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Arquivos da Tag: Manaus

Manaus, do forte à ponte

22 domingo out 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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348 anos, Amazonas, aniversário, educação, espaço público, Manaus, metrópole, saúde, segurança

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Manaus, esta cidade encravada na confluência dos rios Negro e Solimões/Amazonas, surgida ao redor do Forte de São José da Barra do Rio Negro, com uma capela construída na intenção de Jesus, Maria e José, chega aos 348 anos de existência como metrópole que abriga, dá emprego, renda e educação para mais de 2,13 milhões de pessoas, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De outra perspectiva, Manaus é uma das poucas capitais brasileiras que pode se orgulhar – que me perdoem os que são contra a cultura clássica – de ter um teatro que é um monumento

Mas, como qualquer metrópole, Manaus não vive só para comemorar o sucesso de existir por quase três séculos e meio, embora se possa afirmar que a cidade tem história vencedora e sua expansão, mesmo sem o planejamento necessário, consegue dar qualidade de vida à população, principalmente aquela que conhece e pode usufruir de seus equipamentos urbanos.

Cabe, no entanto, e lembrando a música de Chico da Silva, “Domingo de Manaus”, fazer alguns registros sobre coisas que se foram. Umas tomadas pelo progresso, outras – mais triste – detonadas pela ausência de ação por parte dos administradores que passaram por Manaus.

Se hoje já não é possível tomar banho no igarapé da Ponte da Bolívia, na Cachoeira do Tarumã ou no balneário do Parque 10 de Novembro, por outro lado ainda dá para “no rio Negro, de barquinho, vou curtindo o panorama da cidade…”. E que panorama! A própria cidade e equipamentos como a ponte sobre o rio, com seus mais de 3,5 quilômetros, enche os olhos do manauara e do visitante, sem falar nas praias que surgem na vazante e, como ilustra o nosso Chico “areia branca e água preta, alvinegra dessas cores eu sou fã”.

O Vivaldão, cantado por Chico, deu lugar à Arena da Amazônia, junto ao sambódromo e à Vila Olímpica, instalações essenciais àquelas cidades com pretensão de se tornarem metrópole. O ar de província que Manaus tinha até os anos 1960, quando os edifícios mais altos eram a sede da Lojas Brasileiras (Lobrás), na esquina das avenidas 7 de Setembro com a Eduardo Ribeiro, e o IAPETEC, na 7 de Setembro, em frente à praça D. Pedro 2º, se perdeu no tempo. O lado ruim é que não se pode mais dormir de janelas abertas como naquela &e acute;poca.

De outra perspectiva, Manaus é uma das poucas capitais brasileiras que pode se orgulhar – que me perdoem os que são contra a cultura clássica – de ter um teatro que é um monumento e está em pleno funcionamento com espetáculos musicais incluindo ópera, jazz, or questra de músicas clássicas, dança, entre outras atividades artísticas. O melhor de tudo é que, hoje, após cerca de vinte anos de trabalho, é a prata da casa que estrela esses eventos.

No passivo que Manaus contabiliza, basta que se diga, em linhas gerais, que as vias da periferia estão tomadas pelos buracos, o trânsito é uma fonte de estresse para o manauara, fato agravado pela ausência há mais de ano, de qualquer vigilância eletrônica. Saúde e segurança pública acompanham o “desempenho” das demais capitais brasileiras, infelizmente. Já o transporte coletivo público mantém uma frota que não dá conta do recado e quem paga – e caro – é a população.

Por fim, cabe dizer que a Manaus – já chamada de “Cidade Sorriso” – está recuperando essa face mais amena. Exemplo disso é o projeto de arborização da cidade e o local onde essa recuperação é mais visível está na avenida Djalma Batista, onde, pela segunda vez, os ipês já ali floriram.

Para terminar, fiquemos com Chico da Silva: “Resolvi falar, pra quem não visitou nem conheceu Manaus, tô dando a dica que resolve logo, e tua alma vai sair do caos.”

Poder concedente ou mediador?

27 terça-feira jun 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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greve ilegal, Manaus, rodoviários, transporte público

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Conforme aferido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), nos 177 dias deste primeiro semestre de 2017, o transporte coletivo público teve 43 paralisações, incluída a desta segunda-feira, 26, quando 100% da frota não saiu das garagens no horário normal, deixando cerca de 800 mil usuários desse tipo de transporte sem condução para atender seus compromissos, seja de trabalho, educação, saúde ou lazer.

O caso presente se reveste de maior gravidade por se tratar de um movimento ilegal, efetivado à revelia do Tribunal Regional do Trabalho

Por esse balanço de paralisações oferecido pelo Sinetram, na média, o transporte coletivo público esteve paralisado a cada quatro dias, para atender o desejo de uma classe de trabalhadores e dirigentes sindicais que não respeitam seus usuários nem a lei e, a seu arbítrio, praticamente para a cidade e complica a vida dos habitantes de Manaus.

Pior do que o fato em si é a ausência de medidas, por parte do poder público, para coibir esse tipo de desserviço à cidade, já que as paralisações – legais ou ilegais – acontecem cada vez com maior frequência, apesar de majoração no preço da tarifa do serviço concedida pelo município, além dos subsídios oferecidos às empresas.

O caso presente se reveste de maior gravidade por se tratar de um movimento ilegal, efetivado à revelia do Tribunal Regional do Trabalho que, no domingo, 25, proibira qualquer movimento paredista por parte dos rodoviários de Manaus sob pena de sofrerem multa de R$ 100 mil por hora de paralisação.

O sindicato dos rodoviários, cujos representantes não foram encontrados na manhã de segunda-feira, pouco ou nada está ligando para as determinações da Justiça, que em nosso país, é tardia e falha em punir aqueles que descumprem as leis.

Ora, se a Justiça do Trabalho não for similar ao Ibama, que autua infratores com valores altos, mas quase nunca vê a cor do dinheiro das multas aplicadas, o sindicato dos rodoviários deve recolher pelo menos R$ 700 mil aos cofres públicos, considerando o tempo no qual o sistema de transporte público deixou de operar em Manaus nesta segunda-feira.

Na briga entre os rodoviários e o Sinetram, o qual alega não ter pendências com os trabalhadores, quem se torna refém é a população que só soube da paralisação no momento em que foi tomar a condução, já que não houve aviso prévio sobre o movimento paredista. Parece que vivemos em uma terra sem lei, onde cada qual dá seu jeito para obter vantagens.

De outro lado, também há quem diga se tratar de movimentos conectados a ação política, considerando os laços que unem a família do presidente do sindicato dos rodoviários, Givancir Oliveira, e seu irmão vereador, Jaildo dos Rodoviários, a grupos políticos em disputa nas eleições. Independente de tal suposição, o povo continua a sofrer nas paradas de ônibus, ao sol ou sob a chuva, já que grande parte delas nem cobertura tem, ou o ponto de parada se resume a uma placa.

Também chama a atenção a forma como o município aborda o problema das paralisações de ônibus em Manaus, uma vez que, em nota, a prefeitura municipal condicionou ouvir os rodoviários após o retorno da categoria ao trabalho.

Na mesma nota, a Prefeitura Municipal de Manaus afirma sempre ter agido como mediadora entre as empresas e os trabalhadores, para evitar prejuízo à população, às empresas e mesmo aos rodoviários. Só tem um senão aí: o município é o poder concedente e, em razão das falhas nos serviços, já deveria há mais tempo, ter tomado medidas mais severas para resguardar o direito da população e não apenas dos rodoviários ou das empresas de transporte público, como se vê com frequência.

Mariscos do asfalto

26 quarta-feira abr 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Manaus, paralisação, SMTU, transporte público

O triste da situação é o fato de o movimento paredista ilegal ter prejudicado os usuários do sistema que chegaram atrasados a seus compromissos

Dizem que na briga do mar com o rochedo quem leva a pior é o marisco, o qual, diga-se, nada tem a ver com luta entre os dois elementos da natureza. É isto, mais ou menos, o que ocorre em Manaus há bastante tempo, em relação às cada vez mais frequentes paralisações do transporte coletivo público da cidade, usado como instrumento de pressão pela classe dos rodoviários.

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Nesta segunda-feira, 24, quem serviu de marisco foram os trabalhadores que moram na Zona Norte da cidade com a paralisação dos ônibus da empresa Líder, retidos na garagem por cerca de duas horas, no início da manhã, para pressionar a organização, dizem os rodoviários, a pagar horas extras e outros benefícios financeiros a seus funcionários.

O triste da situação é o fato de o movimento paredista ilegal ter prejudicado os usuários do sistema que chegaram atrasados a seus compromissos e ficaram no prejuízo, quer pelo desconto de horas de atraso ou mesmo por perderem o dia de trabalho.

Quanto à ineficácia desse tipo de paralisação para obter o cumprimento de obrigações trabalhistas está mais do que comprovado, pois se esses movimentos fizessem alguma diferença para as empresas, estas não seriam reincidentes e observariam as normas legais que devem cumprir.

Em outras palavras, se há, realmente, o cometimento de ilícito trabalhista por parte de algumas organizações concessionárias do transporte público, das duas uma: ou os órgãos fiscalizadores não exercem suas prerrogativas para coibir as más práticas que prejudicam os rodoviários ou os argumentos usados para realizar paralisações são falsos.

O mais estranho, porém, é o fato de aqueles que falam em nome dos profissionais rodoviários do transporte coletivo público urbano também não se entenderem, como bem exemplificam as falas do vereador Jaildo dos Rodoviários (PCdoB), em texto distribuído nesta segunda-feira. O vereador afirma que a paralisação se deu em protesto ao assédio moral, às suspensões e “as justas causas” (dispensas por?).

Por outro lado, o vice-presidente do sindicato dos rodoviários, Josildo Oliveira, que alega nada saber sobre a paralisação, afirma que o movimento dos trabalhadores nos ônibus da Líder pode ter ocorrido pelo não pagamento de horas extras e de jornada com acréscimo nos feriados.

Enquanto o sindicalista alega ignorância sobre o movimento e o vereador quer a fiscalização municipal às quatro da manhã na porta das garagens, cerca de 20 mil pessoas foram prejudicadas e devem estar preparadas para, na sexta-feira, 28, enfrentar outro movimento paredista dos rodoviários, os quais podem aderir à greve geral prevista para aquele dia em manifestação contra a reforma da Previdência.

À falta de providências por parte do poder público, e não só do município, assim como também do Ministério do Trabalho e Emprego, os mariscos do asfalto continuam a enfrentar o transporte em ônibus lotados, sujos, e que nem sempre cumprem os horários estabelecidos, além de, com frequência, deixarem seus usuários na rua por pane mecânica. Tem jeito? Parece que no curto prazo, não.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 24/04/2017

Programa de manauara

04 terça-feira abr 2017

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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lazer, Leticia Sofia, Manaus, passeio de barco, rio Negro, Tupé, turismo

N/M Leticia Sofia

No último domingo, dia 2 de abril, a previsão da meteorologia era de tempo nublado com chuva e choveu mesmo. Mas, quem mora em Manaus, pouco está ligando para o tempo e isso já vem desde há muito, afinal, o manauara ainda não aderiu à prática da violência em massa que leva torcidas organizadas a se enfrentarem em estádios ocasionando até mortes, mesmo que um dos astros do MMA internacional, José Aldo, tenha surgido lá pelo bairro Alvorada.

Se Manaus perdeu seus igarapés, parece que a Rede Globo está dando uma mãozinha para tornar as praias nas imediações mais populares

A capital do Amazonas, que lá nos primórdios era recortada por igarapés apropriados para banho e até consumo humano, já os perdeu para os aterramentos feitos com a finalidade de dar lugar a novas vias e aqueles cursos d’água remanescentes no perímetro da cidade estão poluídos e somente em época de enchente grande aparecem moleques com vocação para herói com coragem suficiente – ou desinformados dos riscos – para se entregar a um mergulho.

No mais, a população prefere a praia perene da Ponta Negra, ou aquelas um pouco mais distantes, como Açutuba, Tupé e praia da Lua, para falar nas mais próximas e com acesso por carro ou barco.

Se Manaus perdeu seus igarapés, parece que a Rede Globo está dando uma mãozinha para tornar as praias nas imediações mais populares e empresários com visão começam a faturar em cima do lazer do amazonense oferecendo, a preços populares, viagens de barco para algumas essas praias.

O barco aqui, não se trata das já célebres lanchas “a jato”, popularizadas pela velocidade encurtando o percurso das distâncias amazônicas na navegação e unindo municípios ribeirinhos pelo Amazonas afora. No caso, trata-se de barco grande e no qual o passageiro – ou o turista, conceda-se o título a quem usa esse transporte – usufrui de conforto que lhe assegura fotografar durante toda a viagem sem ser incomodado pelo banzeiro que faz tremer as fotos.

Exemplo dessa opção de turismo com curta duração, é o barco Letícia Sofia, que sai aos domingos às 8h da manhã do porto da Manaus Moderna – proximidades da balsa Amarela – com destino à praia do Tupé, e volta no fim da tarde. Com capacidade para cerca de mil passageiros e preços de até R$ 30 por pessoa, o que não falta é gente interessada em fazer o passeio, mesmo com chuva como ocorreu no último domingo.

É possível que a nova novela da Globo – Força do Querer – até tenha dado uma força, ao se considerar a “descoberta de Manaus” que os atores globais fizeram em suas incursões por Manaus e Belém, com direito a visita de Fiuk a tribo indígena localizada próxima a Manaus. Independente da Globo, porém, o amazonense gosta mesmo é de água, pois até banho chuva é popular por aqui.

Meteorologia à parte, a empresa proprietária do barco deve estar faturando uma boa grana e com lucro apreciável, afinal, a viagem não é longa e, em tempo de crise, preços populares com algum conforto pode ser a solução para quem quer detonar o estresse sem gastar muito ou entrar no financiamento do cartão de crédito.

“Acabou a luz”

28 terça-feira mar 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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energia, fiscalização, Manaus, transporte público, violência

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Como diria o parintinense Chico da Silva, “É preciso muito amor…”, no caso, por Manaus, que, com seus mais de dois milhões habitantes, distribui, às vezes equitativamente, mazelas urbanas para todos. Mas nem sempre.

Se as reiteradas paralisações do serviço de transporte público urbano, como a da última segunda-feira, 27, ocasionou prejuízo para cerca de 20 mil trabalhadores que perderam a hora e chegaram atrasados em seus trabalhos em função do “protesto” de outros trabalhadores – os rodoviários – que optaram por atrasar o serviço em uma hora para reivindicar, dizem, direito trabalhista, outras situações prejudicam toda a cidade e até municípios da região metropolitana.

É preciso muito amor para morar em Manaus nessas condições. Isto, sem falar na violência que caminha ao lado do cidadão

O caso do transporte coletivo é situação velha, onde duas classes – empregados e patrões – aparentemente pouco estão ligando para o serviço que deveriam prestar à população, embora tanto o governo municipal quanto o estadual – este até há pouco tempo – transferem receita para as empresas concessionária sem exigir o mínimo necessário de retorno, seja em colocar os ônibus nas ruas diariamente ou melhorar as condições dos veículos, volta e meia parados nas ruas por uma prosaica pane mecânica. Desleixo, ausência de manutenção ou falta de fiscalização? Vai ver que os três fatores aí se aglutinam em desserviço à comunidade, enquanto o preço da tarifa vai às alturas.

É preciso muito amor para morar em Manaus nessas condições. Isto, sem falar na violência que caminha ao lado do cidadão, seja pelas vias, dentro dos ônibus ou até em sua própria casa, “asilo inviolável”, assegura a Constituição Federal, regra jamais conhecida por meliantes, ladrões e assassinos que a invadem, roubam, assaltam, estupram sem que pouco ou quase nada seja feito para garantir a segurança do cidadão que paga impostos.

No rol dos problemas que acometem o manauara de forma, digamos, mais democrática, tem um que vem desde quando a iluminação passou a ser elétrica. Anunciada a contratação do serviço em 1893 pelo governador Eduardo Ribeiro, o diretor de Obras Pública, Armênio Figueiredo, via que em breve acabaria o vexame da iluminação por meio do óleo de nafta.

Em 1895, o mesmo governador anunciava que a iluminação pública utilizaria arcos voltaicos e a particular usaria lâmpadas incandescentes. Ao que tudo indica, já ali havia problema com a energia elétrica em Manaus, uma vez que as incandescentes são sucessoras das lâmpadas com arco voltaico.

Mas até a chegada da energia elétrica por aqui é polêmica. Enquanto Mário Ypiranga Monteiro assegura que a cidade foi a primeira no país a ter luz voltaica, o escritor Mavignier de Castro registra que Manaus foi a segunda cidade do Brasil a ter energia elétrica.

No fim do século XIX – 1898 – a cidade não dispunha de energia elétrica em bairros como Cachoeira Grande, Cachoeirinha e Mocó. A região central fora privilegiada.

Hoje, depois dos bilhões de reais para custear um gasoduto que deveria mudar a matriz energética do Amazonas e aliviar a demanda pela energia gerada em Balbina, além de outros bilhões para conectar Manaus ao Sistema Interligado Nacional (SIN), Manaus e cidades da região metropolitana continuam a enfrentar a falta de energia, como aconteceu pelo menos três vezes na semana passada.

Prejuízos ao comércio, indústria, ao trabalhador, parecem não importar à autoridade (in)competente e muito menos aos agentes públicos incumbidos de fiscalizar o serviço. Enquanto isso, o personagem conhecido como contribuinte sofre, sofre e paga a fatura.

Sindicalista não quer prejudicar ninguém, só 700 mil usuários

24 terça-feira jan 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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greve, justiça, Manaus, prefeitura, rodoviários, sindicalismo, SMTU, transporte coletivo

Na terça-feira, 17, Manaus viveu um dia de caos, quando os rodoviários paralisaram 100% da frota de transporte coletivo público, cerca de 1500 ônibus, prejudicando entre 700 mil a 800 mil usuários, conforme estimativas não oficiais veiculadas na imprensa, tudo porque, informam os rodoviários, eles não teriam recebido os benefícios assegurados pelo dissídio da classe no ano passado.

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A paralisação dos rodoviários iniciou descumprindo uma liminar da Justiça que proibia a realização do movimento paredista, mesmo assim, os usuários de ônibus sofreram e foram prejudicados pela greve ilegal dos rodoviários, os quais só colocaram coletivos nas ruas no meio da tarde daquela terça-feira.

Enquanto a Prefeitura de Manaus mantiver a posição atual, onde os empresários recebem subsídios para colocar a frota na rua, mas não podem fazer investimentos para melhorar o serviço, a população vai continuar a sofrer

A volta dos ônibus às ruas de Manaus só aconteceu depois que a Justiça ordenou a prisão de toda a diretoria do sindicado dos rodoviários, dirigido por Givancir Oliveira e Josildo Oliveira. Os dois irmãos comandam a entidade de classe há um bom tempo, mas as melhorias que porventura tenham conquistado para seus companheiros de trabalho não parecem satisfazer a classe.

O sistema de transporte coletivo é servido por uma frota cujos veículos menos velhos são de 2012/13, no mínimo, têm quatro anos de uso e não é novidade encontrar esses carros em pane mecânica, deixando seus usuários sem o serviço e, além disso, congestionando vias de tráfego intenso.

Se os usuários reclamam da qualidade do serviço de transporte coletivo, de outro lado os trabalhadores do sistema estão insatisfeitos com os salários e benefícios pagos, além das condições de trabalho. Para deixar a equação ainda mais complicada, os empresários do setor querem o reajuste da tarifa, cujo último aumento também se perdeu em dias passados, lá por 2013, quando passou para R$ 3. Em 2015, à força de subsídios, mesmo com estudos que apontavam a necessidade de aumento, a tarifa se manteve naquele valor.

As informações sobre o sistema, que um dia já foi acessível a qualquer vereador, hoje pouco se encontra no site da Prefeitura de Manaus ou no do Sinetram. A ausência de transparência sobre essas informações, que assim como o transporte coletivo, são públicas, é um outro problema para o cidadão que usa os serviços por necessidade e não por conveniência.

No entanto, enquanto a população sofre com as interrupções do serviço, o qual, mesmo com decisões judiciais contrárias já ficou parado, pouco se vê, em relação ao poder concedente, em ações com potencial para trazer melhorias ao sistema.

A última ação do município em relação ao transporte coletivo foi a negativa ao reajuste pleiteado pelos empresários em 2016, ano de eleições municipais e de difícil aprovação, como ficou patente, de reajuste na tarifa do transporte público.

Enquanto a Prefeitura de Manaus mantiver a posição atual, onde os empresários recebem subsídios para colocar a frota na rua, mas não podem – dizem eles – fazer investimentos para melhorar o serviço, a população vai continuar a sofrer, mesmo que sindicalistas como o vice-presidente dos rodoviários, Josildo Oliveira, declare que não quer prejudicar ninguém.

A afirmação do sindicalista soa até como insulto aos usuários, uma vez que ele deu essa resposta – não prejudicar ninguém – quando instado a fazer os rodoviários praticarem a catraca livre, isto é, transportariam as pessoas sem receber remuneração. Mas aí, o sindicalista disse que isso é crime. Pois é, prejudicar 700 mil pessoas, para Josildo Oliveira não é nada, ou essas são “ninguém”?

Massacre no Compaj merece explicação

03 terça-feira jan 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Brasil, Compaj, detentos, fuga, Manaus, rebelião, segurança pública

A chuva que caiu em Manaus desde a noite de 31 de dezembro e se prolongou pelo domingo de Ano Novo não impediu que 2017 começasse muito quente, com rebelião de detentos envolvendo duas unidades prisionais da cidade, culminando com mortes de pelo menos 60 detentos de uma facção criminosa, segundo informou o secretário de Segurança do Amazonas, Sérgio Fontes, para quem o problema dos assassinatos está ligado ao narcotráfico e deve ser tratados como prioridade pelos Estados, com envolvimento do governo federal.

 A insegurança continua a rondar não só as ruas de Manaus, mas os próprios agentes de segurança do Estado, feitos reféns no episódio

Das afirmações feitas pelo secretário de Segurança, entre as quais a de que a rebelião e assassinato de membros de facções criminosas rivais já vêm acontecendo há algum tempo, inclusive em Estados da região Norte, dá para se questionar, então, por que não foram tomadas medidas visando impedir que tais tragédias acontecessem por aqui.

Até onde se sabe, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), além de ter uma população carcerária muito superior à sua real capacidade – fato comum pelo Brasil afora, infelizmente – abrigava detentos pertencentes às duas facções conhecidas com PCC e FDN em suas instalações. Grosso modo, é como atiçar, pela proximidade física, tais rivalidades em função da animosidade existente entre esses detentos por seus interesses no narcotráfico.

O próprio secretário de Segurança também afirma que a tragédia desencadeada no primeiro dia de 2017 vinha sendo planejada pela facção que matou, degolou e esquartejou membros do bando rival. Ora, se estava sendo planejada e o aparato de segurança sabia disso, por que não foram tomadas medidas que evitassem a ocorrência dos assassinatos em massa, no Compaj, que levaram, mais uma vez, Manaus e o Amazonas para o noticiário nacional e internacional por um fato negativo de tamanha magnitude.

É ainda afirmação do secretário de Segurança que o massacre, como ele qualificou os assassinatos, foi uma guerra entre gangues ligadas ao narcotráfico. Pode até ser, no entanto, falta explicar por que só se tem notícias de mortos ligados ao grupo criminoso conhecido como PCC.

Além disso, outras questões ficam no ar quando se pensa na “logística” – digamos assim – para executar cerca de 60 indivíduos que, pela trajetória de vida na rota do crime, não eram cidadãos pacíficos e, portanto, com toda certeza, iriam reagir à altura quando agredidos, impondo violência e mortes também a seus agressores. Não foi o que aconteceu.

Nessa “logística”, que contou com a ação diversionista de uma fuga em massa no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) para desviar efetivos policiais para lá, enquanto as gangues entravam em conflito, falta ainda ser explicado com quais armas foram cometidos os assassinatos. A única certeza que o público tem agora é a de que a insegurança continua a rondar não só as ruas de Manaus, mas os próprios agentes de segurança do Estado, feitos reféns, ampliada pelos cerca de uma centena de foragidos que nada têm a perder se matarem mais alguém enquanto estiverem nas ruas.

A favor do secretário de Segurança pode ser dito que, em sua gestão, a quantidade de droga apreendida no Amazonas foi muito grande, cresceu bastante, mesmo assim os interesses do cartel da droga não se intimidaram e continuam a faturar com o narcotráfico, prática que deve se ampliar mais ainda – após as festas de fim de ano – com a proximidade do Carnaval.

Os fatos ocorridos em Manaus no fim de semana são, porém, consequência da falta de combate às causas que levam ao crescimento do narcotráfico na região e mesmo no Brasil, um país onde o cidadão comum praticamente não pode se armar para defesa própria, enquanto o bandido anda armado até os dentes e é, ao que parece, o dono do pedaço até nas penitenciárias.

Cuidado, sua vida pode valer apenas 55 reais

31 sábado dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, assassinato, ônibus, Manaus, segurança pública, violência

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Manaus amanheceu, na segunda-feira, 14 de novembro, véspera de feriado e ponto facultativo no município e Governo do Estado, com boa parte da frota de ônibus que serve o transporte coletivo da cidade parada nas garagem. Desta vez, os trabalhadores não fizeram paralisação para reclamar reajuste salarial, pagamento de vantagens e benefícios ou qualquer outra reivindicação do gênero. O que eles pedem é bem mais simples: querem segurança para poder trabalhar.

Tem hora na qual reflexão sobre a pena de morte para determinados crimes, como esse tipo de barbaridade, viria bem a propósito no Brasil

Tudo porque, em Manaus, a vida das pessoas de bem, do contribuinte, do cidadão que trabalha, paga seus impostos deixou de ter valor faz tempo, pelo menos no que diz respeito ao aparato de segurança pública que pouco se vê nas ruas, embora com frequência a imprensa seja convidada para ouvir boas notícias como aquelas que dizem ter havido redução no índice de homicídios na capital.

Pode até ser, já que fazer um boletim de ocorrência, documento que alimenta as estatísticas de segurança (ou insegurança) pública, às vezes requer dose cavalar de paciência nas delegacias – que já foram distritos integrados – e nem sempre a vítima se dá ao trabalho de ir até uma dessas unidades para fazer o registro, por saber, de antemão, que nada vai acontecer, principalmente em casos de roubos e assaltos sem vítima fatal.

Mas voltando à ausência de ônibus na segunda-feira, deve-se registrar que os funcionários da empresa onde trabalhava o motorista Feitosa Amorim, assassinado por dois bandidos durante assalto na noite de domingo, momento no qual a cobradora do mesmo veículo foi ferida a facadas, resolveram protestar pedindo segurança para que possam fazer seu trabalho.

É realmente uma situação complicada a falta de segurança na cidade e não somente no que diz respeito aos trabalhadores e usuários do transporte coletivo. De acordo com o supervisor de tráfego da empresa onde as vítimas trabalhavam, seus veículos sofrem, em média, cinco a seis assaltos por dia. Não é pouca coisa e, dependendo da violência empregada pelos bandidos, há trabalhadores que preferem mudar de profissão tamanho é o trauma psicológico causado por esse tipo violência.

O casal de trabalhadores e os bandidos – que escaparam da morte nas mãos da população revoltada, salvos pela polícia – foram encaminhados a um pronto-socorro da zona Leste onde o motorista morreu.

Pois é, tem hora que uma reflexão sobre a pena de morte para determinados crimes, como esse tipo de barbaridade, viria bem a propósito: o produto do latrocínio foi de R$ 55, é quanto vale, para a bandidagem que toma conta de Manaus, a vida de uma pessoa.

Enquanto isso, a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas informou, no último dia 10 de outubro, sobre a redução de 34% nos homicídios em Manaus, entre janeiro e setembro deste ano em relação ao mesmo período de 2015. Por outro lado, o Sinetram registrou que, desde janeiro deste ano, as dez empresas que fazem o transporte coletivo na cidade já sofreram 2.767 assaltos, contra 2.203 no mesmo período de 2015, com média de dez ocorrências por dia e prejuízo superior a R$ 800 mil.

É possível que haja essa redução, no entanto, os números do Mapa da Violência mostram que, no Amazonas, entre os anos de 2013, quando foram cometidos 692 assassinatos só com a utilização de arma de fogo, e 2014 – com 756 mortes da mesma natureza – houve crescimento dos homicídios. Como os bandidos não escolhem armas, como foi o caso do motorista de ônibus, “há mais mortes do que possa supor nossa vã filosofia”.

Por fim, é bom que pense em fazer mudanças drásticas no Estatuto do Desarmamento. A lei, de 2003, desarmou os cidadãos e esqueceu que a bandidagem não compra armas em lojas, aliás, o número de armas de uso exclusivo de forças de segurança que aparecem em atentados contra a vida dos brasileiros é outro escândalo. Falta uma operação similar à Lava Jato nesse setor.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 15/11/2016

Promessas e desafios na Prefeitura de Manaus

31 sábado dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Arthur Neto, eleições, Manaus, prefeitura

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A reeleição do tucano Artur Neto à Prefeitura de Manaus dá indicações de que o manauara prefere administradores com experiência para gerir os destinos da cidade que, desde a década de 1970, cresce de maneira desordenada, ou melhor, incha, até pela forma como o solo é ocupado no município, por meio de invasões.

Já ao candidato derrotado só nos resta agradecer sua participação na campanha por tê-la tornado, na reta final, muito divertida

Mesmo áreas planejadas findam por ser invadidas e quem fica no prejuízo são os adquirentes, que perdem a propriedade, como aconteceu, por exemplo, com quem tinha terreno no loteamento Rio Piorini, no bairro Novo Israel, zona Norte.

Se em uma área loteada os problemas de infraestrutura são agravados pelas invasões que acontecem na cidade, nos locais tomados pelas invasões onde havia floresta a situação é bem pior, pois aí nem traçado de ruas existe e os moradores passam a exigir da prefeitura que ofereça tanto a infraestrutura quanto os equipamentos urbanos necessários.

Na gestão de Artur Neto esse quadro de invasões até que melhorou com as medidas adotadas para remover invasores antes que o problema se tornasse mais grave com a ocupação definitiva da terra.

Ao prefeito que se reelegeu no último domingo de outubro fica, entre os vários desafios a serem enfrentados, este em particular, de impor diretivas e fazer obedecer àquelas já existente com a finalidade melhorar, no sentido urbanístico, a ocupação do solo em Manaus, principalmente nos bairros mais novos, como aqueles localizados nas zonas Norte e Leste.

Outra onça brava a ser encarada pelo prefeito tucano é a questão da qualidade do transporte coletivo, uma reivindicação praticamente unânime do manauara que utiliza o sistema público de transporte coletivo. Neste particular, além do investimento bilionário a ser efetivado pelo município sob a gestão do vice-prefeito Marcos Rotta, para implantar o BRT de forma a servir todas as zonas administrativas de Manaus, há ainda o problema do trânsito caótico, nos horários de pico.

Melhorar a qualidade do trânsito manauense é necessidade e deve ser prioridade já, sob pena de Manaus, em pouco tempo, ver paralisado o fluxo de veículos em suas vias quando, em alguma de suas principais avenidas, ocorra um acidente mais grave parando trânsito não só no local e via onde este aconteceu, assim como em outras cujo fluxo é por ela coletado.

O tempo que o manauara perde no trânsito, hoje, deve ser motivo de estudos com o objetivo de conhecer os principais obstáculos que o emperram, embora uma boa parcela desses obstáculos seja criada por condutores que simplesmente não respeitam as leis do trânsito: são os apressados e espertos que nunca usam a seta, transitam costurando em velocidade acima da permitida, além de infringirem outras normas sem sofrer punição.

Esse tipo de motorista só se educa quando a penalidade o faz levar a mão ao bolso para pagar multas. Campanhas educativas não surtem efeito quando o problema é de personalidade e o sujeito “se acha” por aprontar essas barbaridades pelas ruas de Manaus.

Ao prefeito que se reelegeu cabe trazer mais qualidade de vida aos munícipes e cumprir as promessas de campanha, que não foram poucas. Já ao candidato derrotado só nos resta agradecer sua participação na campanha por tê-la tornado, na reta final, muito divertida, pelo menos nas redes sociais. Afinal “tem dinheiro, dá pra fazer”, certo Artur Neto?

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 1º/11/2016

Soluções novas para problemas antigos

27 terça-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, economia, incentivo fiscal, logística, Manaus, Zona Franca de Manaus

Em meados dos anos 1994, quando publicou “Manáos-do-Amazonas”, Samuel Benchimol já chamava a atenção para os novos (velhos) problemas que administradores públicos de Manaus e do Estado do Amazonas deveriam enfrentar e cujas raízes, dizia o estudioso, decorreram da mudança de paradigmas entre os modos de produção e divisão do trabalho ocorridos até então, quando a Zona Franca de Manaus (ZFM), ao oferecer oportunidades de trabalho e benefícios, se tornou polo de atração do homem do interior, não só do Amazonas, assim como dos demais Estados e não apenas da Amazônia.

Os percalços que a indústria incentivada enfrenta, no entanto, vão desde a ausência de logística para trazer matéria-prima ao Polo Industrial de Manaus, até a saída dos produtos finais

Na visão de Benchimol, e lá se vão mais de 20 anos, as “cidades-capitais” como Manaus, Belém/PA e São Luiz/MA eram centros urbanos que tinham “sua própria identidade de cultura, tradições e valores”. Mas, reconhecia, aquele mundo urbano deixou de existir, tragado por cidades alienadas, independentes, que romperam com os laços que as ligavam às cidades do interior e a cultura rural, transformando-se, como Manaus, em cidade-Estado devido aos avanços da globalização que “passou a refletir interesses forâneos”.

Abandonado, o interior se estagnou desde há muito e a capital do Amazonas continua a não conseguir dar solução aos velhos problemas de saneamento, invasões, infraestrutura, entre outros, mantendo um passivo social de tamanho considerável com sua população menos favorecida.

As constatações de Benchimol, no entanto, continuam a ser motivo de preocupação não só de administradores públicos como prefeitos de Manaus e governadores do Amazonas. Aí se incluem, entre outros tantos agentes públicos como a superintendente da Zona Franca de Manaus, Rebecca Garcia, e o comandante militar da Amazônia, general Antonio Miotto. Os dois, em perspectivas peculiares às instituições que administram, deram mostras de suas inquietações quanto à conjuntura vivida pela região e também acerca do futuro da Amazônia, no 3º Congresso Internacional do Centro Celso Furtado, realizado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e encerrado na última sexta-feira, dia 16.

Pelo lado militar, o general Miotto afirmou que o Brasil, e por tabela a Amazônia, pode ter perdas de patrimônio, soberania e respeito internacional em decorrência de ter negligenciado investimentos em ciência, tecnologia e inovação, assim como na industrialização nacional de defesa. O titular do Comando Militar da Amazônia (CMA), deixou muito clara sua visão acerca do que falta ser feito em sua área de autuação, quando especificou que defesa também é criar estratégias de desenvolvimento regional.

A realidade do que acontece – ou não acontece – no Amazonas pode ser ilustrada por um fato corriqueiro em Manaus, infelizmente, apesar de a cidade estar conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) de produção e distribuição de energia: durante toda a manhã, os debatedores do congresso tiveram que fazer suas intervenções sem nenhum recurso midiático e sob um calor beirando os 30ºC, no campus da Ufam, porque faltou energia.

Pelo lado da Suframa que, como afirmou a superintendente Rebecca Garcia, chegou a construir ponte em sua área de jurisdição – “no tempo das vacas gordas” – há necessidade de aprimorar a vocação local para o aproveitamento das matérias-primas regionais e, assim, colocar a Zona Franca de Manaus no mapa internacional.

Os percalços que a indústria incentivada enfrenta, no entanto, vão desde a ausência de logística para trazer matéria-prima ao Polo Industrial de Manaus, até a saída dos produtos finais, com agravantes como o “passeio” que motocicletas fabricadas aqui fazem a São Paulo, pela ausência de centro de distribuição em Manaus, o que possibilitaria, caso existisse, vendê-las ao consumidor manauara por um custo menor.

Os problemas da região, como se vê, não são novos, mas a perda de força das instituições, seja política ou na gestão de seus recursos, acaba por deixá-las sem poder cumprir com o essencial, que seria o desenvolvimento regional.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 20 e 21/09/2016

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