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Arquivos da Tag: zona franca

Indústria 4.0 sem ambiente no Brasil

15 sábado abr 2017

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

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Amazonas, economia, indústria, Tecnologia, zona franca

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O Brasil, que, de acordo com Fernando Henrique Cardoso, perdeu o bonde da história com o retrocesso causado pelos governos petistas nos últimos anos, também não está preparado para mais um salto de qualidade no setor industrial com a adoção de tecnologias de ponta já disponíveis em ambientes do primeiro mundo, onde a Indústria 4.0 está em implantação e dominando mercados.

Esse contingente que desconhece o status das aplicações de tecnologias digitais em seu ramo de negócios é bem maior entre as pequenas empresas: 57%

Em levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em abril de 2016 fica clara a ausência das condições necessárias para que a indústria nacional possa usufruir dos novos paradigmas desenvolvidos para a cadeia produtiva no conceito de Indústria 4.0, incluindo nichos de novos negócios. Em outras palavras, a guinada para baixo na economia nacional, se não inviabilizou a entrada dessas tecnologias, no mínimo, jogou-as para um futuro mais distante.

De acordo com o estudo da CNI – Sondagem Especial Indústria 4.0 – menos da metade das indústrias consultadas – 48% – utiliza pelo menos uma das dez tecnologias digitais consideradas essenciais pela pesquisa para ampliar a digitalização no país.

A par dessa constatação, o trabalho também considera que o foco na produtividade dado pelas organizações industriais brasileiras é positivo, ao mesmo tempo, diz o estudo, é insuficiente pois “limita o desenvolvimento da cadeia produtiva”. Tal situação, mesmo natural, deveria ser substituída, conforme o trabalho da CNI, por maior esforço na digitalização por parte da indústria nacional.

No momento em que reconhece a barreira imposta pelo alto custo de implantação das novas tecnologias, conforme alega boa parte da indústria brasileira, a CNI prega maior acesso à informação e à identificação de parceiros para reduzir a incerteza e mudar a cultura no ambiente das organizações, assim como baixar o custo com a implantação por etapas dos conceitos e tecnologias voltados para a Indústria 4.0.

É sintomática a advertência feita no estudo da CNI, ao registrar que “as empresas que não adotarem as tecnologias digitais terão muita dificuldade de se manter competitivas e, consequentemente, no mercado”. O recado é claro: não há saída para obter competitividade e mercado sem se inserir, ou ampliar substancialmente, a utilização de tecnologias digitais.

No âmbito mais geral, Scitovsky assegura ser tarefa da economia estudar a organização econômica, avaliar sua eficiência e equidade e sugerir meios e processos pelos quais as reais imperfeições possam ser diminuídas ou eliminadas. Logo, o momento de inflexão já está em andamento.

Voltando à Sondagem da CNI, pode-se dizer que o mapa ali rascunhado não é animador ao registrar, por exemplo, que no universo de organizações consultadas, 43% não conseguiram identificar, em uma lista de 10 opções, as tecnologias digitais com potencial para ampliar sua competitividade.

Esse contingente que desconhece o status das aplicações de tecnologias digitais em seu ramo de negócios é bem maior entre as pequenas empresas: 57%.  Já no universo das grandes organizações, o contingente das que desconhecem aquelas 10 tecnologias cai para 32%. Portanto, mesmo aí, onde está a elite da indústria nacional, cerca de um terço ignora o impacto da digitalização no seu negócio.

Se o diagnóstico obtido pela pesquisa da CNI for transportado para o Amazonas, onde os segmentos de eletroeletrônicos e bens de informática são responsáveis por 46% do faturamento da indústria incentivada da Zona Franca de Manaus (ZFM), além de garantir mais de 37% da mão de obra – exceto terceirizada e temporária – a ausência de conhecimento sobre as novas tecnologias e sua aplicação pode ser mais um motivo de preocupação.

 

Publicação na edição de janeiro/2017, da revista PIM Amazônia

Desafios à frente

21 terça-feira mar 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, congresso nacional, economia, MP 757, política, TCIF, zona franca

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Garantir recursos para dar conta do desenvolvimento regional na área de atuação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) é o objetivo da MP 757/2016, que está em avaliação por uma comissão mista do Congresso Nacional e, nesta terça-feira, 21, tem sua primeira audiência pública programada para acontecer em Brasília, com a presença de representantes da indústria e comércio do Amazonas, assim como da própria Suframa.

Apresentar um relatório que não descaracterize os termos da medida provisória até o dia 29 de maio é apenas um dos desafios que os parlamentares têm pela frente, mesmo ao se considerar que a comissão mista tem quatro parlamentares do Amazonas envolvidos nessa fase dos debates, capitaneados por uma deputada de Roraima. É possível, assim, que os debates e audiências públicas – quatro no total –  no âmbito da comissão mista, seja a parte menos complicada para assegurar o texto legal que garante recursos para a Suframa.

A batalha mais feroz, no entanto, deve ocorrer quando o texto aprovado na comissão mista for a votação

Com estimativas que vão de 60% a 70% dos recursos obtidos com a Taxa de Serviços Administrativos (TSA), até ser declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o contingenciamento dos recursos pagos pela indústria incentivada da Zona Franca de Manaus (ZFM), desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, passando pela dupla Lula & Dilma, é um fator a impedir desempenho mais agressivo da autarquia federal para promover crescimento e desenvolvimento econômico em sua área de atuação.

A batalha mais feroz, no entanto, deve ocorrer quando o texto aprovado na comissão mista for a votação e é aí que entra, ou deverá entrar em ação, o poder de articulação dos parlamentares da região, além dos governadores dos cinco Estados alcançados por áreas de exceção geridas pela Suframa.

Envolver parlamentares de regiões como o Centro-Oeste e mesmo do Nordeste vai ter peso essencial para transformar a MP em lei. O problema são as representações maiores, de Estados mais ricos como Minas Gerais e São Paulo, só para dar dois exemplos, que têm sérias resistências à manutenção de um polo de indústrias incentivadas no Norte do país.

Os argumentos que fundamentaram a criação da Zona Franca de Manaus, lá se vão 50 anos, infelizmente, ainda são válidos e devem ser usados. Manaus, que já foi conectada ao restante do Brasil via BR-319, não tem mais essa condição há muito tempo, fato que aumenta sobremaneira o preço final dos produtos aqui fabricados, mesmo por empresas que são referência fabril em suas áreas de atuação.

A manutenção da floresta é outro argumento que não traz novidade, mas mostrar a importância da Zona Franca de Manaus como fonte de recursos tributários que fazem do Amazonas um exportador líquido receitas para a União, e mesmo assim os recursos da Suframa sofrem contingenciamento, indicar o preço que o brasileiro pagaria pelos produtos “Made in ZFM”, se manufaturados em outras regiões sem incentivo – ou contrapartida, como bem qualificou a superintendente da Suframa, Rebecca Garcia -, podem ter peso no momento aprovar o texto legal que vai suceder a MP 757/2016.

E, neste caso, não adianta ficar na torcida. O momento é de articulação, esforço e união em torno de um objetivo comum que favorece grande parte da Amazônia.

Zona Franca de Manaus completa 50 anos

14 terça-feira fev 2017

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, economia, suframa, zona franca

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Neste mês, o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) completa meio século de existência e, em que pese os muitos adversários que surgiram ao longo dessa jornada de 50 anos, além dos obstáculos contornados no período, ou justamente por isso, há muito a comemorar.

Ao sediar a Superintendência da Zona Franca de Manaus, a cidade ganhou um novo impulso para sair do marasmo ao qual estava relegada desde o fim do ciclo da borracha, com alguma melhoria, espasmódica, digamos, no decorrer da Segunda Guerra Mundial em função, ainda, do comércio da hevea para atender as necessidades bélicas dos Estados Unidos da América.

O fortalecimento da atividade industrial na cidade tornou-a um polo atrativo de pessoas em busca de emprego e melhores condições de vida, atraindo não só o amazonense do interior do Estado, mas brasileiros de outras unidades da federação

O modelo, que já se reinventou algumas vezes, nasceu com forte direcionamento ao comércio de importados, transformando Manaus, nos anos 1970 e parte da década de 1980, na capital do turismo de compras. Aqui, brasileiros de todos os rincões, vinham adquirir novidades como, os na época cobiçados, videocassetes, mas também perfumes e outros bens supérfluos.

Grupos empresariais de expressão cresceram, como a Moto Importadora, de Nathaniel Lemos Xavier de Albuquerque, considerado pelo professor Samuel Benchimol como “a maior empresa nativa na era da ZFM”, o grupo S. Monteiro e, por que não registrar, as lojas Sukatão, do empresário Jumbo Miranda Filho, mais voltada para o mercado de produtos populares.

Mas se esses empreendimentos se foram, outros estão aí, como as lojas Bemol e, principalmente, as indústrias que se instalaram no Distrito Industrial de Manaus, a partir da década de 1970, quando ainda não existia essa área industrial implantada em Manaus.

O fortalecimento da atividade industrial na cidade tornou-a um polo atrativo de pessoas em busca de emprego e melhores condições de vida, atraindo não só o amazonense do interior do Estado, mas brasileiros de outras unidades da federação e Manaus, que em 1975, sob a administração do coronel Jorge Teixeira de Oliveira, tinha população de 388.811 habitantes, hoje já ultrapassa a marca dos dois milhões de moradores, de acordo com as mais recentes estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A tal crescimento, quando o planejamento urbano falhou ou deixou de ser cumprido, se juntaram as mazelas próprias de grandes centros urbanos, em um dos quais a Manáos de outros tempos se transformou.

Conheça a página Manaus Cidade Sorriso

É por esses percalços que a cidade é, hoje, a 24ª colocada no índice de bem-estar urbano entre as 27 capitais brasileiras, montado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2016. Poderia ser pior sem a Zona Franca de Manaus.

O modelo, que nasceu na década de 1960, teve que se reinventar quando o comércio declinou e, principalmente, as indústrias aqui instaladas, no início dos anos 1990, buscaram alternativas com a abertura do Brasil ao comércio internacional no governo de Collor de Mello.

O direcionamento que chegou ao Amazonas com o decreto 288/1967, como opção de crescimento e possível desenvolvimento econômico a partir do comércio e da indústria, principalmente, agora busca alternativas na diversificação das indústrias, como bem coloca a superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, e por meio da interiorização da indústria com a utilização de insumos regionais.

Otimismo japonês

31 sábado dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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crise, economia, polo industrial, suframa, zona franca

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O segmento de duas rodas do Polo Industrial de Manaus (PIM) se mantém como um dos pilares da indústria incentivada na zona franca e, até setembro deste ano, havia faturado 2.39 bilhões de dólares, pouco mais de um terço do que chegou a comercializar em 2012, quando fechou o exercício com vendas de 6.48 bilhões de dólares. No entanto, nem mesmo esse baixo desempenho que já vem acontecendo desde 2012, teve o poder de tirar o setor do topo dos cinco setores que mais vendem produtos made in ZFM.

Com o desempenho atual, o segmento de duas rodas garante o terceiro lugar em faturamento entre os pouco mais de vinte setores que compõem o contingente de segmentos industriais da Zona Franca de Manaus (ZFM).

 O dirigente da Honda da Amazônia, Paulo Takeuchi, é otimista ao afirmar ter certeza de que o segmento tem muito potencial para crescer

Em 2012, o setor de duas rodas abria suas unidades fabris para mais de 19 mil funcionários e pagava por mês – em média -, entre salários, encargos e benefício (SEB) o equivalente a 47 milhões de dólares. Também na média, cada colaborador do segmento era contemplado com 2.42 mil dólares/mês, o que lhe garantia a quarta posição com despesas dessa natureza entre os setores do PIM.

Os tempos mudaram e, há cinco anos, desde 2012, o faturamento da indústria de duas rodas só cai. Com a crise que pegou o Brasil em 2014, o cenário piorou e não somente para duas rodas. Se antes havia uma baixa na demanda por produtos como motocicletas basicamente em função da queda na oferta de crédito pelos bancos, com a crise e suas consequências, a demanda só ficou menor.

Até setembro deste ano, dizem os Indicadores de Desempenho do PIM, divulgado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), as linhas de produção das montadoras de motocicletas só produziram 714 mil unidades, além de outras 513 mil bicicletas, quantidade muito abaixo do 1,708 milhão de motos fabricadas em 2012, ou as 913 mil bicicletas que saíram das linhas de montagem naquele ano.

Se a demanda enfraqueceu a produção dos veículos de duas rodas, a baixa nesta atividade econômica, por outro lado, mandou para casa nada menos 13 mil colaboradores. Do contingente de 19.655 que trabalhavam nas montadoras do PIM, restaram, em 2016, cerca de 6,7 mil colaboradores que continuam se esforçando para entregar os produtos que são distribuídos pelo Brasil afora, com ou sem crise.

É neste panorama de muita dificuldade e esforço por parte de indústrias e colaboradores que operam no setor de duas rodas do Polo Industrial de Manaus que a Moto Honda da Amazônia completou, na semana passada, 40 anos de instalação na zona franca, onde mantém uma das maiores unidades fabris da Honda.

Neste ano, a Moto Honda comercializou mais de 630 mil motocicletas, fato que lhe garante a terceira posição no ranking de faturamento das indústrias do PIM, além de assegurar à indústria de motos japonesa pelo menos 80% do mercado de motocicletas do país.

A situação ainda é de cautela em face das incertezas econômicas, e também políticas, que afetam o Brasil, mas o dirigente da Honda da Amazônia, Paulo Takeuchi, é otimista ao afirmar ter certeza de que o segmento tem muito potencial para crescer, apesar de, diz ele, não saber quando isso vai acontecer, dada a conjuntura do país.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 29/11/2016

Produção cai, mas emprego melhora na zona franca

31 sábado dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Brasil, crise, economia, IBGE, indústria, produção, zona franca

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Os números relativos ao mês de agosto deste ano referentes à produção industrial do Brasil compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que abrangem 14 regiões, ainda trazem más notícias para a maioria desses locais, uma vez que somente três apresentaram resultados positivos no mês de referência.

No geral, a estatística do IBGE revela que apenas os Estados da Bahia (+10,4%) e Pará (+1,2%), além da região Nordeste (+0,8%) apresentaram ganhos de produção no comparativo entre agosto de 2016 e o mês de julho anterior. Assim, o gráfico com esses desempenhos continua de ponta-cabeça, à exceção dos três já mencionados.

 

A média da produção industrial do país aferida em agosto ficou em -3,8%. No caso do Amazonas (-5,7%), apenas os Estados do Paraná (-8,0%) e Espírito Santo (-6,4%) apresentaram desempenho pior, assegurando o terceiro lugar entre as perdas na produção industrial.

Embora não sirva de consolo, é importante registrar que a locomotiva industrial brasileira, o Estado de São Paulo, ficou à frente do Amazonas com queda menor. Seu desempenho, em agosto, foi de -5,4%.

No entanto, se na produção industrial aferida pelo IBGE o saldo, para o Amazonas é desempenho negativo por três meses seguidos, de outro lado, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) tem boas notícias tanto para investidores quanto para trabalhadores, algo ainda bem difícil de se achar pelo país afora.

No que diz respeito aos investidores, os números relativos às aplicações efetivadas pelas organizações do Polo Industrial de Manaus (PIM) nos oito meses encerrados em agosto atingiram média mensal superior, aferida em dólares, à média obtida no exercício de 2015.

Se no ano passado, de acordo com os Indicadores de Desempenho do PIM, a média dos investimentos produtivos chegaram, no fim do ano, ao montante de US$ 8.077 bilhões de dólares, no período de janeiro a agosto deste ano já atingiram a média mensal de 8.134 bilhões, ou cerca de US$ 57 milhões acima da média do ano anterior.

É evidente que nem todos os segmentos com atuação no polo de indústrias incentivadas de Manaus estão ampliando seus investimentos, fato explicado pela (ainda) baixa demanda pelos produtos ali fabricados, porém, pelo menos nove setores estão com investimentos mais significativos neste ano, entre os quais duas rodas, termoplásticos, bebidas e químico.

Segmentos que puxam o faturamento do PIM, como eletroeletrônicos, incluído aí bens de informática, continuam com média de investimento inferior à obtida no exercício de 2015.

Por fim cabe registrar a sequência de dois meses seguidos nos quais as indústrias da Zona Franca de Manaus apresentaram número de admissões superior ao de demissões, fato que resultou, em agosto, na criação de cerca de 3 mil novos postos de trabalho.

Trabalhar para manter esse desempenho e obter do governo as condições necessárias para sair do fundo do poço é a opção tanto do setor privado quanto do público para tirar o país da crise.

 

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 11/10/2016

Varejo e indústria começam a reagir

27 terça-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, crise, economia, emprego, indústria, Manaus, varejo, zona franca

Terminada a Olimpíada Rio 2016, quando o Brasil conseguiu, finalmente, obter a simpatia de atletas e até de dirigentes olímpicos, os quais, antes, estavam com o pé atrás sem acreditar na capacidade de o país realizar os jogos de forma segura, onde as críticas também abrangiam a área de saúde, dado o potencial de contrair o zika vírus e outras doenças tropicais, sem falar na poluição nas águas da baía da Guanabara.

No mais, é ano eleitoral, momento para definir quem vai governar Manaus nos próximos quatro anos e o eleito (ou reeleito) já começa o mandato com a missão de driblar a crise

No fim, foi tudo festa e o país conseguiu até mais medalhas do que em outros jogos olímpicos. Mas se a olimpíada aconteceu de forma satisfatória, o país ainda está mergulhado na crise político-econômica desencadeada pelo último governo petista, cujo desenlace deve acontecer a partir do próximo dia 25, quando tem início a sessão do Senado Federal que deve pôr fim ao impasse político que parou a economia brasileira há cerca de dois anos.

No entanto, há boas notícias, as quais, se não indicam o fim dos gráficos de cabeça-para-baixo na atividade econômica, pelo menos deixam transparecer que a economia começa a reagir.

No Polo Industrial de Manaus (PIM), por exemplo, o emprego, no comparativo entre maio e junho deste ano, já apresenta uma ligeira evolução positiva, enquanto o nível de aquisição de insumos no mês de junho foi o maior do primeiro semestre de 2016, sem falar na evolução positiva, mês a mês, desde janeiro de 2016, dos investimentos produtivos efetivados pela indústria da Zona Franca de Manaus (ZFM), de acordo com os Indicadores do PIM referentes a junho.

No comércio também já há números positivos, mesmo que a base de comparação seja entre os meses do primeiro semestre e não contemple, ainda, a evolução de 12 meses.

Conforme a Sondagem Conjuntural do Comércio Varejista de Manaus, divulgada na segunda-feira, 22, pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas (IFPEAM), o varejo apresenta algumas boas novas, a exemplo do emprego, onde a pesquisa da Fecomércio aponta crescimento de 0,19% na comparação entre maio e junho deste ano.

No mesmo compasso, a folha de pagamento do varejo teve evolução positiva de 0,13% entre maio e junho deste ano, enquanto o nível de estoque aumentou 1,10% no período.

Nessa conjuntura, a má notícia é a de que o faturamento dos varejistas caiu 0,55% entre maio e junho de 2016 e a evolução negativa na comparação entre junho de 2015 e o mesmo mês deste ano é de 3,16%. Entre os segmentos que tiveram recuperação detectada pela sondagem do IFPEAM, em junho, estão material de construção e o varejo de bens duráveis.

A travessia do período recessivo parece estar se iniciando e a resolução do imbróglio acerca do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff deve dar mais fôlego à iniciativa privada para tocar seus projetos e, quem sabe, talvez o governo federal comece, realmente, a trabalhar para aprovar medidas que impactam em toda a atividade econômica.

No mais, é ano eleitoral, momento para definir quem vai governar Manaus nos próximos quatro anos e o eleito (ou reeleito) já começa o mandato com a missão de driblar a crise e oferecer soluções para os muitos problemas da cidade. Falta de dinheiro não vai poder ser argumento impeditivo de realizações, afinal, se a receita do município caiu, os nove candidatos já o sabem, logo, devem oferecer soluções realistas dentro desse quadro.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 23/08/2016

Infraestrutura para negócios no Distrito Industrial

20 terça-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Dimicro, economia, indústria, Manaus, microempresa, zona franca

Em tempos de crise, notícias boas sempre são bem-vindas, principalmente quando oferecem instrumentos para melhorar o ambiente de negócios, a assepsia na administração pública e também dar mais qualidade de vida para a população, isso tudo sem aumentar impostos.

Iniciativa que andou parada por cerca dez anos, o Micro Distrito Industrial (Dimicro) foi inaugurado pela Prefeitura de Manaus, na última sexta-feira, dia 1º de julho. A estrutura, destinada a abrigar indústrias de micro e pequeno portes que faturem até R$ 2,4 milhões, vai dispor de 48 galpões em instalações situadas no ramal do Brasileirinho, na zona Leste de Manaus.

No entanto, ainda está em fase de triagem as empresas que deverão se instalar no Dimicro. Para aquelas que conseguirem área no local, destinado apenas a indústrias, as vantagens começam com a proximidade das indústrias estabelecidas no Distrito Industrial e que gozam de incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, mas também oferece oportunidade de liberar espaços ocupados por essas pequenas indústrias em áreas residenciais da cidade.

Com toda a infraestrutura que o Dimicro vai disponibilizar às micro e pequenas indústrias, o início é que pode ser meio difícil, de vez que fazer a mudança para o local vai impor gastos em um momento em que o faturamento não é dos melhores para grandes ou pequenos negócios.

Nesse aspecto, porém, a boa notícia é que analistas econômicos já veem, se não indícios de recuperação da economia, pelo menos os indicadores por eles monitorados já demonstram que o fundo do poço já foi atingido ou está bem próximo. Em outras palavras, a retomada pode estar bem ali na virada de 2016 para 2017.

Já a Lei de Responsabilidade das Estatais, sancionada na semana passada pelo presidente interino Michel Miguel Temer, se por um lado vai dificultar a entrega dessas organizações para quem não está devidamente habilitado, inclusive com experiência na área onde deva atuar, por outro, deixa brechas que facilitam as indicações de apadrinhados.

Com um universo de cerca de 2 mil cargos de chefia e assessoramento, as estatais brasileiras têm 223.171 funções gratificadas, das quais mais de 211 mil estão nas dez maiores estatais do país. Em outras palavras, 95% desse “filé” estão localizados em companhias como Itaipu Binacional, Eletrobras, Petrobras, Correios, Banco do Brasil, CEF e por aí vai.

Com todo esse contingente para indicar, a nova lei deixou brecha para que os padrinhos políticos mantenham suas indicações, desde que o apadrinhado preencha os requisitos da lei. Menos ruim, já que o ideal está longe de ser alcançado.

Como se vê, nem os donos de pequenas indústrias que trabalham em Manaus vão resolver seus problemas quando obtiverem instalações no Dimicro, apesar de poderem melhorar sua operação nas novas instalações, e muito menos o Brasil vai conseguir, assim, tão rápido, mudar hábitos como apadrinhamento político, de um momento para outro, mas, pelo menos, já existe um começo, uma semente com potencial para mudar essas práticas.

Texto produzido em 04/07/2016

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 12 e 13/07/2016

Surpresas na política e expectativas da economia

17 sábado dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, Dilma Rousseff, economia, impeachment, mercados, otimismo, zona franca

O fim de semana que teve no domingo, 17, a aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados abriu a segunda parte do rito, agora encaminhado ao Senado Federal com algumas surpresas protagonizadas por dois deputados do Amazonas, na hora da votação.

A renúncia à presidência do PR, por parte do deputado federal Alfredo Nascimento, antes de dar seu voto a favor do impeachment presidencial e contrariar a orientação partidária, o colocou sob um foco positivo de quem quer a saída da presidente petista do Palácio do Planalto.

Se o  impeachment de Dilma não vai resolver a crise econômica, pelo menos é de se esperar que o desenlace do processo traga algum otimismo

Mas quem possivelmente vai pagar preço alto por se insubordinar contra a orientação partidária é o deputado federal e pretendente a candidato à Prefeitura de Manaus, Hissa Abrahão (PDT), pois ao votar a favor do impeachment, entrou na lista de pedetistas que podem ser expulsos do partido, processo que já pode estar em andamento desde a segunda-feira, 18.

No entanto, se a política começa a viabilizar o afastamento da presidente da República, os mercados e a economia, no geral, não parecem ter sido afetados de forma mais contundente, como mostrou a abertura da Bolsa de Valores de São Paulo e a cotação do dólar na segunda-feira.

De outro lado, independente do que foi decidido no domingo pelos deputados federais em Brasília, a pesquisa semanal conduzida pelo Banco Central – a Focus – e que é fechada às sextas-feiras, trouxe algum otimismo para a economia.

A taxa de juros básicos, Selic, por exemplo, teve sua estimativa reduzida para 2016, caindo de 13,75% para 13,38%, enquanto para o próximo ano as expectativas acerca deste indicador são de que feche a 12,25%. Neste caso, não houve mudança. Hoje a Selic está em 14,25% a.a.

As projeções do mercado para o produto interno bruto (PIB) do Brasil tiveram mudanças positivas para o presente exercício. Até o fim de 2016, os analistas entrevistados pelo Banco Central acreditam que o PIB tenha uma redução de 3,77%. O registro da pesquisa anterior era de -3,80%.

No caso da inflação, embora as expectativas do mercado apontem alguma redução, caíram de 7,14% para 7,08% neste ano, ainda não dá para comemorar, pois continua bem acima do patamar superior da meta, se é que ainda há um objetivo especificado pela autoridade monetária e que esteja sendo perseguido.

Como política e economia são faces de uma mesma moeda, resta observar que a primeira tem o poder de detonar a segunda, como vem acontecendo no Brasil, a partir da implementação de políticas econômicas que não têm como se sustentar no longo prazo, e findam por apenar as organizações e os indivíduos, ao levar à baixa na produção, ao desemprego e outros males decorrentes destes dois.

Com o país praticamente parado, indicadores de produção e de venda registrando queda acentuada, sobra também para o Polo Industrial de Manaus (PIM), para o setor de serviços e comércio que veem, ou melhor, não veem mais clientes para seus produtos.

Se, como muitos acreditam, o impeachment presidencial não vai resolver a crise econômica sob a qual o país hoje se debate, pelo menos é de se esperar que o desenlace do processo traga algum otimismo aos agentes econômicos e o eventual sucessor da presidente tenha como fazer o país andar, mesmo que devagar. Pior é estar parado.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 19/04/2016

 

Com crise, Amazonas perde terreno

13 terça-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, crise, economia, faturamento, indústria, Manaus, produção, zona franca

O Estado do Amazonas, até 2013, detinha participação de 1,6% dos 5,32 trilhões de produto interno bruto (PIB) produzido no Brasil até aquele ano, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o instituto, Manaus se destaca no cenário dos municípios brasileiros e se classifica como o 6º PIB, ficando atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.

Manaus detém 1,2% do PIB do país e esta participação se dá, sobretudo, em razão de atividades econômicas como construção civil e setores da indústria de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, metalurgia, equipamentos de informática, eletrônicos e óticos fabricados com incentivos da Zona Franca de Manaus (ZFM).

Em 2013, Manaus criou um volume de riqueza de R$ 64,02 bilhões. Tal fato reitera sua posição de 6º município brasileiro em relação ao PIB, assim como a coloca na mesma posição entre as capitais, informa o IBGE na publicação “PIB dos Municípios 2013”, divulgada no dia 18 de dezembro de 2015.

Esses dados demonstram a situação privilegiada, tanto no Brasil quanto na região Norte, que Manaus e o Estado do Amazonas vinham obtendo a partir do modelo Zona Franca de Manaus

Se entre 2010 e 2013, o Brasil conseguiu passar da média de R$ 20.371,64 do PIB per capita para R$ 26.445,72, equivalente a uma expansão de 23%, o Amazonas, ao passar de R$ 17.490,23 para R$ 21.873,65 cresceu 20% no mesmo intervalo.

No levantamento entre as regiões brasileiras, o Nordeste é a menos aquinhoada na avaliação do PIB per capita. Ali, esse indicador é de R$ 12.954,80, enquanto na região Sudeste, a mais rica,  é de R$ 34.789,79. Por esse indicador, a região Sudeste tem um PIB per capita que equivale a quase três vezes à do Nordeste e a duas à da região Norte. Quanto ao Amazonas, a relação é 1,6 maior.

Dos sete Estados que compõem região Norte, de acordo com o IBGE, o Amazonas é o que tem o maior PIB per capita, seguido de Roraima, R$ 18.495,80, mesmo ao se considerar que aquele Estado tem o menor PIB da região: R$ 9,03 bilhões em 2013.

O Estado do Pará, com PIB de R$ 121 bilhões, é o mais rico da região, mas a distribuição per capita o deixa em 6º lugar, com R$ 15.176,18 por habitante, só perdendo, nesse quesito para o Acre, onde o indicador atinge R$ 14.733,50, mas o PIB do Estado equivale a menos de 10% da riqueza gerada no Pará.

A favor do Amazonas, que tem o segundo PIB do Norte, R$ 83,30 bilhões, está o fato de ter o maior PIB  per capita, acima do valor regional que é de R$ 17.213,30.

Entre 2010 e 2013, o crescimento do PIB em 17,3% situa o Amazonas como o terceiro que mais cresceu no período, ficando atrás apenas de Mato Grosso, com expansão de 21,9%, e Amapá, com 18,3%. A média do Brasil foi de 9,1% naquele período.

Esses dados demonstram a situação privilegiada, tanto no Brasil quanto na região Norte, que Manaus e o Estado do Amazonas vinham obtendo a partir do modelo Zona Franca de Manaus, mas que, agora, tendem a ir por água abaixo em função das dificuldades conjunturais, algumas, como a crise política que resvala para a economia, assim como outras que já vêm de período mais longo, como a queda nas vendas do setor de duas rodas.

A queda do consumo interno também se abate sobre o Polo Industrial de Manaus quando se sabe que os principais produtos do setor eletroeletrônico também perdem vendas. Esse fatos, aliados a alta da inflação de 8,7% em 2015, a queda no faturamento do PIM, até outubro de 2015 já superior a 30%, se medido em dólares, não deixam margem para expectativas otimistas nos próximos dois anos, pelo menos.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 12/01/2016

Uma titular para problemas da Suframa

07 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

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Amazonas, crise, economia, nomeação, PPB, problemas, PT, Rebecca Garcia, suframa, zona franca

A ex-deputada Rebecca Garcia viajou, na segunda-feira, 26, para Brasília, onde deve cumprir compromissos já agendados antes de sair sua nomeação para a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Mesmo assim, a ex-deputada deve fazer contatos com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), ao qual a Suframa está vinculada.

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É possível que os dois mandatos de Rebecca Martins Garcia como deputada federal lhe abram algumas portas não só no Mdic, assim como em outras instâncias para as quais possa encaminhar as numerosas demandas que seu novo cargo lhe vai dar.

Com a nomeação de titular da Suframa publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 26, Rebecca já alinhavou pelo menos três prioridades para sua gestão à frente da agência de desenvolvimento regional, nenhuma delas, no entanto, é coisa nova, pelo contrário, são situações que prejudicam investidores do Polo Industrial de Manaus há muitos anos sem que se tenha solução.

O primeiro problema é a questão da remuneração dos servidores da Suframa, cozinhado em banho-maria desde a gestão de Lula e vetado pela presidente Dilma Rousseff na última tentativa de equalizar a questão salarial dentro do próprio Mdic, onde o quadro da Suframa é o de menor remuneração.

A outra situação a exigir atenção prioritária é o desengavetamento dos processos produtivos básicos (PPBs), cuja responsabilidade de aprovar fica em Brasília e pouco pode ser feito, na própria Suframa, para agilizar aqueles já encaminhados e sem resposta pelos ministérios que os aprovam e homologam.

A nova superintendente também já se dispôs buscar os meios para recuperar a infraestrutura do Distrito Industrial de Manaus, com ênfase, é de se esperar,  na recuperação das vias de circulação daquela região da cidade. Os buracos – e mondrongos -, como ela mesma já reconheceu, fazem até vergonha quando se leva um investidor para visitar o Distrito Industrial. Isso, sem falar da ausência de ligação rodoviária com os centros consumidores, apesar de a BR-319 estar sendo usada de forma precária no transporte de passageiros há cerca de três semanas.

O que não vai faltar à titular da Suframa são problemas e talvez aquele que vai fazê-la suar mais para resolver seja a liberação da Taxa de Serviços Administrativos (TSA), recursos captados das indústrias incentivadas do PIM, mas cuja aplicação não acontece na região, uma vez que o governo federal utiliza o contingenciamento destes recursos para gerar superávit primário, apesar de as contas daquela esfera governamental estarem furadas em muitos bilhões já há bastante tempo. Conforme observadores, haveria pelo menos R$ 1 bilhão contingenciado sem que a autarquia possa usar essa verba.

Se a crise, produto da má gestão federal, detonou a economia do país, uma outra ponta a ser atacada é a manutenção do emprego nas indústrias incentivadas, as quais, em decorrência da recessão, têm demitido de acordo com suas necessidades específicas, isto é, a preocupação social com o trabalhador é mínima nessa conjuntura.

Se os empregos estão sendo podados nas bancadas das indústrias de Manaus, uma das causas pode ser a busca por produtividade com o acirramento da inflação no país, acompanhado da valorização do dólar a levar o investidor a buscar formas de ganhar produtividade com a aquisição de insumos no exterior, o que vai impactar diretamente na indústria de componentes instalada no PIM.

Só para lembrar, não podem ser esquecidos fatores que impactam na atividade da Suframa como a necessidade de um concurso para adequar o quadro funcional às demandas, as alternativas tecnológicas que poderiam ser abertas à região por meio do Centro de Biotecnologia da Amazônia e o CT-PIM, entre outros.

Por fim, cabe perguntar à nova superintendente se o Distrito Agropecuário da Suframa vai ter alguma atenção ou se será dada outra solução àquela iniciativa que sempre foi o patinho feio na área de atuação da autarquia.

No mais, é desejar sucesso à nova titular da Suframa.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 27/10/2015

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