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Lei Maluf no Brasil surreal

20 terça-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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admnistração pública, Amazonas, Brasil, cargos, corrupção, governo

Surrealismo, de acordo com mestre Aurélio, se refere a escola de literatura e arte que se caracteriza pelo desprezo das construções refletidas ou encadeamentos lógicos, e pela ativação sistemática do inconsciente, com objetivo de obter a renovação total dos valores, não somente artísticos, mas também morais, políticos e filosóficos.

Se o Brasil não é um país surreal, pelo menos o qualificativo pode ser aplicado ao momento pelo qual o país passa, principalmente alguns acontecimentos ocorridos na última semana, inclusive aqui no Amazonas.

É emblemática, por exemplo, a afirmação do deputado federal Paulo Maluf, já chamada de Lei Maluf, segundo a qual o parlamentar, ao contrário da maioria dos brasileiros, não precisa trabalhar muito, bastam três dias na semana e, mesmo assim, diz ele, consegue se reeleger.

No entanto, a afirmação de Maluf até que faz sentido, ou os representantes do povo nas três esferas do Legislativo brasileiro teriam projetos com mais substância, menos casuísmos e não o volumoso número de projetos que fazem homenagens a “figuras ilustres” ou criam, aqui e ali, mais uma efeméride na qual ninguém presta atenção, nem faz a menor diferença existir ou não nos calendários estaduais, municipais e federais.

Outro exemplo do “desprezo das construções refletidas” pode ser o projeto de lei nº 4.253/2015, aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados e que dá boas indicações de como a afirmação de Maluf paira sobre o parlamento brasileiro. O projeto, que autoriza reajuste aos funcionários da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e de outros órgãos federais, teve a inserção de um artigo que cria 14.419 cargos federais. Tudo isso em um momento no qual o discurso é de crise e cinto apertado para todos.

O surrealismo, no entanto, também se materializa na necessidade de o Ministério do Planejamento emitir nota negando a criação de qualquer cargo em nível federal, mas “apenas” o remanejamento de cargos extintos, portanto sem aumento da despesa. Pois é, sem aumento de despesa, que também não diminui e o rombo nas contas públicas está aí pelos R$ 170 bilhões, por enquanto.

No Amazonas, onde é comum não apenas o “caboco”, mas também aqueles que se dizem letrados, se gabarem da rica biodiversidade, inclusive ictiológica, isto é, a abundância de espécies de peixes do Estado, não ficou atrás com a aprovação, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), de lei que abre as porteiras, ou melhor, os cursos d’água para a criação de peixes exóticos. Quer dizer, alienígenas, de outras paragens como a tilápia.

Até onde se sabe, a produção pesqueira do Amazonas é insuficiente para atender a demanda local, inclusive das espécies mais apreciadas como o tambaqui, apesar da invenção de um tal de piraculhau por um iluminado ex-secretário da Sepror-AM. Assim, o Amazonas importa de Rondônia e de Roraima, este sem nenhuma tradição pesqueira, mas que se deu bem com piscicultura, o saboroso tambaqui. Em outras palavras, não conseguimos desenvolver a piscicultura dos espécimes nativos, mas, mesmo assim, autorizamos que outras espécies sejam trazidas para cá em prejuízo das locais. É como encontrar um jabuti trepado em pé de cacau ou de cupuaçu. Em boa ora a lei vai ser mudada.

Por fim, mas voltando ao parágrafo inicial, é lamentável que não se veja a renovação de valores pregado pelos surrealistas, mas sim, a inversão de valores, que Rui Barbosa já antevia há muito tempo: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 07/06/2016

Frentes de insatisfação preocupam indústria

17 sábado dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Brasil, crise, economia, Michel Temer

A julgar pela última Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na semana passada, as preocupações nas organizações continuam a aumentar em face de um ambiente de negócios que se deteriora a cada dia, mesmo que não surjam novos obstáculos, os velhos continuam sua marcha contra o bom desempenho da atividade econômica no país.

O estudo da CNI, grosso modo, bem que poderia servir de base para um possível futuro governo de Michel Temer tomar medidas que visem contornar os velhos problemas enfrentados pelo setor produtivo

Pelo documento da CNI, existem pelo menos 16 frentes de insatisfação que corroem o ambiente de negócios na indústria. Esses indicadores, com pontuação inferior a 50 pontos, em uma escala que vai até 100, demonstram que a corrida de obstáculos enfrentada pelo setor produtivo, com maior ênfase na atividade industrial, está longe de ser vencida, mesmo após a definição política acerca do impeachment da presidente Dilma Roussef, que parece a cada dia mais provável.

Entre as dificuldades enfrentadas pela indústria nacional com evolução negativa detectada entre o quarto trimestre de 2015 e o primeiro deste ano está a elevada carga tributária, embora seja necessário registrar que no último trimestre de 2015 esse item preocupava 49,3% dos entrevistados pela pesquisa, tendo caído para 45,1% nos três meses iniciais deste ano.

A baixa na demanda interna é outra assombração para 42,4% dos pesquisados pela Sondagem Industrial, com uma ligeira baixa na comparação com o último trimestre de 2015, quando o contingente era formado por 43,9% de assombrados.

A queda da demanda interna é a possível consequência de duas outras preocupações da indústria e que vêm listadas na sequência de dificuldades elencadas pela Sondagem Industrial referente ao mês de março.

Uma das preocupações é a alta taxa de juros praticadas pelo mercado, a inibir a compra de produtos por parte dos consumidores, estes já alcançados por redução na renda familiar ou pelo desemprego, desestabilizando orçamentos das famílias.

Obviamente que sem renda, o problema de inadimplência das famílias finda por contaminar também o desempenho das organizações, as quais passam a ter desempenho insatisfatório em suas finanças.

Alto custo, ou mesmo a falta da matéria prima, assim como o preço da energia, conforme a pesquisa da CNI, são duas outras fontes de insatisfação para a indústria nacional que se vê obrigada recorrer a medidas que possam atenuar seus prejuízos, como bem ilustra o anúncio feito na segunda-feira, dia 25 de abril, pela Fiat, que decidiu dar férias coletivas a seus funcionários da unidade instalada em Betim/MG. Das quatro linhas de produção, três estão paradas ali.

Falta de capital de giro e a taxa de câmbio mantêm executivos em permanente estado de alerta por ser fonte de insatisfação para 21% e 20%, respectivamente, dos entrevistados pela Sondagem.

O estudo da CNI, grosso modo, bem que poderia servir de base para um possível futuro governo de Michel Temer tomar medidas que visem contornar os velhos problemas enfrentados pelo setor produtivo, agravados pelas más práticas das administrações (?) petistas que conseguiram, em 13 anos, detonar a economia nacional sucateando empresas estatais e inviabilizando organizações do setor privado, sem falar no aumento da dívida pública que faz a fortuna dos bancos.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 26/04/2016

Dificuldades que travam crescimento

17 sábado dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, BR-319, economia, Manaus, PIM, produtos eletreletrônicos, rodovia, ZFM

Em Humaitá/AM há uma placa afixada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) dizendo que serão reconstruídos 142,6 quilômetros da rodovia BR-319, na comunidade Realidade, naquele município do Estado do Amazonas. A placa informa que a obra seria iniciada em 8 de agosto de 2013 e que as obras, ao custo de R$ 9,79 milhões, deveriam ser concluídas e entregues exatamente naquela mesma data, dois anos depois, em 2015.

Não se pode dizer que o escoamento dos produtos “Made in ZFM” tenha um percurso agradável ao sair das fábricas do Distrito Industrial e iniciar a jornada até os grandes centros consumidores

Até o mês de outubro do ano passado, quando parlamentares do Amazonas e de Rondônia, entre eles os senadores Acir Gurgacz e Vanessa Grazziotin, fizeram visita àquela região, a placa permanecia olimpicamente instalada e com perfeita legibilidade. Quer dizer, se a manutenção da BR-319 não foi feita, conforme anunciava a placa, esta, no entanto, estava devidamente conservada e em bom estado.

Esse fato tem estreita conexão com a audiência pública a ser realizada na próxima quarta-feira, 30, na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal e que deve tratar – de novo – do projeto de reconstrução da BR-319, assim como o modelo de gestão e o processo de licenciamento ambiental, travado desde a época em a ex-senadora Marina Silva respondia pelo Ministério do Meio Ambiente, na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.

A Zona Franca de Manaus (ZFM), que em 2017 vai completar meio século de existência como um modelo de desenvolvimento que obteve êxito não apenas sob o ponto de vista econômico, ao transformar Manaus em uma metrópole ao longo deste período, assim como também sob a perspectiva ambiental, uma vez que a indústria incentivada instalada na cidade pouco impacto teve sob o meio ambiente, em comparação a outras atividades econômicas.

No entanto, se por aqui os incentivos fiscais conseguiram fixar organizações de várias partes do planeta e assegurar emprego e renda para cerca de 100 mil pessoas, diretamente, não se pode dizer que o escoamento dos produtos “Made in ZFM” tenham um percurso agradável ao sair das fábricas do Distrito Industrial e iniciar a jornada até os grandes centros consumidores do país.

A ausência de meios de transporte para fazer o escoamento dos produtos do Polo Industrial de Manaus (PIM) se faz sentir desde há muito e o imbróglio sobre a reconstrução da rodovia BR-319, especificamente os 200 quilômetros medianos entre Manaus e Porto Velho, faz toda a diferença ao barrar tanto a saída de produtos de Manaus, quanto a vinda, por via terrestre, de insumos para as empresas do Distrito Industrial.

Ao Amazonas não coube, ainda, a conexão rodoviária que o ligue ao resto do Brasil, enquanto, por outro lado, o balizamento de rios como Madeira, continua enfrentando sérias dificuldades para ser efetivado, ampliando, desta forma, os riscos à navegação de cargas e pessoas.

Se o transporte enfrenta tais dificuldades, a energia elétrica ainda dá sustos apesar de Manaus estar – dizem – conectada ao Sistema Interligado Nacional via linhão de Tucuruí, enquanto a utilização do gás proveniente de Coari ainda acontece de forma muito restrita.

Como se vê, além da crise econômica que trava o crescimento do país e do Amazonas, à ZFM restam muitos outros percalços, antigos, diga-se, que restringem o melhor desempenho de quem aqui se instala e produz.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 29/03/2016

Serviços perdem força e caem 14% no Amazonas

14 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Brasil, crise, economia, serviços caem, turismo

No mês de janeiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deu uma boa notícia ao divulgar o desempenho da indústria, na passagem do mês de dezembro de 2015 para janeiro de 2016. Por ali se soube que este segmento da atividade econômica conseguira resultados positivos em oito dos 14 Estados pesquisados pelo IBGE.

Vai por aí os anúncios de cancelamentos de voos internacionais, como o da Transportes Aéreos Portugueses (TAP), que não faz mais a ligação direta entre Manaus e Lisboa, assim como o voo direto para Miami, a ser desativado pela TAM

O Amazonas, no entanto, ficou entre as seis unidades da federação pesquisadas com índice negativo. No período de janeiro de 2015/2016, a baixa na atividade da indústria detectada pelo IBGE atingiu mais de 30%.

O setor de serviços, conforme dados divulgados por aquele instituto na semana passada, por outro lado, não traz boas notícias, embora seja nesse segmento que é gerada a maior parte do produto interno bruto (PIB) do país.

Em janeiro deste ano, comparado com dezembro 2015, a queda no volume de serviços apontada pelo IBGE chega a 5% e o acumulado de 12 meses é negativo em 3,7%.

É evidente que alguns subsetores dos serviços foram mais prejudicados do que outros pela paradeira quase geral da economia. Nos transportes, por exemplo, a queda no volume do serviço de transporte terrestre, em janeiro, foi de 12,1%, no transporte aquaviário a redução caiu pela metade, com 6,5%, mas o transporte aéreo foi o segmento mais atingido com queda no volume de 24,7%.

Embora Amazonas não esteja entre os 12 Estados selecionados pelo IBGE para compor índices de desempenho do turismo e determinados serviços, não deixa de ser perceptível, por aqui, as consequências do mau desempenho do setor, uma vez que, no Brasil, o acumulado de 12 meses é negativo em 1,9%.

Vai por aí os anúncios de cancelamentos de voos internacionais, como o da Transportes Aéreos Portugueses (TAP), que não faz mais a ligação direta entre Manaus e Lisboa, assim como o voo direto para Miami, a ser desativado pela TAM, a partir do próximo mês. Voos domésticos desta companhia, a partir de Manaus para Boa Vista, Rio de Janeiro e Fortaleza também vão ficar fora do ar.

Os serviços ligados ao turismo tiveram queda no volume, em janeiro, de 0,5%, isto considerando os 12 Estados que integram a base de pesquisa do IBGE, sem incluir o Amazonas, mas por aqui a baixa nos serviços também é expressiva como indicam os registros do instituto.

Com baixa no volume dos serviços na faixa de 14% em janeiro deste ano, o Amazonas é o penúltimo colocado entre os Estados da federação e só ganha do Amapá, onde a curva descendente atingiu 19,1% no mesmo período. No acumulado de 12 meses, o Amazonas amarga perdas que atingem 10,4%, também à frente do Amapá, aonde o volume de serviços caiu 12,5% no período assinalado.

Na região Norte, apenas os Estados do Acre (+ 1,4%) e Roraima (+11,2%) tiveram resultados positivos no primeiro mês de 2016.

Além desses dois Estados nortistas, mais cinco outras unidades da federação apresentaram desempenho positivo nos serviços, em janeiro. Foram: Ceará, +0,4%, Alagoas, 6,3%, Mato Grosso do Sul com 3,8%, Brasília com 13,3% e o melhor desempenho ficou com Mato Grosso, cujo setor de serviços cresceu 17,5% naquele mês.

O segmento responsável pela geração de 67% do produto interno bruto brasileiro, como se vê, assim como a indústria, está descendo a ladeira. Embora a indústria, como dizem os dados do IBGE, no comparativo entre janeiro de 2015 e 2016, tenha apenas 12 dos 15 locais onde é feita a pesquisa, pontuando no azul.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 15 e 16/03/2016

Não está tranquilo, mas bem favorável

14 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, economia, exportação, mercados, Rebecca Garcia, suframa, ZFM

O descobrimento, ou “achamento”, como querem alguns, do Brasil, aconteceu em função da necessidade de os portugueses expandirem seus domínios coloniais e, assim, ampliar as relações comerciais tanto para adquirir especiarias, de um lado, como para aumentar as vendas para outros domínios, mesmo que a custos vultosos.

A crise política e econômica que neste momento atinge o Brasil e detona empregos, reduz a utilização da capacidade instalada da indústria

Para atingir esse objetivo, a nação lusa tinha, ainda, que enfrentar a Espanha, além da Inglaterra, impérios colonialistas rivais e que buscavam também ampliar domínios. Não foi por outra razão, grosso modo, que Portugal investiu pesado em homens e tecnologia para sair, oceano afora, em busca de novos mercados e findou por descobrir o Brasil, embora o Novo Mundo já tivesse sido visitado, um pouco antes, por Cristóvão Colombo.

A crise política e econômica que neste momento atinge o Brasil e detona empregos, reduz a utilização da capacidade instalada da indústria, aumenta a inflação e, por tabela, os juros, como dizem os chineses, pode ser a janela de oportunidade para o país, no geral, e o Polo Industrial de Manaus (PIM), em particular, sair, figurativamente, em busca de novos mundos.

O momento se mostra propício, no caso do Brasil, pelo desmonte, não só da economia brasileira, com a queda do produto interno bruto (PIB), assim como também pelo anunciado fim do grupo de países emergentes – o BRICS  (Brasil,  Rússia, Índia, China e África do Sul) -, do qual o país fazia parte até há bem pouco tempo.

Enquanto países mais avançados adotaram modelos econômicos onde os serviços e a tecnologia são a vanguarda de seu crescimento, no Brasil esse segmento – serviços – está chegando aos 70% da geração de riqueza e a indústria ainda garante 25% do PIB.

Foi a adoção de um novo modelo, privilegiando serviços e tecnologia, que trouxe, agora, ao grupo mais próximos dos países desenvolvidos, os TICKs – Taiwan, Índia, China e Coreia do Sul. Como se vê, dos BRICKS, apenas Índia e China se mantêm no grupo dos emergentes mais avançados.

Trazendo a discussão para o Amazonas, onde a indústria incentivada garante 37% do PIB e os serviços estão na faixa de 55%, pode-se afirmar que muito ainda deve ser feito para que o Estado chegue à média brasileira, o que não impede que a Zona Franca de Manaus (ZFM) saia em busca de novos horizontes, como vem pregando a superintendente da Suframa, economista Rebecca Garcia, ao envidar esforços para colocar produtos da ZFM na pauta de exportação do país.

Interesse do mercado externo em produtos da indústria local existe e, parodiando o funqueiro, o cenário no Brasil pode até não estar tranquilo, mas é favorável para prospectar, se não novos mundos, pelo menos novos mercados que venham agregar a sua demanda à do mercado interno, para o qual o modelo foi pensado lá no início.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 08/03/2016

Nova roupagem para ideias velhas

14 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, CAS, economia, Manaus, suframa, Zona Franca de Manaus

A primeira reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), ocorrida na sexta-feira, 26, teve a análise dos 27 projetos industriais que constavam da pauta, com investimentos de US$ 377 milhões e promessa de gerar mais de 1.300 postos de trabalho, ofuscada por um remake que nada tem de original, apesar de já ter sido, por duas vezes, implementado como solução alternativa à Zona Franca de Manaus.

Amazonino Mendes, em seu primeiro mandato, (1987/1990) prometeu uma motosserra para cada agricultor do interior do Amazonas

Antes de se falar no tal remake, é bom ter em mente o perfil dos setores que compõem o produto interno bruto (PIB), tanto do país quanto do Amazonas. No caso do Brasil, a agropecuária responde, conforme informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por 5,3% da riqueza gerada, enquanto no Amazonas a geração é de 7,5%. A indústria responde por 24,9% da riqueza do Brasil e, no Amazonas, fica bem acima ao gerar 37%.

No entanto, é no setor de serviços que as posições se invertem, pois a riqueza gerada no país por esse segmento é 69,8% do PIB, e, no Amazonas atinge 55,5%, conforme dados de 2013.

Voltando à reunião do CAS, pode-se afirmar que os investimentos, tão raros em época de crise, assim como a criação de postos de trabalho, perderam o brilho para um remake que foi tentado no século 20 e, de novo, já neste século, por ex-governadores que estão aí para contar a história.

Amazonino Mendes, em seu primeiro mandato, (1987/1990) prometeu uma motosserra para cada agricultor do interior do Amazonas, e chegou a distribuir cerca de 2.000 desses equipamentos, mas as críticas contra o que seria um atentado ambiental, o levaram a deixar as motosserras de lado.

No segundo mandato (1995-1998), o Negão bolou a ideia do terceiro ciclo. Nessa perspectiva, os tempos da borracha, no século 19, seriam o primeiro ciclo e a Zona Franca de Manaus, de 1967 até então, seria o segundo ciclo. Em outras palavras, Amazonino tentava uma via alternativa para a sempre combatida indústria incentivada de Manaus. É emblemático, para quem viu a imagem, o estádio Vivaldo Lima, hoje Arena da Amazônia, cercado de implementos agrícolas a serem entregues a agricultores em período próximo a uma eleição.

Aluno aplicado das estratégias e táticas políticas do Negão, o atual ministro das Minas e Energia, senador Eduardo Braga, quando assumiu o governo do Amazonas também foi por esse lado e reinventou o terceiro ciclo, então batizado de Zona Franca Verde, com resultados bem pouco visíveis e apenas localizados, a maior parte no sul do Amazonas.

É esse o remake que roubou a cena na 272ª reunião do CAS, do qual, pode-se dizer aproveitando a metáfora, que não foi sucesso de bilheteria em nenhuma das duas versões, mas, pelo menos a maioria dos políticos que compareceram à sede da Suframa na última sexta-feira de fevereiro o celebraram.

Desta vez, a roupagem com a qual ele foi travestido passa pelas áreas de livre comércio nos quatro Estados da Amazônia Ocidental, assim como do Amapá e a ideia é incrementar a produção de bens finais com a utilização de produtos regionais com incentivos fiscais.

O momento talvez sirva, como asseverou o senador Omar Aziz durante o evento, para refletir sobre a ausência da infraestrutura necessária, como portos e rodovias, por exemplo, para servir à produção da Zona Franca de Manaus. A se manter essa política, ou sua falta, lá se vai mais um ciclo pelo ralo da história, já que opções como o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) continuam fora das prioridades governamentais.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 1º e 6/03/2016

ZFM: perda de faturamento e alternativas para sair da crise

14 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, exportação, faturamento, Manaus, mão de obra, queda, Zona Franca de Manaus

Três segmentos do Polo Industrial de Manaus (PIM) são responsáveis por mais de 60% do faturamento da indústria incentivada, os eletroeletrônicos, bens de informática, que na maioria dos fatores analisados pelos Indicadores de Desempenho da Suframa são incluídos em eletroeletrônicos, e duas rodas. Isto significa dizer que, dos US$ 23,85 bilhões que o polo de Manaus faturou em 2015, cerca de US$ 14 bilhões se originaram da venda de produtos desses três setores.

Assim, a baixa no faturamento desses segmentos é mais do que preocupante, quando se sabe que duas rodas, que já não vinha bem desde 2012, perdeu cerca de 32% das vendas entre 2014 e 2015.
O segmento de eletroeletrônicos perdeu mais de 40% do faturamento no mesmo período. A queda só não foi maior porque bens de informática entraram como fator de compensação nessa estatística.

Outro indicador com desempenho negativo e que deve ser levado em consideração são os investimentos, apresentados nos indicadores como média mensal e que estavam, nos últimos anos, na faixa de US$ 10 bilhões. O registro para 2014 era de US$ 10,52 bilhões e caiu para US$ 7,85 bilhões, equivalente a uma variação negativa superior a 25%.

De outro lado, a relação entre os principais custos da indústria incentivada, que em 2014 chegava a 56,78%, passou para 61,56% no exercício seguinte. É evidente que pesa nesta análise a valorização do câmbio, a qual, em relação à moeda norte-americana, chegou a pouco menos de 43%.

Os fatores computados nessa estatística abrangem salários, encargos e benefícios, ICMS recolhido e aquisição de insumos.

Obviamente que a baixa na produção das vendas do polo de indústrias de Manaus impactou na importação de insumos, saindo do patamar de US$ 11,57 bilhões em 2014 para US$ 8,24 bilhões no ano passado. Uma queda de 28,75% nesse período.

No geral, a baixa na demanda pelos produtos made in ZFM levou as indústrias de Manaus a reduzir a compra de insumos que, em 2013, estava em US$ 19,61 bilhões, tendo caído para US$ 18,36 bilhões no ano seguinte, baixa de 6,38%. Mas o pior aconteceu em 2015, quando o dispêndio com insumos se restringiu a US$ 12,81 bilhões, baixa de 30% no período.

Assim, o faturamento medido em dólar, no geral, caiu de US$ 37,12 bilhões em 2014, para US$ 23,85 bilhões no ano passado, o equivalente a 35,75%.

Embora existam agentes econômicos apontando a exportação como saída para a crise no Polo Industrial de Manaus, a se julgar pelo desempenho dos últimos três anos, é melhor juntar outros caminhos de crescimento econômico a essa alternativa.

O PIM vem perdendo vendas externas nos últimos três anos, caindo de US$ 862 milhões, em 2013, para US$ 718 milhões no ano seguinte, mas, em 2015, as exportações foram de US$ 614 milhões.

É evidente que o desempenho nas vendas repercutiu na mão de obra, tanto na redução de verbas salariais assim como encargos e benefícios. Pelos indicadores do PIM, a mão de obra caiu de 113,93 mil postos de trabalho, em 2014, para fechar 2015 com 98,20 mil pessoas empregadas.

É o momento de se implementar alternativas desde há muito sugeridas para o Amazonas, como o turismo ou o polo petroquímico, assim como a exploração mineral, além de resguardar o Amazonas daquelas iniciativas legais, via Congresso Nacional, que prejudicam o modelo zona franca.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 23/02/2016

Com crise, Amazonas perde terreno

13 terça-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, crise, economia, faturamento, indústria, Manaus, produção, zona franca

O Estado do Amazonas, até 2013, detinha participação de 1,6% dos 5,32 trilhões de produto interno bruto (PIB) produzido no Brasil até aquele ano, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o instituto, Manaus se destaca no cenário dos municípios brasileiros e se classifica como o 6º PIB, ficando atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.

Manaus detém 1,2% do PIB do país e esta participação se dá, sobretudo, em razão de atividades econômicas como construção civil e setores da indústria de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, metalurgia, equipamentos de informática, eletrônicos e óticos fabricados com incentivos da Zona Franca de Manaus (ZFM).

Em 2013, Manaus criou um volume de riqueza de R$ 64,02 bilhões. Tal fato reitera sua posição de 6º município brasileiro em relação ao PIB, assim como a coloca na mesma posição entre as capitais, informa o IBGE na publicação “PIB dos Municípios 2013”, divulgada no dia 18 de dezembro de 2015.

Esses dados demonstram a situação privilegiada, tanto no Brasil quanto na região Norte, que Manaus e o Estado do Amazonas vinham obtendo a partir do modelo Zona Franca de Manaus

Se entre 2010 e 2013, o Brasil conseguiu passar da média de R$ 20.371,64 do PIB per capita para R$ 26.445,72, equivalente a uma expansão de 23%, o Amazonas, ao passar de R$ 17.490,23 para R$ 21.873,65 cresceu 20% no mesmo intervalo.

No levantamento entre as regiões brasileiras, o Nordeste é a menos aquinhoada na avaliação do PIB per capita. Ali, esse indicador é de R$ 12.954,80, enquanto na região Sudeste, a mais rica,  é de R$ 34.789,79. Por esse indicador, a região Sudeste tem um PIB per capita que equivale a quase três vezes à do Nordeste e a duas à da região Norte. Quanto ao Amazonas, a relação é 1,6 maior.

Dos sete Estados que compõem região Norte, de acordo com o IBGE, o Amazonas é o que tem o maior PIB per capita, seguido de Roraima, R$ 18.495,80, mesmo ao se considerar que aquele Estado tem o menor PIB da região: R$ 9,03 bilhões em 2013.

O Estado do Pará, com PIB de R$ 121 bilhões, é o mais rico da região, mas a distribuição per capita o deixa em 6º lugar, com R$ 15.176,18 por habitante, só perdendo, nesse quesito para o Acre, onde o indicador atinge R$ 14.733,50, mas o PIB do Estado equivale a menos de 10% da riqueza gerada no Pará.

A favor do Amazonas, que tem o segundo PIB do Norte, R$ 83,30 bilhões, está o fato de ter o maior PIB  per capita, acima do valor regional que é de R$ 17.213,30.

Entre 2010 e 2013, o crescimento do PIB em 17,3% situa o Amazonas como o terceiro que mais cresceu no período, ficando atrás apenas de Mato Grosso, com expansão de 21,9%, e Amapá, com 18,3%. A média do Brasil foi de 9,1% naquele período.

Esses dados demonstram a situação privilegiada, tanto no Brasil quanto na região Norte, que Manaus e o Estado do Amazonas vinham obtendo a partir do modelo Zona Franca de Manaus, mas que, agora, tendem a ir por água abaixo em função das dificuldades conjunturais, algumas, como a crise política que resvala para a economia, assim como outras que já vêm de período mais longo, como a queda nas vendas do setor de duas rodas.

A queda do consumo interno também se abate sobre o Polo Industrial de Manaus quando se sabe que os principais produtos do setor eletroeletrônico também perdem vendas. Esse fatos, aliados a alta da inflação de 8,7% em 2015, a queda no faturamento do PIM, até outubro de 2015 já superior a 30%, se medido em dólares, não deixam margem para expectativas otimistas nos próximos dois anos, pelo menos.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 12/01/2016

Turismo, rota perdida para crescer

13 terça-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Brasil, norte, políticas públicas, turismo

Pesquisa do Ministério do Turismo realizada em novembro de 2015 sobre as intenções do brasileiro viajar nas férias dá indicação de como o Norte do país e, por tabela, o Amazonas, está fora das rotas de quem mora nas sete cidades pesquisadas, que preferem, na maioria dos casos, conhecer outras regiões do país ou mesmo ir para o exterior.

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Realizada pela Fundação Getulio Vargas, a pesquisa intitulada “Sondagem do Consumidor Intenção de Viagem”, a primeira indicação é de que apenas 25,9% dos entrevistados em novembro de 2015 informaram a intenção de viajar nos próximos seis meses.

O Amazonas, por estar na região Norte, é parte dos, digamos, excluídos do circuito brasileiro de turismo interno

Em 2014, esse contingente era de 34,4%. Participaram das entrevistas, por telefone, cerca de 2.000 famílias nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

A contrapartida é o número daqueles que informaram não ter intenção de viajar nos próximos seis meses que aumentou de 62% no mesmo mês de 2014, para 70,4% em 2015. Ao que parece, os efeitos da crise econômica bateu forte e tirou as viagens do orçamento dos brasileiros.

Quanto aos destinos informados pelo universo dos que planejam viajar nos próximos meses, houve um ligeiro crescimento entre os dois períodos. Em 2014, 79,6% planejavam conhecer cidades brasileiras, já em 2015, os que preferem fazer turismo interno são 81,7%. Por outro lados, o contingente das pessoas que preferem fazer viagens ao exterior caiu de 18,7% em 2014, para 13,8% em 2015. Isto pode indicar influência da valorização do dólar ante o real.

Os indecisos, que não decidiram para onde viajar, conforme a pesquisa, são 4,5%. Conhecer as demais regiões brasileiras é onde o Norte perde terreno e o Amazonas também. A pesquisa da FGV diz que 40,6% vão para o Nordeste, 32,4% preferem o Sudeste, Sul tem 19,6%, Centro-Oeste 5,3% e o Norte, na lanterna, tem a preferência de apenas 2,1%.

O Amazonas, por estar na região Norte, é parte dos, digamos, excluídos do circuito brasileiro de turismo interno, embora o último perfil traçado pela Empresa Estadual de Turismo, datado de 2011, informe que dos 755.058 turistas que visitaram o Amazonas naquele ano, 400.466, ou 53%, são originários de outros Estados brasileiros. De acordo com a Amazonastur, o crescimento do fluxo de turistas entre 2010 e 2011 foi de 12%.

Em 2011, o Estado que mais teve emissão de turistas com destino ao Amazonas foi São Paulo com 134.176, seguido de Rio de Janeiro, com 40.181 e Distrito Federal com 31.536. Minas Gerais emitiu 18.443 para o Amazonas.

É de se questionar o que é feito, ou, talvez, o que se deixa de fazer com o objetivo de atrair mais visitantes para o Amazonas, o qual, de acordo com a legislação em vigor, tem até um fundo destinado a incentivar o turismo, só que o Fundo de Fomento ao Turismo e a Interiorização do Desenvolvimento também direciona recursos para infraestrutura.

As políticas públicas que deveriam reger o desenvolvimento do turismo no Estado do Amazonas parecem se diluir, assim, com iniciativas que nem sempre visam alavancar a atividade turística por aqui. Por fim, cabe registrar que o contingente de turistas que aflui para o Rio de Janeiro apenas para passar o Réveillon, cerca de 800 mil, muito se assemelha à quantidade dos que visitam o Amazonas durante todo o ano.

Publicação no Jornal do Commercio em 05/01/2016 e Portal do Holanda em 04/01/2016

Armadilhas para quem empreende em Manaus

07 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, cidade empreendedora, economia, empreendedorismo, Endeavor, ICE, Manaus

A Endeavor Brasil divulgou, na semana passada, a segunda edição do Índice de Cidades Empreendedoras (ICE), desta vez com maior número de cidades pesquisadas que, na edição de 2014, listou e classificou 14 cidades, enquanto na edição de 2015, passaram a figurar 32 cidades. O estudo visa detectar cidades onde existem as melhores condições para o empreendedorismo se estabelecer. Manaus apareceu nas duas edições.

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Na edição de 2014, Manaus se classificou em 10ª lugar entre 14 cidades, na edição de 2015, a cidade está na 26ª posição, em companhia da capital do maranhão, São Luís, e à frente apenas de Cuiabá, Belém, Fortaleza, Maceió e Teresina. Na região Norte, apenas Manaus e Belém foram incluídas na pesquisa da Endeavor.

Financiamentos via venture capital ou private equity, informa a publicação da Endeavor, simplesmente não são opções com as quais empreendedores de Manaus possam contar

Os fatores estimados, chamados de pilares pela publicação, são sete e buscaram avaliar a situação, nesses locais, do seguinte: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura de empreendedor.
A melhor avaliação de Manaus, na edição de 2015, foi no pilar mercado, vindo em seguido a cultura. A liderança do ranking ficou com São Paulo e a melhor cidade avaliada em 2014, Florianópolis, na edição atual se posicionou como 2ª colocada.
Em Manaus, de acordo com o estudo, 77% das pessoas entrevistadas afirmaram que o empreendedor ocupa posição respeitada e reconhecida. A constatação leva à classificação da cidade no ranking da Endeavor sobre cultura empreendedora, onde Manaus fica em 6º lugar.
Já o fator mercado, onde a capital baré  ocupa a segunda posição, é reconhecido pelo potencial de clientes que podem ser atingidos pelas empresas, mas também considera os negócios com o governo, o B2Gov, assim como o B2B, dadas as condições da economia manauense com contingente de cerca de 500 grandes empresas instaladas em seu polo de indústrias incentivadas.
No entanto, nem tudo são flores no ranking da Endeavor, assim, os problemas que atrasam o crescimento econômico de maneira geral em Manaus, vão aparecer na pesquisa voltada para identificar oportunidades de negócios para empreendedores, como é o caso da infraestrutura e da dificuldade em obter mão de obra qualificada. Nesse quesito – capital humano – Manaus figura na lanterna do ranking, em 32º lugar.
No item infraestrutura, além das distâncias que separam Manaus dos demais centros consumidores, existem outras agravantes. A capital do Amazonas, informa o estudo, está a 121 mil quilômetros (soma das distâncias) dos outros municípios, enquanto Belém tem um somatório bem melhor, de 81 mil quilômetros. Nas demais cidades pesquisadas a média é inferior a 50 mil quilômetros.
Tão grave quanto os problemas decorrentes da falta de mão de obra e da infraestrutura precária em Manaus é a dificuldade para ter acesso a capital. Conforme a Endeavor, os bancos aplicam em Manaus, quando se compara a São Paulo, cerca de 10 vezes menos, em relação ao PIB, do que na capital paulista.
Financiamentos via venture capital ou private equity, informa a publicação da Endeavor, simplesmente não são opções com as quais empreendedores de Manaus possam contar.
O estudo, assim como o ranking ICE, pode ser ferramenta de peso para definir políticas públicas que tornem a vida de empreendedores e suas empresas mais produtivas, pois também prospecta dados sobre o custo dos tributos e da burocracia que minam a lucratividade e, às vezes, levam empreendimentos a encerrar atividades.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 08/12/2015

 

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