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Horizonte tenebroso do país sem quilha

16 quarta-feira mar 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, cartão de crédito, dívida pública, economia, juros, selic

A vida do brasileiro está difícil e não deve ficar menos ruim tão cedo a se manterem as tendências atuais de juros, inflação e desemprego em alta, enquanto a renda cai e, de carona, o consumo vai derrubando a produção industrial em um círculo que não tem nada de virtuoso, pelo contrário, está mais para vicioso, se me perdoam o trocadilho.

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A indisciplina fiscal que aconteceu nos últimos anos está cobrando seu preço e na alça de mira do cobrador quem aparece com maior destaque é o bolso do cidadão, também conhecido como consumidor ou contribuinte.

Esse é o quadro atual, já o horizonte se apresenta tão tenebroso que é melhor dar um tempo antes de tentar adivinhar

Se o cidadão cometeu o erro de, em 2014, reeleger a presidente petista, agora quem está sendo apenado é um tal de consumidor. Por falta da oferta de crédito e, quando esse aparece, os juros, a alturas estratosféricas, inibem sua utilização. Com isso, o consumidor teve que se metamorfosear em outro personagem, malquisto e malvisto pelo comércio e pelos bancos: chama-se inadimplente.

Enquanto o inadimplente renegocia suas dívidas, um eufemismo usado para fazê-lo pagar o valor original de sua obrigação a juros exorbitantes por um prazo a perder de vista, mas que beira a eternidade, com a única vantagem de caber no orçamento do pobre inadimplente que tem, ainda assim, a vaidade estar limpando seu nome.

Mas se o inadimplente renegocia sua dívida e faz sacrifícios para sair do vermelho, mesmo ao preço de cortar, em alguns casos, despesas essenciais, um outro personagem entra em cena para atender ao chamado, quase intimação, de algo conhecido e fomentado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) como ajuste fiscal. Isto é, o governo – a tal petista – que desajustou meio mundo, agora convoca o contribuinte para pagar sua parte na festa da qual ele pouco participou.

A conta que acaba de embarcar na vida do contribuinte sem ao menos pedir licença deve ficar aí pela casa dos R$ 70 bilhões e vai ser sentida na falta de investimentos em infraestrutura, na educação, moradia e saúde, para citar as áreas mais atingidas pela tesoura federal.

Na outra ponta, a do tesouro federal, a dívida pública – parte mais visível da indisciplina fiscal –  teve um “pequeno” crescimento entre os meses de fevereiro e março: passou de R$ 2,33 trilhões para R$ 2,44 trilhões. Quer dizer, em 30 dias a dívida cresceu “apenas” R$ 11 bilhões. A pior parte nessa conta, porém, é o montante dos juros pagos, os quais, conforme o Tesouro Nacional, foi de R$ 29,50 bilhões, devidamente financiados com a emissão de papéis remunerados à taxa Selic.

Mas aí o cidadão, contribuinte, consumidor, inadimplente e um tal de desempregado, figura que também está aparecendo aos montes nas ruas do Brasil, vai perguntar: e o que temos a ver com isso? Tudo.

Me explico: o crédito está escasso porque a dívida pública cresceu e continua a se expandir, com isso, grosso modo, os juros – Selic – aumentam, pois os bancos veem risco maior, logo, suas taxas serão maiores. Mas como a Selic é taxa básica, isto é, outras operações de crédito são calculadas a partir dela, finda por atingir tanto a produção – indústria -, comércio e serviços, sem falar na renda de salários do pobre consumidor, já apenado pela inflação, que deve atingir 8,17% no fim de 2015, ou mais.

O consumidor que virou inadimplente – você ou algum conhecido seu – ao pagar aos bancos taxas de juros mensais, em cartões de crédito, por exemplo, que ultrapassam aquela anualizada para a Selic, hoje em 13,25%, se dá mal. Nesse caso, por exemplo, o Santander cobra 16,99% ao mês se você não quitar a fatura, o Bradesco cobra 14,50%, enquanto o Itaú vai a 14,89%, para citar três bancos maiores.

Esse é o quadro atual, já o horizonte se apresenta tão tenebroso que é melhor dar um tempo antes de tentar adivinhar, porque prever é missão quase impossível, para onde a nau sem quilha que é o Brasil se encaminha.

Publicação no Jornal do Commercio, edição de 26/05/2015

 

Da aldeia global à sociedade em rede

14 segunda-feira mar 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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aldeia global, Castells, comunicação, McLuhan, redem social, Tecnologia

Lá pelos anos 1960, Marshall McLuhan se debatia com conceitos do que ele chamou de “era da eletricidade” para explicar a simultaneidade da tecnologia de ponta de então, coisas como as comunicações via satélite, que possibilitavam assistir programas de TV e ouvir rádio de qualquer parte do mundo, ampliando, assim, os sentidos do ser humano, que podia fazer telefonemas de um continente para outro e derrubava, dessa forma, a barreira do tempo e do espaço, aproximando as sociedades por meio da tecnologia.

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Aquelas tecnologias que tornavam possível transmitir imagens à distância, geralmente telefotos em preto e branco e de baixa resolução, assim como textos, via telex, 24 horas por dia, só estavam ao alcance de empresas com cacife financeiro para bancar os altíssimos custos.

É interessante a constatação de McLuhan, em “Os meios de comunicação como extensões do homem” de que a International Business Machines, a IBM fundada em 1911, só começou a ter visibilidade depois de perceber que não produzia máquinas e, sim, processamento de informações.

A migração dos computadores das empresas para as residências, nos anos 1980/90, foi o início, talvez, do que hoje um dos autores mais consagrados em seu campo de pesquisa, Manuel Castells, chama de ‘sociedade em rede’

O criador da expressão “aldeia global” também não deixou por menos ao criticar a forma de atuação da General Eletric, que, à época, tirava a maior parte de seus lucros da venda de lâmpadas elétricas. Nessa parte, a opinião, ou melhor, o conceito adotado por McLuhan vai muitos anos à frente quando ele diz que a “luz é informação pura” e, desse modo, a GE deveria se ver no segmento da informação móvel, como a AT&T, para citar uma gigante das comunicações daqueles anos.

Porém, o desenvolvimento das tecnologias da informação e sua consequente expansão viria a acontecer nas décadas seguintes, transformando o mundo e a convivência das pessoas, as quais, no primeiro momento, tiveram o bônus de ver seu poder de comunicação passivo aumentar com as tecnologias do rádio e da TV e, depois, quando a informatização das empresas chegou para valer, ter maiores facilidades nos relacionamentos comerciais.

O melhor (?), no entanto, já antevisto por McLuhan, ainda estava por vir, quando, nas décadas de 1960/70, foram iniciados estudos, por militares norte-americanos, para a criação da rede mundial de computadores. Embora não se tenha uma data exata para o surgimento do que viria a ser a internet atual, cria da Arpanet, e o impacto que os três Ws – world wide web – teria no mundo globalizado do fim do século 20 em diante, a tecnologia estava em gestação.

A migração dos computadores das empresas para as residências, nos anos 1980/90, foi o início, talvez, do que hoje um dos autores mais consagrados em seu campo de pesquisa, Manuel Castells, chama de “sociedade em rede”.

Não é à toa que um dos trabalhos organizados por Castells ganhou o título de “A Sociedade em Rede: do Conhecimento à Política”, onde a discussão é justamente sobre a mudança para um novo paradigma tecnológico e a ênfase está justamente sobre a dicotomia de a tecnologia moldar a sociedade, ou, ao contrário, esta ser responsável em dar forma à tecnologia, conforme as necessidades e interesses das pessoas que as utilizam.

Castells, neste aspecto, é muito claro ao dizer que é a sociedade, os usuários que moldam a tecnologia adaptando-a a seus valores e interesses. Nada mais claro quando se avalia, por exemplo, a utilização das redes sociais, hoje disseminada por smartphones, tablets, além dos computadores.

Por fim, cabe dizer que tais reflexões vieram à tona pela efeméride do último domingo, 17, quando se comemorou o Dia Internacional das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, esta última criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005.

No entanto, ouvi, outro dia de um frei, que a internet está colocando as pessoas loucas, ou quase. Pode ser, a vida virtual, em alguns casos, ganhou maior importância que a vida real, mas aí já é tema para outro artigo.

Publicação no Jornal do Commercio, edição de 19/05/2015

Educação e saúde não acompanham crescimento da população

14 segunda-feira mar 2016

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Brasil, custo, educação, miséria

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O Brasil ainda não conseguiu tirar seu povo da miséria, livrando-o, assim, da violência e lhe oferecendo educação, serviço de saúde razoável ou mesmo infraestrutura que melhore a vida dos brasileiros, principalmente dos mais carentes e que sofrem com a desigualdade que marca a sociedade por aqui.

Um exemplo é a questão da educação. Dividido em três categorias, acima da média, média e abaixo da média, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) mede as habilidades dos estudantes de 15 anos em leitura, matemática e ciência. Com o objetivo de apresentar indicadores educacionais comparativos, a aferição é voltada para os 34 países que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômica (OCDE) e mais 31 países convidados, incluindo o Brasil. O ranking afere habilidades de estudantes de 65 países.

Melhorar a educação no Brasil custaria ao país cerca de 41% do produto interno bruto (PIB), algo próximo de R$ 1,28 trilhão por ano, a preços de 2010

O país participa do programa desde o ano 2000 e, em 2011, estava em 53º lugar. Entre as nações latino-americanas perdia para Uruguai (47º) e México (48º). Caso sirva de consolo, estava à frente da Argentina (58º) e Peru (63º). Só que, em 2012, caiu duas posições e ficou e 55º lugar.

Melhorar a educação no Brasil, de acordo com dados do engenheiro José Olavo M. Alves Pinto, autor do livro “O Direito de Bem Nascer”, custaria ao país cerca de 41% do produto interno bruto (PIB), algo próximo de R$ 1,28 trilhão por ano, a preços de 2010. Esse fato explica porque cerca de 80% da população não têm educação plena.

A questão da saúde no Brasil vai pelo mesmo lado, isto é, a maioria dos brasileiros não consegue ser atendido por serviço com um mínimo de qualidade, como atestam as longas filas para obter atendimento no Sistema único de Saúde  (SUS).

Outro ranking da OCDE, com dados de 2008, onde estão listados 30 países que investem até 6% do PIB nos serviços de saúde pública, só mostra um país latino-americano: o México, já no fim do ranking, em 27ª colocação, e, obviamente, o Brasil está fora.

A falta de recursos a ser aplicados na saúde, no entanto, não é o principal fator a aumentar a incidência de doenças entre os brasileiros, uma vez que a ausência de saneamento básico é outra mazela a afligir a vida de quem vive nos 3.342 municípios do país onde isso inexiste. É o equivalente a 60% dos 5.570 municípios do Brasil.

Levar melhorias à saúde dos brasileiros, com ênfase naqueles 80% da população que não são beneficiados com o crescimento da economia, vai custar outra montanha de recursos, ainda conforme Alves Pinto, para quem, se quiséssemos ter saúde no nível dos países desenvolvidos, teríamos que aplicar o equivalente a 36% do PIB nesse setor. Em termos de dinheiro, seriam necessários R$ 1,13 trilhão a preços de 2009.

Esses números são inflados pelo crescimento populacional do país, que, nas últimas décadas, apresentou cerca de 3 milhões de nascimentos anuais. Para complicar a equação, 90% das crianças nascidas no Brasil são de famílias mais carentes, que desconhecem ou não têm acesso às técnicas de controle da natalidade que deveriam estar disponíveis a todos.

A miséria é parceira da ausência de educação, da falta de saneamento básico e de investimentos em saúde, e, infelizmente, é tutelada pela violência.

Publicação no Jornal do Commercio,  edição de 05/05/2015

 

Previsões pessimistas viram fatos em 2015

26 terça-feira maio 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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dólar, faturamento, mão de obra, zona franca

As informações divulgadas pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) referentes aos indicadores industriais do mês de fevereiro deste ano mostram que a baixa no faturamento é só um dos fatores que o Polo Industrial de Manaus (PIM) vai ter que enfrentar em 2015.

Para se ter uma ideia de como a atividade da indústria local está sendo afetada por fatores macroeconômicos, um bom exemplo é a desvalorização do real ante o dólar norte-americano. Nos meses cujos dados foram divulgados, o dólar se valorizou mais de 18%. Como já se sabe que até abril a moeda vai ultrapassar os R$ 3, o impacto deve ser ainda maior nos próximos meses.

Se o histórico dos principais custos da indústria incentivada, entre 2010 e 2014 estava situado na faixa de 56% em relação ao faturamento, com exceção do ano de 2013, quando esse indicador subiu para 58%, nos dois meses deste ano atingiram uma fatia bem maior do faturamento do PIM e chegaram em 64%.

Ao se considerar a importação de insumos pelas indústrias, a queda, medida pelos valores de aquisição em dólares, foi de 26,42%, quando atingiu o montante de US$ 1,78 bilhão, no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano, contra US$ 2,41 bilhões no ano anterior. Mesmo assim cabe registrar que o valor da aquisição de insumos importados nestes dois meses de 2015 estão acima do valor de 2013, quando foi de US$ 1,67 bilhão.

As notícias ruins, no entanto, só estão começando. O faturamento do polo de Manaus, no mês de fevereiro, medido em dólar, desabou exatos 27,39% na comparação com igual mês de 2014.

esse mau desempenho significa que as indústrias incentivadas de Manaus deixaram de vender mais de US$ 850 milhões no mês de fevereiro, quando o faturamento atingiu US$ 2,26 bilhões, ante US$ 3,11 bilhões no mesmo período de 2014.

Na curva descendente do faturamento de 2015, o acumulado dos dois meses indica perda de vendas no montante de US$ 1,18 bilhão, representando perda de vendas de 20,28%, uma vez que, no bimestre, o faturamento foi de US$ 4,66 bilhões contra os US$ 5,84 vendidos pelas empresa do polo de Manaus nos dois primeiros meses de 2014.

A questão do emprego, conforme dados da Suframa, também não está nada boa. No mês de fevereiro foram eliminadas 76 vagas no PIM, no entanto, quando a comparação é feita entre fevereiro de 2015 e de 2014, a constatação é de que, entre os dois períodos, foram eliminados nada menos que 11.284 postos de trabalho.

Isso significa que as vagas vêm sendo eliminadas nos últimos 12 meses e, ao que parece, é uma tendência que vai se manter por tempo indefinido ao se levar em consideração a questão macroeconômica do país, onde as más notícias brotam de todos cantos e não apenas na área econômica.

Por fim, cabe rever as expectativas para o exercício de 2015 que começam, digamos assim, pela subida do dólar, passa pela tendência de ascenção da taxa Selic, fator que vai aumentar os juros e repercutir no custo do crédito, o qual, se voltado para o consumo, já está bem restrito e deve ficar mais ainda, sem falar que investimentos também vão se retrair em decorrência desse fator.

Como se vê, as previsões negras feitas em 2014 para o presente exercício, ao contrário dos discursos otimistas na campanha eleitoral da presidente reeleita, estão, para infelicidade geral do país, se tornando fatos e quem vai pagar o pato é o cidadão, o contribuinte.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda 28/04/2015

Nem todo mundo aprende com seus erros

26 terça-feira maio 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Brasil, fora Dilma, impeachment, insatisfação, Manaus, mentira, protesto

Pouco mais de um mês depois de ter ido às ruas, em 15 de março, protestar contra a corrupção que veio à tona principalmente com a operação Lava-Jato, que está em sua 11ª fase, brasileiros de todas as regiões do país voltaram a fazer manifestação no domingo, 12 de abril, pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, pela reforma política, mas pouco ou quase nada se ouviu em favor da Petrobras, como o pseudoapoio ensaiado por manifestantes pagos por organizações controladas pelo PT tentaram fazer em 13 de março.

Se em Manaus teve petista postando foto do início da manifestação, que aconteceu na Praça do Congresso, no centro da cidade, e dizendo, no Facebook, que apenas 15 manifestantes apareceram, é de se inferir que esse tipo de militante é cria legítima do PT, onde seus líderes negam a realidade desde há muito, e se comportam, como bem exemplificaram as lambanças eleitorais da então candidata à reeleição que conseguiu seu intento alicerçada em bases fictícias, para dizer coisa mais forte, se espelhando nessas figuras.

No entanto, ainda em Manaus, quem se deu ao trabalho de sair sob a chuva forte que caiu desde o início da manhã e só amainou depois das 10h, e foi às ruas exigir respeito às leis, esgrimir faixas contra a corrupção, dar seu grito de “Fora Dilma”, ou mesmo protestar contra a inflação em curva ascendente, resultado de quatro anos de política econômica equivocada, de protecionismo a setores escolhidos entre os favoritos da corte, percebeu que, na Praça do Congresso, havia pelo menos 500 pessoas e na avenida Djalma Batista, mais tarde, cerca de 2,3 mil cidadãos insatisfeitos e ordeiros fizeram suas manifestações contra o caos político e outras mazelas de forma civilizada.

O petismo, que sempre foi forte nas estatais do Brasil, começa a desmoronar também nesse setor e o escândalo das aplicações sem retorno, para não dizer fraudulentas, que vieram à tona envolvendo o fundo de pensão dos funcionários dos Correios, o Postalis, levou servidores da estatal a protestar contra a má gestão dos recursos do Postalis e exigir punição aos responsáveis pelos desmandos que deram prejuízo. Faixas exibidas na manifestação manauense acusavam inclusive a presidente Dilma Rousseff. Um exagero?

De outro lado, para aqueles que acreditam que o menor número de manifestantes que foram às ruas no último domingo demonstra fraqueza do movimento “antitudoquestaí”, é bom se dizer que, se menos gente foi às ruas, isso pode significar, como bem afirmou a ex-senadora petista Marina Silva, um aumento da desesperança. Quer dizer, o brasileiro acredita cada vez menos que a presidente e seu governo consigam resolver o estrago feito nos últimos anos.

Prova disso são as pesquisas divulgadas no último fim de semana pelo Datafolha a mostrar que 63% dos brasileiros são favoráveis à instauração de um processo contra a presidente Dilma Rousseff. Essa percepção, porém, indica, por outro lado, que menos de 30% acreditam que Dilma possa mesmo ser afastada.

A favor da presidente, diga-se, que a opção do Palácio do Planalto e do PT de nada comentar sobre a manifestação no próprio domingo é salutar. Vai ver que que os ministros que da última vez tentaram explicar o inexplicável andaram lendo a teoria de Karl R. Popper, a pregar que podemos aprender com os erros que cometemos. Não se pode dizer o mesmo da presidente Dilma Rousseff.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda 14/04/2015

Novo protesto vai ser no domingo, dia 12

26 terça-feira maio 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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brasileiros, corrupção, Dilma Rousseff, lava-jato, Manaus, protesto

No próximo domingo, dia 12 de abril, brasileiros insatisfeitos com o atual governo devem sair às ruas para protestar contra a situação do país, manifestar seu desagrado contra a corrupção que grassa na administração pública e envolve até a estatal do petróleo, além de pedir, novamente, o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Os organizadores do novo evento contra a corrupção e a favor do impeachment presidencial querem reunir mais do que os 2,3 milhões de pessoas que participaram das manifestações no dia 15 de março, quando a população se mobilizou em 26 estados, além do Distrito Federal.

A presidente Dilma Roussef, que mandou ministros darem explicações aos brasileiros ainda na noite daquele dia 15, ainda está em débito com seus eleitores e mais ainda aqueles que não votaram nela, cerca de de 52 milhões, e têm mais motivos para querê-la fora do Palácio do Planalto.

Se boa parte do desagrado com a administração Dilma Rousseff decorre das medidas que ela anunciou logo depois de tomar posse, uma vez que, durante a campanha eleitoral de 2014, ela afirmara que não tomaria decisões que contrariassem os direitos e benefícios dos trabalhadores, também não vai faltar gente que votou na atual presidente, mas que se decepcionou com o rumo de seu segundo mandato.

O arrocho que o país enfrenta, com inflação alta, atividade industrial caindo pelas tabelas, desemprego aumentando, e juros na estratosfera, entre outras coisas que impactam no dia-a-dia e no bolso de todos os brasileiros, esse arrocho não deve acabar tão cedo e as previsões e projeções para o futuro próximo feitas por consultorias e analistas econômicos só confirmam o pior dos mundos para o Brasil neste e nos próximos anos.

Essa situação já levou analistas a expressar uma verdade dolorida, embora bem humorada, ao afirmar que todos índices que deveriam estar baixando, sobem, e aqueles que deveriam estar subindo, caem.

Enquanto isso, a presidente perde popularidade e a grande maioria da população já não crê que ela possa comandar o país, até pelos impasses que têm surgido entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, onde o maior partido de sua base de sustentação, o PMDB, abriu uma cratera no relacionamento político com o governo.

De outro lado, as medidas que impactam o trabalhador estão sendo emendadas, inclusive por parlamentares dos partidos que compõem a base do governo, no sentido de reduzir o impacto das medidas propostas por Dilma Rousseff.

Como se pode ver, o que não faltam são motivos para que o número de “coxinhas”, como são qualificados aqueles que não gostam das medidas tomadas pelos governos do PT, e também de ex-simpatizantes do petismo de Lula e Dilma, voltarem às ruas de todo o país e mostrar, mais uma vez, a insatisfação popular com o governo.

Com certeza, no domingo que vem, não faltarão as palavras de ordem já gritadas no dia 15 de março, como “fora Dilma”, “impeachment já”, “abaixo a corrupção”, entre outras. O que ainda não se sabe é se facções comandadas pelo PT vão tentar fazer, mesmo com manifestantes pagos, o que tentaram no dia 13 de março e ir para as ruas em um arremedo de apoio ao governo.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda 07/04/2015

Crescimento da população e miséria

26 terça-feira maio 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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miséria, natalidade, população, subdesenvolvimento

Há um postulado na ciência econômica segundo o qual os recursos são escassos e as necessidades ilimitadas, enquanto, há pouco mais de dois séculos, um jovem economista inglês, então com 32 anos, percebeu que o crescimento da população acontece em progressão geométrica, mas a expansão dos meios de subsistência ocorre em progressão aritmética.

Escrito em 1798, o “Ensaio sobre a população” de Thomas Robert Malthus, descortina um panorama no qual o economista e sacerdote da Igreja Anglicana conclui que é impossível ao homem ser feliz nesta vida.

Escrita em um período no qual seu país estava em plena Revolução Industrial, a obra malthusiana está inserida em um contexto onde a população agrícola inicia a migração para as cidades, que oferecem oportunidade de trabalho nas indústrias nascentes, com as novas invenções a potencializar a criação de riqueza, quase nunca direcionada ao trabalhador.

A argumentação de Malthus é de que o crescimento da população, à sua época, era atenuada pela alta taxa de mortalidade, além de limitações aos nascimentos, como a miséria.

Desde então, a população mundial só cresceu, alavancada pelos progressos nas ciências, incluída a medicina, assim como pelas inovações tecnológicas que ampliaram sobremaneira a produção agrícola e a agroindústria. Se em 1800 a população da Terra chegou ao primeiro bilhão, no entanto, o mundo levou pouco mais de 200 anos para atingir a cifra de 7 bilhões de almas, em 2011.

Um levantamento do Banco Mundial com dados de 2007, informa que os 13 países mais populosos do planeta, China (1,32 bilhão de habitantes), Índia (1,13 bilhão) e os Estados Unidos (301 milhões) somam 39,3% da população mundial.

O que os diferencia é que a renda per capita nos EUA é de US$ 47.084, com taxa de crescimento populacional de 0,98%, enquanto na China a renda per capita equivale a US$ 4.393 e a população cresce à taxa de 0,47%. Na Índia a renda per capita é de US$ 1.477 e taxa de crescimento demográfico é de 1,41%.

Dos três, apenas os EUA é um país desenvolvido. A queda na taxa de natalidade na Índia é produto de política de controle dos nascimentos, enquanto na Índia a expansão dos nascimentos é responsável miséria em boa parte do país.

Um estudo publicado em 2013 pelo engenheiro mineiro José Olavo Mourão Alves Pinto, sob o título “O Direito de Bem Nascer” traça diagnóstico sobre as causas da pobreza e projeta o futuro não só do Brasil, mas do planeta, caso a população não seja estabilizada.

O Brasil, com 190 milhões de habitantes naquele ranking dos 13, aparece com renda per capita de US$ 10.710, taxa de natalidade de 1,20% e é o quinto colocado, atrás, além dos três países já citados, mais a Indonésia.

Com pouco menos de 10 milhões de habitantes em 1872, no primeiro censo realizado no país, em 1950 já éramos 52 milhões. Ao atingir 169,8 milhões de habitantes no ano 2000, a população brasileira cresceu, em 50 anos, 227%.

No país há cerca de 2,1 milhões de nascimentos por ano e uma política de planejamento familiar que ninguém conhece e onde isso só praticado pelos que têm maior nível de educação e renda, o Brasil vive uma epidemia de gravidez na adolescência, fato que contribui, nas palavras do médico Drauzio Varella, para o empobrecimento da família, uma vez que o nascimento de um bebê nessa idade tira a jovem da escola e empobrece a família.

Enquanto isso, políticas de inclusão social sem fiscalização da porta de saída para uma vida mais digna, como exigir e fiscalizar que os beneficiados aprendam um ofício e frequentem a escola, se tornam cabos eleitorais de quem dirige o Brasil.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda 31/03/2015

‘Coxinhas’ e coxas grossas na Djalma Batista

26 terça-feira maio 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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corrupção, Dilma Rousseff, impechment, Manaus, manifestação, protesto, PT

O último domingo, dia 15 de março, amanheceu chuvoso, não só em Manaus, mas em boa parte do Brasil, assim como a manifestação anticorrupção e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, organizada em quase todos os Estados da Federação.

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O dia 15 de março também é lembrado por ser a data em que a redemocratização do Brasil completou 30 anos, desde aquela noite do dia 14 de março, em 1985, quando o presidente eleito, Tancredo Neves, foi internado no Hospital de Base, em Brasília, onde viria a morrer no dia 21 de abril. No dia seguinte, 15 de março, foi dada posse a José Sarney, vice-presidente na chapa de Tancredo.

A cidade, no entanto, apesar da ameaça de chuva, amanheceu preparada para a festa cívica de parte daqueles mais de 51 milhões de brasileiros que não votaram em Dilma Vana para presidente ou, no Amazonas, representando os 555 mil votos dados ao candidato adversário da presidente atual.

O movimento organizado pelas redes sociais para pressionar pelo impeachment presidencial conseguiu juntar mais de 20 mil pessoas desde a concentração, na Praça do Congresso, no centro, de onde os manifestantes caminharam até a rua Pará com a avenida Djalma Batista, aonde aconteceu a maior parte da manifestação.

Ainda no centro, com a avenida Eduardo Ribeiro tomada, se iniciaram as manifestações com palavras de ordem como “Fora Dilma, e leva o PT junto”, entre outras expressões que mostraram a insatisfação dos manifestantes em relação à corrupção, às medidas econômicas, à falta de prioridades a áreas como educação, saúde, entre outras.

O carro de som, onde para falar ao povo ali reunido era só fazer inscrição, na hora, anunciou, no meio do evento, que a venezuelana Alejandra  Ryngifo iria falar. Não faltou murmúrio no meio do povo entre aqueles que sabem da situação pela qual o país vizinho passa, submetido ao herdeiro de Chávez, o presidente Maduro.

Alejandra falou pouco, mas foi curta e grossa, no bom sentido, ao conclamar os brasileiros a irem “às ruas, sem medo” e não permitir que aconteça por aqui o mesmo que se passa na Venezuela. Ela terminou sua fala com um “Fora Maduro, fora Dilma” aplaudido pela plateia.

Entre faixas e cartazes exibidos pelos manifestantes, além do impeachment, havia outros como “Ela não sabe de nada. Foi culpa do FHC. Fora Dilma” ou “Grito por um Brasil melhor. Fora Dilma!”, “Chega de corrupção”, além daqueles em número muito reduzido, propondo a volta dos militares.

O bom humor, porém, esteve presente, como na faixa onde o PT “aparece” na manifestação, mas as duas letras iniciais do Partido dos Trabalhadores tendo outro significado: Perda Total. Ou ainda: “Dilma, minha paciência está mais curta que roupa de periguete”.

Agora, para quem chama os manifestantes de “coxinha”, só por desencargo de consciência, informo que havia muitas coxas bem grossas no evento, logo a tal expressão pouco ou nada diz.

O mais importante talvez tenha sido o fato de que o governo levou a sério o que aconteceu pelo Brasil afora no último domingo e, se própria presidente não se deu ao trabalho de falar à população, pelo menos despachou dois ministros, inclusive o da Justiça, para dar alguma satisfação ao povo, porque novidade não nenhum dos dois disse.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 17/03/2015

Conquistas sociais a caminho do brejo

14 sábado mar 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, Brasil, conquistas sociais, corrupção, crise, governo Dilma, IDH

PobrezaxRiqueza-WPDesde 1991, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) indica que o Brasil tem evoluído na questão do Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios (IDHM). Se os mapas dos municípios brasileiros entre com o IDHM desses períodos forem comparados, o que se vê é um avanço que acusa a passagem de um país onde 85,8% dessas unidades federativas se concentravam na faixa de IDH muito baixo, em 1991, para atingir o estágio de 74%, em 2010, de municípios abrangidos na faixa de alto e médio.

Para maior compreensão, as faixas do IDHM são classificadas da seguinte maneira: até 0,499 é muito baixo, até 0,599, baixo, até 0,699, médio, até 0,799 alto e acima de 0,800, muito alto. Assim, quanto mais perto de 1, maior é o IDH.

No caso do Amazonas, o Estado estava classificado, em 1991, como muito baixo com índice de 0,430 e em pior situação que a média do Brasil que era de 0,493

Assim, o país que viu as Diretas Já e, depois, assistiu ao impeachment do ex-presidente Collor de Mello, era um Brasil de escolaridade ruim, com renda mensal per capita de R$ 447,56, mas que nove anos depois, em 2000, conseguira expandir em 32,37% esse indicador, atingindo R$ 592,46. Essa expansão, no entanto, seria ultrapassada em 2010, quando as medidas que estabilizaram a economia brasileira, a partir de 1994, amadureceram e deram estabilidade ao país. Assim, em 2010, a renda per capita crescera 34%, em relação a 2000 e atingira R$ 793,87/mês. Entre 1991 e 2010, esse crescimento foi de 77,37%.

Nesse ínterim, 2000/2010, o país conseguiu, a partir da estabilidade em sua economia, atingir o grau de investimento na avaliação das agências de rating internacionais, os investimentos, tanto do exterior quanto internos irrigaram a economia e o crescimento médio do produto interno bruto (PIB) ficou próximo de 4% ao ano.

No caso do Amazonas, o Estado estava classificado, em 1991, como muito baixo com índice de 0,430 e em pior situação que a média do Brasil que era de 0,493. Em 2000, o IDHM passou para 0,515, com incremento de 19,76%, ainda na faixa de baixo, para atingir, em 2010, 0,674, passando para médio IDH. Entre 1991 e 2010, o crescimento do IDHM no Amazonas foi de 56,74%.

Na questão da renda per capita mensal a situação por aqui era muito pior que a média do Brasil. Em 1991 esse indicador era de R$ 345,82, valor que correspondia a 77,26% do valor médio do país. O crescimento desse item até ano 2000 foi de 16,80%, quando passou para R$ 351,63, mas uma década depois, a renda per capita mensal do amazonense teve expansão de 53,51% ao chegar a R$ 539,80.

A avaliação da longevidade do amazonense no período de 1991 a 2010 é que é uma boa notícia. De 1991 a 2000, ela passou de 63,67 anos para 66,51, mas em 2010 a expetativa de vida era de 73,30 anos.

Se a década passada pode ser comemorada pelos resultados que beneficiaram os brasileiros, a partir de 2011 a coisa muda de figura, mesmo que a medida que detonou o processo que trouxe o país à situação atual tenha ocorrido em 2008, quando a política econômica adquiriu o caráter intervencionista onde o Estado passou a gastar mais para subsidiar determinados setores e empresas.

São as consequências dessas mudanças, lá atrás, que agora fizeram o país trocar as visitas do Fundo Monetário Internacional (FMI), no passado, pela dos representantes das agências de risco. Pior, como no curto prazo não há perspectiva de tirar o país do atoleiro, são essas conquistas que começam a se perder, principalmente pelos mais necessitados.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em  10/03/2015

ZFM, 48 anos e muitas reinvenções

06 sexta-feira mar 2015

Posted by Eustáquio Libório in Artigo

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Amazonas, desenvolvimento, interino, regional, zona franca

Manaus_ELiborio-2

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) completou, no último dia 28 de fevereiro, 48 anos de existência do modelo ainda chamado de Zona Franca de Manaus (ZFM), embora há muito tempo se possa dizer que tal denominação é, no mínimo, equivocada para as atividades desenvolvidas na economia local e pela própria autarquia, por ser uma agência de desenvolvimento regional.

É uma queixa pertinente de um dirigente sindical que a autarquia, além de gerir incentivos fiscais, deve prover desenvolvimento regional, aprovar projetos industriais, incentivar pesquisa & desenvolvimento

Se nos anos 1970, quando o comércio manauara se desenvolveu e o turismo de compras era uma atividade atrativa para muita gente e empresas comerciais tal denominação se justificasse, a quase cinquentona ZFM, depois de tantos ataques contra ela, que vão desde intervenção até golpes praticados com incentivos “adoçados” via notas fiscais, passando por políticas governamentais que a fizeram se reorganizar e, por que não, se reinventar para sobreviver, como no início dos anos 1990, época de Collor, confisco de poupança e abertura do país à importações.
Há quem diga, mesmo assim, que o modelo tem o que comemorar. Pode até ser, pois só o fato de sobreviver a todas as agruras pelas quais a ZFM passou é mais ou menos como a competição entre espermatozoides para serem fecundados e digna de comemoração.
No entanto, há também quem prefira comemorar a prorrogação por mais 50 anos, a partir de 2023. Talvez faça sentido, mas antes há que se refletir sobre como a ZFM consegue se manter e ser âncora da atividade econômica no Estado do Amazonas.
O aniversário de 48 anos acontece em momento atípico, quando a instituição é gerida por um superintendente interino, nomeado há menos de quatro meses, com a saída de Thomaz Nogueira, no início de novembro passado.
A questão dos servidores da Suframa, apesar da luta por eles travada há algum tempo e com maior força em 2014, não foi resolvida. Embora tenha sido feito concurso, não há plano de carreira e os salários estão abaixo daqueles praticados nos órgãos federais, sem falar no contingenciamento de recursos, que vem desde o governo do ex-presidente Lula, e impede a Suframa de fazer mais pelo desenvolvimento regional, como deveria ser sua missão e objetivo.
É uma queixa pertinente de um dirigente sindical que a autarquia, além de gerir incentivos fiscais, deve prover desenvolvimento regional, aprovar projetos industriais, incentivar pesquisa & desenvolvimento, assim como dar uma força aos projetos agropecuários. No entanto, em que pesem os esforços de quem administra a Suframa e de seus funcionários, muita coisa deixa de ser feita pela simples falta de recursos.
Pior que a ausência de verbas é saber que, mesmo sendo receita gerada principalmente no Amazonas, não se vê investimentos federais por aqui.
Se o orçamento da Suframa passou de R$ 510 milhões em 2014, para R$ 778 milhões neste exercício, caso o projeto que tramita no Congresso Nacional seja aprovado, pouco mudará na destinação dos recursos, uma vez que mais de 30% desse montante – R$ 244 milhões – está direcionado ao pagamento de sentenças judiciais.
Por fim cabe ainda registrar que 2015 é ano da 8ª Feira Internacional da Amazônia (Fiam), que funciona como vitrine dos produtos da Zona Franca de Manaus. No entanto, não se sabe se a licitação que deveria ter acontecido em fevereiro, para contratar empresas especializadas, foi efetivada e já estamos em março.
De qualquer forma, parabéns Zona Franca de Manaus.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 03/03/2015

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