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Arquivos da Tag: Manaus

Nem todo mundo aprende com seus erros

26 terça-feira maio 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, fora Dilma, impeachment, insatisfação, Manaus, mentira, protesto

Pouco mais de um mês depois de ter ido às ruas, em 15 de março, protestar contra a corrupção que veio à tona principalmente com a operação Lava-Jato, que está em sua 11ª fase, brasileiros de todas as regiões do país voltaram a fazer manifestação no domingo, 12 de abril, pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, pela reforma política, mas pouco ou quase nada se ouviu em favor da Petrobras, como o pseudoapoio ensaiado por manifestantes pagos por organizações controladas pelo PT tentaram fazer em 13 de março.

Se em Manaus teve petista postando foto do início da manifestação, que aconteceu na Praça do Congresso, no centro da cidade, e dizendo, no Facebook, que apenas 15 manifestantes apareceram, é de se inferir que esse tipo de militante é cria legítima do PT, onde seus líderes negam a realidade desde há muito, e se comportam, como bem exemplificaram as lambanças eleitorais da então candidata à reeleição que conseguiu seu intento alicerçada em bases fictícias, para dizer coisa mais forte, se espelhando nessas figuras.

No entanto, ainda em Manaus, quem se deu ao trabalho de sair sob a chuva forte que caiu desde o início da manhã e só amainou depois das 10h, e foi às ruas exigir respeito às leis, esgrimir faixas contra a corrupção, dar seu grito de “Fora Dilma”, ou mesmo protestar contra a inflação em curva ascendente, resultado de quatro anos de política econômica equivocada, de protecionismo a setores escolhidos entre os favoritos da corte, percebeu que, na Praça do Congresso, havia pelo menos 500 pessoas e na avenida Djalma Batista, mais tarde, cerca de 2,3 mil cidadãos insatisfeitos e ordeiros fizeram suas manifestações contra o caos político e outras mazelas de forma civilizada.

O petismo, que sempre foi forte nas estatais do Brasil, começa a desmoronar também nesse setor e o escândalo das aplicações sem retorno, para não dizer fraudulentas, que vieram à tona envolvendo o fundo de pensão dos funcionários dos Correios, o Postalis, levou servidores da estatal a protestar contra a má gestão dos recursos do Postalis e exigir punição aos responsáveis pelos desmandos que deram prejuízo. Faixas exibidas na manifestação manauense acusavam inclusive a presidente Dilma Rousseff. Um exagero?

De outro lado, para aqueles que acreditam que o menor número de manifestantes que foram às ruas no último domingo demonstra fraqueza do movimento “antitudoquestaí”, é bom se dizer que, se menos gente foi às ruas, isso pode significar, como bem afirmou a ex-senadora petista Marina Silva, um aumento da desesperança. Quer dizer, o brasileiro acredita cada vez menos que a presidente e seu governo consigam resolver o estrago feito nos últimos anos.

Prova disso são as pesquisas divulgadas no último fim de semana pelo Datafolha a mostrar que 63% dos brasileiros são favoráveis à instauração de um processo contra a presidente Dilma Rousseff. Essa percepção, porém, indica, por outro lado, que menos de 30% acreditam que Dilma possa mesmo ser afastada.

A favor da presidente, diga-se, que a opção do Palácio do Planalto e do PT de nada comentar sobre a manifestação no próprio domingo é salutar. Vai ver que que os ministros que da última vez tentaram explicar o inexplicável andaram lendo a teoria de Karl R. Popper, a pregar que podemos aprender com os erros que cometemos. Não se pode dizer o mesmo da presidente Dilma Rousseff.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda 14/04/2015

Novo protesto vai ser no domingo, dia 12

26 terça-feira maio 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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brasileiros, corrupção, Dilma Rousseff, lava-jato, Manaus, protesto

No próximo domingo, dia 12 de abril, brasileiros insatisfeitos com o atual governo devem sair às ruas para protestar contra a situação do país, manifestar seu desagrado contra a corrupção que grassa na administração pública e envolve até a estatal do petróleo, além de pedir, novamente, o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Os organizadores do novo evento contra a corrupção e a favor do impeachment presidencial querem reunir mais do que os 2,3 milhões de pessoas que participaram das manifestações no dia 15 de março, quando a população se mobilizou em 26 estados, além do Distrito Federal.

A presidente Dilma Roussef, que mandou ministros darem explicações aos brasileiros ainda na noite daquele dia 15, ainda está em débito com seus eleitores e mais ainda aqueles que não votaram nela, cerca de de 52 milhões, e têm mais motivos para querê-la fora do Palácio do Planalto.

Se boa parte do desagrado com a administração Dilma Rousseff decorre das medidas que ela anunciou logo depois de tomar posse, uma vez que, durante a campanha eleitoral de 2014, ela afirmara que não tomaria decisões que contrariassem os direitos e benefícios dos trabalhadores, também não vai faltar gente que votou na atual presidente, mas que se decepcionou com o rumo de seu segundo mandato.

O arrocho que o país enfrenta, com inflação alta, atividade industrial caindo pelas tabelas, desemprego aumentando, e juros na estratosfera, entre outras coisas que impactam no dia-a-dia e no bolso de todos os brasileiros, esse arrocho não deve acabar tão cedo e as previsões e projeções para o futuro próximo feitas por consultorias e analistas econômicos só confirmam o pior dos mundos para o Brasil neste e nos próximos anos.

Essa situação já levou analistas a expressar uma verdade dolorida, embora bem humorada, ao afirmar que todos índices que deveriam estar baixando, sobem, e aqueles que deveriam estar subindo, caem.

Enquanto isso, a presidente perde popularidade e a grande maioria da população já não crê que ela possa comandar o país, até pelos impasses que têm surgido entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, onde o maior partido de sua base de sustentação, o PMDB, abriu uma cratera no relacionamento político com o governo.

De outro lado, as medidas que impactam o trabalhador estão sendo emendadas, inclusive por parlamentares dos partidos que compõem a base do governo, no sentido de reduzir o impacto das medidas propostas por Dilma Rousseff.

Como se pode ver, o que não faltam são motivos para que o número de “coxinhas”, como são qualificados aqueles que não gostam das medidas tomadas pelos governos do PT, e também de ex-simpatizantes do petismo de Lula e Dilma, voltarem às ruas de todo o país e mostrar, mais uma vez, a insatisfação popular com o governo.

Com certeza, no domingo que vem, não faltarão as palavras de ordem já gritadas no dia 15 de março, como “fora Dilma”, “impeachment já”, “abaixo a corrupção”, entre outras. O que ainda não se sabe é se facções comandadas pelo PT vão tentar fazer, mesmo com manifestantes pagos, o que tentaram no dia 13 de março e ir para as ruas em um arremedo de apoio ao governo.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda 07/04/2015

‘Coxinhas’ e coxas grossas na Djalma Batista

26 terça-feira maio 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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corrupção, Dilma Rousseff, impechment, Manaus, manifestação, protesto, PT

O último domingo, dia 15 de março, amanheceu chuvoso, não só em Manaus, mas em boa parte do Brasil, assim como a manifestação anticorrupção e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, organizada em quase todos os Estados da Federação.

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O dia 15 de março também é lembrado por ser a data em que a redemocratização do Brasil completou 30 anos, desde aquela noite do dia 14 de março, em 1985, quando o presidente eleito, Tancredo Neves, foi internado no Hospital de Base, em Brasília, onde viria a morrer no dia 21 de abril. No dia seguinte, 15 de março, foi dada posse a José Sarney, vice-presidente na chapa de Tancredo.

A cidade, no entanto, apesar da ameaça de chuva, amanheceu preparada para a festa cívica de parte daqueles mais de 51 milhões de brasileiros que não votaram em Dilma Vana para presidente ou, no Amazonas, representando os 555 mil votos dados ao candidato adversário da presidente atual.

O movimento organizado pelas redes sociais para pressionar pelo impeachment presidencial conseguiu juntar mais de 20 mil pessoas desde a concentração, na Praça do Congresso, no centro, de onde os manifestantes caminharam até a rua Pará com a avenida Djalma Batista, aonde aconteceu a maior parte da manifestação.

Ainda no centro, com a avenida Eduardo Ribeiro tomada, se iniciaram as manifestações com palavras de ordem como “Fora Dilma, e leva o PT junto”, entre outras expressões que mostraram a insatisfação dos manifestantes em relação à corrupção, às medidas econômicas, à falta de prioridades a áreas como educação, saúde, entre outras.

O carro de som, onde para falar ao povo ali reunido era só fazer inscrição, na hora, anunciou, no meio do evento, que a venezuelana Alejandra  Ryngifo iria falar. Não faltou murmúrio no meio do povo entre aqueles que sabem da situação pela qual o país vizinho passa, submetido ao herdeiro de Chávez, o presidente Maduro.

Alejandra falou pouco, mas foi curta e grossa, no bom sentido, ao conclamar os brasileiros a irem “às ruas, sem medo” e não permitir que aconteça por aqui o mesmo que se passa na Venezuela. Ela terminou sua fala com um “Fora Maduro, fora Dilma” aplaudido pela plateia.

Entre faixas e cartazes exibidos pelos manifestantes, além do impeachment, havia outros como “Ela não sabe de nada. Foi culpa do FHC. Fora Dilma” ou “Grito por um Brasil melhor. Fora Dilma!”, “Chega de corrupção”, além daqueles em número muito reduzido, propondo a volta dos militares.

O bom humor, porém, esteve presente, como na faixa onde o PT “aparece” na manifestação, mas as duas letras iniciais do Partido dos Trabalhadores tendo outro significado: Perda Total. Ou ainda: “Dilma, minha paciência está mais curta que roupa de periguete”.

Agora, para quem chama os manifestantes de “coxinha”, só por desencargo de consciência, informo que havia muitas coxas bem grossas no evento, logo a tal expressão pouco ou nada diz.

O mais importante talvez tenha sido o fato de que o governo levou a sério o que aconteceu pelo Brasil afora no último domingo e, se própria presidente não se deu ao trabalho de falar à população, pelo menos despachou dois ministros, inclusive o da Justiça, para dar alguma satisfação ao povo, porque novidade não nenhum dos dois disse.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 17/03/2015

Este domingo não é dia de feira

16 segunda-feira mar 2015

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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corrupção, Dilma Rousseff, impeachment, Manaus, protesto

00feira-blogHoje é sábado e amanhã vai ser domingo, mas não será um domingo qualquer, daqueles que você junta a família e vai para a feira da avenida Eduardo Ribeiro comer tapioca de banana frita com tucumã e comprar alguma peça de artesanato ou, simplesmente, bater perna andando de um lado para outro observando o que está à venda.

A feira de artesanato já se expandiu faz tempo e, agora, além das peças que lhe emprestam o nome, também podem ser compradas confecções e acessórios nem sempre, ou quase nunca, produzidos artesanalmente. Além de se ter expandido, a feira também oferece alimento para o espírito nas duas ou três barracas que abrigam sebos com livros usados à venda.

Mas como eu estava dizendo, neste domingo, 15 de março, a Feira de Artesanato da Eduardo Ribeiro não vai funcionar e o comércio que abre suas portas aos domingos foi advertido, pela Câmara dos Dirigentes Lojistas – CDL Manaus, a cerrarem as portas. No lugar da feira, o chefe de polícia, digo, o secretário de Segurança Pública do Estado já destacou cerca de mil policiais para garantir a segurança na área central de Manaus e também recomendou aos empresários que não abram suas lojas.

Diz o secretário de Segurança Pública que são medidas preventivas para evitar possíveis confrontos e danos ao patrimônio público ou privado no centro de Manaus, durante a manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, causa do fechamento da feira neste domingo. É uma boa causa e os feirantes, ao que se sabe, nem protestaram.

O interessante em todo essa mobilização que envolve a segurança pública para um evento cívico, no qual seus organizadores já montaram estratégias para garantir que não haja violência, é constatar que, na sexta-feira, 13, houve uma manifestação de petistas, que findou por se confrontar com outra, também no centro de Manaus, e não se soube de todo esse aparato para segurar a barra de gente mais violenta, com histórico de invadir a propriedade alheia e bens públicos, mesmo assim tudo terminou em paz.

Quanto ao evento de domingo, das duas uma, como diria minha velha e falecida mãe: ou os atos de sexta-feira não conseguiram impressionar os homens da inteligência do governo estadual, que preferiram mandar para o local contingente bem menor, ou o ato contra a corrupção está sendo avaliado com potencial de arregimentar uma multidão de insatisfeitos com governo petista e as estórias 171 da presidente Dilma Rousseff.

Publicação no Portal do Holanda em 14/03/2015

Falsa baiana e o bloco do Bocal Queimado

24 terça-feira fev 2015

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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Amazonas, baiana, carnaval, floresta, insulto, Manaus, meio do nada, preconceito

(Ou: É, rica dá costas para Manaus)

Depois do caso do tucumã, quando funcionários de fast food local foram insultados em março de 2014, durante o Carnaval  deste ano surgiu uma tal baiana em busca de fama nas redes sociais e resolveu falar mal de Manaus e de seu povo, mas pincipalmente, mostrar seu preconceito  contra o índio e a floresta.

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A moça, que se diz baiana, se auto-apiedou por morar no “meio do nada” , na floresta, em uma cidade que ela diz odiar: Manaus.

Em sua  conta, no Facebook, a baiana destilou preconceito, ódio e, sobretudo, desprezo pela cidade onde ela vive, de onde tira seu sustento vendendo cosméticos em uma lojinha no bairro Armando Mendes, zona Leste.

Baiana que entra na roda e só fica parada/ Não canta, não samba, não bole nem nada/ Não sabe deixar a mocidade louca…

A situação da tal baiana, exposta por ela mesma, era de tristeza e pesar por morar em Manaus e não poder brincar o Carnaval no litoral cantado por Jorge Amado em tantas de suas obras literárias. Vai ver que a moça não foi nem ao sambódromo ver o desfile das escolas de samba locais, não conseguiu ver a banda da Bica e nem a do Galo de Manaus, não  sabe onde é o bar do Armando, o Jangadeiro nem o Caldeira.

Como para a moça da Bahia, terra de Castro Alves, Dorival Caymmi, Caetano Veloso, entre tantos outros, Manaus não tem nada, com certeza ela jamais ouviu falar de Moacir Andrade, Aldisio Filgueira ou de Samuel Benchimol, nem mesmo de Milton Hauton.

Se o Carnaval de Manaus é um porre para a moça, que está mais para a falsa baiana da música de Geraldo Pereira, cantada por Roberta Sá: “Baiana que entra na roda e só fica parada/ Não canta, não samba, não bole nem nada/ Não sabe deixar a mocidade louca…”, imagine o que ela deve pensar sobre os espetáculos tão populares quanto o Carnaval e que, até onde se sabe, é muito bem feito aqui no Amazonas.

Exemplo disso seria a Festival Folclórico de Parintins. Ali, a mão-de-obra artística desde há muito vem sendo exportada para outras regiões do Brasil, como atestou, no Carnaval do Rio de Janeiro deste ano, quando a águia portelense teve que fechar as asas para sair do sambódromo construído por Leonel Brizola, quando governador daquele Estado, lá pelos anos 1980.

Vendedora de cosméticos trabalha com a vaidade das pessoas, e essa do Armando Mendes, deve ter perdido a freguesia depois de seu “desabafo” via redes sociais. Assim, quem brinca em uma ciranda em Manaus, não vai passar por lá para comprar produtos que lhe emprestem mais beleza. Quanto às cirandas de Manacapuru, talvez seja demais esperar que a comerciante de cosméticos tenha se dado ao trabalho de ir ver.

Mas, como dizem nas redes sociais, a zoeira não acaba e a vendedora de cosméticos, que deu as costas para Manaus, teve que se desculpar pela mesma via por onde ofendeu boa parte da gente desta terra, que a todos acolhe com um sorriso nos lábios e muito calor humano.

Mesmo após seu pedido desculpas, no entanto, a coisa ficou preta lá pelo bairro Armando Mendes, quando, na terça-feira de Carnaval, dia 17, a moçada do bloco do Bocal Queimado foi confundida com uma turma de vândalos. Para livrar o comércio de cosméticos, o marido da tal baiana chamou a polícia que foi dar proteção às instalações comerciais, mas nada pôde fazer contra os xingamentos do bloco cujo nome, para bom entendedor, já diz muita coisa.

O manauense e o manauara, por mais receptivos que sejam, não toleram ofensas à sua terra, só falta agora canalizar essas forças também para exigir das autoridades e servidores públicos mais e melhores serviços para a cidade.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 24/02/2015

Em ano estável, trabalhador paga preço

13 terça-feira jan 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, defasagem, emprego, Eustaquio Liborio, indústria, inflação, Manaus, PIM, renda, reposição, zona franca

PIM-fabricaWP

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) divulgou, no último dia 6 de janeiro, os indicadores da indústria incentivada relativos ao mês de novembro de 2014 e a boa notícia é que o contingente de pessoas empregadas diretamente pelas empresas do polo industrial cresceu. A expansão foi pequena, 0,75%, no comparativo com o mesmo período do ano anterior, com acréscimo de 849 postos de trabalho aos existentes em dezembro de 2013, que eram 113.220. Para o superintendente em exercício, Gustavo Igrejas, 2014 foi um ano estável.

O faturamento medido em dólar, ao contrário do que ocorreu até o mês de novembro de 2013, quando, ao atingir vendas de US$ 35,63 bilhões crescera 1,96% em relação ao ano anterior, em 2014 o registro é de queda em 3,31% nos 11 meses, com faturamento de US$ 34,45 bilhões.

Em 2013 o pagamento médio foi de US$ 774,15. Em outras palavras, a queda no poder aquisitivo dos empregados no polo industrial foi de 9,47% em um ano.

De outro lado, a performance que as indústrias alcançaram em 2011, quando as verbas despendidas com salários, encargos e benefícios (SEB) cresceram 31,85% em relação a 2010, saindo do patamar de US$ 164,06 milhões para US$ 216,31 milhões, não se repetiu.

Naquele exercício – 2011 – o fator trabalho teve expansão de 19,19%, passando de 92.863 postos, em 2010, para 110.683 em 2011. Enquanto isso, os dispêndios de salários, encargos e benefícios (SEB), por empregado, passou de US$ 1.766,73 para US$ 1.954,37 em 2011, acusando crescimento de 10,62%, ao mesmo tempo em que o faturamento teve crescimento de 18,82% ao atingir US$ 38,37 bilhões no mês em análise.

Há que se registrar, ainda, a oscilação da moeda norte-americana que, se em 2010 foi depreciada em 3,35%, no ano seguinte sua cotação em reais cresceu mais de 12%.

Voltando à análise entre novembro de 2013 e 2014, há registro de quedas nas rubricas de salários, encargos e benefícios, uma vez que os valores acumulados no ano passado são de US$ 200,45 milhões, ante os US$ 206,35 milhões de 2013, a apontar para queda de 2,86%

Da mesma forma, obviamente, os gastos per capita dessa rubrica caiu de US$ 1.822,60 para US$ 1.757,33 em 2014, representando baixa de 3,58% entre os dois períodos.

Por fim, cabe analisar a evolução do salário dos colaboradores do Polo Industrial de Manaus (PIM), o qual, de acordo com os números divulgados pela Suframa, se apresenta como menor nos últimos cinco anos, inferior, inclusive a 2010, quando a remuneração média era de US$ 764,04. Em novembro de 2014, a média salarial dos empregados na indústria do PIM caiu para US$ 700,86. Em 2013 o pagamento médio foi de US$ 774,15. Em outras palavras, a queda no poder aquisitivo dos empregados no polo industrial foi de 9,47% em um ano.

Deste modo, pode-se afirmar que a boa notícia, isto é, a manutenção dos postos de trabalho no PIM teve um preço que foi pago, principalmente, pelos empregados, já que as perdas, se somadas à inflação do período, atingem mais de 15%.

Publicação no Jornal do Comercio e Portal do Holanda em 13/01/2015

Cultura para empreender, mas sem infraestrutura

16 terça-feira dez 2014

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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abrir empresa, cultura, empreendedorismo, infraestrutura, internet, Manaus, negócios

Manaus, em que pese seu crescimento nos últimos anos, poderia estar bem melhor se as condições de infraestrutura fossem mais apropriadas e, ao invés de atrapalhar ideias-2o crescimento econômico do município, o incentivasse. Exemplo desse tipo de entrave à expansão da atividade econômica é a falta de conexão rodoviária de Manaus com as demais capitais do país, à exceção de Boa Vista/RR.
No último mês de novembro, a Endeavor, organização voltada para o apoio e incentivo a empreendedores de alto potencial de crescimento, divulgou estudo comparativo entre 14 capitais brasileiras visando estabelecer o que atrai o empreendedorismo e quais as condições para fixá-lo em determinadas cidades, como Florianópolis, em Santa Catarina/SC, que, conforme o ranking montado pelo estudo, é a primeira colocada por reunir boas condições como infraestrutura e qualidade de vida, acesso a capital para financiar projetos, mercado, entre outros.

Na avaliação sobre o tempo necessário para obter ligação de energia elétrica, a marca por aqui é de 5 dias

Se Florianópolis, com cerca de 420 mil habitantes, é a primeira colocada no ranking tendo marcado 7,53 pontos, Manaus conseguiu ficar em 10º lugar com 5,33 pontos, enquanto a última colocada, Salvador/BA, só marcou 4,53.
Na 10ª posição, a capital do Amazonas só fica à frente de Belém e de três capitais nordestinas (Recife, Fortaleza e Salvador) no ranking Índice de Cidades Empreendedoras (ICE 2014).
No entanto, não é por falta de vontade de empreender que Manaus está nessa posição. Conforme a pesquisa da Endeavor, quase 60% da população diz acreditar que os empreendedores são os principais responsáveis pelo desenvolvimento do Brasil. E foi nesse quesito – cultura ao empreendedorismo – que Manaus ficou em primeiro lugar dentre os sete pilares avaliados. Os outros são: mercado, ambiente regulatório, infraestrutura, inovação, capital humano e acesso a capital, pilar no qual a cidade ficou em último lugar.
Porém, até nesse tipo de pesquisa Manaus mantém sua marca de ser um local de contrastes. Por exemplo, na avaliação sobre o tempo necessário para obter ligação de energia elétrica, a marca por aqui é de 5 dias, igual à de outras três capitais. Porém, o problema em Manaus é a baixa qualidade no fornecimento da energia.
Agora, quando o processo aferido é o tempo demandado para a abertura de um negócio, Manaus está longe de atingir a marca de Goiânia, ali em 32 dias, na média, um novo negócio consegue ser devidamente registrado. A notícia boa é que, se a comparação for feita com Porto Alegre, a última colocada nesse comparativo, e onde o empreendedor leva 245 dias para fazer os trâmites legais, até que Manaus está em posição razoável.
Dois outros pilares avaliados pela Endeavor devem ser vistos com preocupação: inovação e capital humano, onde a cidade ficou em 12ª posição. Ao se considerar que inovação depende de se ter pessoas capacitadas, dá para perceber que as duas atividades estão entrelaçadas e a solução passa por melhor formação da mão de obra, área na qual, já se sabe há tempos, o desempenho local deixa muito a desejar.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 16/12/2014

Muitas obras e pouco retorno

28 terça-feira out 2014

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, energia, linhão de Tucuruí, Manaus, obra, retorno

Dois projetos de importância máxima para o Amazonas foram postergados pela administração federal do Partido dos Trabalhadores (PT) desde quando a atual a presidente assumiu o governo, em 2011.

O primeiro, promessa da campanha eleitoral de 2010, de prorrogar a Zona Franca de Manaus por mais 50 anos, só veio acontecer quase ao fim de mandato de Dilma Rousseff, quando se aproximava a eleição deste ano.

Formalmente entregue, o linhão chegou a Manaus, mas não pôde ser usado em sua plenitude porque a estrutura local necessária à conexão, a cargo da empresa estatal Eletrobras Amazonas Energia, ainda não está pronta

É possível que, se quisesse, essa prorrogação poderia ter saído há muito mais tempo, uma vez que aliados do partido da presidente estiveram, durante todo o seu mandato, no comando das duas casas do Congresso Nacional e legislando com a finalidade de tornar exequíveis os projetos eleitos como prioritários pelo governo federal. Obviamente que esse não foi o caso da prorrogação da Zona Franca de Manaus, apesar de ser líder do governo, no Senado Federal, um representante do Estado do Amazonas e atual candidato ao governo estadual, o senador Eduardo Braga.

Manaus, mesmo sendo a sede do maior polo eletroeletrônico da América do Sul, deve ter perdido muitas oportunidades de atrair investimentos durante esses quase 4 anos nos quais o projeto de prorrogação ficou engavetado no Congresso Nacional, principalmente na Câmara dos Deputados.

O outro projeto, tão essencial quanto o de prorrogar a ZFM, é a ligação de Manaus ao Sistema Interligado Nacional (SIN) de geração e distribuição de energia elétrica, que se arrasta há mais de 3 anos sem que a qualidade da energia consumida em Manaus tenha melhorado, apesar de, desde meados de 2013, a cidade estar conectada ao SIN de forma precária.

O linhão de Tucuruí pode ser um exemplo de como a administração petista desperdiça os recursos do contribuinte em uma obra grandiosa, que é necessária e tem o potencial não só de oferecer energia, assim como tirar do isolamento milhares de pessoas com a oferta de internet banda larga, via fibra ótica, a ser instalada na mesma estrutura que transportará energia pelos 1.800 quilômetros de selva entre Tucuruí e Manaus, além do ramal para Macapá.

Se a infraestrutura para suportar os cabos de transmissão de energia bateu alguns recordes, como as duas torres, entre as 3.351 necessárias, de 320 metros de altura que foram erguidas para atravessar o rio Amazonas em um local onde seu curso tem 2,5 km de largura, é de se registrar também que o retorno do investimento também deveria acontecer em período curto.

Inicialmente estimada em R$ 2 bilhões, a obra, quando pronta, deveria tornar possível a economia desse mesmo valor, a cada ano, com a desativação das usinas termelétricas que queimam óleo.

Formalmente entregue, o linhão chegou a Manaus, mas não pôde ser usado em sua plenitude porque a estrutura local necessária à conexão, a cargo da empresa estatal Eletrobras Amazonas Energia, ainda não está pronta. Assim, além dos gastos de R$ 3,5 bilhões, o contribuinte brasileiro continua a bancar os recursos para subsidiar o funcionamento das termelétricas locais e de outros Estados da região Norte ao custo anual de R$ 2 bilhões.

O linhão de Tucuruí é uma obra que, por enquanto, está no mesmo nível do gasoduto Coari/Manaus, que deveria custar R$ 2,4 bilhões, saiu por R$ 4,6 bilhões sem que se veja o gás sendo usado nas indústrias, nos táxis e muito menos nas residências e estabelecimentos comerciais de Manaus.

Publicação no Jornal do Commercio ed. 14/10/2014

Certezas e expectativas políticas frustradas

07 terça-feira out 2014

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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2º turno, Amazonas, candidato, eleição, governo, Manaus, pesquisa, urna

Terminado o primeiro tempo da peleja eleitoral é de se registrar que as certezas de alguns candidatos se transformaram expectativas frustradas como no caso do cargo presidencial, onde Aécio Neves (PSDB) conseguiu tirar Marina Silva da disputa e baixar a bola da presidente Dilma Rousseff (PT) que, obviamente, preferia, uma vitória no primeiro turno a enfrentar o tucano no segundo, como vai acontecer.

No caso da Presidência da República, vai ficar difícil transferir os mais de 22 milhões de votos que Marina Silva (PSB) obteve em função do perfil desses eleitores que têm posições formadas e preferem, eles mesmos, direcionar seu voto em vez de seguir eventual orientação para votar em quaisquer dos dois candidatos que se enfrentam no 2º turno.

Outra expectativa frustrada foi a do candidato ao governo do Amazonas, senador Eduardo Braga (PMDB) que, de acordo com as pesquisas de institutos de renome nacional, vinha liderando e bem à frente do candidato à reeleição, José Melo (Pros). Enquanto Braga deixou sua candidata a vice em Manaus e foi atrás de votos no interior, José Melo correu atrás nos dois fronts e o resultado foi um empate que, para Braga, deve soar como derrota até pelos ataques que desferiu contra o governador a fim de desqualificá-lo.

O segundo turno, aqui pelo Amazonas, vai ter como um dos protagonistas o deputado estadual Marcelo Ramos (PSB) que conseguiu a bagatela de 11% dos votos e, se não se elegeu, concorreu firmemente, com sua candidatura, para que a disputa pelo governo estadual aportasse no segundo turno, no próximo dia 26 de outubro. Fica aqui a mesma observação acerca do perfil dos eleitores de Marina Silva quanto à dificuldade de transferir votos.

Há um detalhe que chama a atenção no caso da apuração dos votos. Se começou célere, o final se transformou em bicho preguiça, que o animal me perdoe a comparação, tanto foi o tempo necessário para finalizar a contagem de votos no Amazonas.

Mas na crônica de qualquer eleição no Brasil cabe a nota destoante da estratégia antiga, dos tempos dos coronéis de barranco, mas que faz a alegria das gráficas, de, na véspera, madrugada da eleição, fazer um derrame de cédulas de votação nas ruas das cidades por todo o país. Manaus não foi exceção e, possivelmente, nenhum candidato deixou de fazê-lo, se teve os meios para tal.

Infelizmente, apesar de prevista como infração na legislação brasileira, são muito poucos os casos dos quais se toma conhecimento de que os (i)responsáveis serão apenados com multas ou outros instrumentos para desmotivar essa, literalmente, prática suja. No entanto, cabe registrar que não foram poucos os eleitores que, sem ter candidatos, fazem uso dessa cooptação onde o nome dos candidatos é encontrado no meio da rua.

Com a poderosa ajuda do bico tucano do prefeito Artur Neto, não foi somente o governador José Melo que viu seus votos crescerem em Manaus, mas também o deputado estadual Arthur Bisneto (PSDB) que, alavancado pelo maior eleitor de Manaus, o prefeito, teve mais de 250 mil votos para se eleger deputado federal, coroando com a ironia de, a partir de sua votação, a coligação puxar o deputado Átila Lins que quase fica de fora.

O segundo tempo está a caminho, daqui a 19 dias, quando as urnas falarão, de novo.

Mortes no trânsito exigem medidas urgentes

01 quarta-feira out 2014

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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acidente, corredor, Manaus, morte, solução, trânsito, vítima

O crescimento da frota de veículos em Manaus chegou, no início deste ano, a 5.000 novos veículos entrando, a cada mês, nas ruas da cidade entre caminhões, carros, motos e outros automotores, para disputar as vias, já congestionadas, e que fazem o estresse de quem dirige aumentar consideravelmente, pois a expansão da frota não é compatível com as vias existentes para uma circulação mais racional.

Grafico-mortes-no-transito

Entre 2011, quando a frota de veículos automotores em Manaus era de 516 mil e março deste ano, quando o número de veículos que circulam em Manaus atingiu 685 mil, o crescimento da frota nas ruas da capital cresceu cerca de 33% em pouco mais de 3 anos e a tendência de expansão se mantém.

Por outro lado, os números divulgados pelo site Mapa da Violência, mostram que entre 2008 e 2011 a quantidades de pessoas que foram mortas no trânsito de Manaus só cresceu. As vítimas, que em 2008 foram 276, atingiram, em 2011, 373. Em outras palavras, o número de mortos por acidentes de trânsito na cidade cresceu 35,14% em um período de 4 anos.

No último fim de semana, entre as 15 mortes violentas ocorridas na cidade, os casos fatais envolvendo acidentes de trânsito ficaram com 33,33% das ocorrências

Para alívio de quem dirige ou caminha pelas ruas de Manaus, o ano de 2012, conforme indicam os números do Mapa da Violência,  apontam para queda de 13,40% nos casos de vítimas fatais em relação ao ano anterior. É de se esperar que esse fato se repita em 2013 e neste ano, mesmo assim cumpre fazer outros registros sobre a violência no trânsito.

No último fim de semana, entre as 15 mortes violentas ocorridas na cidade, os casos fatais envolvendo acidentes de trânsito ficaram com 33,33% das ocorrências, equivalentes a cinco mortos. Na frente, estão as oito vítimas de morte por tiros de arma de fogo.

Conforme dados do Departamento de Trânsito do Amazonas (Detran/AM), Manaus concentra mais de 90% dos 750 mil veículos registrados no Estado do Amazonas.

As soluções que foram tentadas até agora para dar racionalidade ao trânsito na capital não conseguiram equacionar o problema, apesar da abertura de novas vias, como as avenidas das Torres e Nathan Xavier Albuquerque, na zona Norte, o complexo viário Gilberto Mestrinho, na zona Leste entre outras, ou a instalação de radares pelas diversas zonas administrativas.

A má educação do motorista de Manaus é apenas um dos fatores a ser combatido, seja com campanhas ou com multas, já que há muito se insiste em educar por meio do esclarecimento sem se observar mudança de atitude por parte de quem dirige.

Se o Ronda no Bairro consegue inibir o crime quando os veículos policiais estão nas ruas de suas jurisdições, o que falta para se integrar as ações do Ronda no Bairro com aquelas do Manaustrans? Um convênio não é possível? Então tome-se o exemplo de outras capitais brasileiras onde se faz rodízio para minimizar o caos no trânsito.

Ante tal desempenho, é de se questionar se não está passando da hora de tomar medidas mais abrangentes que assegurem um trânsito mais seguro nas vias da cidade, como, por exemplo, usar corredores como Constantino Nery, Djalma Batista, entre outros, em sentido único, dependendo do horário de rush.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 30/09/2014

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