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Ranking de Melhores tem 12 empresas do PIM

15 terça-feira ago 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, economia, ranking, zona franca

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Fazem parte da edição 2017 do anuário Melhores & Maiores, publicado pela revista Exame, doze organizações com operações em Manaus. A soma das vendas dessas empresas, no exercício de 2016, totalizaram 14,26 bilhões de dólares. Desta uma dúzia de empresas, a maior parte com operações no Polo Industrial de Manaus (PIM), quatro perderam posição na comparação com edição anterior – 2016 – do periódico.

Entre as 12 organizações que figuram no ranking, a que teve o maior faturamento foi a Samsung, com vendas de 5,71 bilhões de dólares

Um dos casos lamentáveis de perda de posição, e logo de faturamento, é o da japonesa Moto Honda. A nipônica faturou 1,59 bilhão de dólares e fechou 2016 com 7.356 empregados, mas caiu do 77º lugar, em 2015, para 112º, perdendo, assim, 35 posições no ranking de Melhores & Maiores.

No entanto, se o segmento de duas rodas do PIM continua a patinar, o setor químico/petroquímico, do qual faz parte a Innova, tem assegurado expansão dos negócios. A empresa, que faturou 642,2 milhões de dólares e tinha cerca de mil funcionários em 2016, subiu 191 posições, sim 191 – da 504ª, em 2015, para 313ª no ano passado – e parece ser um caso atípico de bom desempenho por aqui.

A Eletrobras Amazonas perdeu duas posições, caindo da 241ª para 243ª, mas faturou, em 2016, 836,8 milhões de dólares e empregava 1.723 pessoas. O desempenho das vendas, porém, apresentou decréscimo de 6,5% entre os dois períodos analisados pela publicação, o que significou prejuízo de 1,45 bilhão de dólares. A Eletrobras Amazonas também listada como a quarta mais endividada do ranking.

Entre as 12 organizações que figuram no ranking, a que teve o maior faturamento foi a Samsung, com vendas de 5,71 bilhões de dólares. A gigante de capital coreano apresentou desempenho positivo de 2,1%, representado por lucro de 796 milhões de dólares e emprego para 8.282 pessoas. A performance da Samsung lhe assegurou galgar cinco posições, passando da 23ª, em 2015, para a 18ª no ano passado.

Em segunda posição entre as companhias com sede em Manaus que foram listadas em Melhores & Maiores, vem a Petróleo Sabbá, com faturamento de 1,84 bilhão de dólares e desempenho positivo de 4,1%, lhe assegurando lucro superior a 25 milhões de dólares em 2016.

A Atem’s Distribuidora, que ganhou 40 posições – passando de 371ª para 331ª – faturou 611,7 milhões de dólares, com crescimento de 8,1%. Isso é traduzido por lucro de 6,8 milhões de dólares no exercício de 2016.

A P&G avançou 42 duas posições no ranking – de 357ª para 315ª -, tendo faturado 634 milhões de dólares e desempenho positivo no faturamento de 8,1%. Mesmo assim amargou, em 2016, prejuízo de 349 milhões de dólares. A organização, de capital americano, manteve emprego para 2.029 pessoas.

Também ganharam posições a Arosuco – 323ª para 294ª -, com faturamento de 689 milhões de dólares; a Panasonic – 423ª para 412ª e vendas de 475 milhões de dólares. Enquanto a Rexam Amazônia, com vendas acima de 425 milhões de dólares, aparece pela primeira vez no ranking de Melhores.

Com faturamento de 404 milhões de dólares, a Digibras caiu de 441ª para 470ª, perdendo 29 posições. Já a Crown perdeu 51 posições – de 428 ª para 479ª – com vendas de 391,8 milhões de dólares.

O balanço do ranking, considerando as organizações com operação em Manaus, é positivo, no entanto, é possível que o movimento de recuperação da atividade econômica que já se desenha nas indústrias incentivadas do PIM garanta, em 2017, um maior número de companhias listadas no anuário da revista Exame.

Insegurança e falta de investimentos

02 quarta-feira ago 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, economia, inflação, investimentos, tributos

investimentos

O aumento da tributação nos combustíveis e na gasolina, particularmente, parece já ter repercutido nas expectativas do mercado, em que pese o vaivém de medidas judiciais buscando anular o decreto presidencial que aumentou em cerca de R$ 0,40 o preço deste combustível. É a decisão política no campo econômico para atingir um resultado fiscal, pelo governo federal, que, a cada momento, se torna menos factível, como é o caso de manter na faixa dos R$ 139 bilhões o déficit fiscal do governo.

 Se causa e efeito podem às vezes ser detectáveis de imediato, há situações onde os reflexos da política na economia não ficam tão claros,

O reflexo do aumento dos preços nos combustíveis, em conjunto com outros fatores, contaminou as expectativas de inflação dos agentes econômicos consultados pelo Banco Central, semanalmente, por intermédio da pesquisa Focus encerrada na última sexta-feira, 28, e publicada nesta segunda-feira, 31.

A mudança de expectativas prevendo inflação maior nos próximos 12 meses foram captadas em quatro indicadores. O IPCA, passou de 4,40% na semana passada para 4,52%, enquanto o IGP-DI saiu de 4,32% para 4,43%. No mesmo período, o IGP-M subiu de 4,41% para 4,46%. Expectativa pessimista para a inflação dos próximos 12 meses também foi registrada pelo IPC-Fipe, subindo de 4,51% para 4,58%.

No entanto, se causa e efeito podem às vezes ser detectáveis de imediato, há situações onde os reflexos da política na economia não ficam tão claros, como bem exemplifica o imbróglio envolvendo denúncias contra o presidente Michel Miguel Temer e que, na pior hipótese, poderá afastá-lo da cadeira presidencial por um impeachment.

Se a possibilidade do afastamento do presidente Michel Temer parece remota para seus correligionários que não medem esforços para garantir uma votação favorável a ele na Câmara dos Deputados já na próxima quarta-feira, dia 2, na economia parece haver uma expectativa mais positiva, como detectaram técnicos da Fundação Getulio Vargas (FGV), e registrada em estudo publicado na última sexta-feira, dia 28.

Pelo boletim Macro, do Ibre/FGV, fica-se sabendo que nos 12 meses completados no último mês de maio o déficit primário já atingira 2,50% do produto interno bruto (PIB), assim, esse indicador permanece praticamente inalterado em relação ao mesmo mês de 2016.

Mas como o governo, mesmo tomando medidas para manter o déficit fiscal no nível proposto, não para de ampliar a dívida pública e de conceder benefícios a folhas de pagamento de classes com alto poder de barganha no funcionalismo federal, essa dívida pública passou de 67,7% do PIB, em maio de 2016, para 72,5% no mesmo mês deste ano.

De outro lado, o estudo do Ibre registra que risco país, títulos públicos, dólar e bolsa se mantêm em recuperação e entendem que esse panorama só se torna possível pela presença de algumas condicionantes como a boa situação das contas externas, a disposição do Banco Central para vender dólar no mercado futuro, a alta liquidez internacional, assim como sinais de aquecimento no crescimento global.

Mesmo assim a economia se mantém em ritmo de espera e os investimentos para a retomada tardam a aparecer, quem pela expectativa de que a situação do presidente Temer possa ser encarada como insegurança jurídica.

Publicação no Jornal do Commercio em 01/08/2017

Boi não voa e a economia não decola

05 quarta-feira jul 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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desocupação, economia, emprego, mão de obra

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Embora seja notícia divulgada na quinta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é oportuno registrar o crescimento da taxa de desocupação entre os brasileiros no trimestre compreendido entre março a maio deste ano, apurado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-Contínua), que está em 13,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, que ficou em 13,2%.

Os agentes econômicos entrevistados pela pesquisa do BC ampliaram suas expectativas de inflação para os próximos 12 meses em três indicadores (IPCA, IGP-M, e IPC-Fipe) dos quatro índices levantados.

Isto significa que pelo menos 479 mil pessoas deixaram de trabalhar com carteira assinada entre os dois períodos. A situação fica mais dramática quando o comparativo da pesquisa do IBGE recai sobre o segundo trimestre de 2016. Por aí, cerca de 1,2 milhão de pessoas deixaram de ter emprego com carteira assinada.

De acordo com o IBGE, desde 2012, quando a taxa de desocupação no segundo trimestre do ano foi de 7,6%, é mantida a tendência de crescimento desse indicador, com uma ligeira redução apenas no exercício de 2014. O número de pessoas com carteira assinada no Brasil atinge 33,3 milhões.

As más notícias não param por aí, infelizmente. O relatório Focus, produzido semanalmente pelo Banco Central do Brasil (BC) também apurou dados negativos na pesquisa fechada na sexta-feira, 30 de junho.

Os agentes econômicos entrevistados pela pesquisa do BC ampliaram suas expectativas de inflação para os próximos 12 meses em três indicadores (IPCA, IGP-M, e IPC-Fipe) dos quatro índices levantados. No entanto, com o horizonte focado neste mês julho, o IPCA se mantém no mesmo nível das expectativas da semana anterior, enquanto os demais índices são vistos em queda.

De outro lado, o câmbio desperta expectativas de alta quando o horizonte é o ano de 2017 com ligeira variação, passando de R$ 3,32/dólar, para R$ 3,35/dólar na semana fechada na sexta-feira, 30. Para o exercício de 2018, a pesquisa Focus registra permanência de quatro semanas com o câmbio a R$ 3,40/dólar.

Mas se não há geração de empregos formais, como assinala a PNAD, e as expectativas para inflação e câmbio ainda não são as melhores, há outros fatores que podem demandar mais explicações para atual crise brasileira.

Na tarde de segunda-feira, 3, quando, por volta das 16h, foi divulgada a prisão do ex-ministro do governo Temer, Geddel Vieira Lima, a BMFBovespa operava em alta 0,37% e uma das ações com maior oscilação positiva era a da JBS ON, que subira, até aquele momento, 3,37%.

Esses dois fatos parecem indicar um descolamento da crise econômica, cujos agentes do setor privado têm procurado contornar, e a crise política, onde, a cada semana, mais fatos negativos trabalham contra a recuperação da economia, no que depender de inciativas do setor público, principalmente do governo federal, como as reformas da Previdência e trabalhistas, meio encalhadas no Congresso Nacional, enquanto o chefe do Executivo tem entre suas maiores preocupações a manutenção da cadeira presidencial.

Como está difícil tirar o Brasil do vermelho, a melhor coisa a se fazer, por enquanto, é festejar a vitória do boi Caprichoso, no festival de Parintins. Ali, o azul foi pura emoção, mas as apresentações do contrário também foram lindas e valorizaram a vitória do touro negro.

Expectativas positivas, ainda

07 quarta-feira jun 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, economia, PIB, PIM, selic, suframa

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que geralmente corrige os preços de aluguéis, voltou a apresentar número negativo pela segunda vez consecutiva, no último mês de maio, quando ficou em -0,93%. No mês anterior, o IGP-M registrara queda nos preços de -1,1%. A última ocorrência de inflação negativa neste indicador aferido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) ocorrera em novembro de 2016.

Já a taxa básica de juros, Selic, em que pese o corte de um ponto percentual, passando de 11,25% para 10,25% ao ano, conforme decisão do Copom em 31 de maio, se mantém em 8,5%,

De acordo com a pesquisa Focus, do Banco Central, publicada nesta segunda-feira, dia 5, a expectativa do mercado para indicadores de preço como IPCA, GP-DI e IPC-Fipe, também devem continuar a cair no exercício de 2017, enquanto esses mesmos agentes econômicos avaliam que, em 2018, com exceção do IPCA, os preços devem sofrer quedas na faixa dos 4,5%.  Em outras palavras, há pelo menos um mês, as expectativas do mercado em relação aos preços para 2018 foram estabilizadas nesse patamar.

Já a taxa básica de juros, Selic, em que pese o corte de um ponto percentual, passando de 11,25% para 10,25% ao ano, conforme decisão do Copom em 31 de maio, se mantém em 8,5%, tanto na expectativa para 2017 quanto para o próximo ano.

A julgar por esses indicadores e ainda pela visão dos agentes de mercado consultados pela pesquisa Focus no que diz respeito ao produto interno bruto (PIB) para 2017, o imbróglio político que envolve o presidente Michel Miguel Temer tem feito poucos estragos no mercado. A Focus registra crescimento do PIB em 0,5%, para este ano. Na semana anterior a expectativa era de 0,49%.

No Amazonas, a atividade do Polo Industrial de Manaus (PIM) continua a evoluir de forma positiva, conforme registram os Indicadores de Desempenho relativos ao primeiro trimestre deste ano. Por ali, o faturamento das indústrias com operações em Manaus teve expansão de 36% – em dólar -com faturamento de 5.98 bilhões medidos pela moeda norte-americana.

Mesmo ao se considerar que os ganhos no faturamento ainda não são refletidos na criação de postos de trabalho no PIM, outros fatores, porém, atestam a retomada da produção na indústria incentivada da Zona Franca de Manaus (ZFM), tais como a aquisição de insumos e o recolhimento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A aquisição de insumos por parte da indústria incentivada, que fechou 2016 na faixa de 41,67% do faturamento, passou, no primeiro trimestre deste ano para 49,59%. O recolhimento de ICMS passou de 0,98% do faturamento, no ano passado, para 1,08% entre janeiro e março de 2017. Mesmo com indicadores de crescimento positivos, há que pensar na existência de outros fatores a influir nessa evolução.

Cabe registrar, ainda, que no tocante à mão de obra empregada no Polo Industrial de Manaus houve geração de postos de trabalho entre o mês de março de 2016, com 83,6 mil postos e o mesmo mês deste ano, que fechou com 84,5 mil postos. Não dá para comemorar, mas demonstra algum aquecimento nas contratações da indústria.

Se um pouco de otimismo, assim como canja de galinha, não faz mal a ninguém, o setor produtivo tenta fazer a sua parte ao retomar a atividade econômica na produção de bens e serviços. Já do outro lado da moeda, na seara da política, não se pode dizer o mesmo em relação à administração federal que desfalca as atividades da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) ao substituir, por conveniência (?) política, a gestora da autarquia.

Mas como tudo sempre pode piorar, já existe boa parte de indústrias incentivadas que buscam meios para contestar as taxas criadas para prover recursos àquela autarquia tão logo a lei seja sancionada. O motivo seria, principalmente, a manutenção do contingenciamento desses recursos pelo Governo Federal. É mais uma briga pelo modelo ZFM que o novo titular da autarquia vai ter que enfrentar.

Publicação no Jornal do Commercio em 06/06/2017

Coronel do Planalto

30 terça-feira maio 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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economia, Michel Temer, Rebecca Garcia, recursos, suframa, TCIF, TS, ZFM

Um dos motes mais usados pelos partidários da esquerda acerca do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff é tratar o atual presidente da República, Michel Miguel Temer, como se ele não tivesse legitimidade para substituir a ex-presidente na condução do País. Esquecem, os eleitores da petista, que os mesmos votos encaminhados à ex-presidente também sufragaram seu vice, levando-o a se tornar presidente, à parte a discussão acerca de qualquer teoria de conspiração.

É justamente aí que a calada noite começa a sussurrar em ouvidos pouco republicanos e mais atentos ao próprio umbigo que ao bem comum ou ao desenvolvimento da Amazônia

A troca de titular na cadeira presidencial, lá em Brasília, trouxe de volta, agora, mais um fator de insegurança para o sempre combatido – pelos que desconhecem sua importância para o Brasil – e jamais vencido, modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), que em passado recente, pelo descaso do Planalto com a planície, ficou quase um ano sem realizar reuniões do Conselho de Administração da Suframa (CAS), com danosas consequências daí advindas a impactar a indústria incentivada de Manaus.

Foi assim que, na calada da madrugada de quarta-feira, 24 de maio, a edição do Diário Oficial da União daquela data publicou a exoneração de Rebecca Garcia da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Na calada da noite, porque justamente no dia anterior, o Senado Federal aprovara o projeto de lei de conversão (PLV) nº 13/2017, a partir da medida provisória nº 757/2016, que criou a Taxa de Controle de Incentivos Fiscais (TCIF) e a Taxa de Serviços (TS), em substituição à Taxa de Serviços Administrativos (TSA) da Suframa, declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As novas taxas, caso o presidente Temer sancione o texto legal, propiciarão à Suframa exercer seu papel de agência de desenvolvimento regional, dentro de sua área de atuação, com a arrecadação de cerca de R$ 200 milhões, por ano, destinados a esse fim, conforme o texto encaminhado pelo Senado para sanção presidencial.

É justamente aí que a calada noite começa a sussurrar em ouvidos pouco republicanos e mais atentos ao próprio umbigo que ao bem comum ou ao desenvolvimento da Amazônia, fazendo com que os mesmos motivos que levaram Michel Miguel Temer a exonerar a ex-superintendente, também o façam engavetar o texto legal, afinal, se uma indicação política tanto pode colocar quanto retirar o titular da Suframa, por que o mesmo artifício não será utilizado para “punir” aliados recalcitrantes?

Não é de hoje que o coronel do Planalto usa armas políticas para detonar aqueles que não seguem sua cartilha política, mesmo que com isso venha a atropelar gestões produtivas e comprometidas com o bom desempenho da parcela do serviço público sob suas responsabilidades, como bem exemplificam as numerosas substituições na equipe ministerial, a maioria sob suspeita de envolvimento com práticas nada recomendáveis.

Desta forma, se sem nenhuma justificativa Michel Miguel Temer exonerou a superintendente da Suframa, nada o impede de usar o poder da caneta presidencial para punir, não esse ou aquele político que pulou fora do barco prestes a naufragar, mas toda uma região e seus cidadãos que necessitam da ação de órgãos como a Suframa, simplesmente deixando de sancionar o texto que garante receita para o desenvolvimento de boa parte da Amazônia.

É tempo de união de forças e luta para evitar mais esse fator de desequilíbrio no já enfraquecido modelo de gestão dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus.

Correnteza da recessão ficou para trás

16 terça-feira maio 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Brasil, economia, indústria, recessão, zona franca

A economia, de maneira geral, dá sinais de recuperação e embora analistas vejam ainda com cautela esses ganhos, o brasileiro já começa a respirar um certo ar de confiança no futuro imediato, alicerçado, talvez, em informações como as publicadas na pesquisa Focus desta segunda-feira, 15, onde a expectativa de inflação para os próximos 12 meses, no comparativo com semana anterior, se apresenta em queda para três dos quatro indicadores (IPC, IGP-M e IPC-Fipe), a exceção é o IGP-DI, da Fundação Getulio Vargas, que subiu.

Amazonas liderou o crescimento da atividade industrial, informa o IBGE, ao expandir a produção em 5,7%, enquanto em São Paulo caiu 1,7% e o recorde negativo ficou com o Estado de Santa Catarina, com -4%

A dar maior segurança para o processo de retomada da economia, além das medidas já tomadas pelo governo federal, assim como aquelas em andamento por necessitarem de aprovação do Congresso Nacional, existem ainda outros indicadores apontando para um segundo semestre menos problemático.

Tanto é assim que as expectativas da taxa Selic, a partir da qual dependem as demais taxas de juros praticadas no mercado, demonstram estar em um mesmo patamar, tanto para o exercício de 2017, quanto para o ano de 2018, estacionadas em 8,5% ao ano.

O mesmo pode-se dizer da taxa de câmbio. Se na semana passada a pesquisa efetivada pelo Banco Central do Brasil (BC) indicou ligeira alta, passando de R$ 3,23 para R$ 3,25, em relação ao presente exercício, para 2018 a expectativa do mercado é de queda, saindo de R$ 3,40 para R$ R$ 3,36.

Os agentes econômicos consultados pela pesquisa do BC também melhoraram a percepção acerca do crescimento do produto interno bruto (PIB) para o corrente exercício, e a estimativa de crescimento registrada na primeira semana do mês de maio, de 0,47%, subiu para 0,50%. Pode até não ser ainda motivo para comemoração, porém é uma boa marca, ao se considerar que a expectativa de crescimento do PIB para o exercício de 2018 estacionou, há um mês, em 2,5%.

A expansão da atividade industrial na perspectiva daqueles agentes econômicos, além de sua maior importância para o Amazonas, ao se considerar o peso dessa atividade no PIB do Estado, embora registre queda de 1,49%, na primeira semana de maio, para 1,25%, na segunda, no exercício de 2018, as expectativas passaram de 2,28%, há cerca de um mês, para 2,50% na segunda semana de maio.

A par desses indicadores, os números aferidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa sobre a produção industrial relativa ao mês de março deste ano, quando a média do Brasil ficou em -1,8%, com oito dos 14 locais pesquisados apresentando queda no ritmo na produção.

Mesmo assim, o Amazonas liderou o crescimento da atividade industrial, informa o IBGE, ao expandir a produção em 5,7%, enquanto em São Paulo caiu 1,7% e o recorde negativo ficou com o Estado de Santa Catarina, com -4% no terceiro mês de 2017. No entanto, o Amazonas ainda amarga perdas na produção de -5,2% no acumulado de 12 meses.

Assim, pode-se dizer que o banzeiro está menos forte e a correnteza da recessão está ficando para trás, com o porto da retomada já bem à vista.

 

Indústria 4.0 sem ambiente no Brasil

15 sábado abr 2017

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

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Amazonas, economia, indústria, Tecnologia, zona franca

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O Brasil, que, de acordo com Fernando Henrique Cardoso, perdeu o bonde da história com o retrocesso causado pelos governos petistas nos últimos anos, também não está preparado para mais um salto de qualidade no setor industrial com a adoção de tecnologias de ponta já disponíveis em ambientes do primeiro mundo, onde a Indústria 4.0 está em implantação e dominando mercados.

Esse contingente que desconhece o status das aplicações de tecnologias digitais em seu ramo de negócios é bem maior entre as pequenas empresas: 57%

Em levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em abril de 2016 fica clara a ausência das condições necessárias para que a indústria nacional possa usufruir dos novos paradigmas desenvolvidos para a cadeia produtiva no conceito de Indústria 4.0, incluindo nichos de novos negócios. Em outras palavras, a guinada para baixo na economia nacional, se não inviabilizou a entrada dessas tecnologias, no mínimo, jogou-as para um futuro mais distante.

De acordo com o estudo da CNI – Sondagem Especial Indústria 4.0 – menos da metade das indústrias consultadas – 48% – utiliza pelo menos uma das dez tecnologias digitais consideradas essenciais pela pesquisa para ampliar a digitalização no país.

A par dessa constatação, o trabalho também considera que o foco na produtividade dado pelas organizações industriais brasileiras é positivo, ao mesmo tempo, diz o estudo, é insuficiente pois “limita o desenvolvimento da cadeia produtiva”. Tal situação, mesmo natural, deveria ser substituída, conforme o trabalho da CNI, por maior esforço na digitalização por parte da indústria nacional.

No momento em que reconhece a barreira imposta pelo alto custo de implantação das novas tecnologias, conforme alega boa parte da indústria brasileira, a CNI prega maior acesso à informação e à identificação de parceiros para reduzir a incerteza e mudar a cultura no ambiente das organizações, assim como baixar o custo com a implantação por etapas dos conceitos e tecnologias voltados para a Indústria 4.0.

É sintomática a advertência feita no estudo da CNI, ao registrar que “as empresas que não adotarem as tecnologias digitais terão muita dificuldade de se manter competitivas e, consequentemente, no mercado”. O recado é claro: não há saída para obter competitividade e mercado sem se inserir, ou ampliar substancialmente, a utilização de tecnologias digitais.

No âmbito mais geral, Scitovsky assegura ser tarefa da economia estudar a organização econômica, avaliar sua eficiência e equidade e sugerir meios e processos pelos quais as reais imperfeições possam ser diminuídas ou eliminadas. Logo, o momento de inflexão já está em andamento.

Voltando à Sondagem da CNI, pode-se dizer que o mapa ali rascunhado não é animador ao registrar, por exemplo, que no universo de organizações consultadas, 43% não conseguiram identificar, em uma lista de 10 opções, as tecnologias digitais com potencial para ampliar sua competitividade.

Esse contingente que desconhece o status das aplicações de tecnologias digitais em seu ramo de negócios é bem maior entre as pequenas empresas: 57%.  Já no universo das grandes organizações, o contingente das que desconhecem aquelas 10 tecnologias cai para 32%. Portanto, mesmo aí, onde está a elite da indústria nacional, cerca de um terço ignora o impacto da digitalização no seu negócio.

Se o diagnóstico obtido pela pesquisa da CNI for transportado para o Amazonas, onde os segmentos de eletroeletrônicos e bens de informática são responsáveis por 46% do faturamento da indústria incentivada da Zona Franca de Manaus (ZFM), além de garantir mais de 37% da mão de obra – exceto terceirizada e temporária – a ausência de conhecimento sobre as novas tecnologias e sua aplicação pode ser mais um motivo de preocupação.

 

Publicação na edição de janeiro/2017, da revista PIM Amazônia

Desafios à frente

21 terça-feira mar 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, congresso nacional, economia, MP 757, política, TCIF, zona franca

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Garantir recursos para dar conta do desenvolvimento regional na área de atuação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) é o objetivo da MP 757/2016, que está em avaliação por uma comissão mista do Congresso Nacional e, nesta terça-feira, 21, tem sua primeira audiência pública programada para acontecer em Brasília, com a presença de representantes da indústria e comércio do Amazonas, assim como da própria Suframa.

Apresentar um relatório que não descaracterize os termos da medida provisória até o dia 29 de maio é apenas um dos desafios que os parlamentares têm pela frente, mesmo ao se considerar que a comissão mista tem quatro parlamentares do Amazonas envolvidos nessa fase dos debates, capitaneados por uma deputada de Roraima. É possível, assim, que os debates e audiências públicas – quatro no total –  no âmbito da comissão mista, seja a parte menos complicada para assegurar o texto legal que garante recursos para a Suframa.

A batalha mais feroz, no entanto, deve ocorrer quando o texto aprovado na comissão mista for a votação

Com estimativas que vão de 60% a 70% dos recursos obtidos com a Taxa de Serviços Administrativos (TSA), até ser declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o contingenciamento dos recursos pagos pela indústria incentivada da Zona Franca de Manaus (ZFM), desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, passando pela dupla Lula & Dilma, é um fator a impedir desempenho mais agressivo da autarquia federal para promover crescimento e desenvolvimento econômico em sua área de atuação.

A batalha mais feroz, no entanto, deve ocorrer quando o texto aprovado na comissão mista for a votação e é aí que entra, ou deverá entrar em ação, o poder de articulação dos parlamentares da região, além dos governadores dos cinco Estados alcançados por áreas de exceção geridas pela Suframa.

Envolver parlamentares de regiões como o Centro-Oeste e mesmo do Nordeste vai ter peso essencial para transformar a MP em lei. O problema são as representações maiores, de Estados mais ricos como Minas Gerais e São Paulo, só para dar dois exemplos, que têm sérias resistências à manutenção de um polo de indústrias incentivadas no Norte do país.

Os argumentos que fundamentaram a criação da Zona Franca de Manaus, lá se vão 50 anos, infelizmente, ainda são válidos e devem ser usados. Manaus, que já foi conectada ao restante do Brasil via BR-319, não tem mais essa condição há muito tempo, fato que aumenta sobremaneira o preço final dos produtos aqui fabricados, mesmo por empresas que são referência fabril em suas áreas de atuação.

A manutenção da floresta é outro argumento que não traz novidade, mas mostrar a importância da Zona Franca de Manaus como fonte de recursos tributários que fazem do Amazonas um exportador líquido receitas para a União, e mesmo assim os recursos da Suframa sofrem contingenciamento, indicar o preço que o brasileiro pagaria pelos produtos “Made in ZFM”, se manufaturados em outras regiões sem incentivo – ou contrapartida, como bem qualificou a superintendente da Suframa, Rebecca Garcia -, podem ter peso no momento aprovar o texto legal que vai suceder a MP 757/2016.

E, neste caso, não adianta ficar na torcida. O momento é de articulação, esforço e união em torno de um objetivo comum que favorece grande parte da Amazônia.

STF garante 5 anos para cobrar FGTS

19 domingo mar 2017

Posted by Eustáquio Libório in Notícia

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CLT, direito trabalhista, economia, FGTS, STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou no último dia 16 que o trabalhador tem cinco anos para cobrar na Justiça os valores não depositados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Antes da decisão, o prazo para entrar com ação era 30 anos. A Corte reiterou entendimento firmado em 2014 durante o julgamento de um caso semelhante.

Os ministros entenderam que o prazo para o trabalhador reclamar as parcelas não recebidas deve ser igual ao dos demais direitos trabalhistas, que é cinco anos. No entanto, a decisão só poderá ser aplicada em novos casos sobre o assunto.

O plenário acompanhou voto do relator, ministro Gilmar Mendes, proferido em 2014. Segundo o ministro, a Lei 8.036/1990, que regulamentou o FGTS e garantiu o prazo prescricional de 30 anos é inconstitucional por violar o Artigo 7º da Constituição Federal. De acordo com o texto, os créditos resultantes das relações de trabalho têm prazo prescricional de cinco anos.

Fonte: EBC/Agência Brasil

A economia vai bem, já a política

14 terça-feira mar 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, economia, inflação, Zona Franca de Manaus

inflacao

Na semana passada, foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assim como pela Fundação Getulio Vargas (FGV), indicadores importantes que dão a medida de como está se comportando a economia neste exercício. De outro lado, como a economia não pode estar desconectada da política, decisões no âmbito do Judiciário colocam incertezas que têm o potencial de atingir a rota da economia.

A economia é cíclica e os indicadores de inflação atualizados na semana passada pelo IBGE, relativos a fevereiro, indicam queda nos preços

Assim, se o desempenho da economia deixa entrever a existência de um túnel à frente, a luz para iluminá-lo e mostrar onde finalmente vai acabar a recessão que assola o país depende de outra variante, a política, e esta, com os desdobramentos da operação Lava-Jato e a abertura de cerca de 80 processos, inclusive contra gente que tem foro privilegiado, tende a deixar o túnel no escuro e oferecer perigo à trajetória da economia.

Analistas políticos como a consultoria Eurásia estimam em 20% o risco de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possa vir a cassar a chapa Dilma-Temer, com as sérias consequências que isso pode acarretar ao país. Essa, no entanto, seria a má notícia, pois, conforme esses analistas, são de 80% as chances de que Temer mantenha seu governo de travessia até 2018 e o TSE dê outra decisão ao imbróglio construído nas eleições de 2014.

No front econômico, a má notícia da semana foi a confirmação do encolhimento da criação de riqueza em 2016, uma vez que o IBGE aferiu queda de 3,6% no produto interno bruto (PIB) naquele exercício, fato que levou a recessão brasileira a acumular, entre 2015 e 2016, baixa de 7,2% no PIB. É o que, apropriadamente, se pode chamar de “herança maldita”.

Porém, como se sabe, a economia é cíclica, e os indicadores de inflação atualizados na semana passada pelo IBGE, relativos a fevereiro, indicam queda nos preços. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 0,38%, aferido em janeiro, para 0,33% em fevereiro. Com isso, o acumulado no ano é de 0,71%, informa o IBGE. Melhor ainda é o acumulado de 12 meses, que fechou fevereiro em 4,76%, bem perto da meta fixada pelo governo de 4,5%. Nos 12 meses fechados em janeiro deste ano, o acumulado era de 5,35%.

No caso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o IBGE apurou baixa mais significativa, pois o índice caiu de 0,42%, em janeiro, para 0,24% em fevereiro, com acumulado de 0,66% em 2017. Em 12 meses, o acumulado caiu de 5,44% em janeiro, para 4,69% em fevereiro.

A mesma rota de baixa também foi detectada pelo Índice Geral de Preços –  Disponibilidade Interna (IGP-DI), da FGV. Nesse caso, a queda foi de 0,43%, em janeiro, para 0,06% em fevereiro, com acumulado de 0,50% em 2017 e de 5,26% nos 12 meses fechados em fevereiro.

Em Manaus, os Indicadores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), referentes a dezembro/2016, dão conta de que pelo menos 12, dos 23 setores listados no documento, ampliaram investimentos no exercício de 2016, embora no balanço da média de investimentos realizados no ano passado, os valores investidos foram US$ 180 milhões inferiores aos de 2015. Mas, também na semana passada, a BIC da Amazônia ampliou suas instalações no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Pode ser que ainda dê para começar a lançar fogos de artifício em comemoração à trajetória da economia, mas, como dizem os economistas, ceteres paribus, é possível que a luz possa chegar e o túnel da recessão dê lugar ao crescimento em futuro não tão longínquo.

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