• Sobre o autor
  • Tudo muda, mas nem tanto

Textos & Economia

~ Artigos, crônicas e notícias sobre Manaus, economia e atualidades

Textos & Economia

Arquivos da Tag: economia

Armadilhas para quem empreende em Manaus

07 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

≈ Deixe um comentário

Tags

Amazonas, cidade empreendedora, economia, empreendedorismo, Endeavor, ICE, Manaus

A Endeavor Brasil divulgou, na semana passada, a segunda edição do Índice de Cidades Empreendedoras (ICE), desta vez com maior número de cidades pesquisadas que, na edição de 2014, listou e classificou 14 cidades, enquanto na edição de 2015, passaram a figurar 32 cidades. O estudo visa detectar cidades onde existem as melhores condições para o empreendedorismo se estabelecer. Manaus apareceu nas duas edições.

ta-estilizado-endeavor
Na edição de 2014, Manaus se classificou em 10ª lugar entre 14 cidades, na edição de 2015, a cidade está na 26ª posição, em companhia da capital do maranhão, São Luís, e à frente apenas de Cuiabá, Belém, Fortaleza, Maceió e Teresina. Na região Norte, apenas Manaus e Belém foram incluídas na pesquisa da Endeavor.

Financiamentos via venture capital ou private equity, informa a publicação da Endeavor, simplesmente não são opções com as quais empreendedores de Manaus possam contar

Os fatores estimados, chamados de pilares pela publicação, são sete e buscaram avaliar a situação, nesses locais, do seguinte: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura de empreendedor.
A melhor avaliação de Manaus, na edição de 2015, foi no pilar mercado, vindo em seguido a cultura. A liderança do ranking ficou com São Paulo e a melhor cidade avaliada em 2014, Florianópolis, na edição atual se posicionou como 2ª colocada.
Em Manaus, de acordo com o estudo, 77% das pessoas entrevistadas afirmaram que o empreendedor ocupa posição respeitada e reconhecida. A constatação leva à classificação da cidade no ranking da Endeavor sobre cultura empreendedora, onde Manaus fica em 6º lugar.
Já o fator mercado, onde a capital baré  ocupa a segunda posição, é reconhecido pelo potencial de clientes que podem ser atingidos pelas empresas, mas também considera os negócios com o governo, o B2Gov, assim como o B2B, dadas as condições da economia manauense com contingente de cerca de 500 grandes empresas instaladas em seu polo de indústrias incentivadas.
No entanto, nem tudo são flores no ranking da Endeavor, assim, os problemas que atrasam o crescimento econômico de maneira geral em Manaus, vão aparecer na pesquisa voltada para identificar oportunidades de negócios para empreendedores, como é o caso da infraestrutura e da dificuldade em obter mão de obra qualificada. Nesse quesito – capital humano – Manaus figura na lanterna do ranking, em 32º lugar.
No item infraestrutura, além das distâncias que separam Manaus dos demais centros consumidores, existem outras agravantes. A capital do Amazonas, informa o estudo, está a 121 mil quilômetros (soma das distâncias) dos outros municípios, enquanto Belém tem um somatório bem melhor, de 81 mil quilômetros. Nas demais cidades pesquisadas a média é inferior a 50 mil quilômetros.
Tão grave quanto os problemas decorrentes da falta de mão de obra e da infraestrutura precária em Manaus é a dificuldade para ter acesso a capital. Conforme a Endeavor, os bancos aplicam em Manaus, quando se compara a São Paulo, cerca de 10 vezes menos, em relação ao PIB, do que na capital paulista.
Financiamentos via venture capital ou private equity, informa a publicação da Endeavor, simplesmente não são opções com as quais empreendedores de Manaus possam contar.
O estudo, assim como o ranking ICE, pode ser ferramenta de peso para definir políticas públicas que tornem a vida de empreendedores e suas empresas mais produtivas, pois também prospecta dados sobre o custo dos tributos e da burocracia que minam a lucratividade e, às vezes, levam empreendimentos a encerrar atividades.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 08/12/2015

 

Sem leitor, livraria fecha

07 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

≈ Deixe um comentário

Tags

Amazonas, crise, economia, livraria Valer, livros, Manaus, negócio

Pesquisa sobre hábito de leitura de livros efetivada em 2011 pelo Ibope Inteligência sob encomenda do Instituto Pró-Livro (IPL), a terceira iniciativa do IPL e a segunda levada a campo pelo Ibope, dão indicações pouco alvissareiras acerca do universo de leitores no país, a “Pátria Educadora”.

liv-valer-fecha-300-isaac-maciel-081115_eliborio

A constatação, infelizmente, era esperada, no entanto, é preocupante pelas consequências que a falta do hábito de leitura pode trazer ao indivíduo como pessoa, como cidadão e para o país, por não poder criar massa crítica com maior conteúdo entre sua população, como já aconselhava Monteiro Lobato ao afirmar: “Um país se faz com homens e livros.”

De outro lado, pesquisa mais recente, de 2015, efetivada pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro, considerando o ano de 2013, traz uma boa notícia: entre os brasileiros pesquisados, a leitura de livros como atividade cultural ocupa pelo menos 35% dos entrevistados, enquanto o cinema fica com 28% e shows musicais fazem a cabeça de 22%. O porém dessas constatações é que assistir TV não foi considerado como atividade cultural.

“O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive”

 

Outras atividades culturais como ir ao teatro tem 11% de preferência; exposições de arte 8% e espetáculos de dança ficam com 7%.

Voltando ao universo dos livros e à pesquisa do IPL, cerca de 50% da população brasileira, no ano em que foi feita a terceira pesquisa, constituíam o universo de leitores do país. Esse contingente pode parecer grande, é é. Mas, a má notícia é que, na segunda mostra, efetivada em 2007, o universo dos brasileiros que se declararam leitores era de 55%, conforme a pesquisa.

A velha discussão sobre o que impede o brasileiro de ler e, na maior parte das vezes atribuído ao alto preço dos livros, conforme a pesquisa, não se sustenta, pois esse fator – poder de compra – fica na 13ª posição entre as razões pelas quais o brasileiro deixa de pegar um livro para ler.

A primeira alegação para não ler é mesmo a falta de interesse pela leitura, declarada por 78% dos entrevistados, seguida de 50% informada por aqueles que dizem não ter tempo.

Em um mundo globalizado, com meios de comunicação que o tornaram uma aldeia global, como já predizia Marshall McLuhan lá pelos anos 1960, quando os maiores fenômenos de mídia eram a TV e o rádio, além, obviamente, da telefonia a unir as diversas partes do planeta, as mídias eletrônicas atuais são fortes concorrentes dos livros, como bem exemplifica a pesquisa do IPL.

Por ali, do universo de entrevistados, 85% preferem assistir TV quando têm tempo livre, enquanto outros 52% preferem ouvir música ou rádio. A opção de pegar um livro é a 7ª, com 28% de preferência.

Assim, não é de estranhar que a pesquisa da Fecomércio/RJ tenha flagrado o fato de que sete, entre dez brasileiros, não leram nenhum livro no ano anterior à pesquisa. Lamentável, mesmo quando se sabe que, nas palavras do padre Antonio Vieira “O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive.”

Apesar disso, Manaus perde uma de suas boas livrarias neste mês de novembro com o fechamento da Valer e, como registro, posso afirmar que vi, no último domingo, a Livraria Valer fazer sua promoção anual e encher a casa com leitores e compradores de livros. Infelizmente, ao que consta, pela última vez.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 10/11/2015

Uma titular para problemas da Suframa

07 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

≈ Deixe um comentário

Tags

Amazonas, crise, economia, nomeação, PPB, problemas, PT, Rebecca Garcia, suframa, zona franca

A ex-deputada Rebecca Garcia viajou, na segunda-feira, 26, para Brasília, onde deve cumprir compromissos já agendados antes de sair sua nomeação para a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Mesmo assim, a ex-deputada deve fazer contatos com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), ao qual a Suframa está vinculada.

buracos-di-mns-b300

É possível que os dois mandatos de Rebecca Martins Garcia como deputada federal lhe abram algumas portas não só no Mdic, assim como em outras instâncias para as quais possa encaminhar as numerosas demandas que seu novo cargo lhe vai dar.

Com a nomeação de titular da Suframa publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 26, Rebecca já alinhavou pelo menos três prioridades para sua gestão à frente da agência de desenvolvimento regional, nenhuma delas, no entanto, é coisa nova, pelo contrário, são situações que prejudicam investidores do Polo Industrial de Manaus há muitos anos sem que se tenha solução.

O primeiro problema é a questão da remuneração dos servidores da Suframa, cozinhado em banho-maria desde a gestão de Lula e vetado pela presidente Dilma Rousseff na última tentativa de equalizar a questão salarial dentro do próprio Mdic, onde o quadro da Suframa é o de menor remuneração.

A outra situação a exigir atenção prioritária é o desengavetamento dos processos produtivos básicos (PPBs), cuja responsabilidade de aprovar fica em Brasília e pouco pode ser feito, na própria Suframa, para agilizar aqueles já encaminhados e sem resposta pelos ministérios que os aprovam e homologam.

A nova superintendente também já se dispôs buscar os meios para recuperar a infraestrutura do Distrito Industrial de Manaus, com ênfase, é de se esperar,  na recuperação das vias de circulação daquela região da cidade. Os buracos – e mondrongos -, como ela mesma já reconheceu, fazem até vergonha quando se leva um investidor para visitar o Distrito Industrial. Isso, sem falar da ausência de ligação rodoviária com os centros consumidores, apesar de a BR-319 estar sendo usada de forma precária no transporte de passageiros há cerca de três semanas.

O que não vai faltar à titular da Suframa são problemas e talvez aquele que vai fazê-la suar mais para resolver seja a liberação da Taxa de Serviços Administrativos (TSA), recursos captados das indústrias incentivadas do PIM, mas cuja aplicação não acontece na região, uma vez que o governo federal utiliza o contingenciamento destes recursos para gerar superávit primário, apesar de as contas daquela esfera governamental estarem furadas em muitos bilhões já há bastante tempo. Conforme observadores, haveria pelo menos R$ 1 bilhão contingenciado sem que a autarquia possa usar essa verba.

Se a crise, produto da má gestão federal, detonou a economia do país, uma outra ponta a ser atacada é a manutenção do emprego nas indústrias incentivadas, as quais, em decorrência da recessão, têm demitido de acordo com suas necessidades específicas, isto é, a preocupação social com o trabalhador é mínima nessa conjuntura.

Se os empregos estão sendo podados nas bancadas das indústrias de Manaus, uma das causas pode ser a busca por produtividade com o acirramento da inflação no país, acompanhado da valorização do dólar a levar o investidor a buscar formas de ganhar produtividade com a aquisição de insumos no exterior, o que vai impactar diretamente na indústria de componentes instalada no PIM.

Só para lembrar, não podem ser esquecidos fatores que impactam na atividade da Suframa como a necessidade de um concurso para adequar o quadro funcional às demandas, as alternativas tecnológicas que poderiam ser abertas à região por meio do Centro de Biotecnologia da Amazônia e o CT-PIM, entre outros.

Por fim, cabe perguntar à nova superintendente se o Distrito Agropecuário da Suframa vai ter alguma atenção ou se será dada outra solução àquela iniciativa que sempre foi o patinho feio na área de atuação da autarquia.

No mais, é desejar sucesso à nova titular da Suframa.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 27/10/2015

Indicadores da indústria incentivada são negativos

07 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

≈ Deixe um comentário

Tags

crise, economia, Manaus, polo industrial, suframa

Os Indicadores de Desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM), até  junho, apresentavam, na maior parte, números negativos à exceção da tabela que registra a evolução do dólar. Ali, em janeiro de 2015, a moeda norte-americana era cotada à razão de R$ 2,6442, enquanto no mês que fechou o primeiro semestre a cotação era de R$ 3,1117.

Quando o tema é a participação setorial no faturamento, os eletroeletrônicos continuam a liderar as vendas com 29,51%

Assim, a moeda brasileira foi depreciada em mais de 18% entre janeiro e junho de 2015, ou, se a perspectiva for pelo outro lado, o dólar se valorizou naquele percentual face ao real.
No tocante à produção do PIM, a crise econômica, política, e a consequente baixa na demanda, assim como a valorização do dólar, serviram para derrubar a importação de insumos pela indústria incentivada. Se em junho de 2014 já se registrara queda de 10,21%, com a importação de insumos no montante de US$ 6,27 bilhões, neste exercício as importações se limitaram a US$ 4,89 bilhões, despencando 21,96%.
Enquanto a importação de insumos está em queda, a compra, de modo geral, acompanha o ritmo, ou a falta de ritmo da produção. Com aquisições no valor de US$ 7,46 bilhões, a curva descendente acusou baixa de 23,25%, frente às compras de US$ 9,72 bilhões  em junho de 2014.
Embora as exportações do PIM não sejam o carro-forte de vendas, cabe fazer o registro da baixa no primeiro semestre de 2015, quando foram exportados US$ 290 milhões, com queda de 23,38%, a reforçar a baixa registrada em junho de 2014, de 6,81%, com vendas externas de US$ 379 milhões.
A ladeira das vendas, que em junho do ano passado apresentava um leve declive de 2,12%, com faturamento de US$ 17,98 bilhões, neste exercício teve a ajuda dos fatores enumerados nos primeiros parágrafos deste texto para, à semelhança de uma retroescavadeira, cavar um buraco de 29%, com vendas de US$ 12,79 bilhões no período.
Quando o tema é a participação setorial no faturamento, os eletroeletrônicos continuam a liderar as vendas com 29,51%, em seguida vem duas rodas, com 17,83%. Os bens de informática  ficam na terceira posição com 16,57% e, em quarta posição, o setor químico com 13,17%. Esses quatro setores são responsáveis pelo faturamento de US$ 9,86 bilhões, equivalentes a 77% dos US$ 12,79  bilhões faturados até junho de 2015.
Para quem acha que as más notícias terminaram, no entanto, talvez o pior seja o desempenho desses quatro setores de maior relevância entre as indústrias do PIM, uma vez que os quatro tiveram baixas de dois dígitos no seis meses do primeiro semestre de 2015.
Quem mais perdeu faturamento foram os eletroeletrônicos, com vendas de US$ 3,77 bilhões, face aos US$ 6,23 bilhões de 2014, o fosso aí equivale a perda de vendas de 40%, informam os indicadores da Suframa. Bens de informática faturaram US$ 2,12 bilhões, ante US$ 2,97 bilhões no primeiro semestre de 2014, com perdas de vendas equivalentes a 28,63%.
O segmento de duas rodas perdeu 21,17% do faturamento em seis meses, comparados ao mesmo período de 2014, com vendas de US$ 2,28 bilhões neste ano. Por fim, o setor químico faturou US$ 1,68 bilhão, com baixa de 18,63%, comparado aos US$ 2,07 bilhões no primeiro semestre de 2014.
Como se vê, a ladeira está em plena construção e não há, por enquanto, nenhuma evidência de que possa melhorar, principalmente quando se tem em vista as expectativas divulgadas em relação à inflação e outros indicadores que mostram pessimismo dos analistas quanto ao desempenho da economia.
Nesta segunda-feira, 28,  a Suframa divulgou os números relativos ao mês de julho, os quais, grosso modo, mantêm as mesmas tendências de baixa, de ladeira abaixo na indústria incentivada de Manaus.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 29/09/2015

 

Durante pedalada, Dilma vira salvadora de ciclista

07 quarta-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

≈ Deixe um comentário

Tags

Brasil, CPMF, crise, Dilma Rouseff, economia, pedalada

A presidente Dilma Rousseff fez uma boa ação nesta quarta-feira, durante sua pedalada matinal. Ao ver um ciclista ferido, que momentos antes atropelara um cachorro, ela resolveu esperar pelo socorro do Samu ao lado do ciclista. Muito legal.

0-dilma-ciclista

A presidente está de visual mais enxuto, magra e, quem sabe, até mais elegante com sua silhueta mais esbelta. Ponto para a presidente que, de repente, viu no esporte a maneira de baixar o estresse, ao mesmo tempo em que malha o corpo.

O Brasil, que ela administra, poderia, também, estar com a silhueta mais afilada, caso a presidente tivesse assumido a postura proativa de ouvir economistas e mesmos alguns, poucos, diga-se, assessores que tiveram a ousadia de lhe mostrar o buraco para o qual o Brasil estava sendo empurrado com a política econômica que privilegiou o consumo e o gasto público sem freio.

O ciclista ferido que ela encontrou na rua nesta quarta-feira, lá atrás, poderia ter sido o Brasil, ferido também por pedaladas que, dizem os técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU), foram aplicadas para mostrar um balanço azul quando o buraco já era bem maior que R$ 30 bilhões.

O país já teve um presidente-atleta que não aguentou o rojão dos caras-pintadas e foi apeado do poder lá pelos anos 1990. Também foi vítima de uma tal CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira -, que de tão provisória, durou 10 anos e só acabou quando o Congresso Nacional assim resolveu.

Criticadíssima pelo então candidato a ser presidente da República, Lula da Silva, agora o mesmo expediente de buscar no bolso do contribuinte a grana para pagar o rombo do populismo lulo-petista está sendo aplicado pela presidente Dilma, embora seus ministros avisem que, dessa vez, só vai durar 4 anos. Mas a mordida, alega outro ministro do governo petista, é pequena, bem miudinha, a população, que segundo esse tal ministro, está preparada para pagar o tributo, nem vai sentir, afirma.

O que ninguém na equipe econômica ou qualquer outra do governo Dilma diz é que essa mordidinha é um tributo em cascata, que se acumula ao longo da cadeia de produção ou de serviço e vai onerar todos os consumidores, já que as empresas têm mecanismos para repassar a tal mordidinha para os preços de seus produtos ou serviços.

Enquanto a população amarga os juros que devem estar entre os mais altos do mundo, vê seu poder de compra cair sob o embalo da inflação que se encaminha para os dois dígitos, a presidente rouba a cena para aparecer como a salvadora… do ciclista.

Pobre Brasil e brasileiros.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 16/09/2015

Promessas de sempre e o desemprego atual

05 segunda-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

≈ Deixe um comentário

Tags

desemprego, economia, greve, inflação, mercadoria, porto, suframa

conteineres

Depois de 56 dias de greve, o Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa) decidiu pôr fim ao movimento paredista sem que, até onde se sabe, tenham obtido qualquer ganho. No entanto o movimento perdeu força depois que técnicos da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), amparados por medida judicial, fizeram o serviço de liberação de quase mil unidades de carga que estavam à espera de ser desembaraçadas.

Se do lado dos servidores da Suframa o que restou foram as promessas de sempre, desta vez sob o artifício de que os sindicalistas deram um voto de confiança aos parlamentares dos cinco Estados afetados pela greve – Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima– do lado do Estado, da indústria e da própria cidade de Manaus não foram poucos, nem pequenos, os prejuízos causados pela paralisação.

 

O Amazonas perdeu na arrecadação e a indústria calcula em cerca de US$ 5 bilhões as perdas em função da greve dos servidores da Suframa, cujo movimento sofreu impacto da ação do governo estadual no momento em que fiscais da Sefazforam mobilizados para liberar carretas, contêineres, entre outros, a fim de não paralisar ainda mais a atividade econômica no Amazonas.

 

Outra consequência que a greve trouxe foi a desatualização dos dados, normalmente informados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus, com a divulgação mensal dos indicadores industriais. A última edição publicada se refere ao mês de março de 2015.

Em ano de crise, recessão, desemprego e queda nos salários, a informação ganha maior valor, pois é de importância crucial para nortear o planejamento de entidades públicas e do setor privado. Desatualizados os dados, o que é ruim, como o desempenho da atividade econômica abaixo do esperado e com estimativas de analistas avaliando que o produto interno bruto (PIB) deste ano deve ser negativo em mais de 1,5%, as expectativas só pioram.

 

Se a Suframa, por força da greve, deixou de atualizar os indicadores, nem por isso as más notícias deixam de chegar por outras vias, como é o caso do Cagedreferente ao mês de junho, divulgado na sexta-feira, e que mostra o crescimento das perdas dos postos de trabalho pelo país afora.

 

No Amazonas, a contabilidade do extermínio de vagas, assim como o destino da Suframa, preocupam mais do que o normal. Em 12 meses, conforme informações do Caged, foram detonadas 17.412 vagas. Deste total, as maiores perdas aconteceram em 2015, quando 16.951 foram ceifadas no primeiro semestre, das quais 3.859 aconteceram no mês de junho. Os números, se trabalhados pela média, dá como medida um corte mensal de 2.825 vagas.

 

Agora, infelizmente, vêm as péssimas notícias, já que as anteriores eram as más. Assim, como parte do ajuste fiscal ainda está por ser aprovado no Congresso Nacional, a expectativa da inflação continua a indicar demora em baixar o nívelatual, além da conjuntura política tornar o ambiente de negócios complicado para investidores, só se pode dizer, por enquanto, que o túnel deve ser escavado a fim de que a luz, quem sabe no fim de 2016, possa ser avistada.

Se depender de más notícias, mensageiro morre

05 segunda-feira dez 2016

Posted by Eustáquio Libório in Textos & Economia

≈ Deixe um comentário

Tags

brasília, economia, inflação, Manaus, PIM, política, zona franca

sedependermasnoticias-300x152

No Planalto e imediações, a conjuntura política continua desfavorável para a presidente, apesar de suas viagens internacionais e das tentativas de lavar as mãos sobre os casos de corrupção que aparecem a cada delação premiada que os procuradores e o juiz federal Sérgio Moro ouvem.

Se a política tem trazido dissabores para a presidente Dilma Rousseff, pior ainda é a economia, onde o acúmulo de pisadas na bola ocorrido no primeiro mandato da petista abriu a represa de notícias ruins para a população com desemprego, inflação próxima dos dois dígitos e os juros, mais altos que voo em altitude de cruzeiro, só fazem a festa dos banqueiros, para variar.

Para a indústria de Manaus, as más notícias também desembarcam nas páginas do anuário Melhores e Maiores 2015, da revista Exame

Quanto às boas notícias, só tem a que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na última sexta-feira, 10, de que a produção industrial no Brasil deu um soluço em maio e cresceu incríveis 0,6%. O mensageiro, no entanto, corre o risco de morrer, pois junto à boa nova entregou outras nem tanto.

No comparativo entre maio de 2014/15, informa o IBGE, a produção industrial caiu 8,8%, enquanto no acumulado de janeiro a maio, a baixa foi de 6,9% e, em 12 meses, a queda foi um pouco menor: 5,3%.

Enquanto no Planalto a presidente diz que não cai, mas precisa ser ajudada, na planície o que se tem são os processos remanescentes da campanha eleitoral de 2014, da coligação do atual ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, contra o governador José Melo, que entram na pauta do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas.

A economia por aqui acompanha a conjuntura nacional e o Distrito Industrial continua em baixa como atestam os números do IBGE sobre a produção da indústria local, responsável por 37,3% do produto interno bruto (PIB).

Conforme aquele instituto, em maio a produção da ZFM cresceu 2,6%, mas os outros três comparativos são todos negativos. Entre maio de 2014 e mesmo mês deste ano, a produção da indústria incentivada caiu 13,7%. No acumulado entre janeiro e maio de 2015, a atividade do setor despencou 17,3%. Já o acumulado de 12 meses é menos ruim: queda de 13%.

A consequência da baixa na produção da Zona Franca de Manaus repercutiu em perda de arrecadação do ICMS no Estado do Amazonas. Se no primeiro trimestre a estimativa era de perder cerca de R$ 237 milhões em receitas, junho, conforme números da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) consolidou perdas de R$ 251 milhões. Ao governador restou empunhar o instrumento do alfaiate e emplacar mais uma série de cortes definidos no sábado, dia 4 de julho.

Para a indústria de Manaus, as más notícias também desembarcam nas páginas do anuário Melhores e Maiores 2015, da revista Exame, que compara o desempenho das empresas em 2013 e 2014. O Amazonas, que em edições anteriores já emplacou número próximo de 20 empresas entre as 500 maiores, nesta edição só conseguiu incluir dez e apenas a Samsung ficou entre as 20 maiores, ocupando a 19ª posição, com recuo de duas, pois em 2014 era 17ª maior.

Das dez listadas em Melhores e Maiores, cinco subiram posições, quatro perderam posições com desempenho pior em 2014 e uma, a Digibras, entrou no ranking em 384º lugar.

Por fim, cabe registrar que se 2015 está ruim, nada indica que 2016 traga melhores notícias, até pelo prazo, nada curto, que os ajustes a serem feitos na economia vão demandar.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 14/07/2015

Horizonte tenebroso do país sem quilha

16 quarta-feira mar 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

≈ Deixe um comentário

Tags

Brasil, cartão de crédito, dívida pública, economia, juros, selic

A vida do brasileiro está difícil e não deve ficar menos ruim tão cedo a se manterem as tendências atuais de juros, inflação e desemprego em alta, enquanto a renda cai e, de carona, o consumo vai derrubando a produção industrial em um círculo que não tem nada de virtuoso, pelo contrário, está mais para vicioso, se me perdoam o trocadilho.

naufragio-02

A indisciplina fiscal que aconteceu nos últimos anos está cobrando seu preço e na alça de mira do cobrador quem aparece com maior destaque é o bolso do cidadão, também conhecido como consumidor ou contribuinte.

Esse é o quadro atual, já o horizonte se apresenta tão tenebroso que é melhor dar um tempo antes de tentar adivinhar

Se o cidadão cometeu o erro de, em 2014, reeleger a presidente petista, agora quem está sendo apenado é um tal de consumidor. Por falta da oferta de crédito e, quando esse aparece, os juros, a alturas estratosféricas, inibem sua utilização. Com isso, o consumidor teve que se metamorfosear em outro personagem, malquisto e malvisto pelo comércio e pelos bancos: chama-se inadimplente.

Enquanto o inadimplente renegocia suas dívidas, um eufemismo usado para fazê-lo pagar o valor original de sua obrigação a juros exorbitantes por um prazo a perder de vista, mas que beira a eternidade, com a única vantagem de caber no orçamento do pobre inadimplente que tem, ainda assim, a vaidade estar limpando seu nome.

Mas se o inadimplente renegocia sua dívida e faz sacrifícios para sair do vermelho, mesmo ao preço de cortar, em alguns casos, despesas essenciais, um outro personagem entra em cena para atender ao chamado, quase intimação, de algo conhecido e fomentado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) como ajuste fiscal. Isto é, o governo – a tal petista – que desajustou meio mundo, agora convoca o contribuinte para pagar sua parte na festa da qual ele pouco participou.

A conta que acaba de embarcar na vida do contribuinte sem ao menos pedir licença deve ficar aí pela casa dos R$ 70 bilhões e vai ser sentida na falta de investimentos em infraestrutura, na educação, moradia e saúde, para citar as áreas mais atingidas pela tesoura federal.

Na outra ponta, a do tesouro federal, a dívida pública – parte mais visível da indisciplina fiscal –  teve um “pequeno” crescimento entre os meses de fevereiro e março: passou de R$ 2,33 trilhões para R$ 2,44 trilhões. Quer dizer, em 30 dias a dívida cresceu “apenas” R$ 11 bilhões. A pior parte nessa conta, porém, é o montante dos juros pagos, os quais, conforme o Tesouro Nacional, foi de R$ 29,50 bilhões, devidamente financiados com a emissão de papéis remunerados à taxa Selic.

Mas aí o cidadão, contribuinte, consumidor, inadimplente e um tal de desempregado, figura que também está aparecendo aos montes nas ruas do Brasil, vai perguntar: e o que temos a ver com isso? Tudo.

Me explico: o crédito está escasso porque a dívida pública cresceu e continua a se expandir, com isso, grosso modo, os juros – Selic – aumentam, pois os bancos veem risco maior, logo, suas taxas serão maiores. Mas como a Selic é taxa básica, isto é, outras operações de crédito são calculadas a partir dela, finda por atingir tanto a produção – indústria -, comércio e serviços, sem falar na renda de salários do pobre consumidor, já apenado pela inflação, que deve atingir 8,17% no fim de 2015, ou mais.

O consumidor que virou inadimplente – você ou algum conhecido seu – ao pagar aos bancos taxas de juros mensais, em cartões de crédito, por exemplo, que ultrapassam aquela anualizada para a Selic, hoje em 13,25%, se dá mal. Nesse caso, por exemplo, o Santander cobra 16,99% ao mês se você não quitar a fatura, o Bradesco cobra 14,50%, enquanto o Itaú vai a 14,89%, para citar três bancos maiores.

Esse é o quadro atual, já o horizonte se apresenta tão tenebroso que é melhor dar um tempo antes de tentar adivinhar, porque prever é missão quase impossível, para onde a nau sem quilha que é o Brasil se encaminha.

Publicação no Jornal do Commercio, edição de 26/05/2015

 

Em 2015, Brasil vai estagnar

12 quarta-feira nov 2014

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

≈ Deixe um comentário

Tags

Brasil, contas públicas, economia, estagflação, inflação, previsão

br-estagflacao-brasil-economia-2015-b

É no mínimo pessimista a visão que o economista Felipe Miranda, formado pela Faculdade de Economia da USP e sócio da Empiricus Research, tem sobre o que aguarda a economia brasileira e o 2º mandato da presidente Dilma Roussef no próximo ano.

O desempenho de estatais como Petrobras e Eletrobras, para ficar em dois exemplos mais conhecidos do público, são criticados de forma dura

Em vídeo distribuído via rede social, o economista usa termos pesados para demonstrar que seus diagnósticos acerca de uma catástrofe econômica que se avizinha. Ele demonstra, com a ajuda de indicadores econômicos, as causas do que está por vir e a opção por uma mudança nos rumos da política econômica do país, tomada há cerca de 5 anos, quando se optou por um Estado assistencialista e que incentivou o consumismo.

Ex-integrante da equipe Sales de Derivativos do Deutsche Bank e ex-analista da Monitor Clipper Partners, além de ex-professor da FGV-SP, não faltam credenciais ao analista econômico para fazer as previsões que distribuiu via internet. Miranda chega a alertar, no início do vídeo, que o panorama traçado por ele se embasa em fundamentos técnicos e, assim, não vai agradar à esquerda, à direita e nem aos petistas.

Uma de suas observações mais pesadas é quando se refere à presidente Dilma Rousseff. Segundo Miranda, indagada sobre por que o Brasil cresceu tão pouco durante o primeiro mandato, Dilma teria respondido simplesmente que “Não sabia”.

Em média, o crescimento do produto interno bruto (PIB) entre 2009 e 2013 foi de 1,5%, sem contabilizar aí as receitas de concessões e os rendimentos de dividendos. Mas, a má notícia, conforme o economista da Empiricus, é que neste exercício, não vai ultrapassar 1%.

No caso do câmbio, que Miranda previa chegar ao fim de dezembro de 2014 acima de R$ 2,45, a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 10, indicou que os agentes econômicos consultados pelo Banco Central já alteraram suas previsões elevando para R$ 2,50 a cotação da moeda norte-americana no fim do ano.

O desempenho de estatais como Petrobras e Eletrobras, para ficar em dois exemplos mais conhecidos do público, são criticados de forma dura. Conforme o analista da Empiricus, a Petrobras como empresa foi destruída, pois o valor de suas ações só caiu durante os governos petistas.

A origem de todos males que já acontecem no Brasil e de outros que devem ocorrer o futuro próximo estão justamente em 2008, a partir da crise internacional e das medidas tomadas pelas autoridades brasileiras.

Quando, há 5 anos, houve a mudança da política econômica, o país ficou direcionado a assistir a deterioração das contas públicas, escassez do investimento público, além do represamento de preços dos combustíveis e da energia como forma de controle de preços para mascarar a inflação.

Medidas sem sustentação a longo prazo têm data certa para levar o Brasil a um futuro de sacrifícios que, no cenário de Felipe Miranda, vai impactar os orçamentos das famílias com escassez de crédito decorrente da necessidade de financiar a dívida pública, o que vai elevar os juros, como já está acontecendo com o novo valor da Selic.

Só para finalizar, o relatório em vídeo de Felipe Miranda se intitula exatamente “O Fim do Brasil” e pode ser baixado do Youtube ou da página da Empiricus.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 11/11/2014

Dilma, o retorno em missão espinhosa

28 terça-feira out 2014

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

≈ Deixe um comentário

Tags

2014, Amazonas, Bovespa, Brasil, dólar, Dilma Rousseff, economia, eleições, governabilidade, governador, José Melo, PT, reforma política

A reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) neste domingo, 26, pode ser considerada como um marco nas eleições brasileiras após a redemocratização nos anos 1980, inclusive pela vitória apertadíssima obtida nas urnas. Pela votação da petista, em confronto com a do tucano Aécio Neves, fica claro que metade dos brasileiros não quer mais o PT no comando do país.

As dificuldades da presidente Dilma, no entanto, não se resumem ao front político, onde ela também prometeu uma reforma urgente, mas também ao front econômico, e neste, como se disse no início, os efeitos já surgiram no dia seguinte à sua reeleição.

Dos 105,54 milhões de votos válidos computados pela Justiça Eleitoral no pleito do dia 26, a presidente Dilma Rousseff abocanhou 54,50 milhões, enquanto Aécio Neves obteve 51,04 milhões de votos. Em termos relativos são 51,64% para a presidente reeleita e 48,36% para o candidato tucano que sai fortalecido para sua atuação como senador da República e líder da metade dos brasileiros.

São esses números que dão suporte à afirmação inicial sobre o ineditismo da eleição de 2014, que também enveredou por caminhos sujos e pegajosos não somente em nível presidencial, mas também aqui pelo Amazonas, onde não foi raridade a preparação arapucas para enlaçar eleitores que não se acautelassem ao escolher o candidato para o governo estadual.

Se do lado da presidente Dilma Rousseff a reeleição tem efeitos imediatos, como por exemplo a queda de uma bolsa que os mais pobres pouco sabem sobre o que é e como opera, a Bolsa de Valores de São Paulo (BMFBovespa) que abriu a segunda-feira operando em baixa e, ao meio-dia já desabara mais de 6%.

Se a reeleição de Dilma garantiu, como tanto ela quanto Aécio Neves prometeram, a manutenção e melhorias no programa Bolsa Família, pode-se afirmar, em contrapartida, que no caso mercado de moedas, o câmbio do dólar também sofreu influência do resultado da eleição com a moeda norte-americana sendo cotada, nesta segunda-feira, quase 4% mais cara do que o fechamento da última sexta-feira.

A par do mal desempenho do partido da presidente reeleita, o PT, nas eleições deste ano, quando o Partido dos Trabalhadores encolheu 20,45% ao perder 18 deputados que não mais terão assento na Câmara Federal em 2015, resta à presidente fazer, de verdade, o que já anunciou que está disposta a fazer: estender a mão para a conciliação no Congresso Nacional e com o país.

Nessa rota, não serão poucas as pedras que seu marqueteiro-mor colocou no meio do caminho com a operação do marketing de guerrilha política que tirou partidos da influência do governo durante a campanha do vale tudo para manter Dilma Rousseff no comando do país. Se o resultado foi atingido, o preço a pagar vai ser bem mais alto para conseguir a governabilidade.

As dificuldades da presidente Dilma, no entanto, não se resumem ao front político, onde ela também prometeu uma reforma urgente, mas também ao front econômico, e neste, como se disse no início, os efeitos já surgiram no dia seguinte à sua reeleição.

Nos próximos quatro anos as medidas que impactam inflação, cuja meta pelo teto de 6,5% não tem como ser cumprida neste exercício, terão que ser efetivadas, mexendo em preços administrados como o dos combustíveis, entre outros. Essas medidas, como se sabe, não serão nada populares e devem corroer parte do capital político da presidente. Além disso, há não se pode esquecer da infraestrutura do país que necessita de atenção urgente.

Enquanto isso, no Amazonas, o governador José Melo (Pros) tem mais quatro anos para se consolidar como administrador público eleito pelo voto direto de 869.992 amazonenses que acreditaram em suas propostas.

Publicação no Jornal do Commercio, ed. 28/10/2014

← Posts mais Antigos
Posts mais Recentes →

Assinar

  • Entradas (RSS)
  • Comentários (RSS)

Arquivos

  • maio 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • agosto 2024
  • novembro 2023
  • outubro 2022
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • março 2016
  • maio 2015
  • março 2015
  • fevereiro 2015
  • janeiro 2015
  • dezembro 2014
  • novembro 2014
  • outubro 2014
  • setembro 2014
  • agosto 2014
  • julho 2014
  • fevereiro 2014
  • janeiro 2014

Categorias

  • Artigo
  • Crônica
  • Notícia
  • Press release
  • Sem categoria
  • Textos & Economia

Meta

  • Criar conta
  • Fazer login

Blog no WordPress.com.

  • Assinar Assinado
    • Textos & Economia
    • Junte-se a 42 outros assinantes
    • Já tem uma conta do WordPress.com? Faça login agora.
    • Textos & Economia
    • Assinar Assinado
    • Registre-se
    • Fazer login
    • Denunciar este conteúdo
    • Visualizar site no Leitor
    • Gerenciar assinaturas
    • Esconder esta barra
 

Carregando comentários...