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Arquivos de Categoria: Crônica

Gigante, o gato sentinela

26 quinta-feira dez 2024

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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gatinho, gato, Gigante, pet, sentinela

Ele nasceu de mãe siamesa, uma gatinha que apareceu por perto de casa já grávida, a qual acolhemos e que ganhou o apelido de Patinha, porque tinha algum problema em uma de suas patas.

Patinha pariu três gatinhos, um deles foi doado para Clara Del Pilar Guzman Daza, amiga que já partiu faz alguns anos, enquanto o outro irmão do Gigante foi doado para d. Ofélia, lá de Santa Luzia.

Ficamos com o gatinho que ganhou nome de Gigante, dado pela d. Edna, já que dos três, ele era o mais gordinho. Ela o chamava de Gigantinho, daí virou Gigante. A mãe deles, Patinha, ficou conosco até desmamar os gatinhos, se bem me lembro, e, um dia, não a encontramos mais. Foi embora assim como chegara: de repente.

Gigante e seus maninhos nasceram em 27 de julho de 2014. Gato com bom apetite, ele sempre comia apenas em sua vasilha.

Em uma casa que mantém cinco gatinhos, sempre têm os alfas e o Gigante, bonitão e confiante, vivia disputando terreno com outro bonitão e macho alfa: o Anakin. Os dois, grandes e metidos a valentões, de vez em quando se estranhavam em busca de dominar o território e outros gatos, duas fêmeas -Angelina e Neguinha, a “rueira” – e mais um macho, muito pacato, o Jamanxim, irmão do Anakin. Aí entrava em ação a bisnaga de água fria para desaquecer os ânimos dos briguentos… nada de sério.

Gigante teve um problema de saúde quando tinha quatro anos – em termos humanos 32 anos -, em 2017. Ele, que não era de levar desaforo para casa, se feriu em alguma pegada com outro gato e o ferimento inflamou. Foi parar na clínica para tratar a pereba e até aquele colar incômodo – que impede o animal de remover curativos – ele teve que usar. No início era um sofrimento, mas se adaptou e ficou umas duas semanas usando aquilo, e se recuperou.

Livros? ele gostava… virava travesseiro

Não aprendeu a ler, mas adorava meus livros, tanto que nunca rasgou nenhum, para o Gigante, a maior utilidade dos livros era transformá-los em travesseiros e dormir em cima!

Por falar em dormir, Gigante, o gato, também tinha um local preferido para fazê-lo em dias chuvosos, quando batia um friozinho. Procurava a rede – ou a cama – onde eu estivesse e se abraçava às minhas pernas… o cochilo era certo… e lá ficava eu impedido de me levantar para não o tirar sossego do bonitão!

Friozinho: ele procurava um quentinho…

Agora, o apelido de sentinela ele ganhou por ter uma ocupação noturna habitual e diária: todas as noites se postava, sentado sobre as patas traseiras, na calçadinha da varanda e lá ficava, por horas e mesmo por toda a noite, dando uns passeios, de vez em quando, em volta da casa. Um verdadeiro sentinela! A diferença para a sentinela humana era que, se pintasse alteração, Gigante corria pra dentro de casa: “Sou gato, mas não sou besta, miau!”

Gigante, o gato sentinela, partiu no dia 26 de novembro de 2024, depois de três semanas doente, a última das quais internado.

Manaus 355 – Cidade de contrastes na margem esquerda do rio Negro

23 quarta-feira out 2024

Posted by Eustáquio Libório in Crônica, Textos & Economia

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Manaus, na passagem do século 19 e início do século 20, tinha fama internacional e chegou a ser conhecida como “Paris dos Trópicos”, em que pese o rio Sena, que banha a capital francesa, estar mais próximo de ser um igarapé, pelos padrões amazônicos, quando comparado ao majestoso rio Negro.

A boa fama de então se devia aos recursos carreados para o Amazonas com a atividade – hoje, possivelmente execrada por aqueles que preferem manter a população na miséria – de exploração da hevea brasiliensis, que trouxe crescimento econômico para a região e, a partir daí, Manaus foi promovida, de “Porto de Lenha” ganhou apelido de capital europeia.

A extração de borracha criou um fluxo de migrantes, principalmente do Nordeste, que aqui viraram seringueiros, além de fazer a fortuna daqueles que se dedicavam àquela atividade.

Assim, a cidade que teve sua origem com a construção do forte de São José da Barra do Rio Negro, em 1669 – dizem os registros históricos, passou por uma expressiva fase de expansão econômica que levou o Amazonas a se enquadrar como um dos estados mais prósperos do Brasil, durante o “boom” da borracha.

Palacete Miranda Corrêa, na esquina, à esquerda, em frente ao Ideal Club (Foto: Internet)

Palacetes, como o Miranda Corrêa, situado nos altos da avenida Eduardo Ribeiro e que perdeu status de prédio histórico ao ser demolido para a construção do edifício Maximino Corrêa, passaram a ser erguidos na cidade. Em Adrianópolis ainda sobrevive o Castelinho “da Vila Municipal”, que originalmente era residência da família Auton Furtado.

Manaus, se tivesse os cuidados necessários, poderia ter lugares aprazíveis para a população se descontrair, apesar de nosso clima tropical que às vezes torna isso mais difícil. Na zona Sul há três largos: o da Matriz, o de São Sebastião e o Largo do Mestre Chico, criado no entorno de outro monumento arquitetônico: a Ponte Benjamin Constant, a Ponte de Ferro, na avenida 7 de Setembro. No entanto, este último está sob os cuidados da natureza, sem que serviços de conservação o mantenham preservado, perde a população, ganham os desocupados que já destruíram um centro de atendimento público desativado (?) nas proximidades.

Largo do Mestre Chico, em 2009

Cidade de contrastes, aqui existe um shopping – o Manauara – que mantém praça interna a partir da preservação, principalmente, de buritizeiros e outros espécimes vegetais nativos. Ainda sobre shoppings: No Sumaúma Park, o frequentador de sua praça de alimentação pode assistir ao pôr do sol, uma vez que está situado ao lado da reserva nativa da qual emprestou o nome.

Com pouca publicidade, a capital do estado tem um jardim botânico, localizado na zona Norte, o Museu da Amazônia, conhecido como Musa, com área de 5 milhões de metros quadrados. O passeio vale a pena para conhecer a exuberância da floresta amazônica com toda comodidade de estar em área urbana.

Em tempos de internet, já não temos mais cinemas como o Cine Guarany ou o Odeon, restam as ruínas do Éden, próximo ao Parque Jefferson Péres, outro local que também merece visita do manauara e de um eventual turista.

Se igarapés foram aterrados, e isto ocorre há mais de um século, para abrir espaço para ruas e avenidas, em alguns casos ao custo de destruir edificações históricas que poderiam ser tombadas, ainda estão de pé o Mercado Adolpho Lisboa, o prédio da Alfândega, assim como o Roadway, no entanto, o Palácio Rio Branco corre sérios riscos de invasão e de deterioração.

Coronavírus leva tecnologia da ZFM para São Paulo

21 terça-feira abr 2020

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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aula em casa, coronavírus, robson franco, zona franca

balsa amarela

A crise que o mundo vive com a pandemia de coronavírus não deve se encerrar tão cedo, no entanto, esta não é a pior crise que a humanidade enfrenta hoje, nas palavras do historiador israelense Yuval Harari: “Nessa crise, o maior inimigo não é o vírus, é o ódio, a nossa ganância, a nossa ignorância”, assim avalia o estudioso israelense.

Mas a covid-19 chegou e também conseguiu uma conquista para o Estado do Amazonas e, principalmente, para a Zona Franca de Manaus (ZFM), fato que tem sido pouco divulgado. Até a semana passada alguns estados já haviam solicitado a transferência da tecnologia que possibilita a transmissão de aulas – aqui conhecida pelo nome de “Aula em Casa” – para o contingente de estudantes dos ensinos Fundamental e Médio. No Amazonas, pelo menos 57 municípios devem receber as aulas.

O mais marcante nessa adesão ao “Aula em Casa”, porém, é a possibilidade de o próprio Estado de São Paulo vir realmente a utilizar a tecnologia amazonenses, e porque não dizer: Made in Zona Franca de Manaus, para beneficiar os estudantes paulistas. Nada mais importante nesse momento de crise. Assim, o reconhecimento aos benefícios proporcionados pela ZFM conferido pelo Estado mais críticos à utilização dos incentivos fiscais pelo Amazonas não deixa de ser boa notícia.

De outro lado, como especifica Harari, os interesses dos agentes econômicos, políticos e outros estão longe do enfrentamento da crise personificada pela covid-19. O que se vê pelo mundo, como a maneira pela qual o presidente dos Estados Unido, Donald Trump, adota, ao tentar manter negócios e empresas em pleno funcionamento, ao custo alto de vidas humanas, resultou no desastre de mortes recordistas no grande País do Norte.

No Brasil, a crise do coronavirus já derrubou um ministro na semana passada. Antes disso, aqui no Amazonas, rolara a cabeça do secretário de Saúde. Nas duas decisões, nenhum dos chefes de Executivo atentou para a crise maior, a da Saúde, enfrentada por todo País, uma vez que nem o Brasil, e muito menos o Estado do Amazonas, tem estrutura hospitalar para enfrentar tamanho desafio, como é o caso da covid-19.

Apesar da crise, a vida continua, às vezes motivando ações solidárias de pessoas e de instituições com a finalidade de reduzir riscos para os menos afortunados, os sem nada, sem teto, sem comida. Ao lado dessas iniciativas, artistas tiveram e têm que transmitir lives com a finalidade de angariar recursos para si próprios ou para distribuir a integrantes da categoria profissional.

Em Manaus, o fotógrafo e jornalista Rafael Alves tomou a iniciativa de fazer um trabalho registrando sua vida pessoal, no trabalho, assim com a vida na cidade. A vida em uma cidade tomada pelo coronavírus. Uma cidade com trânsito fluindo, todos os dias da semana, como se fossem um domingo.

O trabalho fotográfico de Raphael Alves, e de outros profissionais da escrita da luz, da fotografia, que a esse tema se dedicarem, serão um marco a lembrar, embora de forma triste, o que Manaus viveu durante a pandemia de coronavírus.

Doença democrática, que chegou por meio dos mais abastados, vindos do exterior, mas não perdoa, nem livra os mais humildes. Mesmo assim, nesta segunda-feira, se noticiou que o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto, está acometido da covid-19.

Partida de Robson Franco

Para o jornalismo amazonense a notícia triste é a morte do jornalista Robson Franco, nesta segunda-feira, dia 20, colega em muitos veículos onde trabalhamos juntos, desde meados da década de 1990, quando nos conhecemos no Jornal do Norte, amigo sempre. Nunca o vi triste, mantinha o bom humor e perspicácia para perceber nas entrelinhas do que o interlocutor dizia a brecha para fazer uma boa piada e se manter sempre pra cima, dando força às pessoas que o cercavam, sem esquecer a ajuda que demos, eu e ele, ao crescimento da Ambev ali na balsa Amarela.

Fiquemos em casa.

Prédios históricos restaurados e ruínas de Manaus

29 terça-feira out 2019

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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Cidade sorriso, Manaus350Anos, Pavilhão Universal, prédios históricos, santa casa

Vista noturna do Pavilhão Universal recém-inaugurado

Um passeio pelo Centro Histórico de Manaus está mais agradável pelos equipamentos urbanos que estão sendo recuperados pelo município, embora não se possa dizer que a qualidade do passeio tenha voltado ao tempo no qual o manauara subia ou descia a avenida Eduardo Ribeiro, ou a 7 de Setembro, assim como ainda se faz na avenida Getúlio Vargas até hoje, sob a sombra de árvores bem cuidadas, podadas, que davam um visual sadio e mais civilizado àquela Manaus dos anos 1960/70.

O aniversário de 350 Anos de Manaus deu à cidade alguns presentes como a reinstalação do Pavilhão Universal na praça Adalberto Valle, defronte ao edifício Tartaruga e animando a clientela de um dos bares mais tradicionais de Manaus: o Jangadeiro. Este, que ficou com o movimento comprometido durante os anos em que a praça à frente esteve interditada pela Prefeitura de Manaus, ganhou, agora, até uma extensão de calçada para conforto de quem frequenta o bar, o qual é animado, no Carnaval, pela Banda do Jangadeiro e que tem no delegado Mariolino Brito um dos animadores, junto com sua banda musical.

A importância da cultura, como se sabe, não está apenas na promoção de festas populares com a contratação de shows de cantores, bandas ou celebridades de outros estados, a preços astronômicos, para animá-las, passa, principalmente, por oferecer oportunidade para as pessoas, com ênfase nos jovens, se promoverem, e a leitura, o estudo é uma das formas mais apropriadas para se obter esse objetivo.

Ver que, também depois de anos de abandono, com o prédio de construção em estilo clássico se deteriorando por ausência de manutenção, a edificação onde funcionou a biblioteca municipal, situada na rua Monsenhor Coutinho, próxima à Praça do Congresso, também está sendo, finalmente, recuperada.

Melhor ainda é ver que, depois de outros tantos anos de abandono, com a estrutura comprometida e tendo suas pistas interditadas para veículos pesados, a ponte que liga o bairro Educandos ao Centro Histórico teve sua recuperação anunciada pela Prefeitura de Manaus. Para isso, no entanto, parece que foi necessário o editorial de um matutino local chamá-la de “A ponte da vergonha”. O nome real da ponte é Antônio Plácido de Souza, mas o estado, a situação na qual se encontra realmente não é uma vergonha. Trata-se de muita falta de vergonha deixar que os riscos para seus usuários cheguem ao nível ao qual chegou.

As mesmas condições podem também ser atribuídas ao porto da Manaus Moderna, que se algum dia o foi, já deve estar sob os mantos do esquecimento tal modernidade. Ali, o poder público esqueceu de tudo: de disponibilizar estrutura, de fiscalizar as estruturas existentes, mas de propriedade particular, as quais, porém, suprem a necessidade dos usuários que embarcam ou desembarcam nas balsas localizadas atrás do Mercado Municipal Adolpho Lisboa.

Com a vazante, usuários e trabalhadores do local sofrem penosamente para acessar os barcos, remover mercadorias, levar suas bagagens a bordo ou retirá-las dos barcos. São lances de escadas com cerca de 50 degraus, em material já gasto e necessitando de reposição urgente. É um acidente (?) anunciado que só falta acontecer.

Pois andando pelo Centro encontra-se também as ruínas da Santa Casa de Misericórdia, abandonada pelos proprietários (?) e pelo poder público, mas abrigando os lascados, os marginalizados, dependentes químicos entre outros, e deixando brecha para moradores de ruas ali se abrigarem. Diante de população carente de tudo, como é o caso, até estacionar o carro no local pode ser meio perigoso, afinal, o Zona Azul não paga seguro para ninguém, até onde se sabe, só arrecada a grana do usuário. Assim, se a ruína da biblioteca municipal está sendo restaurada, a ponte do Educandos vai sê-lo, a Santa Casa se deteriora dia a dia sem nenhuma solução à vista.

A boa notícia é que a capela da Santa Casa, dedicada a Santana, está em vias de começar a ser restaurada. Com o esforço dos eventuais frequentadores, moradores das redondezas que ali assistem novenas ou missas nos fins semana e, principalmente do frei João, já há um projeto em estudo no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o qual deve liberar recursos para restaurar a capela.

Mesmo assim, Manaus continua a fazer justiça à canção composta por Áureo Nonato: Minha cidade sorriso!

Oportunistas natalinos e outras mazelas

24 segunda-feira dez 2018

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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Amazonas, Educandos, incêndio, Manaus, Natal, oportunistas, solidariedade

Reprodução: Gazeta do Povo/Curitiba PR

Neste ano, em que o país enfrentou dificuldades de toda envergadura e em setores os mais variados, o Natal chegou de forma antecipada para alguns segmentos da sociedade, embora tal fato não signifique surpresa maior, afinal, os privilegiados de sempre é que foram contemplados com as benesses cujo benfeitor não é o Papai Noel, mas, sim, o contribuinte brasileiro. Este, para fazer jus à sua sina, deveria ter feito “comemorações” na véspera do Natal, no Dia do Órfão.

Os “presentes” natalinos de 2018, com viés para comemoração das saturnálias do antigo império romano, começaram a ser distribuídos para pôr fim ao injustificável auxílio moradia pago a membros do Judiciário, uma bagatela de pouco mais de 4 mil reais, valor que, para o homem comum, o trabalhador, já se constitui em um bom salário.

Assim, para acabar – mas nem tanto – com essa mordomia, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram reajuste superior a 16%, com as repercussões de praxe pelo Brasil afora. Porém, o auxílio moradia agora é presente de Ano Novo: já de volta com nova roupagem, para, dizem, evitar uso indevido da verba.

No Amazonas, a Assembleia Legislativa do Estado tomou as providências para presentear os Natal de parlamentares, governador, ex-governadores e secretários estaduais. Assim, deputados que vão ganhar cerca de 29 mil reais por mês, governador 28 mil reais, secretários pouco menos de 25 mil reais. Assim caminham os políticos…

Evidente que ex-governadores se habilitaram à farra com o suado dinheiro do contribuinte. Para estes, que somam quase meia dúzia, foram reservadas outras mordomias, além daquelas que já desfrutam, incluindo aparato de segurança e mais assessores, todos pagos pelo contribuinte.

Presentes natalinos à parte, Manaus teve, neste ano, a infelicidade de ser palco de uma tragédia que poderia ter sido muito pior, caso tivesse acontecido em horário mais tardio, que foi o incêndio de cerca de 500 moradias no bairro Educandos, zona Sul. O local, como se sabe, é habitado por pessoas de poucos recursos que constroem suas casas como podem, com poucos recursos disponíveis, utilizando madeira como matéria-prima principal.

O número de desabrigados é superior a duas mil pessoas, para as quais o que não faltou foi a solidariedade do manauara com doações de roupas, calçados, alimentos e utilidades domésticas oferecidas por loja tradicional, como é o caso da Bemol que demonstrou, com atos, que suas políticas explícitas não são apenas registro em uma página da internet, mas se traduzem em atos como aqueles que contemplaram as pessoas que tudo perderam no incêndio.

Enquanto pelo lado bom da força se tem esse tipo de atitude, pelo lado mau aparecem os aproveitadores que buscam se beneficiar não só das doações feitas para ajudar as famílias atingidas pelo incêndio, mas até se imiscuindo no cadastro para obter moradia em programas da Prefeitura de Manaus e do governo estadual. Para esses o presente é cadeia.

Mas nem só esses querem surfar na onda de solidariedade para ajudar aquelas famílias. Uma olhada nas redes sociais de políticos locais e se encontra uma porção publicando fotos e vídeos no local do incêndio para mostrar sua “contribuição”, que no mais das vezes não passa de alguns momentos em visita ao local do incêndio. De concreto, mesmo, nem as fotos, agora todas digitais.

Mas somos humanos, erramos e, às vezes, até perdoamos aqueles que nos ofendem, como bem prega a oração do Pai Nosso. Assim: Bom Natal!

Peteleco era poderoso e não sabia

24 terça-feira abr 2018

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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Amazonas, criança, Manaus, Oscarino, Peteleco, ventríloquo

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Quem foi criança antes que as emissoras de televisão chegassem ao Amazonas tinha diversão e entretenimento bem diferente do que hoje se tem e, mesmo depois da TV aportar em Manaus, por muito tempo ainda perduraram formas de entretenimento que deixavam de lado o lazer eletrônico para favorecer o lado mais social ao vivo, digamos assim, tanto para as crianças quanto para os jovens e adultos.

Não se tinha, até os anos 2000, acredito, a preocupação de que um dia um telefone, evidente que não me refiro àquele telefone que só servia para falar e ouvir, poderia criar dependência e, ao invés de ser um meio de comunicação pura e simplesmente, pudesse, como hoje, agregar rede social, TV, rádio – alguém ainda ouve? – jogos, bancos, livros, música, filmes e muito mais, até se tornar um dispositivo que vicia seu usuário, fato já reconhecido pelos estudiosos da área.

Mas voltemos lá para o tempo no qual os Beatles chegaram às paradas e, para conseguir um long play (LP), como se dizia na época, só importando a um custo muito alto, daí o sucesso das versões daquelas músicas do quarteto inglês na voz de Renato e seus Blue Caps e outros. Mas o tempo, nos anos 1960, era de bossa nova, de shows em circos que faziam a alegria da petizada – alguém ainda usa essa expressão? – com malabaristas, equilibristas, animais africanos ou nem tanto e até bonecos, sejam marionetes ou aqueles acompanhados de seu ventríloquo.

Pois é, ventríloquo tem origem no latim venter loqui, ou barriga falante, prática que vem desde a antiguidade quando era usada pelos oráculos com a finalidade de demonstrar aos crentes que o oráculo falava com os deuses. Na Idade Média, o mesmo recurso servia aos bruxos e bruxas para “manter contato” com os espíritos e impressionar seu público.

Se hoje essa técnica só é usada no entretenimento, em outros tempos foi fonte de muito poder e é aí que entra na história o “poderoso” Peteleco e seu tutor/pai/ventríloquo Oscarino Farias Varjão, que partiu na semana passada deixando saudades a seus admiradores, que vão desde jovens na casa dos cinquenta/sessenta anos de idade e outros bem mais moços.

No tempo em que a informação fidedigna chegava de forma mais rápida pelo telégrafo e era disseminada pelas emissoras de rádio e jornais impressos, ali pelo final da década de 60, Manaus tinha pelo menos dez cinemas e a moçada se divertia, aos domingos, nas sessões duplas apresentadas a partir do meio-dia, principalmente nos bairros como Educandos – cine Vitória -, Cachoeirinha, com o Ypiranga, e os do centro: Guarany, Polytheama, Odeon e Avenida, assim como o Palace, lá no boulevard.

Dias de semana eram reservados para escola e trabalho e as noites para mais estudo e namorar, que ninguém é de ferro, já os santos da Igreja Católica possivelmente tinham mais devotos do que hoje por um motivo bem prosaico: as festas do dia de cada santo eram precedidas por arraiais, com quermesse, comidas e bebidas e, de vez em quando, por um show, ao vivo, com Peteleco, o boneco negro de Oscarino era atração que garantia público em qualquer festa.

Em certo momento, ainda nos anos 1960, quando surgiu no mercado o guaraná Baré, o locutor Clodoaldo Guerra, da rádio Baré, talvez uma das mais ouvidas então, fez fama ao apresentar um show itinerante, a bordo de um caminhão que premiava os “cantores” e algumas vezes teve no Peteleco uma das atrações com a famosa resposta dada a perguntas impertinentes: “Tu é leso, é?” E assim era o mundo sem os eletrônicos de hoje.

Livros para Lula

Como o assunto é leve e feitas as despedidas de Oscarino, aguardando que Peteleco continue a se apresentar em Manaus, quero avisar que estou pensando em fazer uma doação ao comandante petista que, lá atrás afirmou ter chegado à Presidência da República sem precisar estudar e agora, como presidiário, diz que livro, para ele, só serve para usar em exercício físico de levantamento de pesos, pois bem, tenho uma Barsa com uns 25 volumes disponível para ele se exercitar, mas não pago o frete.

Programa de manauara

04 terça-feira abr 2017

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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lazer, Leticia Sofia, Manaus, passeio de barco, rio Negro, Tupé, turismo

N/M Leticia Sofia

No último domingo, dia 2 de abril, a previsão da meteorologia era de tempo nublado com chuva e choveu mesmo. Mas, quem mora em Manaus, pouco está ligando para o tempo e isso já vem desde há muito, afinal, o manauara ainda não aderiu à prática da violência em massa que leva torcidas organizadas a se enfrentarem em estádios ocasionando até mortes, mesmo que um dos astros do MMA internacional, José Aldo, tenha surgido lá pelo bairro Alvorada.

Se Manaus perdeu seus igarapés, parece que a Rede Globo está dando uma mãozinha para tornar as praias nas imediações mais populares

A capital do Amazonas, que lá nos primórdios era recortada por igarapés apropriados para banho e até consumo humano, já os perdeu para os aterramentos feitos com a finalidade de dar lugar a novas vias e aqueles cursos d’água remanescentes no perímetro da cidade estão poluídos e somente em época de enchente grande aparecem moleques com vocação para herói com coragem suficiente – ou desinformados dos riscos – para se entregar a um mergulho.

No mais, a população prefere a praia perene da Ponta Negra, ou aquelas um pouco mais distantes, como Açutuba, Tupé e praia da Lua, para falar nas mais próximas e com acesso por carro ou barco.

Se Manaus perdeu seus igarapés, parece que a Rede Globo está dando uma mãozinha para tornar as praias nas imediações mais populares e empresários com visão começam a faturar em cima do lazer do amazonense oferecendo, a preços populares, viagens de barco para algumas essas praias.

O barco aqui, não se trata das já célebres lanchas “a jato”, popularizadas pela velocidade encurtando o percurso das distâncias amazônicas na navegação e unindo municípios ribeirinhos pelo Amazonas afora. No caso, trata-se de barco grande e no qual o passageiro – ou o turista, conceda-se o título a quem usa esse transporte – usufrui de conforto que lhe assegura fotografar durante toda a viagem sem ser incomodado pelo banzeiro que faz tremer as fotos.

Exemplo dessa opção de turismo com curta duração, é o barco Letícia Sofia, que sai aos domingos às 8h da manhã do porto da Manaus Moderna – proximidades da balsa Amarela – com destino à praia do Tupé, e volta no fim da tarde. Com capacidade para cerca de mil passageiros e preços de até R$ 30 por pessoa, o que não falta é gente interessada em fazer o passeio, mesmo com chuva como ocorreu no último domingo.

É possível que a nova novela da Globo – Força do Querer – até tenha dado uma força, ao se considerar a “descoberta de Manaus” que os atores globais fizeram em suas incursões por Manaus e Belém, com direito a visita de Fiuk a tribo indígena localizada próxima a Manaus. Independente da Globo, porém, o amazonense gosta mesmo é de água, pois até banho chuva é popular por aqui.

Meteorologia à parte, a empresa proprietária do barco deve estar faturando uma boa grana e com lucro apreciável, afinal, a viagem não é longa e, em tempo de crise, preços populares com algum conforto pode ser a solução para quem quer detonar o estresse sem gastar muito ou entrar no financiamento do cartão de crédito.

Corrupção, mal sem vacina

17 sábado dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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crise, desemprego, economia, inflação

Há muitos anos, em uma galáxia não muito distante, havia um planeta que orbitava a estrela amarela chamada Sol. Naquela época, em um dos países daquele planeta, conhecido como Terra de Santa Cruz, as crianças eram criadas pelos pais, que as educavam e as sustentavam com o suor de seu trabalho.

As conquistas do povo da Terra de Santa Cruz não foram fáceis de conseguir. O povo batalhou muito e domou até um monstro, um dragão conhecido pelo nome de inflação

As crianças, ao irem para a escola, aprendiam que só a educação poderia elevá-las, fazê-las subir na escala social, por meio do trabalho honesto, do estudo e de relações sociais onde a mentira não tinha lugar. Os mestres daquele país eram respeitados pelos estudantes, mesmo que não tivessem um salário dos mais dignos, e ensinavam a seus alunos que, a cada direito, corresponde um dever.

A Terra de Santa Cruz cresceu, sua população passou dos 200 milhões e entre as conquistas daquele país o fato de estar entre as nações em desenvolvimento e as dez maiores economias do planeta azul, também conhecido como Terra.

As conquistas do povo da Terra de Santa Cruz não foram fáceis de conseguir. O povo batalhou muito e domou até um monstro, um dragão conhecido pelo nome de inflação, o qual devorava os recursos dos trabalhadores, deixando aquele povo sem ter como poupar recursos para garantir o futuro de seus filhos.

Depois da derrota do monstro, o país viveu um período de crescimento e desenvolvimento econômico e conseguiu até que um operário fosse eleito presidente da República, de tal forma estava arraigada a democracia na Terra de Santa Cruz.

O operário-presidente, à semelhança do Prometeu da mitologia grega, que para ajudar os seres humanos a enfrentar os perigos existentes quando o mundo foi criado, lhes deu o fogo, também ofereceu benefícios aos habitantes da Terra de Santa Cruz, como bolsas de variada natureza as quais garantiam aos mais humildes e aos mais espertos, desde remédios, até dinheiro, mesmo que a pessoa não trabalhasse.

O país era muito respeitado entre outras nações do planeta azul pela prática de um esporte conhecido como futebol, também era reconhecido por ser um grande produtor de grãos e exportá-los, assim como o minério de ferro, que ia até para a China. A Terra de Santa Cruz chegou a ser a oitava economia daquele planeta e ter uma empresa de energia, que produzia óleo, cotada entre as maiores daquele mundo situado na periferia da Via Láctea.

Mas o operário-presidente só podia ter dois mandatos e foi aí que ele, para manter as benesses conquistadas pelos mais espertos membros de seu governo e de seu partido, também à semelhança do mito grego que criou Pandora como a primeira mulher do mundo, o dirigente conseguiu eleger a primeira mulher presidente na Terra de Santa Cruz e, por tê-la eleito para dirigir o país, também lhe deu a missão de proteger os quarenta, digo, os ministros, dirigentes partidários e outros nomes daquele país que agora detinham grandes fortunas.

Foi então que uma entidade conhecida como PF inventou uma tal de operação Lava Jato para limpar o país. Essa operação, mais uma vez e em harmonia com o mito grego, mostrou que a gestão do operário-presidente abrira o que se pode chamar de caixa de Pandora, pois males que antes tinham sido erradicados do país como a inflação, o desemprego, o declínio da indústria e da atividade econômica, voltaram a fazer vítimas entre a população.

Nesse tempo, a entidade PF também descobriu que a maior empresa estatal da Terra de Santa Cruz, apelidada pelos partidários do presidente-operário de “Pátria Educadora”, mesmo sem destinar muitos recursos para esse objetivo, tinha sido fraudada e estava em vias de sumir do mapa, desempregando mais de 12 mil pessoas, a engrossar o contingente de 10 milhões de sem-emprego já existentes.

Os cidadãos mais idosos da Terra de Santa Cruz dizem até hoje, muito, muito tempo depois, que a calamidade responsável pelo declínio daquele país é um monstro que ataca empresários e políticos de alto escalão e conhecida, desde há muito, pelo nome de corrupção, embora não se tenha inventado vacina segura para combatê-la.

Por fim, cabe registrar que a primeira presidente da Terra de Santa Cruz, que tem como data preferida o 1º de abril, também foi eleita pela imprensa internacional como a líder mais decepcionante do mundo.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 12/04/2016

Mulher do motorista e o vendedor de cruzetas

13 terça-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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chifre, corno, desemprego, machão, morena

Sabe aquele cara durão, metido a machão e que diz não levar desaforo pra casa? Pois é, Odivaldo Jó, 32, era desses e a galera que trabalhava com ele na empresa de ônibus da qual era motorista evitava contrariar Odivaldo.

 

Casado com Maria do Rosário, 24, uma morena nascida lá pelas bandas de Barreirinha, mas morando em Manaus desde os 14 anos, Rosário conheceu Odivaldo quando trabalhava no Distrito Industrial e ele fazia a rota que a transportava para a indústria de lentes.

Ele, brancão, vindo do Paraná, encarou a morena de cabelos compridos, rosto bonito de “caboca” do Amazonas, pernas grossas, com aquelas coxas… bem, vai por aí.

O romance iniciou depois que ele a convidou para ir ao Chapéu Goiano e, três meses depois, estavam casados. Dois anos se passaram sem que tivessem filhos, quando a crise chegou, Rosário perdeu o emprego e só Odivaldo continuou a manter o casal. Ela ficava em casa, fazia bico vendendo produtos de perfumaria e higiene pessoal. Tinha muito tempo para si mesma.

Até que certa tarde, um vendedor, desses que passam de porta em porta, apareceu vendendo cabides e cruzetas. Rosário até que precisava e começou a pechinchar para comprar alguma coisa, mas ficou de olho no brancão louro e magro que estava à sua frente. Não demorou, ele pediu água… ela mandou ele entrar, o calor aumentou… conversaram, se olharam e não deu outra, foi ali mesmo, na sala da casa de Rosário que os dois foram apanhados, no ato, por Odivaldo, que se sentira mal e voltara mais cedo para casa.

O brancão louro conseguiu fugir correndo só de cuecas, mas deixou uma camisa e um par de tênis de presente para Odivaldo, que não se deu ao trabalho de persegui-lo.

Preferiu consolar Rosário, desmanchada em lágrimas pedindo perdão… ele a perdoou e arranjou um emprego pra ela na empresa de ônibus onde estava empregado.

Pois é, cabeça vazia é casa do capeta e os machões também aceitam chifres, às vezes…

Publicação no Portal do Holanda em 29/01/2016

Ele contou para a vizinha que o marido a traía, adivinha com quem

07 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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Tags

cama, Crônica, motel, roda de samba, shopping, traição, troco

A morena era bem casada com um comerciante gente fina que tinha quase o dobro de sua idade: Ela tinha 19 e ele 37, mas se davam bem. Saiam muito e frequentavam, nos fins de semana, uma roda de samba lá pelo Morro da Liberdade, zona Sul.

O nó todo aconteceu depois que eles se mudaram para um condomínio de casas localizado no Parque Dez, ali pelos lados da Colônia Japonesa. Uma noite, ela vinha dirigindo sozinha e teve problema com o carro perto do centro de treinamento da Honda.

morena-carro-300

Saiu do carro e, logo em seguida, outro carro parou e seu ocupante a ajudou a pôr seu carro em movimento. O motorista que a ajudou disse se chamar Leite, Ricardo Leite. Na rápida conversa que se seguiu, uma coincidência: eram vizinhos, moravam na mesma quadra do condomínio.
Foi o começo de um caso entre os dois, pois Nicinha, agradecida pela ajuda – de batismo era Nicimar – dera o número do celular a Ricardo.

Foi depois desse incidente que Jefferson, marido de Nicinha, deixou de ter a companhia da mulher nas rodas de samba das sextas, que ela começou a evitar.

Dois meses depois, Jefferson tinha sérias desconfianças de que estava sendo traído, afinal, quase quarentão, ainda dava bem no couro, mas a mulher, bem mais jovem, andava evitando não só a roda de samba, mas até a cama do casal andava menos quente naquele agosto manauense.

De observação em observação, um dia Jefferson pegou o celular de Nicinha e confirmou o que já sabia, com nome e tudo mais sobre o outro. Ele foi à luta. Sabendo quem era o rival, pensou, no primeiro momento, em contar tudo para a mulher de Ricardo, afinal ela era tão enganada quanto ele, Jefferson.

Pois é, pensou, pensou e findou contando… no fim ela preferiu nem dar bronca no tal Ricardo, para ela um grande sem-vergonha e investiu no vizinho quarentão para dar o troco, afinal, chumbo trocado não dói, dizem.

Se os dois foram felizes ao um shopping center, não se sabe, mas os motéis ganharam mais dois usuários assíduos.

 

Publicação no Portal do Holanda em 29/12/2015

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