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Arquivos da Tag: corrupção

Quem paga o almoço?

17 sábado dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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administração pública, Brasil, corrupção, desoerdício, Dilma Rousseff, economia, política

Popularizada pelo economista Milton Friedman como título de um de seus livros lançado em 1975, a expressão “Não existe almoço grátis” se mantém, a cada dia, mais atual, principalmente quando aplicada à conjuntura brasileira, com o clima de fim de mandato da petista Dilma Rousseff. 

Em números de 2013, a manutenção dos 39 ministérios da gestão de Dilma Rousseff consumiu cerca de R$ 58 bilhões

Contextualizando o aparecimento da expressão, registre-se que ela remonta ao século 19, quando era comum bares norte-americanos oferecerem uma refeição sem cobrar por ela – diretamente – para clientes que consumissem bebidas alcoólicas. 

Afinal, não é porque a corrupção sempre existiu que não se vá tentar acabar com ela

No caso brasileiro, a voracidade fiscal do governo dá com uma mão e, logo em seguida, retira com outra, como bem exemplificam as medidas anunciadas pela presidente Dilma Rousseff ao jogar para a plateia, no domingo, 1º de maio, e anunciar correção média de 9% nos benefícios do Bolsa Família. 

Ao mesmo tempo, a petista também anunciou o reajuste de 5% na tabela do Imposto de Renda… a partir de 2017. Neste caso, o tal reajuste deve ser compensado pela maior tributação de pessoas físicas equiparadas a pessoa jurídica. No frigir dos ovos, o governo não perde receita, o que, considerando a questão das finanças públicas, não é grande coisa, mas prova que o almoço, em algum momento, vai ter que ser pago. 

O descontrole nos gastos do governo e a ampliação da dívida pública fazem com que os juros pagos para rolar a dívida cresçam a cada ano, e custam cerca de R$ 500 bilhões por ano. Se a taxa básica de juros, a Selic, permanecer em crescimento, esse valor tende a aumentar. 

No entanto, se tem gente reclamando do volume de recursos utilizados no Bolsa Família, onde há distorções a serem corrigidas, e que neste ano deve chegar a R$ 27 bilhões, pouco se ouve falar sobre os gastos com a manutenção da máquina pública. 

Inaugurada em Brasília no dia 21 de abril de 1960 e projetada por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa com 19 edifícios, a Esplanada dos Ministérios deveria abrigar essa quantidade de ministérios, no entanto, em números de 2013, a manutenção dos 39 ministérios da gestão de Dilma Rousseff consumiu cerca de R$ 58 bilhões, enquanto no mesmo exercício, a máquina pública federal foi custeada com o montante de R$ 377,6 bilhões. 

A gestão pública, que até há poucos anos estava escondida do olhar fiscalizador do contribuinte, desperdiça recursos, como o provam os lotes de medicamentos que vão para o lixo ao perderem o prazo de validade, ou os montes de livros didáticos descartados em terrenos baldios pelos responsáveis pela educação em qualquer um dos mais de 5.500 municípios brasileiros. 

Ao mesmo tempo, não há medicamentos para distribuir à população, ou as crianças ficam sem alimentação nas escolas públicas, sem falar em ruas esburacadas e ausência de saneamento, um quadro comum, em pleno século 21, pelo Brasil afora. 

A triste realidade vivida pelo Brasil se agrava com a corrupção que, como mostra a operação Lava-Jato, não escolhe pobre para operá-la, mas está municiando agentes públicos de altos escalões com os instrumentos necessários para torná-los ricos, de um mandato para outro, com a ajuda, obviamente, de empresários de má cepa.  

Assim, se o almoço não é grátis, não há porque apenar apenas o contribuinte com o pagamento, mas levar os malfeitores, que não são poucos, a devolver o que surripiaram do erário e apená-los na forma da lei. Afinal, não é porque a corrupção sempre existiu que não se vá tentar acabar com ela. Missão difícil, mas não impossível.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 10 e 17 /05/2016

Ilusionismo da transformação do Brasil

13 terça-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, corrupção, Dilma Rousseff, lava-jato, Lula da Silva, mensalão, política

Ao se ver envolvido no escândalo do Mensalão, há alguns anos, o ex-ministro da Casa Civil de Lula, José Dirceu, disse uma frase que, bem ou mal, pode ser um retrato do Brasil do PT, onde autoridades e ex-autoridades, principalmente lá do Planalto, alegam nada saber sobre malfeitos efetivados em suas gestões e sob o que deveria ser seu controle. Dirceu disse que o país vive uma inversão de valores.

É evidente que a afirmação, devidamente contextualizada, espelhava o ponto de vista do atual presidiário nº 119526, do Complexo Médico-Penal de Pinhais, no Estado do Paraná, de que até então não se via uma figura do primeiro time do governo ser encarcerada.

Com Dirceu, a lista dos envolvidos em maracutaias só aumentou, até pelas investigações que depois vieram a ser conhecidas como operação Lava-Jato e que colocou, de novo, o ex-ministro na prisão de Pinhais.

Mas entre prisões, desempenho pífio ou nenhum desempenho à frente do governo brasileiro, o Brasil, conforme os petistas, encontrou seu rumo e foi transformado.

Navegando nas condições criadas pelo governo FHC, os dois mandatos do ex-presidente Lula da Silva conseguiram, conforme a propaganda ainda veiculada pelo atual governo, tirar milhões da pobreza, colocar outros milhões na universidade e nos Pronatecs da vida, além de, ainda de acordo com a propaganda, dar casa própria a outros milhões.

Tudo isto, conforme o petismo, aconteceu neste país. O que não aconteceu foi o recrudescimento da corrupção que detonou com a Petrobras, estatal que alguns dizem ser dos brasileiros, justamente pelo vínculo e controle governamental que serviu para transformá-la no cofre preferencial para ser devidamente dilapidado.

Afinal, o valor de mercado da Petrobras, que em 2007 atingira R$ 430 bilhões, em 2013 era R$ 200 bilhões. As ações da petrolífera caíram de R$ 22,88, em setembro de 2010, para apenas R$ 6,83 em setembro de 2015. Tudo isto, enquanto dirigentes da empresa e o próprio governo propagandeavam a exploração do petróleo do pré-sal como a panaceia que iria alavancar o país. Esqueceram que, com petróleo abaixo de US$ 40 por barril, tudo vira falácia.

Para ter ideia dos desacertos do petismo, a leitura da entrevista do senador Cristovam Buarque, ex-petista, publicada no último fim de semana pela revista Veja pode ajudar. Cristóvam, no fim da matéria, qualifica o ex-presidente Lula de ilusionista.

Pior é saber que, mesmo presos, políticos continuam a desfrutar de benesses como se nada lhes tivesse acontecido e eles de nenhum malfeito acusados. É o caso do senador Delcídio Amaral que continua receber todos seus subsídios, incluído aí o auxílio moradia, mesmo estando preso.
No caso, o contribuinte, que não consegue fazer seus direitos prevalecerem, só pode pagar os tributos e vê-los mal utilizados e, às vezes, como no caso de Delcídio, custear o auxílio moradia e ainda lhe pagar a “estadia” na prisão.

Realmente, só dá para concordar com José Dirceu e reconhecer que o país vive tempo de inversão de valores, além de sofrer com a transformação que o Brasil viveu nesses 13 anos, com a leva de desempregados aumentando a cada mês, inflação subindo às alturas e os bancos, como sempre, faturando alto, pois o governo dos trabalhadores paga mais juros aos bancos do que nos tempos de FHC.
 Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 19/01/2016

Protestos e toadas de bumbá na Djalma Batista

05 segunda-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

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corrupção, Dilma Rousseff, escândalo, govermo, Manaus, manifestação, PT, toada

Motivos para protestar foi o que não faltou aos manifestantes que foram à ruas de Manaus demonstrar a sua inconformidade com os rumos do país nos últimos tempos em função da má gestão do governo petista, com os consequentes prejuízos à população que enfrenta a má qualidade dos serviços públicos agravada por fatores como desemprego.

O brasileiro sabe ser possível ao povo que elege um político, também destituí-lo

No entanto, se a maior parte dos manifestantes estava antenada com os erros cometidos pelo governo de Dilma Rousseff e outros que já vêm de seu antecessor, como a opção por aquilo que os petistas denominaram de nova matriz econômica, deixando de lado o tripé básico para ampliar os gastos públicos, a intervenção do Estado na economia, além de deixar correr frouxa a inflação.
Outras medidas também concorreram para pôr o país na situação de crise econômica como o controle de preços e até mesmo a utilização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como sócio na criação de grande grupos empresariais. Isto sem falar na endêmica corrupção, agora institucionalizada, e na crise política.
Em que pesem essas medidas como motivos para os manifestantes mostrarem seu desagrado com o governo, o que pegou mesmo, pelo menos em Manaus, foi o apelo anticorrupção e o peso da inflação no bolso dos brasileiros.
De outro lado, gente que já foi apoio e sustentação do PT e do lulismo caiu em si e mudou de lado ao ver o descalabro na administração e o reflexo disso na sua renda, no seu bolso, como é o caso de funcionários públicos que se armaram de faixas e cartazes para reivindicar, além do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o reajuste de seus salários, corroídos pela inflação, cuja defasagem, dizem, está próximo dos 30%.
Se há motivos legítimos para descontentamento com o governo, existes também aquelas reivindicações que podem ser classificadas, no mínimo, como sem propósito. É o caso, por exemplo, de quem quer a volta dos militares por achar que não haveria políticos capazes de colocar o país nos eixos, novamente. Ora, homens, independente da profissão, são falhos pela própria natureza e nada garante que um militar, como já aconteceu no  passado, esteja isento de cometer erros.
A democracia, o voto, as eleições e a harmonia entre – embora às vezes a desarmonia momentânea possa ocorrer – os poderes é que garantem o funcionamento das instituições, e nesse aspecto o país tem caminhado firme nas últimas décadas. Logo, ter a pretensão de pôr o país sob a tutela militar é um equívoco.
Os manifestantes da avenida Djalma Batista acrescentaram tempero no protesto ao montar letras que exprimiam sua insatisfação, ao mesmo tempo que cultivaram uma característica muito amazonense ao cantar essas reivindicações no ritmo contagiante das toadas dos bumbás de Parintins. E aí, a avenida, toda em verde e amarelo, esqueceu a rivalidade “bovina” para mostrar a unidade contra o descalabro na administração pública.
Não passou despercebida, também, a vontade de tirar o crime organizado, e muito bem organizado, que infesta o país e, entre outros males, conseguiu detonar a maior empresa brasileira, a Petrobras, cujas ações despencaram em mais de dois terços, obviamente com a ajuda, neste caso específico, da conjuntura internacional a jogar o preço do petróleo para o chão.
Por fim, cabe lembrar que a suposta ligação do ex-presidente Lula com ilegalidades junto a empreiteiras investigadas pelo juiz Sérgio Moro, na operação Lava-Jato, acabou por dar um toque novo às manifestações, uma vez que até então o ex-presidente não fora alvo desse tipo de conexão indecente.
Aos que julgam que o número de pessoas nas ruas é que conta, fica o lembrete que o próprio ex-presidente Lula fez, à época do impeachment de Fernando Color, ao dizer que o brasileiro sabe ser possível ao povo que elege um político, também destituí-lo. Tudo, obviamente, conforme as leis e em conformidade com a democracia.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 18/08/2015

Novo protesto vai ser no domingo, dia 12

26 terça-feira maio 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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brasileiros, corrupção, Dilma Rousseff, lava-jato, Manaus, protesto

No próximo domingo, dia 12 de abril, brasileiros insatisfeitos com o atual governo devem sair às ruas para protestar contra a situação do país, manifestar seu desagrado contra a corrupção que grassa na administração pública e envolve até a estatal do petróleo, além de pedir, novamente, o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Os organizadores do novo evento contra a corrupção e a favor do impeachment presidencial querem reunir mais do que os 2,3 milhões de pessoas que participaram das manifestações no dia 15 de março, quando a população se mobilizou em 26 estados, além do Distrito Federal.

A presidente Dilma Roussef, que mandou ministros darem explicações aos brasileiros ainda na noite daquele dia 15, ainda está em débito com seus eleitores e mais ainda aqueles que não votaram nela, cerca de de 52 milhões, e têm mais motivos para querê-la fora do Palácio do Planalto.

Se boa parte do desagrado com a administração Dilma Rousseff decorre das medidas que ela anunciou logo depois de tomar posse, uma vez que, durante a campanha eleitoral de 2014, ela afirmara que não tomaria decisões que contrariassem os direitos e benefícios dos trabalhadores, também não vai faltar gente que votou na atual presidente, mas que se decepcionou com o rumo de seu segundo mandato.

O arrocho que o país enfrenta, com inflação alta, atividade industrial caindo pelas tabelas, desemprego aumentando, e juros na estratosfera, entre outras coisas que impactam no dia-a-dia e no bolso de todos os brasileiros, esse arrocho não deve acabar tão cedo e as previsões e projeções para o futuro próximo feitas por consultorias e analistas econômicos só confirmam o pior dos mundos para o Brasil neste e nos próximos anos.

Essa situação já levou analistas a expressar uma verdade dolorida, embora bem humorada, ao afirmar que todos índices que deveriam estar baixando, sobem, e aqueles que deveriam estar subindo, caem.

Enquanto isso, a presidente perde popularidade e a grande maioria da população já não crê que ela possa comandar o país, até pelos impasses que têm surgido entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, onde o maior partido de sua base de sustentação, o PMDB, abriu uma cratera no relacionamento político com o governo.

De outro lado, as medidas que impactam o trabalhador estão sendo emendadas, inclusive por parlamentares dos partidos que compõem a base do governo, no sentido de reduzir o impacto das medidas propostas por Dilma Rousseff.

Como se pode ver, o que não faltam são motivos para que o número de “coxinhas”, como são qualificados aqueles que não gostam das medidas tomadas pelos governos do PT, e também de ex-simpatizantes do petismo de Lula e Dilma, voltarem às ruas de todo o país e mostrar, mais uma vez, a insatisfação popular com o governo.

Com certeza, no domingo que vem, não faltarão as palavras de ordem já gritadas no dia 15 de março, como “fora Dilma”, “impeachment já”, “abaixo a corrupção”, entre outras. O que ainda não se sabe é se facções comandadas pelo PT vão tentar fazer, mesmo com manifestantes pagos, o que tentaram no dia 13 de março e ir para as ruas em um arremedo de apoio ao governo.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda 07/04/2015

‘Coxinhas’ e coxas grossas na Djalma Batista

26 terça-feira maio 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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corrupção, Dilma Rousseff, impechment, Manaus, manifestação, protesto, PT

O último domingo, dia 15 de março, amanheceu chuvoso, não só em Manaus, mas em boa parte do Brasil, assim como a manifestação anticorrupção e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, organizada em quase todos os Estados da Federação.

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O dia 15 de março também é lembrado por ser a data em que a redemocratização do Brasil completou 30 anos, desde aquela noite do dia 14 de março, em 1985, quando o presidente eleito, Tancredo Neves, foi internado no Hospital de Base, em Brasília, onde viria a morrer no dia 21 de abril. No dia seguinte, 15 de março, foi dada posse a José Sarney, vice-presidente na chapa de Tancredo.

A cidade, no entanto, apesar da ameaça de chuva, amanheceu preparada para a festa cívica de parte daqueles mais de 51 milhões de brasileiros que não votaram em Dilma Vana para presidente ou, no Amazonas, representando os 555 mil votos dados ao candidato adversário da presidente atual.

O movimento organizado pelas redes sociais para pressionar pelo impeachment presidencial conseguiu juntar mais de 20 mil pessoas desde a concentração, na Praça do Congresso, no centro, de onde os manifestantes caminharam até a rua Pará com a avenida Djalma Batista, aonde aconteceu a maior parte da manifestação.

Ainda no centro, com a avenida Eduardo Ribeiro tomada, se iniciaram as manifestações com palavras de ordem como “Fora Dilma, e leva o PT junto”, entre outras expressões que mostraram a insatisfação dos manifestantes em relação à corrupção, às medidas econômicas, à falta de prioridades a áreas como educação, saúde, entre outras.

O carro de som, onde para falar ao povo ali reunido era só fazer inscrição, na hora, anunciou, no meio do evento, que a venezuelana Alejandra  Ryngifo iria falar. Não faltou murmúrio no meio do povo entre aqueles que sabem da situação pela qual o país vizinho passa, submetido ao herdeiro de Chávez, o presidente Maduro.

Alejandra falou pouco, mas foi curta e grossa, no bom sentido, ao conclamar os brasileiros a irem “às ruas, sem medo” e não permitir que aconteça por aqui o mesmo que se passa na Venezuela. Ela terminou sua fala com um “Fora Maduro, fora Dilma” aplaudido pela plateia.

Entre faixas e cartazes exibidos pelos manifestantes, além do impeachment, havia outros como “Ela não sabe de nada. Foi culpa do FHC. Fora Dilma” ou “Grito por um Brasil melhor. Fora Dilma!”, “Chega de corrupção”, além daqueles em número muito reduzido, propondo a volta dos militares.

O bom humor, porém, esteve presente, como na faixa onde o PT “aparece” na manifestação, mas as duas letras iniciais do Partido dos Trabalhadores tendo outro significado: Perda Total. Ou ainda: “Dilma, minha paciência está mais curta que roupa de periguete”.

Agora, para quem chama os manifestantes de “coxinha”, só por desencargo de consciência, informo que havia muitas coxas bem grossas no evento, logo a tal expressão pouco ou nada diz.

O mais importante talvez tenha sido o fato de que o governo levou a sério o que aconteceu pelo Brasil afora no último domingo e, se própria presidente não se deu ao trabalho de falar à população, pelo menos despachou dois ministros, inclusive o da Justiça, para dar alguma satisfação ao povo, porque novidade não nenhum dos dois disse.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 17/03/2015

Este domingo não é dia de feira

16 segunda-feira mar 2015

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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corrupção, Dilma Rousseff, impeachment, Manaus, protesto

00feira-blogHoje é sábado e amanhã vai ser domingo, mas não será um domingo qualquer, daqueles que você junta a família e vai para a feira da avenida Eduardo Ribeiro comer tapioca de banana frita com tucumã e comprar alguma peça de artesanato ou, simplesmente, bater perna andando de um lado para outro observando o que está à venda.

A feira de artesanato já se expandiu faz tempo e, agora, além das peças que lhe emprestam o nome, também podem ser compradas confecções e acessórios nem sempre, ou quase nunca, produzidos artesanalmente. Além de se ter expandido, a feira também oferece alimento para o espírito nas duas ou três barracas que abrigam sebos com livros usados à venda.

Mas como eu estava dizendo, neste domingo, 15 de março, a Feira de Artesanato da Eduardo Ribeiro não vai funcionar e o comércio que abre suas portas aos domingos foi advertido, pela Câmara dos Dirigentes Lojistas – CDL Manaus, a cerrarem as portas. No lugar da feira, o chefe de polícia, digo, o secretário de Segurança Pública do Estado já destacou cerca de mil policiais para garantir a segurança na área central de Manaus e também recomendou aos empresários que não abram suas lojas.

Diz o secretário de Segurança Pública que são medidas preventivas para evitar possíveis confrontos e danos ao patrimônio público ou privado no centro de Manaus, durante a manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, causa do fechamento da feira neste domingo. É uma boa causa e os feirantes, ao que se sabe, nem protestaram.

O interessante em todo essa mobilização que envolve a segurança pública para um evento cívico, no qual seus organizadores já montaram estratégias para garantir que não haja violência, é constatar que, na sexta-feira, 13, houve uma manifestação de petistas, que findou por se confrontar com outra, também no centro de Manaus, e não se soube de todo esse aparato para segurar a barra de gente mais violenta, com histórico de invadir a propriedade alheia e bens públicos, mesmo assim tudo terminou em paz.

Quanto ao evento de domingo, das duas uma, como diria minha velha e falecida mãe: ou os atos de sexta-feira não conseguiram impressionar os homens da inteligência do governo estadual, que preferiram mandar para o local contingente bem menor, ou o ato contra a corrupção está sendo avaliado com potencial de arregimentar uma multidão de insatisfeitos com governo petista e as estórias 171 da presidente Dilma Rousseff.

Publicação no Portal do Holanda em 14/03/2015

Conquistas sociais a caminho do brejo

14 sábado mar 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Brasil, conquistas sociais, corrupção, crise, governo Dilma, IDH

PobrezaxRiqueza-WPDesde 1991, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) indica que o Brasil tem evoluído na questão do Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios (IDHM). Se os mapas dos municípios brasileiros entre com o IDHM desses períodos forem comparados, o que se vê é um avanço que acusa a passagem de um país onde 85,8% dessas unidades federativas se concentravam na faixa de IDH muito baixo, em 1991, para atingir o estágio de 74%, em 2010, de municípios abrangidos na faixa de alto e médio.

Para maior compreensão, as faixas do IDHM são classificadas da seguinte maneira: até 0,499 é muito baixo, até 0,599, baixo, até 0,699, médio, até 0,799 alto e acima de 0,800, muito alto. Assim, quanto mais perto de 1, maior é o IDH.

No caso do Amazonas, o Estado estava classificado, em 1991, como muito baixo com índice de 0,430 e em pior situação que a média do Brasil que era de 0,493

Assim, o país que viu as Diretas Já e, depois, assistiu ao impeachment do ex-presidente Collor de Mello, era um Brasil de escolaridade ruim, com renda mensal per capita de R$ 447,56, mas que nove anos depois, em 2000, conseguira expandir em 32,37% esse indicador, atingindo R$ 592,46. Essa expansão, no entanto, seria ultrapassada em 2010, quando as medidas que estabilizaram a economia brasileira, a partir de 1994, amadureceram e deram estabilidade ao país. Assim, em 2010, a renda per capita crescera 34%, em relação a 2000 e atingira R$ 793,87/mês. Entre 1991 e 2010, esse crescimento foi de 77,37%.

Nesse ínterim, 2000/2010, o país conseguiu, a partir da estabilidade em sua economia, atingir o grau de investimento na avaliação das agências de rating internacionais, os investimentos, tanto do exterior quanto internos irrigaram a economia e o crescimento médio do produto interno bruto (PIB) ficou próximo de 4% ao ano.

No caso do Amazonas, o Estado estava classificado, em 1991, como muito baixo com índice de 0,430 e em pior situação que a média do Brasil que era de 0,493. Em 2000, o IDHM passou para 0,515, com incremento de 19,76%, ainda na faixa de baixo, para atingir, em 2010, 0,674, passando para médio IDH. Entre 1991 e 2010, o crescimento do IDHM no Amazonas foi de 56,74%.

Na questão da renda per capita mensal a situação por aqui era muito pior que a média do Brasil. Em 1991 esse indicador era de R$ 345,82, valor que correspondia a 77,26% do valor médio do país. O crescimento desse item até ano 2000 foi de 16,80%, quando passou para R$ 351,63, mas uma década depois, a renda per capita mensal do amazonense teve expansão de 53,51% ao chegar a R$ 539,80.

A avaliação da longevidade do amazonense no período de 1991 a 2010 é que é uma boa notícia. De 1991 a 2000, ela passou de 63,67 anos para 66,51, mas em 2010 a expetativa de vida era de 73,30 anos.

Se a década passada pode ser comemorada pelos resultados que beneficiaram os brasileiros, a partir de 2011 a coisa muda de figura, mesmo que a medida que detonou o processo que trouxe o país à situação atual tenha ocorrido em 2008, quando a política econômica adquiriu o caráter intervencionista onde o Estado passou a gastar mais para subsidiar determinados setores e empresas.

São as consequências dessas mudanças, lá atrás, que agora fizeram o país trocar as visitas do Fundo Monetário Internacional (FMI), no passado, pela dos representantes das agências de risco. Pior, como no curto prazo não há perspectiva de tirar o país do atoleiro, são essas conquistas que começam a se perder, principalmente pelos mais necessitados.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em  10/03/2015

Tribunais do faz de conta

27 terça-feira jan 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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corrupção, orçamento, política, prestação de contas, tribunal de contas

Em 2014 a organização Transparência Brasil fez pesquisa sobre quem são os conselheiros dos tribunais de Contas da União, dos estados e alguns remanescentes de municípios, como os das capitais de São Paulo e Rio de Janeiro.

O estudo da Transparência Brasil, disponível em seu site, descobriu que são 26 os tribunais de contas estaduais e do Distrito Federal, mais o Tribunal de Contas da União, além de quatro TCs “dos municípios”, que existem na Bahia, Ceará, Goiás e Pará.

O estudo também afirma que a principal motivação para quem é alçado à condição de conselheiro de um tribunal de contas é garantir vida mansa para o governante que o nomeia

A estrutura toda com 34 tribunais de contas pelo Brasil afora, segundo o estudo, comporta 238 conselheiros e, de cada dez conselheiros, seis são ex-políticos, dois respondem a processos na Justiça ou no TC, além de 1,5 ter parentesco com políticos.

Já na introdução do estudo, as responsáveis – Natália Paiva e Juliana Sakai – fazem uma constatação das mais graves: “Principais órgãos auxiliares do Poder Legislativo na fiscalização dos recursos públicos, os tribunais de contas são desenhados para não funcionar. Dois terços dos integrantes são nomeados pelo Legislativo e um terço pelo Executivo; eles costumam ser indicados justamente para neutralizar o papel fiscalizatório desses órgãos – e, de quebra, para agradar a correligionários, parentes e aliados.”

O estudo mostra uma quadro onde são indicados os cargos ocupados anteriormente pelos conselheiros e por ali dá para ver que, dos 238, 94 foram deputados estaduais, outros 52 foram secretários estaduais, 36 foram vereadores, 17 foram prefeitos, 15 secretários municipais,13 deputados federais, quatro senadores, mais quatro que foram vice-prefeitos e um ex-vice-governador.

O estudo também afirma que a principal motivação para quem é alçado à condição de conselheiro de um tribunal de contas é garantir “vida mansa para o governante que o nomeia”. Consequentemente, conforme o quadro acima descrito, 64% dos conselheiros que integravam os TCs em 2014 são pessoas que exerceram atividade política.

Entre constatações da fragilidade da Lei de Acesso à Informação (LAI), uma vez que 11 TCs negaram informações à Transparência Brasil mesmo quando a organização recorreu à LAI e aconteceram exigências durante a pesquisa que beiram ao absurdo, como o caso da Ouvidoria do TCE do Rio de Janeiro que exige, a quem pedir informação respaldado pela LAI, que o cidadão vá pessoalmente àquela corte e lá assine um termo de responsabilidade sobre uso e divulgação da informação eventualmente obtida ali.

Mas trazendo a pesquisa para mais perto, a Transparência Brasil informa que o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas está entre aqueles 11 TCs que não deram informação nem sob o respaldo da LAI.

Sobre os conselheiros que estavam no TCE/AM à época da pesquisa, abril de 2014, a Transparência Brasil lista Antonio Julio Bernardo Cabral, que foi deputado federal pelo PTB e é filho do ex-senador e ex-ministro da Justiça do governo de Fernando Collor de Mello.

Em seguida vem Ari Jorge Moutinho da Costa Júnior que foi vereador e secretário estadual no governo de Eduardo Braga, que o nomeou para o TCE/AM. Ari, conforme o estudo, responde a processos por improbidade administrativa, sonegação fiscal e falsidade ideológica.

Sobre o atual presidente do TCE/AM, conselheiro Josué Filho, a organização informa que ele foi vereador, deputado estadual e secretario municipal e estadual, além de ser pai do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Josué Neto.

O conselheiro Júlio Assis Corrêa Pinheiro foi secretário no governo de Eduardo Braga que também o nomeou ao TCE/AM. Não há comentários sobre os conselheiros Érico Xavier Desterro Silva, Lúcio Alberto de Lima Albuquerque e Raimundo José Michiles.

Por fim, cabe dizer que os tribunais de contas, conforme o estudo, são mais um faz de conta bancado pelo contribuinte.

Publicação no Jornal do Comercio e Portal do Holanda em 27/01/2015

Vai partir sem deixar saudades

30 terça-feira dez 2014

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, corrupção, escândalos, petistas, Petrobras, políticos, PT

O velhinho está quase morto e, em estado terminal, vai partir sem deixar saudade nenhuma na área econômica do Brasil, pois, quando chegou, já veio com o anúncio de que não trazia nada de bom nesse departamento. A seu favor, 2014 pode alegar que não tem culpa de nada de ruim que aconteceu com a economia do país.

Em lugar de dividendos polpudos, a safra foi de escândalos acerca de somas vultosas que saíram dos cofres da petroleira

É verdade. O ônus cabe aos administradores que trocaram a oportunidade fazer investimentos em infraestrutura pelo país afora para manter uma política de incentivo ao consumo como forma de, aparentemente, gerar emprego e dar a impressão de que o país está caminhando, crescendo. Uma hora, é evidente, a coisa desanda.

2015-brinde-2

A inflação medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, se medida no acumulado de 12 meses, ultrapassou o teto previsto em lei, que é de 6,5%, e atingiu 6,56%. Mas o ministro – que já se sabe demitido – avisa que o governo tomou providências para que a inflação retorne ao centro das metas previstas como piso e teto. O único detalhe é que no segundo mandato de Dilma Rousseff quem assume é Joaquim Levy aquilo que o ministro Mantega promete pode, ou não, ser cumprido.

Solução criativa, no entanto, é a que o núcleo econômico do governo petista encontrou para outro furo e legislação não cumprida pelo governo acerca do superávit primário. Como a lei responsabiliza o administrador público que descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e, depois que a gastança governamental atingiu níveis estratosféricos, fugindo dos limites previstos nos textos legais, o jeito foi ir ao Congresso Nacional e mudar a legislação com muita criatividade, mudar o nome das coisas e o que era gasto virou poupança.

Na política, para ficar com um único tema nacional, a estatal que era símbolo do poder brasileiro na área de petróleo, gás, energia, enfim, teve seus papéis transformados em fumaça pela implicação de ingerências ‘políticas’ em sua gestão. Com isso, as ações da Petrobras, que um dia o próprio governo incentivou o trabalhador a pegar seu FGTS e aplicar nesses papéis, viraram um mico e não foram poucos os trabalhadores que entraram pelo cano vítima da gestão escandalosa da petroleira estatal.

Em lugar de dividendos polpudos, a safra foi de escândalos acerca de somas vultosas que saíram dos cofres da petroleira para regar as contas de políticos que abusam das más práticas quando administram bens públicos.

Aqui pelo Amazonas é de se registrar a vitória, se não surpreendente pelo menos inesperada, do governador José Melo sobre seu oponente e senador Eduardo Braga. Este, porém, pode até se gabar de não ter ganho a eleição no Amazonas: com a indicação para o Ministério das Minas e Energia, vai ter um orçamento pelo menos cinco meses maior que o do Amazonas sob sua batuta em 2015.

Se o velhinho parte triste e melancólico, o ano que chega, como sempre, vem cheio de esperanças e traz, em sua bagagem para a viagem de 365 dias, a expectativa de que a vida dos brasileiros seja melhor do que em 2014, em que pese a expectativa da manutenção de políticas que, já se viu, findam por levar o Brasil a não crescer e, pior, deixar de gerar empregos.

Feliz Ano Novo!

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 30/12/2014

‘Política é a arte da ladroagem’

18 terça-feira nov 2014

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, corrupção, empreiteiras, Petrobras, política, político, prisão de executivos, Tomás de Aquino

A corrupção é tão velha quanto os governos e nem Santo Tomás de Aquino deixou de estudá-la para tentar entender os mecanismos que levam as sociedades a enveredar pelo caminho da corrupção, embora os estudos daquele filósofo tenham como base não a corrupção como a vemos hoje, onde agentes públicos se prevalecem do cargo para obter vantagens financeiras como os escândalos recentes na Petrobras.

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A corrupção estudada por Aquino vê a degenerescência do Estado, do principado, a partir da opressão por um governo de minoria que, ao atingir seu limite, é confrontado pela maioria de oprimidos, que vai mudá-lo, mesmo que essa mudança possa ser apenas de governante, mas também pode ser a mudança de um sistema de governo ou até de forma de governo.

A política é a arte da ladroagem e o político é, acima de tudo, um falso

No entanto, pensadores como Hans F. Sennholz não se intimidam em colocar a própria política como a raiz da corrupção em sua forma atual. Para Sennholz, “a grande arte da política está em conseguir, simultaneamente, aplausos dos favorecidos e apoio dos que estão sendo roubados”. Para esse autor, a “política é a arte da ladroagem” e o “político é, acima de tudo, um falso”.

No caso do Brasil, tais conceitos podem ser perfeitamente lidos como corretos à ressalva das raríssimas exceções que, por existirem, têm o papel fundamental de confirmar a regra.

Não é à toa que as prisões efetivadas na última sexta-feira, quando executivos de empresas como OAS, UTC, Engevix, Queiroz Galvão, Iesa, Galvão Engenharia, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Mendes Júnior colocaram os mercados em sinal de alerta, não só aqui, mas também no exterior, já que, pelo porte dessas empresas, seus negócios também estão em outros países.

No entanto, se a sexta-feira, mesmo sem ser dia 13, colocou em polvorosa escritórios e dependências das grandes empreiteiras, no sábado é de se fazer o registro de nome que, por suas atitudes, entraram para história do Brasil ao negar habeas corpus a favor dos executivos presos, entre eles presidentes e diretores das companhias. Esse nome, ao lado do juiz federal Sérgio Moro, do Paraná, que decretou as prisões, é o da desembargadora do Rio Grande do Sul, Maria de Fátima de Freitas Labarrère.

O clima de terra arrasada visto na sexta-feira, porém, deve se agravar a se concretizarem as previsões de analistas, tanto políticos quanto econômicos, os quais têm como certo que a seguir devem ser apontados os parlamentares envolvidos nas maracutaias que, por enquanto, são investigadas na Petrobras.

É neste segmento, dos políticos, que a coisa pode pegar mais pesado, pois as estimativas dão conta de que não são apenas 25 os envolvidos nos esquemas danosos aos cofres da estatal e ao bolso do contribuinte. Tem gente dizendo que pelo menos 10% dos parlamentares do Congresso Nacional podem ter sido favorecidos com as benesses cavadas dentro dos cofres da Petrobras.

O discurso, correto, da presidente Dilma Rousseff, no momento, de que tudo será investigado, é uma fresta para que se veja, em alguma medida e mesmo que seja uma pequena parte das práticas políticas serem passadas a limpo com mais esse escândalo que envolve, principalmente PT, PMDB e PP, mas que vai respingar em outros partidos.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 18/11/2014

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