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Educação sem prioridade

30 terça-feira abr 2019

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Brasil, educação, Pisa, política de Estado, políticas pública, prioridade

O calendário de datas comemorativas no Brasil está praticamente tomado e poucos são os meses do ano que ainda dispõem de um mais dias sem que já não seja data comemorativa devidamente formalizada, no entanto, nem todas têm o apelo de motivar debate na sociedade, como seria o ideal. Entre essas datas está, com certeza, o dia 28 de abril, Dia Internacional da Educação, mais lembrado no Brasil, por ser, também, o Dia da Sogra.

Educação, como se sabe, é a base sobre a qual se fundamenta tanto o crescimento quanto o desenvolvimento de uma sociedade. Sem educação, é difícil o crescimento individual e, sem profissionais bem treinados, o desempenho das empresas e das instituições do governo de um país está comprometido. Dar prioridade à Educação é pensar no futuro.

A ausência de debates, no Brasil, acerca de priorizar melhorias nessa área, é um atestado de que o País, seus governantes nos três níveis da administração pública, não veem a Educação como prioridade a ser contemplada, não só com recursos, que são essenciais, mas também com políticas públicas e planejamento estratégico que a tornem política de Estado e não apenas políticas de governos ocasionais, sem continuidade quando o governo muda, a cada quatro anos.

Estudantes brasileiros que se submetem ao Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) — Programme for International Student Assessment —, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), não conseguem acompanhar o desempenho de estudantes europeus e, pior, ficam atrás dos jovens do Chile e da Colômbia, onde, ao que parece, o governo trata a educação com a seriedade de quem vê nessa área o futuro do país.

Não é à toa que a Colômbia melhorou seu desempenho na Educação, quando se sabe que até celebridades como a cantora Shakira age no sentido de, dentro de suas possibilidades, dar a algumas crianças colombianas a oportunidade de crescer tendo como alavanca a Educação.

A Fundação Pés Descalços, criada por Shakira em sua cidade natal, Baranquila, ganhou o troféu de melhor escola pública em 2015, a partir de pesquisa realizada pela Fundação Alberto Marani entre os anos de 2011 e 2015. Os críticos podem afirmar que isso é um pingo d’água no mar de falta de recursos e prioridades, porém o desempenho da Colômbia está melhor.

O Brasil, que nos anos 1980, tinha um perfil muito próximo da Coreia do Sul, não conseguiu fazer a lição de casa. Desde então, o país asiático cresceu em termos econômicos e hoje está entre aqueles que têm população instruída e empresas que desenvolvem tecnologia de ponta, incluindo algumas com operações no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Enquanto isso, no país do “jeitinho”, para dizer o mínimo, as metas com as quais o Ministério da Educação (MEC) trabalha, são desvirtuadas no momento ser colocadas em práticas. Exemplo disso, infelizmente, é a prática, que já vem de uma ou duas décadas, pela qual as escolas públicas não reprovam seus alunos.

Não são poucos os professores que reclamam – pedindo anonimato – acerca dessa prática que se torna transparente quando o estudante brasileiro da escola pública é confrontado com o conhecimento dos colegas de outros países, como no Pisa.

Se o ensino brasileiro está, como parece estar, direcionado para gerar estatísticas positivas no desempenho fictício de nossos jovens estudantes, a consequência de melhorar a Educação “para inglês ver”, que leva governos às alturas ao comemorar algo inexistente, vai se transformar, logo mais à frente, em uma tragédia para os, hoje, jovens brasileiros.

Em 2016, o então ministro da Educação, Mendonça Filho, assim qualificou o desempenho da Educação no Brasil, ao tomar ciência do resultado do Pisa, no ano anterior: “Esse resultado é uma tragédia”. A declaração ministerial está publicada, até hoje, para quem quiser ver, no site do MEC.

Por fim, resta o Fundo de Manutenção, Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Profissional da Educação (Fundeb), que, desde sua implantação, deu fôlego à Educação ao garantir recursos destinados à merenda e transporte escolar, além de material didático. A iniciativa tem prazo para vencer e se não for renovada e, quem sabe, até re-estruturada, vai acabar em 2020.

No Amazonas, palco de greve na Educação há duas semanas, a discussão maior se dá em termos de salários e, ao que tudo indica, os professores vão perder… de novo.

Sobrevida da Zona Franca de Manaus

26 terça-feira fev 2019

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Alfredo Menezes, Amazonas, biodiversidade, planejamento, suframa, zona franca

A posse do novo titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), na semana passada, as visitas que fez, assim como o que declarou, abrem algumas expectativas acerca de como será implementada sua gestão. Em suas falas e em entrevistas, Alfredo Menezes dá pistas que podem ser tomadas como o bom caminho para administrar o modelo, no entanto, mesmo assim, há que se procurar novas alternativas, se não para sair do modelo, pelo menos para garantir atividade compatível com a economia do Amazonas, enquanto ainda resta uma sobrevida à Zona Franca de Manaus (ZFM).

Ao enfatizar que o planejamento será uma das prioridades de sua administração, o superintendente dá oportunidade para que tenhamos a expectativa de que seu trabalho não deixará de lado o planejamento estratégico de que a Suframa já dispõe e, mais importante ainda, dará sequência às ações que se fazem necessárias para que as metas e objetivos ali propostos sejam concretizados da melhor forma possível, com ganhos tanto para o público interno quanto externo, e para a sociedade em geral.

Tornar o Distrito Industrial uma atração turística deve ter sido uma metáfora usada pelo superintendente para ilustrar a necessidade – existente há longo tempo – de dar atenção às vias de circulação daquela parte da cidade, onde está instalada a maior parcela das indústrias incentivadas pela Suframa, e cujo tráfego se torna precário dada a existência de crateras onde deveria haver asfalto de boa qualidade. Assim, se resguardariam recursos para implementar o turismo onde Manaus tem patrimônio, digamos, mais turístico, para mostrar.

A Suframa, que há muito vê seus recursos – captados aqui, pagos pelas empresas locais – servirem de lastro para o governo federal quitar seus compromissos de caixa, necessita que ações no sentido obter a liberação desses valores sejam realmente efetivadas e, ainda, que tais ações, cujo protagonista principal deverá ser o superintendente, com respaldo de parlamentares e autoridades dos estados e municípios onde são aplicados os incentivos, tenham eficácia e se traduzam em reforço ao orçamento daquela que já foi uma agência de desenvolvimento regional eficaz.

Se o modelo seguir um planejamento estratégico que contemple a busca de novas – ou nem tão novas assim – alternativas de matriz econômica, e aí a mais focada é aquela que aproveita a biodiversidade amazônica, o caminho para garantir o futuro crescimento e desenvolvimento do Amazonas e das áreas administradas com os incentivos fiscais da Suframa pode se tornar realidade. Mesmo assim, há que se lutar para que outras alternativas e possiblidades sejam exploradas.

Por exemplo, apoiar – com recursos – iniciativas como a do Codese, no sentido de implementar o polo digital na ZFM, o que traria benefícios para indústria, educação para a juventude, além de empregos para quem aqui vive, é uma boa opção.

O tabu – isto é, a legislação – que impede a exploração mineral no Amazonas é outro obstáculo a ser superado pelo grande potencial de riqueza a ser gerada. Obviamente que não se está defendendo a mineração à moda das Minas Gerais, cujos malefícios aí estão, mas, garantida a sustentabilidade do meio ambiente, é outra rota para a economia local.

Enquanto tais iniciativas não acontecem, nada melhor do que fazer articulações, como propôs o superintendente, no sentido de trazer para a Suframa o direito de definir, aqui, os pré-requisitos que envolvem os processos produtivos básicos (PPBs) da indústria local, afinal, nos quadros da autarquia há competência suficiente para isso.

Reino Unido faz ensaio em Santa Luzia

11 segunda-feira fev 2019

Posted by Eustáquio Libório in Notícia

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Amazonas, carnaval 2019, Manaus

A praça de Santa Luzia ficou pequena para receber os integrantes e simpatizantes da escola de samba Reino Unido da Liberdade que aconteceu no início da noite de domingo, 10, em cenário mais colorido pelo pôr-do-sol, que foi espetáculo à parte.


Clique aqui para ver as fotos

A evolução da Reino Unido aconteceu pela avenida São Joao e alameda São Benedito, até a sede da escola, no Morro da Liberdade, zona Sul.

Expectativas para 2019

15 terça-feira jan 2019

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, economia, inflação, PIB, zona franca

As estimativas acerca do desempenho da economia no presente exercício, a julgar por variáveis como inflação, medida pelo IPCA, e a taxa de câmbio, com foco no dólar, parecem refletir que a atividade produtiva tem um pouco mais de segurança para crescer, pelo menos é a expectativa dos analistas consultados pela pesquisa Focus, do Banco Central, e divulgada nesta segunda-feira.

No caso do IPCA, a tendência indica queda, uma vez que há quatro semanas o mercado estimava que fecharia 2019 na marca de 4,07% e, agora, caiu para 4,02%, enquanto o produto interno bruto (PIB), no mesmo período, passou da expectativa de crescer 2,55% para 2,57%. Pode parecer pouco, mas é um dado positivo que pode transmitir mais confiança aos agentes produtivos.

Outros indicadores como taxa de câmbio, considerando o dólar, e a produção industrial neste exercício, se mantêm em níveis estáveis há pelo menos quatro semanas. A moeda norte-americana deve fechar este ano cotada em R$ 3,80 e a produção industrial mantém expectativa de crescer 3,04%.

Na contramão, porém, aparecem os preços administrados, cuja evolução é de crescimento. Conforme a Focus, esses preços devem chegar ao fim deste ano com expansão de 4,80%. Há quatro semanas essa estimativa era de 4,75%.

No que diz respeito à Zona Franca de Manaus (ZFM), embora os últimos indicadores da atividade industrial local, na maioria, sejam positivos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao divulgar os dados do desempenho industrial do país, relativos ao mês de novembro de 2018, na semana passada, indica deterioração na produção da ZFM.

Conforme o IBGE, no comparativo entre novembro e outubro do ano passado, há queda de 3,5%. O valor negativo é de 2%, quando a comparação ocorre entre o mês de novembro de 2018 e de 2017, no entanto, a notícia menos ruim é que, no acumulado de janeiro a novembro do ano passado, o registro é de crescimento de 6,1%.

Pelos indicadores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), referentes a outubro de 2018, aqueles ligados à produção, como compra e importação de insumos, são positivos, assim como o faturamento, que evoluiu positivamente pouco mais de 1%, enquanto a aquisição de insumos, medida em dólar, cresceu mais de 30% no período.

No caso dos investimentos produtivos no Polo Industrial de Manaus (PIM), os dados da Suframa indicam queda de 2,33% entre 2017 e 2018. Essa baixa afeta, inclusive, dois dos maiores setores: duas rodas com queda de cerca de 9% nos investimentos, e termoplásticos, com baixa de 1,28%. O segmento de eletroeletrônicos apresenta desempenho positivo de 1,22%.

As mudanças efetivadas em Brasília e que envolveram a subordinação da Suframa a uma secretaria do Ministério da Economia, assim como a indicação de Alfredo Menezes como novo titular da autarquia, tiveram repercussões antagônicas no meio empresarial ligado aos incentivos fiscais direcionados à indústria, já que a indicação do militar foi vista positivamente, enquanto a nova estrutura funcional da Suframa no Ministério da Economia não agradou.

De novo, talvez a iniciativa de alguns deputados federais, com a assistência da Suframa e da Federação das Indústrias do Estado Amazonas (Fieam) de promover seminário acerca do modelo ZFM. A lamentar que o governador não tenha comparecido e torcer para que a defesa do modelo não se esgote aí, mas se mantenha no Congresso Nacional.

Foto: reprodução WEB/Rico

Oportunistas natalinos e outras mazelas

24 segunda-feira dez 2018

Posted by Eustáquio Libório in Crônica

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Amazonas, Educandos, incêndio, Manaus, Natal, oportunistas, solidariedade

Reprodução: Gazeta do Povo/Curitiba PR

Neste ano, em que o país enfrentou dificuldades de toda envergadura e em setores os mais variados, o Natal chegou de forma antecipada para alguns segmentos da sociedade, embora tal fato não signifique surpresa maior, afinal, os privilegiados de sempre é que foram contemplados com as benesses cujo benfeitor não é o Papai Noel, mas, sim, o contribuinte brasileiro. Este, para fazer jus à sua sina, deveria ter feito “comemorações” na véspera do Natal, no Dia do Órfão.

Os “presentes” natalinos de 2018, com viés para comemoração das saturnálias do antigo império romano, começaram a ser distribuídos para pôr fim ao injustificável auxílio moradia pago a membros do Judiciário, uma bagatela de pouco mais de 4 mil reais, valor que, para o homem comum, o trabalhador, já se constitui em um bom salário.

Assim, para acabar – mas nem tanto – com essa mordomia, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram reajuste superior a 16%, com as repercussões de praxe pelo Brasil afora. Porém, o auxílio moradia agora é presente de Ano Novo: já de volta com nova roupagem, para, dizem, evitar uso indevido da verba.

No Amazonas, a Assembleia Legislativa do Estado tomou as providências para presentear os Natal de parlamentares, governador, ex-governadores e secretários estaduais. Assim, deputados que vão ganhar cerca de 29 mil reais por mês, governador 28 mil reais, secretários pouco menos de 25 mil reais. Assim caminham os políticos…

Evidente que ex-governadores se habilitaram à farra com o suado dinheiro do contribuinte. Para estes, que somam quase meia dúzia, foram reservadas outras mordomias, além daquelas que já desfrutam, incluindo aparato de segurança e mais assessores, todos pagos pelo contribuinte.

Presentes natalinos à parte, Manaus teve, neste ano, a infelicidade de ser palco de uma tragédia que poderia ter sido muito pior, caso tivesse acontecido em horário mais tardio, que foi o incêndio de cerca de 500 moradias no bairro Educandos, zona Sul. O local, como se sabe, é habitado por pessoas de poucos recursos que constroem suas casas como podem, com poucos recursos disponíveis, utilizando madeira como matéria-prima principal.

O número de desabrigados é superior a duas mil pessoas, para as quais o que não faltou foi a solidariedade do manauara com doações de roupas, calçados, alimentos e utilidades domésticas oferecidas por loja tradicional, como é o caso da Bemol que demonstrou, com atos, que suas políticas explícitas não são apenas registro em uma página da internet, mas se traduzem em atos como aqueles que contemplaram as pessoas que tudo perderam no incêndio.

Enquanto pelo lado bom da força se tem esse tipo de atitude, pelo lado mau aparecem os aproveitadores que buscam se beneficiar não só das doações feitas para ajudar as famílias atingidas pelo incêndio, mas até se imiscuindo no cadastro para obter moradia em programas da Prefeitura de Manaus e do governo estadual. Para esses o presente é cadeia.

Mas nem só esses querem surfar na onda de solidariedade para ajudar aquelas famílias. Uma olhada nas redes sociais de políticos locais e se encontra uma porção publicando fotos e vídeos no local do incêndio para mostrar sua “contribuição”, que no mais das vezes não passa de alguns momentos em visita ao local do incêndio. De concreto, mesmo, nem as fotos, agora todas digitais.

Mas somos humanos, erramos e, às vezes, até perdoamos aqueles que nos ofendem, como bem prega a oração do Pai Nosso. Assim: Bom Natal!

Setores do PIM têm perdas de faturamento

14 sexta-feira dez 2018

Posted by Eustáquio Libório in Notícia

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Amazonas, faturamento do PIM, incentivos fiscais, zona franca

Desempenho dos dez maiores setores do PIM

O faturamento das indústrias com operação em Manaus, medido em dólares e conforme os Indicadores de Desempenho da Suframa, relativos as setembro de 2018, atingiu 18.837 bilhões de dólares, com crescimento, aferido pela moeda norte-americana, de 1,24% na comparação com o acumulado no mesmo mês de 2017. Não é um resultado dos melhores, principalmente se comparado ao mesmo período nos exercícios de 2017/2016, quando a expansão foi superior a 18%.

Os cinco maiores segmentos industriais faturaram, entre janeiro e setembro, 15.536 bilhões de dólares, valor equivalente a 82% do faturamento total do Polo Industrial de Manaus (PIM), enquanto os dez maiores, com vendas de 18.380 bilhões de dólares, asseguraram participação próxima a 98% no faturamento total do PIM.

Entre esses dez maiores setores, quatro tiveram perdas de faturamento na relação com o mesmo período – setembro – do ano anterior, a começar por eletroeletrônicos, que faturou 41 milhões de dólares a menos. Também teve perdas de faturamento o setor mecânico, 86 milhões de dólares e, em termos absolutos, foi o que teve a maior baixa.

O polo relojoeiro perdeu mais de 17% de faturamento no período sob análise, com baixa nas vendas de 50 milhões de dólares. Em termos relativos, com perdas de vendas na faixa de 18%, quem mais perdeu foi o setor de isqueiros e descartáveis, cujas vendas foram reduzidas em 83 milhões de dólares.

No balanço dos dez maiores segmentos industriais incentivados, o acumulado até setembro apresenta saldo positivo de 305 milhões de dólares.

Fatores ligados à mão de obra têm baixa no PIM

06 quinta-feira dez 2018

Posted by Eustáquio Libório in Notícia

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Amazonas, indústria, indicadores, mão de obra, zona franca

As indústrias da Zona Franca de Manaus (ZFM) ampliaram as importações, assim como a aquisição de insumos, de forma geral, no acumulado até o mês de setembro, de acordo com a última edição dos Indicadores de Desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM). As exportações cresceram 3,93%.

No que diz respeito aos indicadores ligados à mão de obra, o valor médio mensal de salários, encargos e benefícios (SEB) caiu 6,31% no comparativo de setembro de 2017 e o nono mês deste ano. Com isso foi reduzida a participação per capita dos trabalhadores do PIM na SEB, de 1,715.69 dólares, em 2017, para 1,615.60 dólares, equivalente à baixa de 5,83% no período, apesar da redução da mão de obra em 0,50% no período.

As importações cresceram 27,9%, passando de 5.45 bilhões de dólares, para 6.98 bilhões de dólares no comparativo entre o mês de setembro de 2017 e o mesmo mês deste ano. No mesmo período, a aquisição de insumos teve expansão de 32,3%, quando passou de 8.65 bilhões de dólares, para 11.46 bilhões de dólares. Já o faturamento teve expansão de 1,24%, medido na moeda norte-americana.

No que diz respeito aos investimentos, na média, as indústrias baixaram suas aplicações na ZFM em 1,58% no período analisado, com a agravante de que os três principais segmentos também reduziram suas posições. Assim, o setor de eletroeletrônicos teve baixa de 0,66%, termoplásticos caiu 1,21%, enquanto o setor de duas rodas foi aquele com baixa mais acentuada, passando dos 8% no período analisado.

Aquisição de insumos aumenta e investimento cai na ZFM

04 terça-feira dez 2018

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, insumos industrial, investimentos, Manaus, zona franca

insumos

Ao que parece, as medidas de contenção de gastos e reformatação da estrutura administrativa, anunciadas pelo presidente eleito e que devem ser aplicadas à administração pública federal, as quais incluem a fusão de ministérios e eliminação de alguns, fizeram, finalmente, a ficha cair para alguns setores da sociedade do Amazonas.
É possível que essa tardia conscientização da fragilidade do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), o qual, embora esteja assegurado pela Constituição Federal até o ano de 2073, não tem sido devidamente equipado, digamos assim, para enfrentar as turbulências advindas das novas tecnologias que estão chegando e tendem a se encorpar mais no futuro, principalmente na indústria, segmento que perde terreno pelo país afora quando aferida sua participação no produto interno bruto (PIB) do Brasil.
No entanto, a opção de fundir o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços à estrutura do novo Ministério da Economia, feita pelo equipe do governo que assume em 1º de janeiro de 2019, teve o condão de tirar da zona de conforto segmentos da sociedade amazonense que pareciam acreditar que a simples perenidade da ZFM até 2073 seria suficiente para manter a geração de riqueza e emprego por aqui.
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que já teve grande papel como agência fomentadora do crescimento econômico tanto na Amazônia Ocidental, quanto em parte do Estado do Amapá, desde há muito perde força e poder de decisão, assim como recursos financeiros, mesmo aqueles gerados pelo Polo Industrial de Manaus (PIM), sem que a classe política procure se integrar mais com as bancadas da região Norte e até do Nordeste, com o objetivo de defender o modelo.
É possível e desejável que essa puxada de tapete caracterizada pelo fim do ministério ao qual a Suframa está hierarquicamente subordinada até que a nova estrutura ministerial seja oficializada, também faça da integração das forças políticas, principalmente dos estados sob jurisdição da Suframa, um objetivo que venha favorecer as demandas, que não são poucas, das indústrias com operações em Manaus.
De outro lado, os Indicadores de Desempenho do PIM, relativos ao mês de setembro e divulgados na semana passada, em que pese a fraca performance no que diz respeito à absorção de mão de obra pelas indústrias incentivadas, há outros indicadores que confirmam o aquecimento da indústria local.
Um dos mais fortes é aquele que mede a aquisição de insumos pelas indústrias. Neste particular, a evolução histórica dessa atividade nos mostra uma evolução positiva e, mesmo comparando o desempenho de 2018 somente até o mês de setembro, sua performance é muito significativa ao atingir 60,8% do faturamento.
Nos últimos 5 anos, 2014 fechou com 49%, 2015 com 51,8%, 2016 teve desempenho de 41% e em 2017 a aquisição de insumos chegou a 46% em relação ao faturamento do PIM. Como se vê, a evolução fica próxima dos 15 pontos percentuais acima da aquisição de insumos efetivada no exercício de 2017.
No entanto, a insegurança jurídica que ronda o Polo Industrial de Manaus, mesmo com sinais de desempenho positivo da indústria local, tem o poder de inibir novos investimentos ou afugentar alguns que se julgava consolidados, neste último caso, um bom exemplo é o anúncio de que a Pepsi Cola está deixando o Amazonas.
Outro exemplo, este mais estrutural, é sinal emitido pelo indicador de investimentos do PIM. Por ali há uma baixa, na média, de 145 milhões de dólares neste ano, comparado a 2017, quando o exercício fechou com a média de 9.140 bilhões de dólares, enquanto até setembro de 2018, a média é de 8.995 bilhões.

Gastos com servidores do AM crescem

27 terça-feira nov 2018

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, ativos, gastos com pessoal, governo estadual, inativos

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta segunda feira, 26, nota técnica onde registra indicadores dos gastos com pessoal nos estados da Federação, assim como no Distrito Federal (DF). Entre as dificuldades encontradas para obter as informações necessárias é apontada a falta de transparências, em alguns estados, acerca do respectivo Portal Transparência, onde receitas e despesas dos entes federativos deveriam estar disponíveis aos cidadãos.

Entre as descobertas dos técnicos do Ipea está o fato de que, no período de setembro de 2017 a agosto deste ano, os gastos com pessoal ativo nos estados cresceram 0,8%. No entanto, no mesmo período, o pessoal inativo dos estados teve os gastos ampliados em 8%.

O serviço público brasileiro, que não é nenhum primor no atendimento às demandas do cidadão, só está piorando com esse tipo de “gestão pública”

Grosso modo, informa o Ipea, o esforço no sentido de conter gastos com o pessoal ativo não conseguiu contrabalançar a ampliação dos gastos com inativos.

Pior que isso é a constatação de que, entre 2014 e 2017, pelo menos 20 unidades da Federação reduziram o número de funcionários estatutários ativos, enquanto do outro lado, os 24 estados analisados apresentaram expansão no número de inativos. Assim, o número de servidores ativos nos estados teve queda de 1,6%, ao mesmo tempo em que o número de inativos cresceu 5,6%.

Do ponto de vista do Ipea, isso se traduz na redução da contratação de novos servidores estatutários nas unidades da federação, enquanto o número de inativos cresce. Mas se a perspectiva deixar de ser apenas o gasto público com servidores ativos ou inativos, pode-se dizer, também, que o serviço público brasileiro, que não é nenhum primor no atendimento às demandas do cidadão, só está piorando com esse tipo de “gestão pública”.

De acordo com os dados coligidos pelo Ipea, até mesmo o volume de investimentos no último ano de mandato dos governadores, que em ano eleitoral tem histórico de crescimento, foi afetado, uma vez que nas eleições de 2010 e 2014 houve picos de investimentos, o que não ocorreu em 2018.

O Estado do Amazonas, que em 2006, conforme o Ipea, teve gastos com o pessoal ativo na faixa de 1,7 bilhão de reais, subiu à marca dos 2,8 bilhões em 2010. Essa expansão no montante de recursos destinados a custear pessoal cresceu 64,7% em meia década.

No período compreendido entre 2010 e 2017, os gastos com o pessoal ativo do Estado do Amazonas se elevou, em valores nominais, em dois bilhões de reais, passando de 2,8 bilhões para 4,8 bilhões de reais. A expansão do volume de recursos destinados ao pessoal ativo nesses sete anos cresceu mais de 70%. Entre os anos de 2006 e 2017, o crescimento dos gastos, em valores nominais, assim, atingiu 182,3%

No caso dos inativos, a expansão alcança percentuais bem maiores. No período 2006 a 2010 passou de 470 milhões para 790 milhões de reais, com expansão de 68%; entre 2010 e 2017, subiu de 790 milhões para 1,7 bilhão de reais e crescimento superior a 115%. Por fim, entre 2006 e 2017, esse crescimento dos gastos com inativos foi superior a 260%.

Se for comparado o gasto com pessoal ativo do Amazonas com os valores dispendidos pelo Estado do Rio de Janeiro, que vive situação das mais lastimáveis em administração das finanças públicas, o Rio de Janeiro apresenta, nas três situações elencadas acima, desempenho bem mais favorável ao erário, tendo incrementos de 50,8% para 2006/10; 63,0% para 2010/17; e, por fim, 145,9% no período 2006/17.

A conclusão que se pode tirar desses números é que a “valorização do pessoal” não é acompanhada por avaliações internas de desempenho do servidor público do Estado, o que já é sabido desde há muito, enquanto isso, a qualidade do serviço é mínima.

Vou tirar seu nome do SPC

15 quarta-feira ago 2018

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, indústria, produção, ZFM

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Os números sobre o desempenho do segmento industrial no Brasil, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na semana passada, apontam para um crescimento da produção do setor na faixa de 13%, que seria a média para o país, aferida na passagem de maio para junho deste ano.

Esse crescimento, exatos 13,1%, segundo o IBGE, coloca o desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM) como o patinho feio entre 13 estados que, entre maio a junho, tiveram crescimento na produção industrial. O Amazonas, com -1,1%, e o Espírito Santo, -2,0% destoaram desses estados.

Apesar da baixa no mês de junho, o PIM deve continuar a ampliar sua produção, até pela proximidade das festas de fim de ano.

O quadro estatístico montado pelo IBGE, entretanto, faz quatro comparativos que englobam os dados de um mês com o anterior, o mesmo mês com o do ano anterior, o acumulado do ano e o acumulado de 12 meses. No caso do Amazonas, apenas a relação de junho, período ao qual a pesquisa se refere, com maio, apresenta queda na produção.

Na comparação com junho de 2017, as indústrias que operam em Manaus apresentam crescimento de produção de 4,2%, entre janeiro e junho deste exercício, a produção do Distrito Industrial da Zona Franca de Manaus acumula expansão de 15,6% e é a única com dois dígitos entre os 15 estados pesquisados. No comparativo do acumulado de 12 meses, quando a produção do PIM cresceu 10,8%, conforme o IBGE, vale o que foi dito para este ano: é o maior entre os estados e o único com dois dígitos.

A média de desempenho da produção industrial brasileira de junho, aferida pelo IBGE, conforme registramos, é de 13,1%, mas no comparativo com o mesmo mês de 2017, cai para 3,5%, no acumulado deste ano, até junho, é de 2,3%, enquanto em 12 meses a produção cresceu, no Brasil, 3,2%.

Ressalte-se, porém, que o IBGE indica desempenhos superiores a 10%, em junho comparado com maio deste ano, para oito estados, além da região Nordeste, com pico de 28,4% no Paraná. Observe-se que esses estados foram atingidos, em tempo real, pela crise dos caminhoneiros, deflagrada em maio, logo sua base comparativa ficou reduzida em relação a junho.

A logística diferenciada do Amazonas, um dos fatores que deram origem à Zona Franca de Manaus, deve ter interferido, retardando aqueles efeitos da greve em relação às indústrias com sede em Manaus. Assim, pode-se dizer que, apesar da baixa no mês de junho, o PIM deve continuar a ampliar sua produção, principalmente se considerarmos a proximidade das festas de fim de ano.

Saindo um pouco da economia para registrar que os ataques direcionados à Zona Franca de Manaus devem se ampliar na campanha eleitoral que se aproxima e se inicia, no rádio e TV, em 31 de agosto, como já ficou demonstrado pelo que dizem alguns candidatos que, de maneira geral, criticam os incentivos fiscais à ZFM sem procurar saber a natureza e como é feita sua aplicação pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Para esses candidatos, que citaremos em um próximo texto, não há diferença entre o programa que dá incentivos à indústria automobilística, talvez a mais rica e menos necessitada do país, e aqueles vinculados às agências de desenvolvimento regional com Sudam, Sudene e a própria Suframa. Dos candidatos que aí estão, de novo só há o discurso tentando mostrar sua inocência quanto àquelas práticas que a Lava Jato anda investigando há anos, a menos que consideremos a promessa daquele candidato que alega ser capaz, se eleito presidente do Brasil, de limpar o nome de 63 milhões de CPFs negativados. Melhor ouvir o samba do Zeca Pagodinho, intitulado “SPC”.

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