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Arquivos da Tag: Tecnologia

Escolha seu futuro

29 quinta-feira nov 2018

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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consumo, futurismo, polo digital de Manaus, sociedade, Tecnologia

Futurismo-cargadoslanceiros

O futuro já começou e os indícios de que vivemos o porvir estão disseminados nos meios de comunicação, softwares, aplicativos para celulares, assim como nas recentes conquistas da ciência, afinal, os norte-americanos conseguiram a proeza de colocar uma sonda em Marte nesta semana.

O futurismo – ciência – prega a necessidade de “se decifrar aquilo que você precisa aprender, guardar o que você precisa aprender, e desaprender, quando necessário”

Mas nem só de fatos científicos, como a humanoide exibida em recente programa de TV ou a criação de gêmeos com DNA editado que teriam resultado das pesquisas de um cientista chinês, noticiada também nesta semana, dão foco ao futuro (?) que já vivemos.

Sob o título de “Futurismo, ficção científica ou uma nova maneira de entender o mundo?”, em palestra ocorrida na 1ª Feira do Polo Digital de Manaus, Fabíola Almeida defende que as mudanças de paradigmas ocorridas ao longo das últimas décadas trouxeram o futuro para os dias atuais. O futurismo – que já foi um movimento artístico e literário voltado para a destruição de representações artísticas como a simbolista, impressionista e naturalista – teria status de uma nova ciência, que prega a necessidade de “se decifrar aquilo que você precisa aprender, guardar o que você precisa aprender, e desaprender, quando necessário”.

Fabíola, que é responsável pela disseminação de conteúdo sobre transformação digital do Sebrae-AM, além de ter MBA em Empreendedorismo, Inovação e Criação de Startups, afirma que mudanças já monitoradas na década de 1980, como aquelas apontadas na obra “Megatendências”, de John Naisbitt, que apontava, em 1982, as dez grandes transformações que já estavam ocorrendo na sociedade se confirmaram.

Entre essas transformações detectadas por Naisbitt estavam, por exemplo, a passagem de uma sociedade industrial para uma sociedade da informação; da tecnologia forçada – e cara, onerosa, de poucos usuários – para a alta tecnologia com grande contato humano; da economia nacional para a economia mundial; da ajuda institucional para a auto-ajuda; da democracia representativa para a democracia participativa, entre outras tendências, apontadas àquela época e que já estão sendo vivenciadas.

Isso tudo, conforme a gestora de conteúdo do Sebrae, já acontecia antes mesmo que a internet se popularizasse, o que só viria a ocorrer nos anos 1990, assim como a massificação dos smartphones. Em outras palavras, antes de 2007, quando Steve Jobs, da Apple, lançou o iPhone e mudou, de novo, não só um segmento industrial, mas a própria sociedade.

Citando Alvin Tofler, autor de “O choque do futuro” e “Terceira onda”, Fabíola reitera requisito do futurismo ao dizer que os analfabetos deste século não são aqueles que não sabem ler e escrever, mas sim quem não souber aprender, desaprender e reaprender.

As tecnologias surgidas nos últimos tempos e que colocam o mundo atual no limiar da quarta revolução industrial, também mudaram o mundo ao acabar com a previsibilidade da vida. Já não se consegue mais delinear uma carreira onde, a partir de um emprego formal, o indivíduo suba os degraus hierárquicos necessários para atingir o ápice e se aposentar – em uma única empresa – isso acabou. As pessoas deixam de lado a hierarquia e passam a trabalhar de forma colaborativa, independente do lugar do mundo em que se encontram.

O aprendizado dura a vida toda e os objetivos foram trocados por propósitos, pela maneira como o indivíduo quer ser visto pela sociedade. O poder mudou de mão e a opinião pública e a necessidade do consumidor fazem com que políticos percam poder e as organizações refaçam, relancem produtos em sintonia com aquilo que o consumidor determina.

A musiquinha da Globo, que anuncia a proximidade de mais um ano novo, nunca esteve tão atualizada: “…o futuro já começou.”

Foto: Reprodução Web/Toda Matéria

Falta de troco agora tem solução digital

28 quarta-feira nov 2018

Posted by Eustáquio Libório in Notícia

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aplicativos, Feira do Polo Digital, Manaus, Tecnologia

1a Feira do Polo Digital de Manaus

Desde a terça-feira, 27, a cidade é a capital digital da Amazônia com a realização, no Studio 5 Centro de Convenções, zona Sul, da 1ª Feira do Polo Digital de Manaus, que abrange expositores de tecnologias e produtos digitais, incluindo empresas, institutos de pesquisas, universidades e instituições como a Superintendência da Zona da Zona Franca de Manaus (Suframa). Uma das tecnologias apresentadas é o aplicativo Trocados, que dá solução à falta de troco em Manaus.

A programação de palestras foi aberta pelo futuro ministro do governo Jair Bolsonaro, o astronauta Marcos Cesar Pontes, que, no fim da manhã do dia 27, abordou o tema ‘É possível!”, com as dependências do salão nobre do Studio 5 lotadas por expectadores bem antes de ter início a palestra, por volta de meio-dia.
Além do cardápio variado de palestras, os expositores presentes ao evento também não ficam a dever no que diz respeito às múltiplas abordagens de produtos e tecnologias exibidas aos visitantes.

No campo de aplicativos para telefones celulares, chama a atenção aquele desenvolvido para receber um artigo em falta na cidade: troco. Com o app Trocados, já disponível para a plataforma Android e também na web, no site www.trocados.com.br A utilização do app, grátis para o usuário, se dá através de sites parceiros que creditam pequenos valores, via Trocados, na conta individual do usuário pelo smartphone cadastrado.

De acordo com Silvestre, um dos responsáveis pelo estande da Trocados, o app já conta com parceiros que vão desde supermercados, drogarias, mercearias, entre outros, assim como informou que os créditos gerados já podem ser utilizados para fazer pagamentos a operadoras de telefonia, adquirir créditos para passagem de ônibus, via Passa Fácil, Uber, além de outras parcerias já firmadas. A Trocados é resultado do programa da Incubadora UniNorte Empreende e conta com o apoio da Fapeam.

Estas iniciativas passam também por aquelas voltadas para a economia circular, conhecida também como logística reversa, e que buscam proporcionar a reciclagem de materiais por meio da coleta remunerada de resíduos sólidos, como a proposta pela Residuum (www.residuum.com.br), que já atende empresas manauaras colocando em contato quem demanda o serviço com os eventuais prestadores de serviço.

Foto: Juliana Alice

Indústria 4.0 sem ambiente no Brasil

15 sábado abr 2017

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

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Amazonas, economia, indústria, Tecnologia, zona franca

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O Brasil, que, de acordo com Fernando Henrique Cardoso, perdeu o bonde da história com o retrocesso causado pelos governos petistas nos últimos anos, também não está preparado para mais um salto de qualidade no setor industrial com a adoção de tecnologias de ponta já disponíveis em ambientes do primeiro mundo, onde a Indústria 4.0 está em implantação e dominando mercados.

Esse contingente que desconhece o status das aplicações de tecnologias digitais em seu ramo de negócios é bem maior entre as pequenas empresas: 57%

Em levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em abril de 2016 fica clara a ausência das condições necessárias para que a indústria nacional possa usufruir dos novos paradigmas desenvolvidos para a cadeia produtiva no conceito de Indústria 4.0, incluindo nichos de novos negócios. Em outras palavras, a guinada para baixo na economia nacional, se não inviabilizou a entrada dessas tecnologias, no mínimo, jogou-as para um futuro mais distante.

De acordo com o estudo da CNI – Sondagem Especial Indústria 4.0 – menos da metade das indústrias consultadas – 48% – utiliza pelo menos uma das dez tecnologias digitais consideradas essenciais pela pesquisa para ampliar a digitalização no país.

A par dessa constatação, o trabalho também considera que o foco na produtividade dado pelas organizações industriais brasileiras é positivo, ao mesmo tempo, diz o estudo, é insuficiente pois “limita o desenvolvimento da cadeia produtiva”. Tal situação, mesmo natural, deveria ser substituída, conforme o trabalho da CNI, por maior esforço na digitalização por parte da indústria nacional.

No momento em que reconhece a barreira imposta pelo alto custo de implantação das novas tecnologias, conforme alega boa parte da indústria brasileira, a CNI prega maior acesso à informação e à identificação de parceiros para reduzir a incerteza e mudar a cultura no ambiente das organizações, assim como baixar o custo com a implantação por etapas dos conceitos e tecnologias voltados para a Indústria 4.0.

É sintomática a advertência feita no estudo da CNI, ao registrar que “as empresas que não adotarem as tecnologias digitais terão muita dificuldade de se manter competitivas e, consequentemente, no mercado”. O recado é claro: não há saída para obter competitividade e mercado sem se inserir, ou ampliar substancialmente, a utilização de tecnologias digitais.

No âmbito mais geral, Scitovsky assegura ser tarefa da economia estudar a organização econômica, avaliar sua eficiência e equidade e sugerir meios e processos pelos quais as reais imperfeições possam ser diminuídas ou eliminadas. Logo, o momento de inflexão já está em andamento.

Voltando à Sondagem da CNI, pode-se dizer que o mapa ali rascunhado não é animador ao registrar, por exemplo, que no universo de organizações consultadas, 43% não conseguiram identificar, em uma lista de 10 opções, as tecnologias digitais com potencial para ampliar sua competitividade.

Esse contingente que desconhece o status das aplicações de tecnologias digitais em seu ramo de negócios é bem maior entre as pequenas empresas: 57%.  Já no universo das grandes organizações, o contingente das que desconhecem aquelas 10 tecnologias cai para 32%. Portanto, mesmo aí, onde está a elite da indústria nacional, cerca de um terço ignora o impacto da digitalização no seu negócio.

Se o diagnóstico obtido pela pesquisa da CNI for transportado para o Amazonas, onde os segmentos de eletroeletrônicos e bens de informática são responsáveis por 46% do faturamento da indústria incentivada da Zona Franca de Manaus (ZFM), além de garantir mais de 37% da mão de obra – exceto terceirizada e temporária – a ausência de conhecimento sobre as novas tecnologias e sua aplicação pode ser mais um motivo de preocupação.

 

Publicação na edição de janeiro/2017, da revista PIM Amazônia

Quarta revolução industrial é agora

04 quarta-feira jan 2017

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

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Apple, economia, Google, indústria 4.0, revolução, robótica, Tecnologia, Tesla

 

Quando, em 1988, o pesquisador Mário Tomelin escreveu o livro “O quaternário seu espaço e poder”, não se falava, ainda, sobre o que viria a ser a revolução Indústria 4.0. Este conceito só viria a aparecer em 2011. No entanto, é necessário que se faça o registro do que foi a pesquisa efetivada por Tomelin, que pode ser chamado de precursor, pelo menos conceitual, da Indústria 4.0.

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Na visão de Tomelin, o mundo iniciava àquela época, um salto tecnológico que levaria a humanidade a mudar paradigmas no que diz respeito ao desempenho da indústria e nos acréscimos de produtividade.

Em 2011, foi cunhado um outro termo para qualificar expectativas bem próximas daquelas propaladas por Tomelin, durante a realização da Hannover Fair

Assim, deve-se levar em conta o fato de que, a primeira revolução industrial acrescentou produtividade ao colocar como fator de produção a máquina a vapor.

A segunda revolução industrial chegou no bojo da energia elétrica e, a partir de então, as conquistas na produção de bens de consumo e do próprio conforto da humanidade não puderam prescindir da energia elétrica.

Na terceira revolução industrial, com a invenção das válvulas eletrônicas, sucedidas logo depois pelo transístor e pelo solid state, entregou ao homem o poder de cálculo e a velocidade de processamento dos computadores.

Passados quase 30 anos desde o lançamento do livro “Quaternário”, as expectativas de Tomelin não se concretizaram, pelo menos da forma como ele pensava que ocorreria. Mas a indústria e a sociedade obtiveram grande avanço tecnológico e poder de inovação.

“Do setor quaternário, definido como o setor de concepção, pode-se esperar, no século 21, todo o dinamismo e todas as transformações que ainda não se realizaram no século 20,” afirmava Tomelin.

Todavia, em 2011, foi cunhado um outro termo para qualificar expectativas bem próximas daquelas propaladas por Tomelin, durante a realização da Hannover Fair, quando pela primeira vez a expressão “smart factories” trouxe a público uma nova tendência a ser seguida pela indústria, a qual, de forma relacional viria a articular sistemas virtuais e físicos, combinados em rede.

É só em 2016, na obra “The Fourth Industrial Revolution” que Klaus Schwab reconhece que as corporações e a própria sociedade, pelo menos nos países desenvolvidos, já vivem a quarta revolução industrial, digital, com a implementação das metodologias, conceitos e técnicas – envolvendo os meios virtual e físico – que propiciam maior produtividade, entre outros benefícios, na Indústria 4.0.

Desenvolvidas durante a terceira revolução industrial, internet, softwares e hardwares foram aperfeiçoados, inovados e são, hoje, aplicados de maneira massiva como a internet móvel, inteligência artificial, automação, com as “machine learning”, capazes de se autoprogramar, entre outras ações que deixam de depender da intervenção humana.

No entanto, se de um lado as inovações da Indústria 4.0 trazem ganhos de produtividade, melhoria na individualização – customização – de produtos, tornando-os mais próximos das necessidades dos consumidores e oferecendo algo a mais para torná-lo passível de obter preço diferenciado a favor do fabricante, de outro lado, porém, existe o temor que as mudanças sempre trazem.

Neste caso, os arautos dos malefícios temem a redução do número de postos de trabalho com a automação trazendo mais robôs para as instalações fabris. Não é à toa, por exemplo, que a indústria automobilística esteja de olho nos avanços de veículos movidos a energia elétrica, como os modelos da Tesla, Apple e Google. Empresas que preferem inovar produzindo um computador sobre rodas o qual deve prescindir até de condutor.

Esses avanços, que envolvem plataformas de inteligência artificial, armazenamento em nuvem e sensores pequenos e potentes, também ameaçam atividades como as dos profissionais de contabilidade, advocacia e até a indústria de seguros, quando se pensa, neste caso, que o número de acidentes envolvendo automóveis pode cair de forma acentuada com os humanos – álcool, drogas – fora da direção de seus veículos.

Publicação na edição de novembro/2016 da revista PIM Amazônia

Da aldeia global à sociedade em rede

14 segunda-feira mar 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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aldeia global, Castells, comunicação, McLuhan, redem social, Tecnologia

Lá pelos anos 1960, Marshall McLuhan se debatia com conceitos do que ele chamou de “era da eletricidade” para explicar a simultaneidade da tecnologia de ponta de então, coisas como as comunicações via satélite, que possibilitavam assistir programas de TV e ouvir rádio de qualquer parte do mundo, ampliando, assim, os sentidos do ser humano, que podia fazer telefonemas de um continente para outro e derrubava, dessa forma, a barreira do tempo e do espaço, aproximando as sociedades por meio da tecnologia.

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Aquelas tecnologias que tornavam possível transmitir imagens à distância, geralmente telefotos em preto e branco e de baixa resolução, assim como textos, via telex, 24 horas por dia, só estavam ao alcance de empresas com cacife financeiro para bancar os altíssimos custos.

É interessante a constatação de McLuhan, em “Os meios de comunicação como extensões do homem” de que a International Business Machines, a IBM fundada em 1911, só começou a ter visibilidade depois de perceber que não produzia máquinas e, sim, processamento de informações.

A migração dos computadores das empresas para as residências, nos anos 1980/90, foi o início, talvez, do que hoje um dos autores mais consagrados em seu campo de pesquisa, Manuel Castells, chama de ‘sociedade em rede’

O criador da expressão “aldeia global” também não deixou por menos ao criticar a forma de atuação da General Eletric, que, à época, tirava a maior parte de seus lucros da venda de lâmpadas elétricas. Nessa parte, a opinião, ou melhor, o conceito adotado por McLuhan vai muitos anos à frente quando ele diz que a “luz é informação pura” e, desse modo, a GE deveria se ver no segmento da informação móvel, como a AT&T, para citar uma gigante das comunicações daqueles anos.

Porém, o desenvolvimento das tecnologias da informação e sua consequente expansão viria a acontecer nas décadas seguintes, transformando o mundo e a convivência das pessoas, as quais, no primeiro momento, tiveram o bônus de ver seu poder de comunicação passivo aumentar com as tecnologias do rádio e da TV e, depois, quando a informatização das empresas chegou para valer, ter maiores facilidades nos relacionamentos comerciais.

O melhor (?), no entanto, já antevisto por McLuhan, ainda estava por vir, quando, nas décadas de 1960/70, foram iniciados estudos, por militares norte-americanos, para a criação da rede mundial de computadores. Embora não se tenha uma data exata para o surgimento do que viria a ser a internet atual, cria da Arpanet, e o impacto que os três Ws – world wide web – teria no mundo globalizado do fim do século 20 em diante, a tecnologia estava em gestação.

A migração dos computadores das empresas para as residências, nos anos 1980/90, foi o início, talvez, do que hoje um dos autores mais consagrados em seu campo de pesquisa, Manuel Castells, chama de “sociedade em rede”.

Não é à toa que um dos trabalhos organizados por Castells ganhou o título de “A Sociedade em Rede: do Conhecimento à Política”, onde a discussão é justamente sobre a mudança para um novo paradigma tecnológico e a ênfase está justamente sobre a dicotomia de a tecnologia moldar a sociedade, ou, ao contrário, esta ser responsável em dar forma à tecnologia, conforme as necessidades e interesses das pessoas que as utilizam.

Castells, neste aspecto, é muito claro ao dizer que é a sociedade, os usuários que moldam a tecnologia adaptando-a a seus valores e interesses. Nada mais claro quando se avalia, por exemplo, a utilização das redes sociais, hoje disseminada por smartphones, tablets, além dos computadores.

Por fim, cabe dizer que tais reflexões vieram à tona pela efeméride do último domingo, 17, quando se comemorou o Dia Internacional das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, esta última criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005.

No entanto, ouvi, outro dia de um frei, que a internet está colocando as pessoas loucas, ou quase. Pode ser, a vida virtual, em alguns casos, ganhou maior importância que a vida real, mas aí já é tema para outro artigo.

Publicação no Jornal do Commercio, edição de 19/05/2015

Transparências, fotolitos e o skate voador

25 sexta-feira jul 2014

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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cartão de crédito, celular, fotolito, papo virtual, skate voador, Tecnologia

Não faz muito tempo, uma apresentação de executivo ou em sala de aula era feita com a ajuda transparências: um tipo de plástico transparente, mas que podia ser de cores diferentes, isto é, cada folha de uma cor diferente, onde eram impressos texto, gráficos e outros recursos necessários, e passíveis de serem impressos com os recursos de uma máquina copiadora.

Da mesma forma, a impressão de um jornal, revista, folheto ou qualquer outro material impresso com determinado grau de qualidade tinha, em uma de suas fases no processo de impressão a gravação do material em filme, o fotolito, que era então transferido para uma chapa, ou quatro, se o material fosse colorido.

Também a fotografia, até o fim do século 20, ainda necessitava dos filmes e todo um processo caro e trabalhoso de revelação que envolvia química e insalubridade para quem operava um laboratório de revelação, impressão e cópias fotográficas.

A própria entrada do homem no universo do dinheiro virtual aconteceu por meio do cartão de crédito… de plástico. Claro que, sem os recursos tecnológicos existentes hoje, o cartão de crédito era operado de forma bem diferente que na atualidade. Por exemplo, ninguém criava uma senhapara usar o cartão. O instrumento era a assinatura mesmo.

Se um falsificador resolvia “clonar” um cartão aí pelos anos 1980, a clonagem era fazer uma assinatura o mais parecida possível com a do titular do cartão de crédito e o mesmo valia paraum cheque – ainda estão por aí, em uso? E como ficava a segurança do cartão de crédito? Ora, havia, então, uma lista negra de cartões roubados consultada pelas lojas credenciadas e bancos operadores do sistema. Imagina essa “tecnologia” sendo usada hoje.

Do mundo plástico dos anos 1980 para o a transição ao mundo virtual do século 21, as transparências foram eliminadas, as copiadoras se transformaram em impressoras expressas com muito mais recursos e os filmes fotográficos estão quase transformados em peças de museu, já que as imagens não necessitam de uma máquina fotográfica para serem captadas: basta um telefone, tablet e por aí vai.

A tecnologia vem mudando a visão e o comportamento das pessoas tanto na vida familiar, quanto no trabalho e em sociedade.

Não é difícil encontrar grupos de pessoas, reunidas em volta de uma mesa para bater um papo com os amigos e, em alguns instantes, o papo se tornar virtual, com cada uma dessas pessoas interagindo mais com o público de seu celular/tablet/smartphone do que com quem está à sua volta.

Mas nem sempre as melhorias anunciadas por novas tecnologias são usadas da melhor maneira, isto quando não passam de histórias inventadas com outros fins como aconteceu neste fim de semana com o anúncio do skate voador, similar ao usado pelo personagem de “De volta para o futuro”. Pior mesmo é que quem o anunciou foi o ator que trabalhou no filme, Cristopher Lloyd e, em companhia do skatista Tony Hawk, fez o “lançamento” que enganou agências de notícias, já que tudo não passou de uma brincadeira do portal Funny or Die.

De qualquer maneira, a tecnologia está por aí facilitando a vida das pessoas e colocando-as mais próximas umas das outras, para o bem ou para o mal, infelizmente.

 Publicação no Jornal do Commercio, ed. de 11/03/2014

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