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Até o último mês de 1967, os cirurgiões já realizavam transplantes de órgãos como rins e fígados em seres humanos, assim como dos ossos do ouvido, mas se alguém falasse em realizar um transplante de coração a coisa mudava de figura. Até então, mexer no coração era coisa que ficava a cargo do amor e do divino, pois esse órgão era associado à sede da alma e aos sentimentos.
A ciência, a tecnologia para a criar o fígado a ser implantado em uma pessoa virá das técnicas relacionadas à quarta revolução industrial, também conhecida como Indústria 4.0
Foi então que, no dia 3 de dezembro daquele ano, o cirurgião sul-africano Christiaan Barnard, aos 44 anos, realizou esse feito memorável em uma intervenção que ocupou por cinco horas sua equipe de 20 cirurgiões. A operação foi bem sucedida, mas o paciente, Louis Waskansky, 53 anos, morreu 18 dias depois, vitimado por infecção pulmonar decorrente de deficiência imunológica relacionada à rejeição do órgão transplantado.
Pois é, o que era tabu e coisa só encontrada na ficção científica se tornou realidade no final dos anos 1960 e, desde então, a humanidade tem aperfeiçoado a ciência e a medicina e o ser humano ganhou maior longevidade graças a esses e muitos outros avanços da ciência. Mesmo assim pergunto: você já imaginou fazer um transplante de fígado de origem não humana e, ainda mais incrível, nem de procedência do reino animal? Não faria? Bem, a novidade está a caminho.
A ciência, a tecnologia para a criar o fígado a ser implantado em uma pessoa virá das técnicas relacionadas à quarta revolução industrial, também conhecida como Indústria 4.0, e tem data marcada para acontecer, ou, pelo menos, um prazo dentro do qual deve ocorrer: 2025,
A quarta revolução industrial envolve áreas e integra sequenciamento genético, nanotecnologia, assim como energia renovável e computação quântica, entre outras áreas da ciência e da técnica. O aprimoramento dessas tecnologias está em andamento e já há estudos pelos quais cientistas reescrevem o genoma de suínos com a finalidade de que os porcos tenham órgãos adequados ao transplante humano.
Mas o seu fígado, do qual falei anteriormente, não virá de um porco cujo genoma foi reescrito, ele será construído por meio de uma impressão 3D. Essa façanha é uma das 21 inscritas como pontos de inflexão e que devem acontecer até 2025, fruto das discussões travadas no âmbito do WEF, a sigla em inglês para o Fórum Econômico Mundial e registradas na edição de 2016.
Para quem gosta de moda e mesmo para quem não gosta, mas é obrigado a andar vestido para cumprir as normas sociais, também tem novidades listadas. Por exemplo, em 2025, cerca de 10% das pessoas já terão acesso a roupas conectadas à internet. Para melhorar ainda mais a vida, cerca de 90% das pessoas também poderão armazenar seus dados sem nenhum custo direto, empresas de publicidade bancarão a conta. Inclua-se entre as modernidades outros 10% de pessoas usando óculos de leitura conectados à internet. Livros? Só online, ao que parece.
A presença no mundo virtual deve atingir 80% das pessoas e um smartphone implantável deverá estar disponível comercialmente, enquanto 90% da população já terá acesso a esse meio de comunicação. Aliás, um celular ainda é só um meio de comunicação? “O meio é a mensagem”, já preconizava McLuhan.
Entre os pontos de inflexão com prazo para acontecer até 2025 e que constam do livro “A Quarta Revolução Industrial, de Klaus Schwab, está listada a produção do primeiro carro impresso em 3D, além disso, nos Estados Unidos, os carros autônomos, que circularão sem motoristas, vão compor cerca de 10% da frota daquele país.
O mundo pode melhorar e o caminho é a educação, o incentivo ao estudo, mesmo assim têm Trump e Kim Jong Un que podem detonar o planeta com um simples apertar de botões, fruto da tecnologia para fins catastróficos.






Há quem diga que vivemos, hoje, tempos perigosos e não somente pela violência que se espalha matando, ferindo e assaltando o cidadão pelo país afora. Os tempos perigosos têm sua ramificação mais contundente nas redes sociais onde, na ausência de argumentos para um debate saudável e democrático que consolide conhecimento e apresente soluções para os problemas do país, o que se vê por ali é puro ódio, ofensas às pessoas que, às vezes, nem se conhecem pessoalmente. O pior, no entanto, parece estar por vir.