De acordo com as previsões climatológicas divulgadas no primeiro alerta de cheias, em março, pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), o rio Negro atingiu, em Manaus, a cota de inundação, de 27,50 m, no último dia 28 de abril, quando o nível chegou a 27,56 m. O SGB prevê que, neste ano, o rio Negro pode atingir o nível máximo de 28,68 m até meados do próximo mês de junho.
Para os técnicos do SGB, é de 30% a possibilidade de que o Negro chegue aos 29,43 m, uma vez que, nesta quinta-feira, dia 8, está em 27,99 m, e o período de enchente deve se estender até a metade do próximo mês.
Enchendo em média, neste mês de maio, a 3,6 cm/dia, a possibilidade de ultrapassar os 29 m de enchente, até 15 de junho, não pode ser desprezada, o que ficaria acima da cota de inundação severa, especificada por este valor.
Nos próximos dias, o SGB deve divulgar o 2° alerta de enchentes para este ano.
O Polo Industrial de Manaus (PIM), que fechou 2024 com faturamento de US$ 37.51 bilhões – alta de 6,36% na comparação com 2023 – mantém a expansão também no contingente de mão de obra alocada pelos diversos setores que operam no Distrito Industrial de Manaus, hoje com a média de 549 indústrias instaladas.
Mão de obra oferece mais de 103 mil empregos – Imagem: Divulgação/Suframa
Em 2019, as 448 indústrias incentivadas com operação na Zona Franca de Manaus (ZFM) mantiveram, em média, 79.519 postos de trabalho. Este contingente passou para 103.936 postos, sem incluir terceirizados e mão de obra temporária, escalando crescimento de 30,70% entre os dois períodos analisados. De acordo com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), 2024 fechou com 127.798 trabalhadores empregados, entre efetivos, temporários e terceirizados.
Salários, encargos e benefícios têm crescimento baixo
Mesmo em 2020, quando a atividade industrial foi impactada pela pandemia de Covid-19, o polo de Manaus manteve expansão no número de postos de trabalho, embora a média per capita de salários, encargos e benefícios (SEB) tenha decaído de US$ 1.484,44, no anterior, para US$ 1.119,07 naquele ano. Em 2024, a SEB fechou no montante de US$ 1.523,60, o que indica crescimento de 2,64% entre 2019 e o exercício recém-encerrado.
Em 2019, os cinco subsetores com maior número de postos de trabalho (eletroeletrônicos, duas rodas, termoplásticos, metalúrgicos e mecânico, respectivamente 1º e 5 º maiores) totalizavam 62.093 postos, equivalentes a 78,09% do total de 79.519 empregos. Em 2024, os subsetores mantiveram suas posições e são responsáveis por 80.070 empregos no PIM, o que corresponde a 79,92% do total de 103.936 postos efetivos.
Maiores salários
A média dos salários pagos pelas empresas do PIM, em 2019, era de R$ 2.811,21, a qual passou para R$ 3.603,09 no exercício de 2024. De outro lado, o segmento de isqueiros e descartáveis é aquele que paga os maiores salários, conforme a Suframa. Assim, em 2019, o valor pago pelo segmento era de R$ 6.395,23, passando a R$ 7.319,05 no ano passado.
De janeiro a dezembro de 2024, o Polo Industrial de Manaus (PIM) faturou o montante recorde de R$ 204,39 bilhões, o que representa crescimento de 16,24% na comparação com o resultado obtido em 2023 (R$ 175,83 bilhões). Em dólar, o faturamento global de 2024 foi de US$ 37.51 bilhões – alta de 6,36% na comparação com 2023 (US$ 35.27 bilhões).
Foto: Divulgação/Suframa
As exportações do PIM totalizaram US$ 619.330 milhões ao longo de 2024, o que representa crescimento de 11,61% em relação ao ano anterior.
No que diz respeito aos números de mão de obra, as fábricas do PIM registraram, ao final de dezembro, 127.798 trabalhadores empregados, entre efetivos, temporários e terceirizados. Com os resultados contabilizados de janeiro a dezembro, a média mensal de empregos diretos do PIM em 2024 foi de 123.489 trabalhadores, o que representa crescimento de 8,87% em relação à média mensal de 2023 (113.419 trabalhadores).
Eletroeletrônicos e duas rodas
Bens de Informática (faturamento de R$ 47,07 bilhões e crescimento de 9,93%), Eletroeletrônico (faturamento de R$ 36,84 bilhões e crescimento de 11,71%) e Duas Rodas (faturamento de R$ 36,47 bilhões e crescimento de 18,32%) foram os principais segmentos do PIM no ano passado.
Entre os principais produtos do PIM em 2024, pode-se destacar principalmente o desempenho das linhas de produção de televisores com tela de LCD e OLED, com 13.994.881 unidades fabricadas entre janeiro e dezembro e aumento de 18,84%; motocicletas, motonetas e ciclomotos, com 1.831.600 unidades e aumento de 12,91%; telefones celulares, com 13.728.421 unidades e aumento de 2,87%; condicionadores de ar do tipo split system, com 5.775.240 unidades e aumento de 55,49%; condicionadores de ar de janela ou de parede de corpo único, com 419.762 unidades e aumento de 82,29%; monitores com tela de LCD para uso em informática, com 3.115.353 unidades e aumento de 37,19%; e fornos micro-ondas, com 5.465.612 unidades e aumento de 51,78%.
O Polo Industrial de Manaus (PIM) deve fechar 2024 com faturamento recorde de R$ 202,6 bilhões, com crescimento de 15,3% sobre 2023, após registrar altas acumuladas em setembro, de R$ 151 bilhões e, em outubro, quando somou nos 10 meses do ano R$ 170 bilhões. Em dólar, o faturamento deverá atingir cerca de US$ 37,715 bilhões, com aumento de 6,98%. Já o emprego deve superar os 123 mil postos de média mensal. O balanço é do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, ao destacar os avanços do setor produtivo local.
“Em 2024, o Amazonas e a Zona Franca de Manaus (ZFM) registraram bom desempenho econômico, em que pese todos os problemas de intempéries climáticas que, de uma forma ou outra, prejudicaram nosso crescimento, mesmo com as medidas preventivas para evitar o colapso no abastecimento”, disse o dirigente, ao se referir, por exemplo, às ações de dragagem e de um terminal portuário de cargas temporário instalado em Itacoatiara, entre outras medidas. “A cada fim de ano fazemos reflexões sobre as dificuldades enfrentadas e os desafios vencidos e neste ano tentaremos fazer uma rápida retrospectiva. Entre os principais problemas enfrentados, a nova vazante recorde nos atingiu e do lado positivo, o bom desempenho do PIM e a aprovação da reforma tributária preservando as garantias do modelo Zona Franca e da economia do Estado”, pontuou o presidente da entidade. O dirigente citou, ainda, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas, que no segundo trimestre deste ano cresceu nominalmente 6,40% e, se comparado ao primeiro e descontada a inflação, teve crescimento real de 5,29%. Antonio Silva avaliou ainda que, comparando com o mesmo período de 2023, o crescimento nominal foi de 7,79% e o real de 3,42%, que deverá ficar acima do resultado nacional do volume de riquezas geradas em todos os setores da atividade econômica do Amazonas. Sobre o volume do emprego, o presidente da Fieam também destacou o avanço nas contratações. “Acreditamos que o PIM apresente crescimento de 7,77% da mão de obra em 2024, em comparação com 2023, atingindo 123.549 empregos de média mensal. Já as exportações deverão ter desempenho positivo, crescendo 29,41%, calculado em real, equivalente a R$ 3,522 bilhões, e 19,93%, calculado em dólar, projetou Silva. Sobre a conjuntura nacional, o dirigente apontou que o Ministério da Fazenda aumentou a previsão de crescimento do PIB brasileiro de 3,2% para 3,3% em 2024, baseando-se na alta de 0,9% no terceiro trimestre.
Os indicadores mensais do mercado de trabalho referentes ao último mês de setembro, divulgados nesta quarta-feira, 27, pela Carta Conjuntura editada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), informam a expansão do setor em 24% com a criação de novas vagas.
Mercado de trabalho teve ganhos em setembro
Com base na Pnad Contínua, os dados veiculados dão conta da expansão da população ocupada, assim como crescimento da massa salarial. Conforme informações veiculadas, no comparativo entre setembro deste ano e o mesmo período de 2023, a população ocupada atingiu cerca de 104 milhões, com crescimento de 4,3%.
Em relação ao mês anterior – agosto – com 103,5 milhões (dessazonalizada) a alta foi de 0,9%. O documento do IPEA informa que a força de trabalho (PEA), teve expansão de 2,5% no período analisado, quando passou de 107,9 milhões para 110,6 milhões. Em relação a agosto de 2024, o crescimento foi de 0,4%.
Assim, a taxa de desocupação caiu de 7,6% para 5,9% entre setembro do ano passado e o mesmo mês deste ano. Ainda em conformidade com os dados divulgados pelo IPEA, a ocupação formal cresceu 4% no comparativo interanual, enquanto a informal chegou a 4,8%.
Por fim, a geração de empregos acumulada entre janeiro e setembro deste ano, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foi de 2 milhões de novas vagas formais, com expansão de 24% em relação ao mesmo período de 2023, com 1,6 milhões de postos.
Manaus/AM – Nos primeiros oito meses de 2024, as indústrias incentivadas em operação no Polo Industrial de Manaus (PIM) recolheram aos cofres públicos como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) o montante de R$ 1,48 bilhão, o equivalente a US$ 281.87 milhões, de acordo com informações divulgadas pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
Veja a contribuição dos cinco maiores setores neste ano
Em dólares, o valor é equivalente a 11,75% da importância devida de US$ 2.398 bilhões. Com a aplicação dos incentivos fiscais administrados pela Suframa, as indústrias da Zona Franca de Manaus obtiveram, no período analisado, a restituição de US$ 2.12 bilhões, o equivalente, em moeda nacional, a R$ 11,21 bilhões.
Os cinco setores com maiores contribuições de ICMS no período, recolheram o valor de US$ 223.4 milhões, ou 79,26% do total da arrecadação efetivada pelas empresas do PIM até o mês de agosto deste ano.
A maior contribuição foi bancada pelo segmento de Duas Rodas, no valor US$ 74.40 milhões. O setor é o 3° colocado no ranking de faturamento do PIM, com vendas no valor de US$ 4.64 bilhões. Na sequência vem o setor Mecânico, que recolheu US$ 53.15 milhões, e é o 5° colocado em faturamento, com vendas no montante de US$ 2.10 bilhões.
Bens de Informática, com vendas de US$ 5.78 bilhões e líder do ranking de faturamento, em conjunto com Eletroeletrônicos, com vendas de 4.52 bilhões e que ocupa o 2º lugar, recolheram em conjunto, sob a rubrica de ICMS, o valor de US$ 48.75 milhões.
Esses três segmentos recolheram US$ 176.32 milhões, o equivalente a 62,55% do total dos valores devidos como ICMS entre janeiro e agosto deste ano.
Os dez maiores setores industriais do polo incentivado de Manaus, responsáveis pelo faturamento de US$ 21.21 bilhões, do total de US$ 21.95 bilhões acumulados até julho, mantêm a tendência de crescimento de suas vendas nos últimos cinco anos, conforme informações referentes ao período de janeiro a julho de 2024, divulgadas pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
Vale destaque para o segmento mecânico, que ocupa a 6ª posição, o qual expandiu suas vendas neste ano em 80,46%, passando do faturamento de US$ 988 milhões, em 2023 – quando cresceu 10,36%, para US$ 1.78 bilhão, no período sob análise.
Os cinco maiores subsetores são responsáveis por 78,37% das vendas, com faturamento de US$ 17.20 bilhões no acumulado do período mencionado acima. Somados àqueles que detêm da 6ª à 10ª posições, as vendas conjuntas acumuladas representam 96,64% do total de US$ 21.95 bilhões.
Com 18,27% do faturamento total do Polo Industrial de Manaus em 2024, os subsetores que ocupam da 6ª à 10ª posições, faturaram US$ 4.00 bilhões. Assim, aos demais 14 subsetores coube o faturamento de US$ 739 milhões, valor que representa 3,36% das vendas do PIM.
Os últimos dados sobre o desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM) divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), referentes ao mês de julho, indicam, além da evolução no faturamento, que cresceu 9,70%, quando aferido em dólar, na comparação entre julho de 2023 e o mesmo mês deste ano, atingiu US$ 21.95 bilhões, também outros fatores positivos.
O quesito mão de obra, quando analisado pela média, espelha dados positivos, como salários, encargos e benefícios (SEB), cujos gastos em julho do ano passado registravam US$ 147 milhões, enquanto em 2024 chegaram a US$ 151 milhões, crescendo 3,09% no período. A média quantitativa da mão de obra alocada no polo de Manaus passou de 97.569 postos, em 2023, para 101.513 em julho deste ano. Desta forma, o número de novos postos gerados pelas indústrias que operam na Zona Franca de Manaus fica perto de 4 mil ao atingir o acumulado médio de 3.944.
Indicadores como a aquisição de insumos (maior 26,29%), e a importação de insumos (crescimento de 24,63%), que demonstram aquecimento na atividade industrial do PIM, passaram de US$ 10.69 bilhões para US$ 13.50 bilhões, o primeiro; e US$ 6.85 bilhões para US$ 8.54 bilhões, o segundo.
No que diz respeito aos investimentos produtivos do PIM, este indicador cresceu quase 2% entre os períodos comparados, passando de US$ 9.87 bilhões, para US$ 10.06 bilhões, com expansão de 1,96%. Entre os três maiores subsetores, apenas eletroeletrônicos – incluindo bens de informática – apresenta ligeira queda, ao passar de US$ 3.03 bilhões para 3.00 bilhões, com baixa de 0,71%. Termoplásticos, que mantém investimentos de US$ 2.02 bilhões, cresceu 3,64%, enquanto o setor químico se destaca pelo crescimento de 7,73%, ao chegar a US$ 1.64 bilhão, contra US$ 1.53 bilhão em julho do ano anterior.
Os principais custos do Polo Industrial de Manaus (PIM), os quais, entre os anos de 2020 e 2022, se mantiveram na faixa de 57% em relação ao faturamento total das indústrias incentivadas com operação na Zona Franca de Manaus (ZFM), e que, no exercício de 2023, tiveram queda para o nível de 48,8%, entraram em rota de ascensão no primeiro semestre deste ano e já superam a marca dos 60%.
De acordo com os Indicadores da Superintendência Zona Franca de Manaus (Suframa), a relação entre os principais custos e o faturamento da indústria incentivada, até junho, era de exatos 63,83%, quando aferida em dólares dos Estados Unidos.
Acima, confira a evolução da aquisição de insumos no PIM
O principal fator a ocasionar a expansão dos custos é a aquisição de insumos. Este indicador passou do nível de 50%, com dispêndios de US$ 17,52 bilhões no final do exercício de 2023, para aplicação de US$ 11,66 bilhões até o final de junho deste ano, atingindo o nível de 61,6% em relação ao faturamento, que foi de US$ 18,93 bilhões no acumulado do primeiro semestre deste exercício.
Confira o peso dos salários em relação ao faturamento do PIM
Os gastos com salários, encargos e benefícios, assim como o ICMS recolhido no primeiro semestre totalizaram, conforme os Indicadores da Suframa, o valor de US$ 1,14 bilhão, o equivalente a 6,01% das despesas totais da indústria do PIM em relação ao faturamento.
Manaus/AM – A poluição por excesso de fumaça que castigou a capital da zona franca desde o último fim de semana foi bastante reduzida com as chuvas que caíram sobre a região nos últimos dias, mas a volta da fumaceira não está descartada, uma vez que as queimadas proliferam no Amazonas.
Confira, acima, os níveis de poluição em Manaus, em 14 de outubro de 2023
A fumaceira, desta vez, se antecipou em dois meses em comparação com aquela acontecida no ano passado, iniciada em outubro, e que se prolongou até novembro, com níveis que superaram a marca de 230 miligramas/metro cúbico (µg/m3) em algumas regiões de Manaus, conforme informações monitoradas pelo appSelva.
Avenida das Torres em dois momentos: à esquerda, poluída no dia 14, e à direita, na manhã desta quinta-feira, 15
Desta vez, pelo menos no dia 13 de agosto último, a maior quantidade de partículas poluentes se localizava em áreas de bairros como Parque 10 de Novembro e Flores, ultrapassando marca de 100 µg/m3 e caracterizando, tecnicamente, que a qualidade estava muito ruim, porém abaixo de 125 µg/m3, quando o status da qualidade do ar passa a péssimo. No entanto, desde domingo, toda a cidade foi tomada pela fumaça com alto nível de poluição.
Nesta quinta-feira, 15, no início da manhã, nenhuma região da capital amazonense superava a marca de 25 µg/m3, assim, a qualidade do ar estava caracterizada como boa na cidade.