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Arquivos da Tag: Amazonas

PIB deve crescer e a Bolsa sobe

16 terça-feira jan 2018

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, indústria, inflação, PIB, ZFM

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Em que pese o fato de que, entre quatro indicadores de preços analisados em relação ao desempenho no mês de dezembro do ano passado, três apresentaram expansão de preço na comparação com o mês anterior, o IPCA de 2,95% para o exercício de 2017 é uma boa notícia até por ter ficado abaixo da meta de inflação estipulada pelas autoridades monetárias.

O IGP-M, que em novembro foi de 0,52%, passou para 0,89% no último mês de 2017, enquanto o IGP-DI caiu de 0,80% para 0,74% no mesmo intervalo de tempo. Já o INPC subiu de 0,18% para 0,26%, ascensão acompanhada pelo IPCA, que passou de 0,28% para 0,44% entre novembro e dezembro.

Os agentes econômicos ouvidos pela pesquisa do Banco Central do Brasil também têm expectativas positivas para a atividade industrial

De outro lado, as expectativas do mercado aferidas pela pesquisa Focus, do Banco Central, dão conta de que o IGP-M e o IGP-DI para os próximos 12 meses se mantêm em queda na segunda semana de janeiro, embora este mesmo estudo também indique que o IPCA e o IPC-Fipe apresentam indicações de crescimento.

Travado em 3,40 reais por dólar dos Estados Unidos na expectativa para 2019, os agentes econômicos ouvidos pela pesquisa Focus na última semana veem o dólar em ascensão no exercício de 2018. Com expectativa de chegar a 3,30 reais há quatro semanas, a moeda norte-americana deve subir para 3,35 reais na visão do mercado para o presente exercício.

No que diz respeito aos juros, a visão do mercado para 2018 é de que a taxa básica (Selic) feche o exercício a 6,75% ao ano. Há quatro semanas a estimativa era de 7%, em contrapartida, para o exercício de 2019, o mercado estima a taxa básica de juros ao nível de 8% ao ano.

Um outro indicador que pode ser tomado como otimista é a expansão do produto interno bruto (PIB), cujas estimativas do mercado para 2018 são de crescimento no nível de 2,70%. Em meados de dezembro a visão era de crescimento de 2,64%. A mesma indicação de crescimento do PIB também é compartilhada para o próximo ano. Esse indicador passou de 2,75%, há quatro semanas, para 2,80% na semana passada.

Os agentes econômicos ouvidos pela pesquisa do Banco Central do Brasil também têm expectativas positivas para a atividade industrial tanto neste ano quanto no próximo exercício. Assim, para 2018, a expectativa é de expansão no nível de 3,20%. Há quatro semanas esse indicador era de 3%. Quanto a 2019, a expectativa de meados de dezembro, de 2,80%, passou para 3%.

Mesmo na área governamental, como é o caso dos preços administrados, a expectativa do mercado, se não é de baixa, pelo menos é de manutenção de um certo equilíbrio. Desta forma, em 2018 esses preços devem crescer 4,90% e em 2019, vai a 4,25%.

O desempenho da produção na Zona Franca de Manaus (ZFM), no mês de novembro do ano passado foi de baixa. Conforme estatística divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção, no comparativo entre esse mês e o de outubro deste ano, apresenta queda de 3,7%.

Porém, é necessário registrar que, no comparativo entre novembro de 2017 e o mesmo mês do ano anterior, o registro é de crescimento de 0,6%. O IBGE também registra que no acumulado de janeiro a novembro de 2017, as organizações do Polo Industrial de Manaus (PIM) tiveram crescimento na produção de 3,2%, mesmo número atingido na comparativo do acumulado dos últimos 12 meses.

Pelos números aqui listados, o ano de 2018 parece trazer melhores dias do que aqueles vividos em 2017 pela economia. Acrescente-se a isso o fato de que a Bolsa de Valores iniciou o ano batendo recorde e, nesta segunda-feira, 15, ultrapassou a marca dos 79 mil pontos, assim, já está a caminho dos 80 mil pontos, esse fato aparenta traduzir confiança dos investidores na economia.

Incentivos que incomodam

09 terça-feira jan 2018

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, indústria, PIM, renúncia fiscal, zona franca

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Outro dia, assistindo a um programa jornalístico da Globo, a moça que faz matéria sobre previsão do tempo, depois de explicar que iria chover muito em Manaus, observou que, aqui, mesmo com muita chuva, a temperatura não cai.

Na edição desta segunda-feira, 8, o jornal Folha de S.Paulo, publicou matéria sob o título “Governo não sabe se metade dos programas de subsídio dão resultado” acerca da renúncia fiscal efetivada pela União e a ausência de resultados que deveriam ser obtidos a partir dessas renúncias, mas que, conforme o veículo paulista, não acontecem ou não são aferidos pela autoridade fazendária. O jornal, lá pelo meio do texto, cita que a Zona Franca de Manaus (ZFM) e o Simples são exemplos desses incentivos.

Na região Norte, o Estado do Amazonas é responsável por cerca de 48% de toda a arrecadação que a Receita Federal recolhe

Mas o que tem a ver a chuva que não baixa a temperatura com a administração dos incentivos fiscais? Tudo e nada. É evidente que o regime de chuvas não interfere na administração dos incentivos fiscais, no entanto, nos dois casos, Manaus e a Zona Franca são vítimas do desconhecimento, da ignorância sobre o que se passa aqui, ou, no limite, da má-fé de quem fala sem saber do que se trata. Ontem à tarde, por exemplo, em Manaus a temperatura era de 30ºC, na mesma hora, no Rio de Janeiro era de 28ºC. Quer dizer que o Rio está quase tão quente quanto Manaus, será mesmo?

Já os questionamentos e a tendência do jornal paulista acerca dos incentivos fiscais atribuídos pela Constituição Federal à Zona Franca de Manaus não são novidades e os ataques à renúncia fiscal que a União faz a favor da ZFM se renovam, naquele veículo, com certa regularidade, sem que, na maioria das vezes, a bancada federal do Amazonas no Congresso Nacional saia em defesa do modelo que tirou Manaus do marasmo ao qual estava subjugada desde os áureos tempos da borracha, quando os recursos captados com a exportação da hévea ajudou a desenvolver boa parte do Sudeste.

Na região Norte, o Estado do Amazonas é responsável por cerca de 48% de toda a arrecadação que a Receita Federal recolhe. É de se perguntar aos que questionam os resultados da renúncia fiscal em favor da ZFM, se essa arrecadação existiria na ausência do modelo ZFM.

Conforme o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2017, a União previra renúncia fiscal de R$ 280 bilhões para aquele exercício. Ali, o segmento com a maior participação era o de comércio e serviços, cujo valor ascendia a 82,8 bilhões de reais, representando 29,5 do total. Em seguida vinham trabalho, com 43 bilhões de reais (15,4%); saúde, 36 bilhões de reais (12,8%); indústria, 35 bilhões de reais (12,5%); agricultura, 26,6 bilhões de reais (9,5%); assistência social, 12,7 bilhões de reais (4,5%); habitação, 11,2 bilhões de reais (4%), Educação, 10,1 bilhões de reais (3,6%) e C&T com 10,1 bilhões de reais (3,6%).

À Zona Franca de Manaus estavam previstos 7,63 bilhões de reais, sendo 6,42 bilhões de reais para atender a indústria e mais 1,24 bilhão para a agricultura. A soma dessa renúncia fiscal à ZFM representou, naquele exercício – se de fato foi efetivada – o equivalente a 2,73% dos 280 bilhões estimados no PLOA.

A União, entre suas responsabilidades e atribuições constitucionais, tem diretivas para implementar medidas que favoreçam o desenvolvimento das regiões mais pobres do país, que é o que fundamento a renúncia fiscal para a ZFM, dadas as condições peculiares do Amazonas e de Manaus, cuja única ligação rodoviária com os centros consumidores do Brasil, a BR-319, até hoje enfrenta obstáculos a sua efetiva operação por não ser asfaltada em sua totalidade. Esta característica e a preservação do meio ambiente já justificariam a existência do modelo ZFM.

Quanto custa sua conta bancária?

14 terça-feira nov 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, banco, Brasil, serviços, tarifa bancária

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Conta bancária quase todo mundo tem, ou deveria ter. Afinal, não tem como deixar de receber valores e fazer a contrapartida: pagar os compromissos, esses, felizmente para os bancos, são a parte onde o lucro parece chegar em maior volume quando o correntista recorre ao crédito rotativo de seu cheque (??) especial, que, hoje, deixou só o especial, pois os cheques são coisa em extinção com a adoção das novas tecnologias que colocam, via internet, transferências de recursos em tempo real ao alcance de qualquer correntista.

De qualquer correntista é modo de falar, na realidade é aí que entra a variável custo de uma conta corrente. Os bancos, conforme normas do Banco Central do Brasil (BC), dispõem a seus correntistas pacotes compostos por diversos serviços, com fundamento na renda e no movimento da conta do cliente. É o caso da linha Estilo, no Banco do Brasil, e Van Gogh, no Santander, só para ficar em dois exemplos. Para o cliente, pacotes de serviços top têm custo bem mais alto que um pacote básico, obviamente.

O problema – para o correntista – é quando este não se dá conta de que não utiliza a maioria dos serviços pelos quais paga, mensalmente, um valor, que, se bem administrado, pode ser reduzido para atender – realmente – as necessidades do dono da conta e não o faturamento do banco.

Pacotes com serviços similares tinham preços semelhantes, no mês de setembro, nos bancos do Brasil e Santander, custando pouco mais de trinta e quatro reais por mês. Parece pouco, mas se você fizer o cálculo de quanto isso vai lhe custar no fim de um ano, mais de quatrocentos reais nestas duas instituições, pode mudar sua atitude, principalmente quando o pacote passa, sem aviso prévio, para o dobro do que você está acostumado a pagar, mesmo sem utilizar os tais serviços disponibilizados.

Outros dois bancos – Bradesco e Caixa Econômica – também em setembro, cobravam entre vinte e vinte e dois reais por um pacote de serviços, totalizando algo como duzentos e cinquenta reais por ano.

Os serviços são disponibilizados, se o cliente não necessita ou não usa, vai pagar assim mesmo. A menos que resolva mudar para outro pacote que lhe seja mais adequado. É aí que as mudanças ocorridas no atendimento das instituições financeiras começam a fazer a diferença, uma vez que o atendimento presencial também é mais caro e as instituições financeiras têm maiores custos. Ao cliente, que tem necessidade de ir a um banco, resta a possibilidade de iniciar o sacrifício de começar a pagar – também – seus pecados, p ois o que não vai faltar são filas para tomar seu precioso tempo, além da paciência.

Conforme o BC, entre 2010 e 2014, os pontos de atendimentos, sem contar ATM e POS, passaram de 265.713 para 286.935, em todo o Brasil, isto depois de ter um pico, em 2013, quando atingiram o total de 325.570 pontos. Quer dizer, houve uma queda na quantidade de pontos de atendimentos de quase 12% entre 2013 e 2014. Na região Norte, em 2013, havia 16.886 pontos de atendimento que caíram para 15.545 no ano seguinte, redução de 8% de um ano para o outro.

Mas se os pontos de atendimento bancário caíram, o mesmo se pode dizer do número de instituições financeiras que operavam no país entre 2010 e 2014. Naquele ano havia em atividade no Brasil 1.617 entidades financeiras que caíram para 1.392 em 2014, uma redução de 14%. Já o preço dos pacotes de serviços mantiveram a curva em ascensão.

Se houve melhora no atendimento é algo a ser provado, mas os lucros dos bancos se mantêm nos mesmos patamares de sempre: bem altos

Concentrado vai virar garapa

01 quarta-feira nov 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, bebidas, concentrado, incentivo fiscal, zona franca

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Os últimos indicadores de desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM), divulgados no dia 11 de outubro, trouxeram a confirmação de que a indústria amazonense está mesmo em recuperação, incluindo a oferta de mais postos de trabalho. Segmento que, como sabe, é o último a reagir quando a atividade econômica é aquecida ou sai de uma recessão como é o caso atual do Brasil.

No entanto, como a Zona Franca de Manaus (ZFM) não consegue existir sem que setores econômicos mais fortes sediados no Sul-Sudeste do país produzam alguma norma para atravancar o crescimento e o desenvolvimento desse modelo vencedor, no dia 26 de outubro os parlamentares federais do Amazonas souberam, por meio de comunicado feito a eles pelo superintendente da Suframa, Appio Tolentino, que a mudança de uma norma técnica efetivada pelo Ministério da Fazenda colocara em risco o segmento de concentrados e bebidas não alcoólicas que garante emprego direto a 14 mil pessoas e fatura mais de R$ 500 milh&otil de;es por ano.

A Zona Franca de Manaus tem sob sua jurisdição administrar incentivos fiscais nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia e Roraima. São cinco estados que se beneficiam com a atuação da Suframa, mas, ao que parece, mesmo com os recursos assegurados aos parlamentares, que lhes garante assessoria, os do Amazonas só ficaram sabendo da mexida com a ZFM pelo comunicado da Suframa. Vai ver que nos demais Estados, os parlamentares ainda nem tomaram conhecimento acerca da norma que inviabiliza incentivos como PIS/Cofins, Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados para o s egmento de concentrados e bebidas não alcoólicas.

Só o completo divórcio dos parlamentares com a sociedade pode explicar esse tipo de ocorrência e até omissão por parte daqueles que são eleitos para zelar pelo bem-estar das comunidades que lhes dão mandato para representá-las. É aí que afirmações como a feita por parlamentar do Amazonas há algum tempo começa a fazer sentido, ao dizer que a representação do Estado tem apenas 11 parlamentares federais. Deve ser por aí o tipo de representação que os amazonenses conseguem eleger.

Alertados, pouco ainda se viu ser feito pelos parlamentares do Amazonas e de outros estados que são beneficiados pelos incentivos da Suframa, para contornar mais esse ataque à Zona Franca de Manaus e às indústrias com operações no setor de concentrados e bebidas não alcoólicas.

Assim, não é de estranhar que comissões do Congresso Nacional já tenham aprovado uma zona franca para o Estado do Espírito Santo. Com a logística que aquele Estado detém, favorecido por estar situado no Atlântico, pouco ou quase nada vai sobrar para a ZFM se essa iniciativa também for adiante.

Enquanto isso, os representantes do Amazonas no Congresso Nacional se preocupam mesmo é com a eleição de 2018. Afinal, ninguém quer perder os privilégios que um mandato garante. Já cuidar dos interesses da sociedade é outro departamento, dá-se um jeito, um jeitinho e a vida segue.

Publicação no Jornal do Commercio em 30/10/2017

Manaus, do forte à ponte

22 domingo out 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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348 anos, Amazonas, aniversário, educação, espaço público, Manaus, metrópole, saúde, segurança

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Manaus, esta cidade encravada na confluência dos rios Negro e Solimões/Amazonas, surgida ao redor do Forte de São José da Barra do Rio Negro, com uma capela construída na intenção de Jesus, Maria e José, chega aos 348 anos de existência como metrópole que abriga, dá emprego, renda e educação para mais de 2,13 milhões de pessoas, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De outra perspectiva, Manaus é uma das poucas capitais brasileiras que pode se orgulhar – que me perdoem os que são contra a cultura clássica – de ter um teatro que é um monumento

Mas, como qualquer metrópole, Manaus não vive só para comemorar o sucesso de existir por quase três séculos e meio, embora se possa afirmar que a cidade tem história vencedora e sua expansão, mesmo sem o planejamento necessário, consegue dar qualidade de vida à população, principalmente aquela que conhece e pode usufruir de seus equipamentos urbanos.

Cabe, no entanto, e lembrando a música de Chico da Silva, “Domingo de Manaus”, fazer alguns registros sobre coisas que se foram. Umas tomadas pelo progresso, outras – mais triste – detonadas pela ausência de ação por parte dos administradores que passaram por Manaus.

Se hoje já não é possível tomar banho no igarapé da Ponte da Bolívia, na Cachoeira do Tarumã ou no balneário do Parque 10 de Novembro, por outro lado ainda dá para “no rio Negro, de barquinho, vou curtindo o panorama da cidade…”. E que panorama! A própria cidade e equipamentos como a ponte sobre o rio, com seus mais de 3,5 quilômetros, enche os olhos do manauara e do visitante, sem falar nas praias que surgem na vazante e, como ilustra o nosso Chico “areia branca e água preta, alvinegra dessas cores eu sou fã”.

O Vivaldão, cantado por Chico, deu lugar à Arena da Amazônia, junto ao sambódromo e à Vila Olímpica, instalações essenciais àquelas cidades com pretensão de se tornarem metrópole. O ar de província que Manaus tinha até os anos 1960, quando os edifícios mais altos eram a sede da Lojas Brasileiras (Lobrás), na esquina das avenidas 7 de Setembro com a Eduardo Ribeiro, e o IAPETEC, na 7 de Setembro, em frente à praça D. Pedro 2º, se perdeu no tempo. O lado ruim é que não se pode mais dormir de janelas abertas como naquela &e acute;poca.

De outra perspectiva, Manaus é uma das poucas capitais brasileiras que pode se orgulhar – que me perdoem os que são contra a cultura clássica – de ter um teatro que é um monumento e está em pleno funcionamento com espetáculos musicais incluindo ópera, jazz, or questra de músicas clássicas, dança, entre outras atividades artísticas. O melhor de tudo é que, hoje, após cerca de vinte anos de trabalho, é a prata da casa que estrela esses eventos.

No passivo que Manaus contabiliza, basta que se diga, em linhas gerais, que as vias da periferia estão tomadas pelos buracos, o trânsito é uma fonte de estresse para o manauara, fato agravado pela ausência há mais de ano, de qualquer vigilância eletrônica. Saúde e segurança pública acompanham o “desempenho” das demais capitais brasileiras, infelizmente. Já o transporte coletivo público mantém uma frota que não dá conta do recado e quem paga – e caro – é a população.

Por fim, cabe dizer que a Manaus – já chamada de “Cidade Sorriso” – está recuperando essa face mais amena. Exemplo disso é o projeto de arborização da cidade e o local onde essa recuperação é mais visível está na avenida Djalma Batista, onde, pela segunda vez, os ipês já ali floriram.

Para terminar, fiquemos com Chico da Silva: “Resolvi falar, pra quem não visitou nem conheceu Manaus, tô dando a dica que resolve logo, e tua alma vai sair do caos.”

Combate à violência tarda e falha

10 terça-feira out 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, homicídio, segurança pública, violência

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Desafio é a palavra da hora para o governador Amazonino Mendes que, mal assumiu, já está catapultado a candidato ao 5º mandato à frente do Executivo do Amazonas, lançado, segundo dizem, pelo seu partido, o PDT.

O desafio da violência, que a sociedade amazonense enfrenta desde há muito, indica que o lado negro está ganhando e a sociedade é vítima com mortos, sequelados físicos e psicológicos, cujo contingente só aumenta

Enquanto o governador assume que já estava na rede a descansar das fadigas da vida pública, mas atendeu ao apelo do povo e resolveu arrumar a casa. O Negão, assim, já se declarou escravo do povo e diz que topou o desafio de reconstruir o Amazonas.

Trabalho não vai lhe faltar, principalmente na área de segurança onde, de um lado, empresários do transporte coletivo público contabilizam, entre janeiro e setembro deste ano, prejuízo de quase oitocentos mil reais em 2.900 assaltos praticados contra o sistema de transporte coletivo. Só em setembro, informam os empresários, os meliantes efetivaram 358 roubos a ônibus, com a média de 12 ações ilícitas por dia. Será que tem polícia nas ruas? E as câmaras de segurança, servem para quê, mesmo?

Outro levantamento, desta vez da própria Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), dá conta de que, no primeiro semestre deste ano os amigos do alheio deixaram a pé 5.316 pessoas que utilizam – ou utilizavam – motocicletas na capital. Diz a pesquisa da SSP/AM que isso dá a média de uma moto roubada ou furtada em menos de hora.

Mas a ausência de segurança no Amazonas também é certificada pelo Atlas da Violência, edição 2017. Por ali fica-se sabendo que, entre 2005 e 2015, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes subiu de 18,5 para 37,4. Isso significa uma expansão superior a 100% – exatos 101,7% – na taxa de assassinatos praticados no Estado do Amazonas.

Nesses dez anos essa taxa se apresentou em curva ascendente e atingiu 37,4 homicídios por 100 mil habitantes pela primeira vez em 2012, caindo para 31,3 em 2013, para voltar aos 37,4 em 2015. Grosso modo, pode-se afirmar que, apesar de a área de segurança pública ser beneficiária de cerca de 10% do orçamento estadual, algo como 1,5 bilhão de reais neste exercício, pouco ou quase nada está sendo feito para reduzir os níveis da violência no Amazonas, como bem refletiu, no primeiro dia de 2017, o massacre de detentos dentro de penitenciárias.

A explicação para a redução dos casos de homicídios observada em 2013 deve-se, possivelmente, à atuação do policiamento ostensivo efetivado, à época, pelo Ronda no Bairro, iniciativa que se perdeu, sumiu das ruas, dando lugar à bandidagem.

Os homicídios, no Amazonas, passaram de 599, em 2005, para 1.472 em 2015, informa o Atlas, ao registrar crescimento de 145,7% no período de dez anos. Tal fato coloca o Estado em quarto lugar no ranking das unidades federativas mais violentas do país, ficando atrás de Rio Grande do Norte, Sergipe e Maranhão, respectivamente.

Esses dados não contemplam outros tipos de violência tais quais agressão, tentativas de homicídios e lesões corporais, sem falar no trauma resultante a acompanhar e transformar a vida do cidadão ou cidadã em constante estado de medo e ansiedade.

O desafio da violência, que a sociedade amazonense enfrenta desde há muito, indica que o lado negro está ganhando e a sociedade é vítima com mortos, sequelados físicos e psicológicos, cujo contingente só aumenta. Já passa da hora de aplicar os recursos de forma a detonar os malfeitores e seus malfeitos, inclusive aqueles de colarinho encardido, porque se foi branco a corrupção já manchou.

Expectativas razoáveis e cautela

26 terça-feira set 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, crise, economia, emprego, Focus, recessão

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Setembro entra em sua quinta e última semana com resultados que deixam o nono mês deste ano com saldo no azul. Entre esses resultados pode-se incluir, finalmente, até a retomada do emprego formal, conforme foi apurado pelo Caged no período referente a agosto/2017, divulgado no último dia 21, quinta-feira.

Na mesma toada – para seguir o vocabulário dos bois de Parintins – a taxa básica de juros mantém a tendência de queda, está em 8,25% com último corte de um ponto percentual realizado pelo Comitê de Política Monetário

Os 163,4 mil novos postos de trabalho acumulados no país durante este exercício, se não são uma notícia que mereça comemoração, em face dos ainda 13 milhões de brasileiros que buscam emprego pelo país afora, pelo menos confirma a tendência, ao longo de cinco meses, de expansão na oferta de empregos formais.

O Amazonas, com saldo positivo de 1.357 novos postos no mês de agosto, concorreu com cerca de 40% das 3.275 novas vagas criadas em toda a região Norte. Pode parecer pouco, mas considerando o tamanho da recessão da qual o Brasil ensaia sair, já oferece algum consolo para aqueles que ainda buscam colocação no mercado formal de trabalho. Na frente o segmento de serviços que criou 860 novos postos de trabalho no mês passado, seguido pela indústria de transformação com a geração de mais outras 475 novas vagas naquele mês.

Mas nem só de emprego vive a economia, tanto é assim que a inflação continua a recuar e os dados coletados pela pesquisa do Banco Central (BC) na semana encerrada no dia 22 e divulgada nesta segunda-feira, 25, mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (INPC) se mantém em queda. Tendo iniciado setembro ao nível de 3,45%, na expectativa dos agentes econômicos para este ano, deve fechar o mês abaixo do limite inferior da meta de 3%, conforme o relatório Focus, ao registrar expectativas de 2,97% para este ano.

Na mesma toada – para seguir o vocabulário dos bois de Parintins – a taxa básica de juros mantém a tendência de queda, está em 8,25% com último corte de um ponto percentual realizado pelo Comitê de Política Monetário (Copom), no último dia 6 de setembro. De outro lado, as expectativas dos agentes econômicos estimam que 2017 vai fechar com a Selic em 7%. O mesmo valor também está previsto para 2018.

Quem prefere acompanhar o desempenho da economia por meio da geração de riqueza, também tem boas notícias, pelo menos se depender das expectativas do mercado captadas pela pesquisa do BC. O produto interno bruto (PIB) também se comporta em curva ascendente neste ano. Na primeira semana deste mês, os agentes econômicos estimavam um PIB de 0,39% para 2017, na semana de 11 a 15 de setembro essas previsões passaram para 0,60% e fecharam a semana passada em 0,68%.

A mesma cadência manteve as expectativas do PIB para o próximo ano, tendo iniciado setembro em 2,0 %, atingindo 2,20% no período de 11 a 15 de setembro, para fechar a semana passada em 2,30%.

A má notícia, no entanto, ficou para o final uma vez que as expectativas da produção industrial para 2017 tiveram um ligeiro recuo na visão do mercado, conforme o BC, ao cair de 1,10%, no período de 11 a15 deste mês, para 1,05% na semana passada. A pesquisa do BC captou baixa também nas expectativas para o próximo ano.

As visões positivas do mercado são razoáveis, embora pareçam embutir a cautela inerente aos fatores políticos e à sombra que continua a rondar o mandato do presidente Michel Miguel Temer. Não dá para ser diferente.

Ranking de Melhores tem 12 empresas do PIM

15 terça-feira ago 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, economia, ranking, zona franca

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Fazem parte da edição 2017 do anuário Melhores & Maiores, publicado pela revista Exame, doze organizações com operações em Manaus. A soma das vendas dessas empresas, no exercício de 2016, totalizaram 14,26 bilhões de dólares. Desta uma dúzia de empresas, a maior parte com operações no Polo Industrial de Manaus (PIM), quatro perderam posição na comparação com edição anterior – 2016 – do periódico.

Entre as 12 organizações que figuram no ranking, a que teve o maior faturamento foi a Samsung, com vendas de 5,71 bilhões de dólares

Um dos casos lamentáveis de perda de posição, e logo de faturamento, é o da japonesa Moto Honda. A nipônica faturou 1,59 bilhão de dólares e fechou 2016 com 7.356 empregados, mas caiu do 77º lugar, em 2015, para 112º, perdendo, assim, 35 posições no ranking de Melhores & Maiores.

No entanto, se o segmento de duas rodas do PIM continua a patinar, o setor químico/petroquímico, do qual faz parte a Innova, tem assegurado expansão dos negócios. A empresa, que faturou 642,2 milhões de dólares e tinha cerca de mil funcionários em 2016, subiu 191 posições, sim 191 – da 504ª, em 2015, para 313ª no ano passado – e parece ser um caso atípico de bom desempenho por aqui.

A Eletrobras Amazonas perdeu duas posições, caindo da 241ª para 243ª, mas faturou, em 2016, 836,8 milhões de dólares e empregava 1.723 pessoas. O desempenho das vendas, porém, apresentou decréscimo de 6,5% entre os dois períodos analisados pela publicação, o que significou prejuízo de 1,45 bilhão de dólares. A Eletrobras Amazonas também listada como a quarta mais endividada do ranking.

Entre as 12 organizações que figuram no ranking, a que teve o maior faturamento foi a Samsung, com vendas de 5,71 bilhões de dólares. A gigante de capital coreano apresentou desempenho positivo de 2,1%, representado por lucro de 796 milhões de dólares e emprego para 8.282 pessoas. A performance da Samsung lhe assegurou galgar cinco posições, passando da 23ª, em 2015, para a 18ª no ano passado.

Em segunda posição entre as companhias com sede em Manaus que foram listadas em Melhores & Maiores, vem a Petróleo Sabbá, com faturamento de 1,84 bilhão de dólares e desempenho positivo de 4,1%, lhe assegurando lucro superior a 25 milhões de dólares em 2016.

A Atem’s Distribuidora, que ganhou 40 posições – passando de 371ª para 331ª – faturou 611,7 milhões de dólares, com crescimento de 8,1%. Isso é traduzido por lucro de 6,8 milhões de dólares no exercício de 2016.

A P&G avançou 42 duas posições no ranking – de 357ª para 315ª -, tendo faturado 634 milhões de dólares e desempenho positivo no faturamento de 8,1%. Mesmo assim amargou, em 2016, prejuízo de 349 milhões de dólares. A organização, de capital americano, manteve emprego para 2.029 pessoas.

Também ganharam posições a Arosuco – 323ª para 294ª -, com faturamento de 689 milhões de dólares; a Panasonic – 423ª para 412ª e vendas de 475 milhões de dólares. Enquanto a Rexam Amazônia, com vendas acima de 425 milhões de dólares, aparece pela primeira vez no ranking de Melhores.

Com faturamento de 404 milhões de dólares, a Digibras caiu de 441ª para 470ª, perdendo 29 posições. Já a Crown perdeu 51 posições – de 428 ª para 479ª – com vendas de 391,8 milhões de dólares.

O balanço do ranking, considerando as organizações com operação em Manaus, é positivo, no entanto, é possível que o movimento de recuperação da atividade econômica que já se desenha nas indústrias incentivadas do PIM garanta, em 2017, um maior número de companhias listadas no anuário da revista Exame.

Inflação cai e combustível aumenta tributação

26 quarta-feira jul 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Brasil, gasolina, inflação, política

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A campanha política para o governo do Amazonas, em eleição suplementar que deve acontecer no próximo dia 6 de agosto, entra na reta final com candidatos buscando votos de eleitores também no interior do Estado e apresentando as prioridades que devem ser trabalhadas pelo eleito quando assumir.

 

Mas se candidatos e candidatas já definiram suas diretrizes de governo, a maioria trabalhando com plano emergencial para um período de pouco mais que um ano, uma grande dúvida ainda paira sobre a realização de eleição direta ou indireta, devido a ações pendentes de julgamento que visam fazer a justiça eleitoral determinar o cumprimento legal de, no presente caso, realizar eleição indireta para o governo estadual.

No mês de junho, por exemplo, o IPCA apresentou queda de -0,23%, assim como o INPC, que ficou em -0,30

De outro lado, as expectativas da economia, em nível nacional, estão se aproximando do otimismo, apesar da decretação do aumento em impostos envolvendo combustíveis como a gasolina.

 

Ao que tudo indica, o arrocho tributário ordenado pelo Palácio do Planalto pegou muito mal para o governo, cujo titular, o presidente Michel Temer, que nunca teve popularidade alta nem média, sentiu o problema na pele e não faltaram conversas em busca entendimento político sobre fatores econômicos, como o aumento de combustível e na seara política, no último fim de semana.

 

Fruto dessas conversas foi o anúncio, nesta segunda-feira, 24, feito pela Petrobras, de que vai reduzir o preço da gasolina e de outros combustíveis nas refinarias. É boa notícia, ficará melhor ainda se essa baixa no preço conseguir chegar até os consumidores, os quais, no fim das contas, são os que pagam o pato.

 

Enquanto isso, a falta de emprego e a consequente redução na renda das famílias vai fazendo o trabalho de aplainar os rumos da atividade econômica com a baixa nos índices de inflação.

 

No mês de junho, por exemplo, o IPCA apresentou queda de -0,23%, assim como o INPC, que ficou em -0,30. Os dois índices são apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado deste exercício, o IPCA ficou em 1,18%, enquanto em 12 meses fechou em 3%.

 

Se os índices do IBGE já dão boas notícias, os índices gerais de preços apurados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) – IGP-M e IGP-DI – mostram desempenho bem melho,r pois ambos tiveram deflação. Em 12 meses o IGP-M acumula -0,78%, enquanto o IGP-DI, no mesmo período, alcançou -1,5%.

 

A má notícia fica por conta das expectativas de mercado, objeto do relatório Focus publicado nesta segunda-feira. Por ali fica-se sabendo que o produto interno bruto (PIB) previsto para 2017 permanece em 0,34%, depois de cair de 0,39% há quatro semanas. Quanto a 2018, a estimativas do mercado agora são de crescimento de 2%, após cair, também há quatro semanas, de 2,10%.

 

Assim, enquanto o Amazonas encaminha eleição direta para o governo do Estado e o presidente Temer consegue – ao que parece – se livrar de maiores complicações no Congresso Nacional, os agentes econômicos se mantêm ainda precavidos para realizar novos investimentos.

Ciclovia sem uso e balsas perigosas

14 sexta-feira jul 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, infraestrutura, Manaus Moderna, porto

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Em Manaus há locais com boa estrutura de equipamentos públicos que são pouco utilizados e outros, aonde a demanda por esses equipamentos é tão grande que deixa a população sem ter alternativas para satisfazer atividades de lazer ou de trabalho, e para não fugir de um problema histórico na cidade, envolve a logística e mobilidade.

Já no que se refere a alta demanda por equipamento público, não há exemplo mais emblemático, em Manaus, do que as balsas usadas no embarque e desembarque das pessoas que usam o transporte fluvial

A avenida Nathan Xavier, na Zona Norte, é o exemplo de uma estrutura cujo equipamento urbano ali inserido é pouco usado pela população de seu entorno. Projetada para ligar a Zona Norte à Zona Leste como alternativas às vias existente e sempre congestionadas pelo trânsito pesado, essa avenida inicia na avenida Governador José Lindoso (das Torres) e vai até o bairro Novo Aleixo.

A inovação por ali é que a avenida Nathan Xavier já foi construída com uma das três pistas sinalizada e destinada aos ciclistas, mas, ao que parece, estes não foram avisados, e a ciclovia, cerca de três quilômetros nos dois sentidos da via, por lá fica e vai sendo usada pelos veículos mesmo.

Chama mais a atenção o fato de que a avenida das Torres é sempre utilizada como palco para apresentação de shows, maratonas e demais atividades que envolvem a necessidade de espaços mais amplos, com isso, usuários que a utilizam como via de comunicação entre a Zona Norte e a Zona Sul, findam por perder agilidade quando eventos são realizados ali. Fato que se torna mais complicado na época do Carnaval.

É possível que a utilização da avenida Nathan Xavier para a realização desses eventos atenda de modo efetivo quem, hoje, recorre à avenida das Torres, com isso deixando livre para o tráfego a avenida Governador José Lindoso (Torres).

Já no que se refere a alta demanda por equipamento público, não há exemplo mais emblemático, em Manaus, do que as balsas usadas no embarque e desembarque das pessoas que usam o transporte fluvial como meio para sair ou chegar à capital do Amazonas e se veem obrigadas a se dirigir à Manaus Moderna para pegar um barco, ou ali são deixadas como ponto final da viagem de quem vem do interior.

O caso, ou caos, com perdão do trocadilho, se torna pior quando acontecem eventos como o Festival Folclórico de Parintins e os brincantes se aglomeram pela orla – orla, pois é, na falta de um nome mais apropriado para instalações tão precárias – com risco de cair n’água e se afogar, pela ausência de muretas de segurança ao longa da área onde ocorrem embarques e desembarques.

Se dar maior utilização ao espaço da avenida Nathan Xavier pode parecer ação prosaica, mas que impacta a vida de muita gente, dar instalações mais seguras para quem necessita usar as balsas localizadas atrás do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, como diria o “caboco”, já são outros quinhentos.

A dificuldade maior parece ser de quem é a responsabilidade pelas eventuais melhorias a ser construídas na área, além de ter que realocar, pelo menos durante a eventual construção de terminais fluviais dignos das pessoas que os frequentam, pequenos comerciantes e prestadores de serviços que ali trabalham, e não são poucos.

Enquanto isto não acontece, a vida, assim como o rio Negro, segue seu ritmo e a apatia por exigir melhorias ganha corpo entre quem ali exerce atividades remuneradas e os eventuais passageiros dos barcos que singram as estradas de água da Amazônia.

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