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Textos & Economia

~ Artigos, crônicas e notícias sobre Manaus, economia e atualidades

Textos & Economia

Arquivos Mensais: dezembro 2016

Frentes de insatisfação preocupam indústria

17 sábado dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Brasil, crise, economia, Michel Temer

A julgar pela última Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na semana passada, as preocupações nas organizações continuam a aumentar em face de um ambiente de negócios que se deteriora a cada dia, mesmo que não surjam novos obstáculos, os velhos continuam sua marcha contra o bom desempenho da atividade econômica no país.

O estudo da CNI, grosso modo, bem que poderia servir de base para um possível futuro governo de Michel Temer tomar medidas que visem contornar os velhos problemas enfrentados pelo setor produtivo

Pelo documento da CNI, existem pelo menos 16 frentes de insatisfação que corroem o ambiente de negócios na indústria. Esses indicadores, com pontuação inferior a 50 pontos, em uma escala que vai até 100, demonstram que a corrida de obstáculos enfrentada pelo setor produtivo, com maior ênfase na atividade industrial, está longe de ser vencida, mesmo após a definição política acerca do impeachment da presidente Dilma Roussef, que parece a cada dia mais provável.

Entre as dificuldades enfrentadas pela indústria nacional com evolução negativa detectada entre o quarto trimestre de 2015 e o primeiro deste ano está a elevada carga tributária, embora seja necessário registrar que no último trimestre de 2015 esse item preocupava 49,3% dos entrevistados pela pesquisa, tendo caído para 45,1% nos três meses iniciais deste ano.

A baixa na demanda interna é outra assombração para 42,4% dos pesquisados pela Sondagem Industrial, com uma ligeira baixa na comparação com o último trimestre de 2015, quando o contingente era formado por 43,9% de assombrados.

A queda da demanda interna é a possível consequência de duas outras preocupações da indústria e que vêm listadas na sequência de dificuldades elencadas pela Sondagem Industrial referente ao mês de março.

Uma das preocupações é a alta taxa de juros praticadas pelo mercado, a inibir a compra de produtos por parte dos consumidores, estes já alcançados por redução na renda familiar ou pelo desemprego, desestabilizando orçamentos das famílias.

Obviamente que sem renda, o problema de inadimplência das famílias finda por contaminar também o desempenho das organizações, as quais passam a ter desempenho insatisfatório em suas finanças.

Alto custo, ou mesmo a falta da matéria prima, assim como o preço da energia, conforme a pesquisa da CNI, são duas outras fontes de insatisfação para a indústria nacional que se vê obrigada recorrer a medidas que possam atenuar seus prejuízos, como bem ilustra o anúncio feito na segunda-feira, dia 25 de abril, pela Fiat, que decidiu dar férias coletivas a seus funcionários da unidade instalada em Betim/MG. Das quatro linhas de produção, três estão paradas ali.

Falta de capital de giro e a taxa de câmbio mantêm executivos em permanente estado de alerta por ser fonte de insatisfação para 21% e 20%, respectivamente, dos entrevistados pela Sondagem.

O estudo da CNI, grosso modo, bem que poderia servir de base para um possível futuro governo de Michel Temer tomar medidas que visem contornar os velhos problemas enfrentados pelo setor produtivo, agravados pelas más práticas das administrações (?) petistas que conseguiram, em 13 anos, detonar a economia nacional sucateando empresas estatais e inviabilizando organizações do setor privado, sem falar no aumento da dívida pública que faz a fortuna dos bancos.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 26/04/2016

Surpresas na política e expectativas da economia

17 sábado dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, Dilma Rousseff, economia, impeachment, mercados, otimismo, zona franca

O fim de semana que teve no domingo, 17, a aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados abriu a segunda parte do rito, agora encaminhado ao Senado Federal com algumas surpresas protagonizadas por dois deputados do Amazonas, na hora da votação.

A renúncia à presidência do PR, por parte do deputado federal Alfredo Nascimento, antes de dar seu voto a favor do impeachment presidencial e contrariar a orientação partidária, o colocou sob um foco positivo de quem quer a saída da presidente petista do Palácio do Planalto.

Se o  impeachment de Dilma não vai resolver a crise econômica, pelo menos é de se esperar que o desenlace do processo traga algum otimismo

Mas quem possivelmente vai pagar preço alto por se insubordinar contra a orientação partidária é o deputado federal e pretendente a candidato à Prefeitura de Manaus, Hissa Abrahão (PDT), pois ao votar a favor do impeachment, entrou na lista de pedetistas que podem ser expulsos do partido, processo que já pode estar em andamento desde a segunda-feira, 18.

No entanto, se a política começa a viabilizar o afastamento da presidente da República, os mercados e a economia, no geral, não parecem ter sido afetados de forma mais contundente, como mostrou a abertura da Bolsa de Valores de São Paulo e a cotação do dólar na segunda-feira.

De outro lado, independente do que foi decidido no domingo pelos deputados federais em Brasília, a pesquisa semanal conduzida pelo Banco Central – a Focus – e que é fechada às sextas-feiras, trouxe algum otimismo para a economia.

A taxa de juros básicos, Selic, por exemplo, teve sua estimativa reduzida para 2016, caindo de 13,75% para 13,38%, enquanto para o próximo ano as expectativas acerca deste indicador são de que feche a 12,25%. Neste caso, não houve mudança. Hoje a Selic está em 14,25% a.a.

As projeções do mercado para o produto interno bruto (PIB) do Brasil tiveram mudanças positivas para o presente exercício. Até o fim de 2016, os analistas entrevistados pelo Banco Central acreditam que o PIB tenha uma redução de 3,77%. O registro da pesquisa anterior era de -3,80%.

No caso da inflação, embora as expectativas do mercado apontem alguma redução, caíram de 7,14% para 7,08% neste ano, ainda não dá para comemorar, pois continua bem acima do patamar superior da meta, se é que ainda há um objetivo especificado pela autoridade monetária e que esteja sendo perseguido.

Como política e economia são faces de uma mesma moeda, resta observar que a primeira tem o poder de detonar a segunda, como vem acontecendo no Brasil, a partir da implementação de políticas econômicas que não têm como se sustentar no longo prazo, e findam por apenar as organizações e os indivíduos, ao levar à baixa na produção, ao desemprego e outros males decorrentes destes dois.

Com o país praticamente parado, indicadores de produção e de venda registrando queda acentuada, sobra também para o Polo Industrial de Manaus (PIM), para o setor de serviços e comércio que veem, ou melhor, não veem mais clientes para seus produtos.

Se, como muitos acreditam, o impeachment presidencial não vai resolver a crise econômica sob a qual o país hoje se debate, pelo menos é de se esperar que o desenlace do processo traga algum otimismo aos agentes econômicos e o eventual sucessor da presidente tenha como fazer o país andar, mesmo que devagar. Pior é estar parado.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 19/04/2016

 

Corrupção, mal sem vacina

17 sábado dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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crise, desemprego, economia, inflação

Há muitos anos, em uma galáxia não muito distante, havia um planeta que orbitava a estrela amarela chamada Sol. Naquela época, em um dos países daquele planeta, conhecido como Terra de Santa Cruz, as crianças eram criadas pelos pais, que as educavam e as sustentavam com o suor de seu trabalho.

As conquistas do povo da Terra de Santa Cruz não foram fáceis de conseguir. O povo batalhou muito e domou até um monstro, um dragão conhecido pelo nome de inflação

As crianças, ao irem para a escola, aprendiam que só a educação poderia elevá-las, fazê-las subir na escala social, por meio do trabalho honesto, do estudo e de relações sociais onde a mentira não tinha lugar. Os mestres daquele país eram respeitados pelos estudantes, mesmo que não tivessem um salário dos mais dignos, e ensinavam a seus alunos que, a cada direito, corresponde um dever.

A Terra de Santa Cruz cresceu, sua população passou dos 200 milhões e entre as conquistas daquele país o fato de estar entre as nações em desenvolvimento e as dez maiores economias do planeta azul, também conhecido como Terra.

As conquistas do povo da Terra de Santa Cruz não foram fáceis de conseguir. O povo batalhou muito e domou até um monstro, um dragão conhecido pelo nome de inflação, o qual devorava os recursos dos trabalhadores, deixando aquele povo sem ter como poupar recursos para garantir o futuro de seus filhos.

Depois da derrota do monstro, o país viveu um período de crescimento e desenvolvimento econômico e conseguiu até que um operário fosse eleito presidente da República, de tal forma estava arraigada a democracia na Terra de Santa Cruz.

O operário-presidente, à semelhança do Prometeu da mitologia grega, que para ajudar os seres humanos a enfrentar os perigos existentes quando o mundo foi criado, lhes deu o fogo, também ofereceu benefícios aos habitantes da Terra de Santa Cruz, como bolsas de variada natureza as quais garantiam aos mais humildes e aos mais espertos, desde remédios, até dinheiro, mesmo que a pessoa não trabalhasse.

O país era muito respeitado entre outras nações do planeta azul pela prática de um esporte conhecido como futebol, também era reconhecido por ser um grande produtor de grãos e exportá-los, assim como o minério de ferro, que ia até para a China. A Terra de Santa Cruz chegou a ser a oitava economia daquele planeta e ter uma empresa de energia, que produzia óleo, cotada entre as maiores daquele mundo situado na periferia da Via Láctea.

Mas o operário-presidente só podia ter dois mandatos e foi aí que ele, para manter as benesses conquistadas pelos mais espertos membros de seu governo e de seu partido, também à semelhança do mito grego que criou Pandora como a primeira mulher do mundo, o dirigente conseguiu eleger a primeira mulher presidente na Terra de Santa Cruz e, por tê-la eleito para dirigir o país, também lhe deu a missão de proteger os quarenta, digo, os ministros, dirigentes partidários e outros nomes daquele país que agora detinham grandes fortunas.

Foi então que uma entidade conhecida como PF inventou uma tal de operação Lava Jato para limpar o país. Essa operação, mais uma vez e em harmonia com o mito grego, mostrou que a gestão do operário-presidente abrira o que se pode chamar de caixa de Pandora, pois males que antes tinham sido erradicados do país como a inflação, o desemprego, o declínio da indústria e da atividade econômica, voltaram a fazer vítimas entre a população.

Nesse tempo, a entidade PF também descobriu que a maior empresa estatal da Terra de Santa Cruz, apelidada pelos partidários do presidente-operário de “Pátria Educadora”, mesmo sem destinar muitos recursos para esse objetivo, tinha sido fraudada e estava em vias de sumir do mapa, desempregando mais de 12 mil pessoas, a engrossar o contingente de 10 milhões de sem-emprego já existentes.

Os cidadãos mais idosos da Terra de Santa Cruz dizem até hoje, muito, muito tempo depois, que a calamidade responsável pelo declínio daquele país é um monstro que ataca empresários e políticos de alto escalão e conhecida, desde há muito, pelo nome de corrupção, embora não se tenha inventado vacina segura para combatê-la.

Por fim, cabe registrar que a primeira presidente da Terra de Santa Cruz, que tem como data preferida o 1º de abril, também foi eleita pela imprensa internacional como a líder mais decepcionante do mundo.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 12/04/2016

Dificuldades que travam crescimento

17 sábado dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, BR-319, economia, Manaus, PIM, produtos eletreletrônicos, rodovia, ZFM

Em Humaitá/AM há uma placa afixada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) dizendo que serão reconstruídos 142,6 quilômetros da rodovia BR-319, na comunidade Realidade, naquele município do Estado do Amazonas. A placa informa que a obra seria iniciada em 8 de agosto de 2013 e que as obras, ao custo de R$ 9,79 milhões, deveriam ser concluídas e entregues exatamente naquela mesma data, dois anos depois, em 2015.

Não se pode dizer que o escoamento dos produtos “Made in ZFM” tenha um percurso agradável ao sair das fábricas do Distrito Industrial e iniciar a jornada até os grandes centros consumidores

Até o mês de outubro do ano passado, quando parlamentares do Amazonas e de Rondônia, entre eles os senadores Acir Gurgacz e Vanessa Grazziotin, fizeram visita àquela região, a placa permanecia olimpicamente instalada e com perfeita legibilidade. Quer dizer, se a manutenção da BR-319 não foi feita, conforme anunciava a placa, esta, no entanto, estava devidamente conservada e em bom estado.

Esse fato tem estreita conexão com a audiência pública a ser realizada na próxima quarta-feira, 30, na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal e que deve tratar – de novo – do projeto de reconstrução da BR-319, assim como o modelo de gestão e o processo de licenciamento ambiental, travado desde a época em a ex-senadora Marina Silva respondia pelo Ministério do Meio Ambiente, na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.

A Zona Franca de Manaus (ZFM), que em 2017 vai completar meio século de existência como um modelo de desenvolvimento que obteve êxito não apenas sob o ponto de vista econômico, ao transformar Manaus em uma metrópole ao longo deste período, assim como também sob a perspectiva ambiental, uma vez que a indústria incentivada instalada na cidade pouco impacto teve sob o meio ambiente, em comparação a outras atividades econômicas.

No entanto, se por aqui os incentivos fiscais conseguiram fixar organizações de várias partes do planeta e assegurar emprego e renda para cerca de 100 mil pessoas, diretamente, não se pode dizer que o escoamento dos produtos “Made in ZFM” tenham um percurso agradável ao sair das fábricas do Distrito Industrial e iniciar a jornada até os grandes centros consumidores do país.

A ausência de meios de transporte para fazer o escoamento dos produtos do Polo Industrial de Manaus (PIM) se faz sentir desde há muito e o imbróglio sobre a reconstrução da rodovia BR-319, especificamente os 200 quilômetros medianos entre Manaus e Porto Velho, faz toda a diferença ao barrar tanto a saída de produtos de Manaus, quanto a vinda, por via terrestre, de insumos para as empresas do Distrito Industrial.

Ao Amazonas não coube, ainda, a conexão rodoviária que o ligue ao resto do Brasil, enquanto, por outro lado, o balizamento de rios como Madeira, continua enfrentando sérias dificuldades para ser efetivado, ampliando, desta forma, os riscos à navegação de cargas e pessoas.

Se o transporte enfrenta tais dificuldades, a energia elétrica ainda dá sustos apesar de Manaus estar – dizem – conectada ao Sistema Interligado Nacional via linhão de Tucuruí, enquanto a utilização do gás proveniente de Coari ainda acontece de forma muito restrita.

Como se vê, além da crise econômica que trava o crescimento do país e do Amazonas, à ZFM restam muitos outros percalços, antigos, diga-se, que restringem o melhor desempenho de quem aqui se instala e produz.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 29/03/2016

Imbróglio no Planalto para economia

17 sábado dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, crise, Dilma Rousseff, economia, impeachment, Lula, PIB, política

O Brasil continua parado enquanto a crise política que já levou a Polícia Federal a bater na porta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e levá-lo, sob vara, para depor, se amplia e se aproxima, a cada nova etapa da operação Lava-Jato, da presidente Dilma Rousseff.

A indefinição sobre os rumos do país com a ameaça de impeachment à presidente já mostra os estragos causados na economia

A “solução” engendrada para dar foro privilegiado ao ex-presidente petista transformando-o de um sem-mandato em dono de gabinete ministerial no Planalto virou mais um imbróglio com dezenas de ações no Judiciário buscando impedir seu acesso ao cargo ministerial.

Se conseguir virar ministro está difícil para Lula, apesar da boa vontade presidencial, o mandato da presidente Dilma Rousseff continua a periclitar e não falta político, no Congresso Nacional, apoiando a ideia já avalizada pelo grito rouco das ruas, como se viu nos protestos que aconteceram nas últimas semanas.

A indefinição sobre os rumos do país com a ameaça de impeachment à presidente já mostra os estragos causados na economia com a divulgação do produto interno bruto (PIB) de 2015, quando o tombo na geração de riqueza foi de 3,8%.

Se o PIB está em queda, no entanto, outros indicadores crescem e indicam quem, afinal, está bancando o prejuízo da gestão petista, como a inflação na casa dos dois dígitos em 12 meses, o aumento escancarado do desemprego, a baixa no uso da capacidade instalada da indústria e o consumo em queda.

O mau desempenho da economia é consequência direta da falta de confiança no governo que também vê crescer a impopularidade da presidente, assim como agências que avaliam o risco de o mandato de Dilma Rousseff ser encerrado antes de 2018, como a Eurasia que subiu sua avaliação de 40% para 55% de possibilidade de que isto venha a acontecer.

Pior é o cenário delineado para o Brasil, onde a queda no consumo é de 4%, e estimativas sobre redução do PIB per capita, em dois anos, conforme o banco Goldman Sachs, indicam que pode chegar a -10%.  No mesmo período, os investimentos tiveram redução de 18%, informa a revista Exame.

Neste ano, as expectativas são pessimistas e o PIB, conforme o Credit Suisse, pode encolher 4,2%, na melhor hipótese. Agora, se as coisas se complicarem mais do que já estão, a baixa pode chegar a 6,1%.

Enquanto isso, pesquisa do Ipsos informa que pelo menos 57% dos brasileiros são favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff, embora outros 20% estejam indecisos a respeito, e 23% sejam contrários ao impedimento da presidente.

A mesma pesquisa também informa que 43% das pessoas acredita que o afastamento da presidente, via impeachment, vai impactar em melhoria sobre sua renda.

Dito isto, resta saber como as coisas poderão melhorar no pós-Dilma, se seu eventual sucessor – Michel Temer, no caso de impeachment – tem cacife para fazer as reformas que estão paradas no Congresso Nacional, assim como mudanças na política econômica, hoje marcada pelo capitalismo de Estado, brecha aberta para escândalos como a derrocada da Petrobras.


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Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 22/03/2016

Serviços perdem força e caem 14% no Amazonas

14 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Brasil, crise, economia, serviços caem, turismo

No mês de janeiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deu uma boa notícia ao divulgar o desempenho da indústria, na passagem do mês de dezembro de 2015 para janeiro de 2016. Por ali se soube que este segmento da atividade econômica conseguira resultados positivos em oito dos 14 Estados pesquisados pelo IBGE.

Vai por aí os anúncios de cancelamentos de voos internacionais, como o da Transportes Aéreos Portugueses (TAP), que não faz mais a ligação direta entre Manaus e Lisboa, assim como o voo direto para Miami, a ser desativado pela TAM

O Amazonas, no entanto, ficou entre as seis unidades da federação pesquisadas com índice negativo. No período de janeiro de 2015/2016, a baixa na atividade da indústria detectada pelo IBGE atingiu mais de 30%.

O setor de serviços, conforme dados divulgados por aquele instituto na semana passada, por outro lado, não traz boas notícias, embora seja nesse segmento que é gerada a maior parte do produto interno bruto (PIB) do país.

Em janeiro deste ano, comparado com dezembro 2015, a queda no volume de serviços apontada pelo IBGE chega a 5% e o acumulado de 12 meses é negativo em 3,7%.

É evidente que alguns subsetores dos serviços foram mais prejudicados do que outros pela paradeira quase geral da economia. Nos transportes, por exemplo, a queda no volume do serviço de transporte terrestre, em janeiro, foi de 12,1%, no transporte aquaviário a redução caiu pela metade, com 6,5%, mas o transporte aéreo foi o segmento mais atingido com queda no volume de 24,7%.

Embora Amazonas não esteja entre os 12 Estados selecionados pelo IBGE para compor índices de desempenho do turismo e determinados serviços, não deixa de ser perceptível, por aqui, as consequências do mau desempenho do setor, uma vez que, no Brasil, o acumulado de 12 meses é negativo em 1,9%.

Vai por aí os anúncios de cancelamentos de voos internacionais, como o da Transportes Aéreos Portugueses (TAP), que não faz mais a ligação direta entre Manaus e Lisboa, assim como o voo direto para Miami, a ser desativado pela TAM, a partir do próximo mês. Voos domésticos desta companhia, a partir de Manaus para Boa Vista, Rio de Janeiro e Fortaleza também vão ficar fora do ar.

Os serviços ligados ao turismo tiveram queda no volume, em janeiro, de 0,5%, isto considerando os 12 Estados que integram a base de pesquisa do IBGE, sem incluir o Amazonas, mas por aqui a baixa nos serviços também é expressiva como indicam os registros do instituto.

Com baixa no volume dos serviços na faixa de 14% em janeiro deste ano, o Amazonas é o penúltimo colocado entre os Estados da federação e só ganha do Amapá, onde a curva descendente atingiu 19,1% no mesmo período. No acumulado de 12 meses, o Amazonas amarga perdas que atingem 10,4%, também à frente do Amapá, aonde o volume de serviços caiu 12,5% no período assinalado.

Na região Norte, apenas os Estados do Acre (+ 1,4%) e Roraima (+11,2%) tiveram resultados positivos no primeiro mês de 2016.

Além desses dois Estados nortistas, mais cinco outras unidades da federação apresentaram desempenho positivo nos serviços, em janeiro. Foram: Ceará, +0,4%, Alagoas, 6,3%, Mato Grosso do Sul com 3,8%, Brasília com 13,3% e o melhor desempenho ficou com Mato Grosso, cujo setor de serviços cresceu 17,5% naquele mês.

O segmento responsável pela geração de 67% do produto interno bruto brasileiro, como se vê, assim como a indústria, está descendo a ladeira. Embora a indústria, como dizem os dados do IBGE, no comparativo entre janeiro de 2015 e 2016, tenha apenas 12 dos 15 locais onde é feita a pesquisa, pontuando no azul.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 15 e 16/03/2016

Não está tranquilo, mas bem favorável

14 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, economia, exportação, mercados, Rebecca Garcia, suframa, ZFM

O descobrimento, ou “achamento”, como querem alguns, do Brasil, aconteceu em função da necessidade de os portugueses expandirem seus domínios coloniais e, assim, ampliar as relações comerciais tanto para adquirir especiarias, de um lado, como para aumentar as vendas para outros domínios, mesmo que a custos vultosos.

A crise política e econômica que neste momento atinge o Brasil e detona empregos, reduz a utilização da capacidade instalada da indústria

Para atingir esse objetivo, a nação lusa tinha, ainda, que enfrentar a Espanha, além da Inglaterra, impérios colonialistas rivais e que buscavam também ampliar domínios. Não foi por outra razão, grosso modo, que Portugal investiu pesado em homens e tecnologia para sair, oceano afora, em busca de novos mercados e findou por descobrir o Brasil, embora o Novo Mundo já tivesse sido visitado, um pouco antes, por Cristóvão Colombo.

A crise política e econômica que neste momento atinge o Brasil e detona empregos, reduz a utilização da capacidade instalada da indústria, aumenta a inflação e, por tabela, os juros, como dizem os chineses, pode ser a janela de oportunidade para o país, no geral, e o Polo Industrial de Manaus (PIM), em particular, sair, figurativamente, em busca de novos mundos.

O momento se mostra propício, no caso do Brasil, pelo desmonte, não só da economia brasileira, com a queda do produto interno bruto (PIB), assim como também pelo anunciado fim do grupo de países emergentes – o BRICS  (Brasil,  Rússia, Índia, China e África do Sul) -, do qual o país fazia parte até há bem pouco tempo.

Enquanto países mais avançados adotaram modelos econômicos onde os serviços e a tecnologia são a vanguarda de seu crescimento, no Brasil esse segmento – serviços – está chegando aos 70% da geração de riqueza e a indústria ainda garante 25% do PIB.

Foi a adoção de um novo modelo, privilegiando serviços e tecnologia, que trouxe, agora, ao grupo mais próximos dos países desenvolvidos, os TICKs – Taiwan, Índia, China e Coreia do Sul. Como se vê, dos BRICKS, apenas Índia e China se mantêm no grupo dos emergentes mais avançados.

Trazendo a discussão para o Amazonas, onde a indústria incentivada garante 37% do PIB e os serviços estão na faixa de 55%, pode-se afirmar que muito ainda deve ser feito para que o Estado chegue à média brasileira, o que não impede que a Zona Franca de Manaus (ZFM) saia em busca de novos horizontes, como vem pregando a superintendente da Suframa, economista Rebecca Garcia, ao envidar esforços para colocar produtos da ZFM na pauta de exportação do país.

Interesse do mercado externo em produtos da indústria local existe e, parodiando o funqueiro, o cenário no Brasil pode até não estar tranquilo, mas é favorável para prospectar, se não novos mundos, pelo menos novos mercados que venham agregar a sua demanda à do mercado interno, para o qual o modelo foi pensado lá no início.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 08/03/2016

Nova roupagem para ideias velhas

14 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, CAS, economia, Manaus, suframa, Zona Franca de Manaus

A primeira reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), ocorrida na sexta-feira, 26, teve a análise dos 27 projetos industriais que constavam da pauta, com investimentos de US$ 377 milhões e promessa de gerar mais de 1.300 postos de trabalho, ofuscada por um remake que nada tem de original, apesar de já ter sido, por duas vezes, implementado como solução alternativa à Zona Franca de Manaus.

Amazonino Mendes, em seu primeiro mandato, (1987/1990) prometeu uma motosserra para cada agricultor do interior do Amazonas

Antes de se falar no tal remake, é bom ter em mente o perfil dos setores que compõem o produto interno bruto (PIB), tanto do país quanto do Amazonas. No caso do Brasil, a agropecuária responde, conforme informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por 5,3% da riqueza gerada, enquanto no Amazonas a geração é de 7,5%. A indústria responde por 24,9% da riqueza do Brasil e, no Amazonas, fica bem acima ao gerar 37%.

No entanto, é no setor de serviços que as posições se invertem, pois a riqueza gerada no país por esse segmento é 69,8% do PIB, e, no Amazonas atinge 55,5%, conforme dados de 2013.

Voltando à reunião do CAS, pode-se afirmar que os investimentos, tão raros em época de crise, assim como a criação de postos de trabalho, perderam o brilho para um remake que foi tentado no século 20 e, de novo, já neste século, por ex-governadores que estão aí para contar a história.

Amazonino Mendes, em seu primeiro mandato, (1987/1990) prometeu uma motosserra para cada agricultor do interior do Amazonas, e chegou a distribuir cerca de 2.000 desses equipamentos, mas as críticas contra o que seria um atentado ambiental, o levaram a deixar as motosserras de lado.

No segundo mandato (1995-1998), o Negão bolou a ideia do terceiro ciclo. Nessa perspectiva, os tempos da borracha, no século 19, seriam o primeiro ciclo e a Zona Franca de Manaus, de 1967 até então, seria o segundo ciclo. Em outras palavras, Amazonino tentava uma via alternativa para a sempre combatida indústria incentivada de Manaus. É emblemático, para quem viu a imagem, o estádio Vivaldo Lima, hoje Arena da Amazônia, cercado de implementos agrícolas a serem entregues a agricultores em período próximo a uma eleição.

Aluno aplicado das estratégias e táticas políticas do Negão, o atual ministro das Minas e Energia, senador Eduardo Braga, quando assumiu o governo do Amazonas também foi por esse lado e reinventou o terceiro ciclo, então batizado de Zona Franca Verde, com resultados bem pouco visíveis e apenas localizados, a maior parte no sul do Amazonas.

É esse o remake que roubou a cena na 272ª reunião do CAS, do qual, pode-se dizer aproveitando a metáfora, que não foi sucesso de bilheteria em nenhuma das duas versões, mas, pelo menos a maioria dos políticos que compareceram à sede da Suframa na última sexta-feira de fevereiro o celebraram.

Desta vez, a roupagem com a qual ele foi travestido passa pelas áreas de livre comércio nos quatro Estados da Amazônia Ocidental, assim como do Amapá e a ideia é incrementar a produção de bens finais com a utilização de produtos regionais com incentivos fiscais.

O momento talvez sirva, como asseverou o senador Omar Aziz durante o evento, para refletir sobre a ausência da infraestrutura necessária, como portos e rodovias, por exemplo, para servir à produção da Zona Franca de Manaus. A se manter essa política, ou sua falta, lá se vai mais um ciclo pelo ralo da história, já que opções como o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) continuam fora das prioridades governamentais.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 1º e 6/03/2016

ZFM: perda de faturamento e alternativas para sair da crise

14 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, exportação, faturamento, Manaus, mão de obra, queda, Zona Franca de Manaus

Três segmentos do Polo Industrial de Manaus (PIM) são responsáveis por mais de 60% do faturamento da indústria incentivada, os eletroeletrônicos, bens de informática, que na maioria dos fatores analisados pelos Indicadores de Desempenho da Suframa são incluídos em eletroeletrônicos, e duas rodas. Isto significa dizer que, dos US$ 23,85 bilhões que o polo de Manaus faturou em 2015, cerca de US$ 14 bilhões se originaram da venda de produtos desses três setores.

Assim, a baixa no faturamento desses segmentos é mais do que preocupante, quando se sabe que duas rodas, que já não vinha bem desde 2012, perdeu cerca de 32% das vendas entre 2014 e 2015.
O segmento de eletroeletrônicos perdeu mais de 40% do faturamento no mesmo período. A queda só não foi maior porque bens de informática entraram como fator de compensação nessa estatística.

Outro indicador com desempenho negativo e que deve ser levado em consideração são os investimentos, apresentados nos indicadores como média mensal e que estavam, nos últimos anos, na faixa de US$ 10 bilhões. O registro para 2014 era de US$ 10,52 bilhões e caiu para US$ 7,85 bilhões, equivalente a uma variação negativa superior a 25%.

De outro lado, a relação entre os principais custos da indústria incentivada, que em 2014 chegava a 56,78%, passou para 61,56% no exercício seguinte. É evidente que pesa nesta análise a valorização do câmbio, a qual, em relação à moeda norte-americana, chegou a pouco menos de 43%.

Os fatores computados nessa estatística abrangem salários, encargos e benefícios, ICMS recolhido e aquisição de insumos.

Obviamente que a baixa na produção das vendas do polo de indústrias de Manaus impactou na importação de insumos, saindo do patamar de US$ 11,57 bilhões em 2014 para US$ 8,24 bilhões no ano passado. Uma queda de 28,75% nesse período.

No geral, a baixa na demanda pelos produtos made in ZFM levou as indústrias de Manaus a reduzir a compra de insumos que, em 2013, estava em US$ 19,61 bilhões, tendo caído para US$ 18,36 bilhões no ano seguinte, baixa de 6,38%. Mas o pior aconteceu em 2015, quando o dispêndio com insumos se restringiu a US$ 12,81 bilhões, baixa de 30% no período.

Assim, o faturamento medido em dólar, no geral, caiu de US$ 37,12 bilhões em 2014, para US$ 23,85 bilhões no ano passado, o equivalente a 35,75%.

Embora existam agentes econômicos apontando a exportação como saída para a crise no Polo Industrial de Manaus, a se julgar pelo desempenho dos últimos três anos, é melhor juntar outros caminhos de crescimento econômico a essa alternativa.

O PIM vem perdendo vendas externas nos últimos três anos, caindo de US$ 862 milhões, em 2013, para US$ 718 milhões no ano seguinte, mas, em 2015, as exportações foram de US$ 614 milhões.

É evidente que o desempenho nas vendas repercutiu na mão de obra, tanto na redução de verbas salariais assim como encargos e benefícios. Pelos indicadores do PIM, a mão de obra caiu de 113,93 mil postos de trabalho, em 2014, para fechar 2015 com 98,20 mil pessoas empregadas.

É o momento de se implementar alternativas desde há muito sugeridas para o Amazonas, como o turismo ou o polo petroquímico, assim como a exploração mineral, além de resguardar o Amazonas daquelas iniciativas legais, via Congresso Nacional, que prejudicam o modelo zona franca.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 23/02/2016

Saúde sem grana, mas bancos faturam

14 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, economia, planos de saúde, política, ressarcimento, saúde pública

Os planos de saúde podem ter preços reajustados com as novas regras que entram em vigor por determinação do governo, que autorizou o ressarcimento de tratamentos de alta e média complexidades, no SUS, por parte das operadoras, apesar de, em princípio, estas negarem a possibilidade.

As internações já eram objeto de ressarcimento pelas operadoras que, em 2015, recolheram ao Sistema Único de Saúde (SUS) a importância de R$ 393 milhões. Com a entrada em vigor da norma para ampliar os procedimentos passíveis de ressarcimento, a Agência Nacional de Saúde (ANS), prevê que as cobranças cresçam cerca de 149%.

A saúde, conforme a Constituição Federal de 1988, é direito de todos e dever do Estado, isto é, não há qualquer pré-requisito para que o Estado assista aos brasileiros nessa área. O problema é que a saúde, em todo o país, está sucateada, como informam, diariamente, os veículos da imprensa.

Para fugir da precariedade do atendimento dispensado pelo SUS, boa parte da população contrata planos de saúde por conta própria ou obtém planos em parte patrocinados pelas empresas onde trabalham. A oferta de plano de saúde aos funcionários é usada por companhias como parte dos atrativos e benefícios oferecidos a seus colaboradores, a fim de obter mão de obra de qualidade e reduzir a rotatividade em seus quadros.

A ampliação da cobrança de ressarcimento das operadoras pela utilização de serviços do SUS pelos contratantes de planos de saúde abre a expectativa de que um grande contingente de brasileiros, que paga planos de saúde e, mesmo assim, tem que recorrer ao SUS por não ter cobertura de certas terapias em seu plano, pague duas vezes, ou mais, por serviços de saúde.

A primeira pelo fato de que ninguém deixa de contribuir, com tributos, para o custeio do SUS, a segunda, por contratar serviços de empresas privadas para complementar algo que o Estado, conforme a Constituição, deveria suprir, assim como segurança e educação.

Enquanto o ressarcimento for cobrado das operadoras, o custo dessa cobrança vai ser rateado por todos os usuários desta determinada operadora, o problema é se, e quando, a cobrança começar do usuário de plano de saúde que recorre ao SUS.

Afinal, se a saúde é universal no Brasil e a população só recorre aos planos de saúde pela ausência efetiva dos serviços, a hipótese de cobrar pela assistência dispensada a usuário de plano de saúde pelo SUS soa como mais uma maneira para o governo obter receitas em vez de cortar despesas, onerando quem já suporta carga tributária de 35% em relação produto interno bruto (PIB).

De outro lado, ao mesmo tempo em que o governo não oferece serviços de qualidade para a população, aumenta sua dívida e boa parte do que poderia ser investido em educação, saúde e segurança pública vai para os bancos como pagamento de juros dessa dívida. Só em 2015, os juros pagos aos bancos foram superiores a R$ 500 bilhões.

Por fim, cabe o registro de que o governo federal quer aprovar a volta da infame CPMF, derrubada há uns tempos atrás, apenas para tapar o buraco da má gestão dos governos petistas, sem oferecer, em nenhum momento, pelo menos a expectativa de que algum serviço público vá ter mais qualidade.

Voltando aos R$ 393 milhões cobrados das operadoras em 2015, que deve aumentar cerca de 150% neste ano, é de se perguntar o que que R$ 590 milhões significam em relação ao volume de recursos usados para pagar juros da dívida, aquele meio trilhão de reais já referido.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 02/02/2016

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