hoje, possivelmente execrada por aqueles que preferem manter a população na miséria – de exploração da hevea brasiliensis, que trouxe crescimento econômico para a região e, a partir daí, Manaus foi promovida, de “Porto de Lenha” ganhou apelido de capital europeia.

A extração de borracha criou um fluxo de migrantes, principalmente do Nordeste, que aqui viraram seringueiros, além de fazer a fortuna daqueles que se dedicavam àquela atividade.

Assim, a cidade que teve sua origem com a construção do forte de São José da Barra do Rio Negro, em 1669 – dizem os registros históricos, passou por uma expressiva fase de expansão econômica que levou o Amazonas a se enquadrar como um dos estados mais prósperos do Brasil, durante o “boom” da borracha.

Palacete Miranda Corrêa, na esquina, à esquerda, em frente ao Ideal Club (Foto: Internet)

Palacetes, como o Miranda Corrêa, situado nos altos da avenida Eduardo Ribeiro e que perdeu status de prédio histórico ao ser demolido para a construção do edifício Maximino Corrêa, passaram a ser erguidos na cidade. Em Adrianópolis ainda sobrevive o Castelinho “da Vila Municipal”, que originalmente era residência da família Auton Furtado.

Manaus, se tivesse os cuidados necessários, poderia ter lugares aprazíveis para a população se descontrair, apesar de nosso clima tropical que às vezes torna isso mais difícil. Na zona Sul há três largos: o da Matriz, o de São Sebastião e o Largo do Mestre Chico, criado no entorno de outro monumento arquitetônico: a Ponte Benjamin Constant, a Ponte de Ferro, na avenida 7 de Setembro. No entanto, este último está sob os cuidados da natureza, sem que serviços de conservação o mantenham preservado, perde a população, ganham os desocupados que já destruíram um centro de atendimento público desativado (?) nas proximidades.

Largo do Mestre Chico, em 2009

Cidade de contrastes, aqui existe um shopping – o Manauara – que mantém praça interna a partir da preservação, principalmente, de buritizeiros e outros espécimes vegetais nativos. Ainda sobre shoppings: No Sumaúma Park, o frequentador de sua praça de alimentação pode assistir ao pôr do sol, uma vez que está situado ao lado da reserva nativa da qual emprestou o nome.

Com pouca publicidade, a capital do estado tem um jardim botânico, localizado na zona Norte, o Museu da Amazônia, conhecido como Musa, com área de 5 milhões de metros quadrados. O passeio vale a pena para conhecer a exuberância da floresta amazônica com toda comodidade de estar em área urbana.

Em tempos de internet, já não temos mais cinemas como o Cine Guarany ou o Odeon, restam as ruínas do Éden, próximo ao Parque Jefferson Péres, outro local que também merece visita do manauara e de um eventual turista.

Se igarapés foram aterrados, e isto ocorre há mais de um século, para abrir espaço para ruas e avenidas, em alguns casos ao custo de destruir edificações históricas que poderiam ser tombadas, ainda estão de pé o Mercado Adolpho Lisboa, o prédio da Alfândega, assim como o Roadway, no entanto, o Palácio Rio Branco corre sérios riscos de invasão e de deterioração.

Vendas do segmento mecânico do polo de Manaus crescem mais de 80%

18 sexta-feira out 2024

Posted by Eustáquio Libório in Notícia, Textos & Economia

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Amazonas, economia, faturamento, indústria, Manaus, zona franca

Os dez maiores setores industriais do polo incentivado de Manaus, responsáveis pelo faturamento de US$ 21.21 bilhões, do total de US$ 21.95 bilhões acumulados até julho, mantêm a tendência de crescimento de suas vendas nos últimos cinco anos, conforme informações referentes ao período de janeiro a julho de 2024, divulgadas pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Vale destaque para o segmento mecânico, que ocupa a 6ª posição, o qual expandiu suas vendas neste ano em 80,46%, passando do faturamento de US$ 988 milhões, em 2023 – quando cresceu 10,36%, para US$ 1.78 bilhão, no período sob análise.

Os cinco maiores subsetores são responsáveis por 78,37% das vendas, com faturamento de US$ 17.20 bilhões no acumulado do período mencionado acima. Somados àqueles que detêm da 6ª à 10ª posições, as vendas conjuntas acumuladas representam 96,64% do total de US$ 21.95 bilhões.

Com 18,27% do faturamento total do Polo Industrial de Manaus em 2024, os subsetores que ocupam da 6ª à 10ª posições, faturaram US$ 4.00 bilhões. Assim, aos demais 14 subsetores coube o faturamento de US$ 739 milhões, valor que representa 3,36% das vendas do PIM.

Indústrias incentivadas de Manaus têm expansão em postos de trabalho

16 quarta-feira out 2024

Posted by Eustáquio Libório in Notícia, Textos & Economia

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economia, indústria, Manaus, suframa, zona franca

Os últimos dados sobre o desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM) divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), referentes ao mês de julho, indicam, além da evolução no faturamento, que cresceu 9,70%, quando aferido em dólar, na comparação entre julho de 2023 e o mesmo mês deste ano, atingiu US$ 21.95 bilhões, também outros fatores positivos.

O quesito mão de obra, quando analisado pela média, espelha dados positivos, como salários, encargos e benefícios (SEB), cujos gastos em julho do ano passado registravam US$ 147 milhões, enquanto em 2024 chegaram a US$ 151 milhões, crescendo 3,09% no período. A média quantitativa da mão de obra alocada no polo de Manaus passou de 97.569 postos, em 2023, para 101.513 em julho deste ano. Desta forma, o número de novos postos gerados pelas indústrias que operam na Zona Franca de Manaus fica perto de 4 mil ao atingir o acumulado médio de 3.944.

Indicadores como a aquisição de insumos (maior 26,29%), e a importação de insumos (crescimento de 24,63%), que demonstram aquecimento na atividade industrial do PIM, passaram de US$ 10.69 bilhões para US$ 13.50 bilhões, o primeiro; e US$ 6.85 bilhões para US$ 8.54 bilhões, o segundo.

No que diz respeito aos investimentos produtivos do PIM, este indicador cresceu quase 2% entre os períodos comparados, passando de US$ 9.87 bilhões, para US$ 10.06 bilhões, com expansão de 1,96%. Entre os três maiores subsetores, apenas eletroeletrônicos – incluindo bens de informática – apresenta ligeira queda, ao passar de US$ 3.03 bilhões para 3.00 bilhões, com baixa de 0,71%. Termoplásticos, que mantém investimentos de US$ 2.02 bilhões, cresceu 3,64%, enquanto o setor químico se destaca pelo crescimento de 7,73%, ao chegar a US$ 1.64 bilhão, contra US$ 1.53 bilhão em julho do ano anterior.

Custos do polo Manaus se expandem e superam 60% do faturamento

26 segunda-feira ago 2024

Posted by Eustáquio Libório in Notícia, Textos & Economia

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Amazonas, custos, faturamento do PIM, insumos, Manaus, PIM, zona franca

Os principais custos do Polo Industrial de Manaus (PIM), os quais, entre os anos de 2020 e 2022, se mantiveram na faixa de 57% em relação ao faturamento total das indústrias incentivadas com operação na Zona Franca de Manaus (ZFM), e que, no exercício de 2023, tiveram queda para o nível de 48,8%, entraram em rota de ascensão no primeiro semestre deste ano e já superam a marca dos 60%.

De acordo com os Indicadores da Superintendência Zona Franca de Manaus (Suframa), a relação entre os principais custos e o faturamento da indústria incentivada, até junho, era de exatos 63,83%, quando aferida em dólares dos Estados Unidos.

Acima, confira a evolução da aquisição de insumos no PIM

O principal fator a ocasionar a expansão dos custos é a aquisição de insumos. Este indicador passou do nível de 50%, com dispêndios de US$ 17,52 bilhões no final do exercício de 2023, para aplicação de US$ 11,66 bilhões até o final de junho deste ano, atingindo o nível de 61,6% em relação ao faturamento, que foi de US$ 18,93 bilhões no acumulado do primeiro semestre deste exercício.

Confira o peso dos salários em relação ao faturamento do PIM

Os gastos com salários, encargos e benefícios, assim como o ICMS recolhido no primeiro semestre totalizaram, conforme os Indicadores da Suframa, o valor de US$ 1,14 bilhão, o equivalente a 6,01% das despesas totais da indústria do PIM em relação ao faturamento.

Número empregos tem expansão no Polo Industrial de Manaus

14 quarta-feira ago 2024

Posted by Eustáquio Libório in Notícia, Textos & Economia

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Amazonas, economia, indústria, Manaus, mãodeobra, PIM, suframa, zona franca

Manaus/AM –  O Polo Industrial de Manaus (PIM), cujo faturamento se mantém com tendência de crescimento, compartilha esta indicação com a mão de obra ali empregada, cujo contingente apresenta expansão desde o exercício de 2020. Entre aquele ano e junho de 2024, a média mensal da mão de obra passou de 94.756 postos para 118.796, o que implica em uma variação positiva de 25,37%

Nos anos intermediários, os números de vagas efetivas alocadas no polo industrial foram os seguintes: 2021, 105.972; 2022, 111.279 e 2023, 113.253.

Acima, média de vagas mantidas pelas dez principais geradoras de postos no PIM

Ainda em relação a junho de 2024, os registros da Suframa apontam que os dez setores que mais empregaram foram responsáveis por 105.181 postos de trabalho, os quais correspondem a 88,54% do total do contingente.

Um outro indicador positivo relacionado à mão de obra é o saldo na movimentação de vagas, que teve seu ápice entre os anos de 2020 e 2024, no exercício de 2021, com a geração de 7.405 novos postos de trabalho. Neste ano, até o mês de junho, o saldo é de 4.288 vagas, informam os Indicadores da Suframa.

É de se registrar, também, a expansão do número de empresas que se instalaram no PIM, passando de 445, no exercício de 2020, para as atuais 531 indústrias em operação.

Clique e acompanhe:

ZFM: Resultados positivos, mas investimentos caem em Eletroeletrônicos

ZFM: Resultados positivos, mas investimentos caem em Eletroeletrônicos

08 quinta-feira ago 2024

Posted by Eustáquio Libório in Notícia, Textos & Economia

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Amazonas, economia, eletroeletrônicos, investimentos, Manaus, PIM, reforma tributária, suframa, zona franca

Manaus/AM – De acordo com material divulgado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), nesta data, o Polo Industrial de Manaus (PIM) atingiu a marca dos R$ 97,13 bilhões de faturamento, no acumulado de janeiro a junho de 2024, o que reflete crescimento de 12,27%, comparado ao mesmo período do ano passado, em que pese as indefinições e até eventuais prejuízos que possam atingir o modelo com a reforma tributária em trâmite no Legislativo federal.

Quando convertido em dólares, o faturamento atinge a marca de US$ 18.94 bilhões, com crescimento de 10,58%, quando comparado às vendas de US$ 17.12 bilhões, à mesma época de 2023.

Se a reforma tributária pode atingir de forma negativa o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), tal percepção parece não ter chegado, ainda, aos investidores, os quais, conforme os números exibidos nos Indicadores do PIM, relativos ao mês de junho, mostram expansão de 3,77% no investimento produtivo, quando comparado aos valores de janeiro a junho de 2023 – US$ 9.86 bilhões – ante US$ 10.23 bilhões neste ano.

No entanto, alguns segmentos como o Mecânico, Produtos Alimentícios e, principalmente, o de Eletroeletrônicos, apresentam redução nos valores aplicados na ZFM. No subsetor Eletroeletrônicos, que em junho de 2023 registrava investimentos produtivos de US$ 3.018 bilhões, o montante ficou em US$ 3.002 bilhões em 2024, indicando baixa de 0,52%.

O indicador de expansão ou queda na produção do PIM, a aquisição de insumos, também é positivo e saiu de US$ 9.195 bilhões, em junho de 2023, para US$ 11.664 bilhões neste exercício, e mostra expansão próxima aos 27%, enquanto as exportações, que em 2023 foram de US$ 288 milhões, atingiram US$ 329 milhões neste ano, o que implica crescimento acima de 14%.

Indústria 4.0 sem ambiente no Brasil

15 sábado abr 2017

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

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Amazonas, economia, indústria, Tecnologia, zona franca

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O Brasil, que, de acordo com Fernando Henrique Cardoso, perdeu o bonde da história com o retrocesso causado pelos governos petistas nos últimos anos, também não está preparado para mais um salto de qualidade no setor industrial com a adoção de tecnologias de ponta já disponíveis em ambientes do primeiro mundo, onde a Indústria 4.0 está em implantação e dominando mercados.

Esse contingente que desconhece o status das aplicações de tecnologias digitais em seu ramo de negócios é bem maior entre as pequenas empresas: 57%

Em levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em abril de 2016 fica clara a ausência das condições necessárias para que a indústria nacional possa usufruir dos novos paradigmas desenvolvidos para a cadeia produtiva no conceito de Indústria 4.0, incluindo nichos de novos negócios. Em outras palavras, a guinada para baixo na economia nacional, se não inviabilizou a entrada dessas tecnologias, no mínimo, jogou-as para um futuro mais distante.

De acordo com o estudo da CNI – Sondagem Especial Indústria 4.0 – menos da metade das indústrias consultadas – 48% – utiliza pelo menos uma das dez tecnologias digitais consideradas essenciais pela pesquisa para ampliar a digitalização no país.

A par dessa constatação, o trabalho também considera que o foco na produtividade dado pelas organizações industriais brasileiras é positivo, ao mesmo tempo, diz o estudo, é insuficiente pois “limita o desenvolvimento da cadeia produtiva”. Tal situação, mesmo natural, deveria ser substituída, conforme o trabalho da CNI, por maior esforço na digitalização por parte da indústria nacional.

No momento em que reconhece a barreira imposta pelo alto custo de implantação das novas tecnologias, conforme alega boa parte da indústria brasileira, a CNI prega maior acesso à informação e à identificação de parceiros para reduzir a incerteza e mudar a cultura no ambiente das organizações, assim como baixar o custo com a implantação por etapas dos conceitos e tecnologias voltados para a Indústria 4.0.

É sintomática a advertência feita no estudo da CNI, ao registrar que “as empresas que não adotarem as tecnologias digitais terão muita dificuldade de se manter competitivas e, consequentemente, no mercado”. O recado é claro: não há saída para obter competitividade e mercado sem se inserir, ou ampliar substancialmente, a utilização de tecnologias digitais.

No âmbito mais geral, Scitovsky assegura ser tarefa da economia estudar a organização econômica, avaliar sua eficiência e equidade e sugerir meios e processos pelos quais as reais imperfeições possam ser diminuídas ou eliminadas. Logo, o momento de inflexão já está em andamento.

Voltando à Sondagem da CNI, pode-se dizer que o mapa ali rascunhado não é animador ao registrar, por exemplo, que no universo de organizações consultadas, 43% não conseguiram identificar, em uma lista de 10 opções, as tecnologias digitais com potencial para ampliar sua competitividade.

Esse contingente que desconhece o status das aplicações de tecnologias digitais em seu ramo de negócios é bem maior entre as pequenas empresas: 57%.  Já no universo das grandes organizações, o contingente das que desconhecem aquelas 10 tecnologias cai para 32%. Portanto, mesmo aí, onde está a elite da indústria nacional, cerca de um terço ignora o impacto da digitalização no seu negócio.

Se o diagnóstico obtido pela pesquisa da CNI for transportado para o Amazonas, onde os segmentos de eletroeletrônicos e bens de informática são responsáveis por 46% do faturamento da indústria incentivada da Zona Franca de Manaus (ZFM), além de garantir mais de 37% da mão de obra – exceto terceirizada e temporária – a ausência de conhecimento sobre as novas tecnologias e sua aplicação pode ser mais um motivo de preocupação.

 

Publicação na edição de janeiro/2017, da revista PIM Amazônia

Quarta revolução industrial é agora

04 quarta-feira jan 2017

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

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Apple, economia, Google, indústria 4.0, revolução, robótica, Tecnologia, Tesla

 

Quando, em 1988, o pesquisador Mário Tomelin escreveu o livro “O quaternário seu espaço e poder”, não se falava, ainda, sobre o que viria a ser a revolução Indústria 4.0. Este conceito só viria a aparecer em 2011. No entanto, é necessário que se faça o registro do que foi a pesquisa efetivada por Tomelin, que pode ser chamado de precursor, pelo menos conceitual, da Indústria 4.0.

GM and NASA Announce Robonaut 2

Na visão de Tomelin, o mundo iniciava àquela época, um salto tecnológico que levaria a humanidade a mudar paradigmas no que diz respeito ao desempenho da indústria e nos acréscimos de produtividade.

Em 2011, foi cunhado um outro termo para qualificar expectativas bem próximas daquelas propaladas por Tomelin, durante a realização da Hannover Fair

Assim, deve-se levar em conta o fato de que, a primeira revolução industrial acrescentou produtividade ao colocar como fator de produção a máquina a vapor.

A segunda revolução industrial chegou no bojo da energia elétrica e, a partir de então, as conquistas na produção de bens de consumo e do próprio conforto da humanidade não puderam prescindir da energia elétrica.

Na terceira revolução industrial, com a invenção das válvulas eletrônicas, sucedidas logo depois pelo transístor e pelo solid state, entregou ao homem o poder de cálculo e a velocidade de processamento dos computadores.

Passados quase 30 anos desde o lançamento do livro “Quaternário”, as expectativas de Tomelin não se concretizaram, pelo menos da forma como ele pensava que ocorreria. Mas a indústria e a sociedade obtiveram grande avanço tecnológico e poder de inovação.

“Do setor quaternário, definido como o setor de concepção, pode-se esperar, no século 21, todo o dinamismo e todas as transformações que ainda não se realizaram no século 20,” afirmava Tomelin.

Todavia, em 2011, foi cunhado um outro termo para qualificar expectativas bem próximas daquelas propaladas por Tomelin, durante a realização da Hannover Fair, quando pela primeira vez a expressão “smart factories” trouxe a público uma nova tendência a ser seguida pela indústria, a qual, de forma relacional viria a articular sistemas virtuais e físicos, combinados em rede.

É só em 2016, na obra “The Fourth Industrial Revolution” que Klaus Schwab reconhece que as corporações e a própria sociedade, pelo menos nos países desenvolvidos, já vivem a quarta revolução industrial, digital, com a implementação das metodologias, conceitos e técnicas – envolvendo os meios virtual e físico – que propiciam maior produtividade, entre outros benefícios, na Indústria 4.0.

Desenvolvidas durante a terceira revolução industrial, internet, softwares e hardwares foram aperfeiçoados, inovados e são, hoje, aplicados de maneira massiva como a internet móvel, inteligência artificial, automação, com as “machine learning”, capazes de se autoprogramar, entre outras ações que deixam de depender da intervenção humana.

No entanto, se de um lado as inovações da Indústria 4.0 trazem ganhos de produtividade, melhoria na individualização – customização – de produtos, tornando-os mais próximos das necessidades dos consumidores e oferecendo algo a mais para torná-lo passível de obter preço diferenciado a favor do fabricante, de outro lado, porém, existe o temor que as mudanças sempre trazem.

Neste caso, os arautos dos malefícios temem a redução do número de postos de trabalho com a automação trazendo mais robôs para as instalações fabris. Não é à toa, por exemplo, que a indústria automobilística esteja de olho nos avanços de veículos movidos a energia elétrica, como os modelos da Tesla, Apple e Google. Empresas que preferem inovar produzindo um computador sobre rodas o qual deve prescindir até de condutor.

Esses avanços, que envolvem plataformas de inteligência artificial, armazenamento em nuvem e sensores pequenos e potentes, também ameaçam atividades como as dos profissionais de contabilidade, advocacia e até a indústria de seguros, quando se pensa, neste caso, que o número de acidentes envolvendo automóveis pode cair de forma acentuada com os humanos – álcool, drogas – fora da direção de seus veículos.

Publicação na edição de novembro/2016 da revista PIM Amazônia

Recuperação à vista, mas cuidado

27 terça-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

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Brasil, CNI, desempenho, economia, gastos do governo, IBGE, indústria

As análises econômicas relativas ao fechamento do primeiro semestre de 2016 começam a mostrar mudanças nas expectativas dos agentes econômicos à vista dos números que têm sido divulgados, tanto pelo governo, quanto por entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e que dão indicações de melhorias no desempenho da atividade econômica, mesmo que de forma incipiente e ainda sem que essas mudanças possam ser consideradas como tendências a se consolidar a partir do segundo semestre.

Mais relevante ainda é que esse desempenho do mês de junho, agregado aos dos outros três meses anteriores, consolida ganhos positivos da ordem de 3,5% na produção industrial pelo país afora

É importante registrar, por exemplo, que a pesquisa sobre a produção industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao mês de junho, já dá alguma destas pistas. Pelo estudo do IBGE, a produção industrial teve expansão de 1,1% na comparação com o desempenho do mês anterior, obviamente que não é um crescimento dos mais expressivos, mas quando se tem em mente que esta expansão é a quarta consecutiva contabilizada pelo instituto, o fato se torna relevante por implicar que a manutenção do crescimento, mesmo em pequena escala, pode se tornar tendência e deixar para trás o ambiente recessivo que o país tem vivido até agora.

Mais relevante ainda é que esse desempenho do mês de junho, agregado aos dos outros três meses anteriores, consolida ganhos positivos da ordem de 3,5% na produção industrial pelo país afora, embora não se possa deixar de lado que, mesmo assim, com esses resultados positivos nos últimos meses, a comparação com o mesmo período de 2015 registra perdas de produção de 6%. Como os ganhos ainda não deram para contrabalançar as perdas registradas na produção industrial, de acordo com o IBGE, o 2º trimestre de 2016 fechou com saldo negativo de 6,7%, enquanto o acumulado no primeiro semestre deste ano foi de -9,1%, ambos no comparativo com igual período de 2015.

Porém, se os números relativos ao desempenho do setor privado começam a dar sinais de recuperação e, neste caso, a indústria, o mesmo não pode ser dito em relação às medidas necessárias ao desengessamento da economia envolvendo o setor público. Por ali, ao contrário dos discursos de boa vontade no sentido de implementar mecanismos que deem maior transparência e controle aos gastos do governo, o que se vê é a contemporização do governo interino com o aumento dos dispêndios, principalmente aqueles voltados para o custeio do funcionalismo.

Dados do Ministério da Fazenda informam que, no período de 2012 a 2015, os gastos do governo federal com os quadros de servidores tiveram aumento de 36%, enquanto as demais despesas da administração pública cresceram, no mesmo período de quatro anos, mais 32%. O mais relevante nisto tudo é que, onde os recursos deveriam ter aportado em maior volume, por gerar a estrutura necessária ao crescimento econômico, isto não aconteceu. Assim, no que diz respeito aos investimentos da alçada do governo, os recursos decresceram 7% naqueles quatro anos.

Mas se o governo não faz sua parte, também existe aquela parcela de empresas que procuram o “jeitinho brasileiro” com a finalidade de reduzir seus custos, como atrasar o recolhimento de tributos e depois negociar o pagamento, obviamente com um bom desconto a favor de seus caixas e perdas de arrecadação aos cofres públicos que, com programas como o de recuperação fiscal, parcelamento especial e excepcional, além do Programa de Recuperação Fiscal da Crise, desde os anos 2000, deram um substancial acréscimo na arrecadação, mas, em contrapartida, incentivam o mau pagador e apenam quem paga seus compromissos com o fisco em dia.

A não ser que o governo mude realmente de postura, após a definição do impeachment de Dilma Rousseff, a recuperação vai ficar mais longe, mesmo estando quase à vista, como indicam os números da conjuntura econômica.

Publicado na edição de julho/2016 da revista PIM Amazônia

 

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