Sindicalista não quer prejudicar ninguém, só 700 mil usuários

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Na terça-feira, 17, Manaus viveu um dia de caos, quando os rodoviários paralisaram 100% da frota de transporte coletivo público, cerca de 1500 ônibus, prejudicando entre 700 mil a 800 mil usuários, conforme estimativas não oficiais veiculadas na imprensa, tudo porque, informam os rodoviários, eles não teriam recebido os benefícios assegurados pelo dissídio da classe no ano passado.

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A paralisação dos rodoviários iniciou descumprindo uma liminar da Justiça que proibia a realização do movimento paredista, mesmo assim, os usuários de ônibus sofreram e foram prejudicados pela greve ilegal dos rodoviários, os quais só colocaram coletivos nas ruas no meio da tarde daquela terça-feira.

Enquanto a Prefeitura de Manaus mantiver a posição atual, onde os empresários recebem subsídios para colocar a frota na rua, mas não podem fazer investimentos para melhorar o serviço, a população vai continuar a sofrer

A volta dos ônibus às ruas de Manaus só aconteceu depois que a Justiça ordenou a prisão de toda a diretoria do sindicado dos rodoviários, dirigido por Givancir Oliveira e Josildo Oliveira. Os dois irmãos comandam a entidade de classe há um bom tempo, mas as melhorias que porventura tenham conquistado para seus companheiros de trabalho não parecem satisfazer a classe.

O sistema de transporte coletivo é servido por uma frota cujos veículos menos velhos são de 2012/13, no mínimo, têm quatro anos de uso e não é novidade encontrar esses carros em pane mecânica, deixando seus usuários sem o serviço e, além disso, congestionando vias de tráfego intenso.

Se os usuários reclamam da qualidade do serviço de transporte coletivo, de outro lado os trabalhadores do sistema estão insatisfeitos com os salários e benefícios pagos, além das condições de trabalho. Para deixar a equação ainda mais complicada, os empresários do setor querem o reajuste da tarifa, cujo último aumento também se perdeu em dias passados, lá por 2013, quando passou para R$ 3. Em 2015, à força de subsídios, mesmo com estudos que apontavam a necessidade de aumento, a tarifa se manteve naquele valor.

As informações sobre o sistema, que um dia já foi acessível a qualquer vereador, hoje pouco se encontra no site da Prefeitura de Manaus ou no do Sinetram. A ausência de transparência sobre essas informações, que assim como o transporte coletivo, são públicas, é um outro problema para o cidadão que usa os serviços por necessidade e não por conveniência.

No entanto, enquanto a população sofre com as interrupções do serviço, o qual, mesmo com decisões judiciais contrárias já ficou parado, pouco se vê, em relação ao poder concedente, em ações com potencial para trazer melhorias ao sistema.

A última ação do município em relação ao transporte coletivo foi a negativa ao reajuste pleiteado pelos empresários em 2016, ano de eleições municipais e de difícil aprovação, como ficou patente, de reajuste na tarifa do transporte público.

Enquanto a Prefeitura de Manaus mantiver a posição atual, onde os empresários recebem subsídios para colocar a frota na rua, mas não podem – dizem eles – fazer investimentos para melhorar o serviço, a população vai continuar a sofrer, mesmo que sindicalistas como o vice-presidente dos rodoviários, Josildo Oliveira, declare que não quer prejudicar ninguém.

A afirmação do sindicalista soa até como insulto aos usuários, uma vez que ele deu essa resposta – não prejudicar ninguém – quando instado a fazer os rodoviários praticarem a catraca livre, isto é, transportariam as pessoas sem receber remuneração. Mas aí, o sindicalista disse que isso é crime. Pois é, prejudicar 700 mil pessoas, para Josildo Oliveira não é nada, ou essas são “ninguém”?

Grandes fortunas vão crescer mais ainda

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A concentração da riqueza pelo planeta afora continua a se expandir, informa a Oxfam, que lista em um relatório as oito maiores fortunas do mundo e faz uma comparação chocante ao declarar que 1% dos bilionários tem mais grana que o restante dos habitantes da Terra, isto é, os 99% de lascados das periferias.

A organização humanitária também demonstra, com dados obtidos da revista Forbes, que a soma do patrimônio de apenas oito bilionários é igual ao da metade mais pobre da população da Terra. A soma do patrimônio desses oito, literalmente, afortunados totaliza 426 bilhões de dólares.

Entre os oito afortunados listados pela Forbes, o “lanterna”, no oitavo lugar, é Michael Bloomberg, que acumula, com suas empresas de mídia, 40 bilhões de dólares

Entre esses oito personagens, outro fato chama a atenção. O primeiro colocado da lista é, ainda, o fundador da Microsoft, Bill Gates, que tem fortuna avaliada em 75 bilhões de dólares. Além de Gates, outros três bilionários também obtiveram sua riqueza no ramo das novas tecnologias envolvendo informática.

Ocupando o 5º lugar entre os oito mais ricos do mundo vem Jeff Bezos – Amazon – com 45.2 bilhões de dólares, em seguida está Mark Zuckerberg, – Facebook – com 44.6 bilhões de dólares e o 7º lugar fica para Larry Ellisson – Oracle – com 43.6 bilhões de dólares. O patrimônio desses quatro bilionários soma 208 bilhões de dólares.

Entre os oito afortunados listados pela Forbes, o “lanterna”, no oitavo lugar, é Michael Bloomberg, que acumula, com suas empresas de mídia, 40 bilhões de dólares. Para se ter ideia da montanha de dinheiro de Bloomberg, ela é um pouco menor do que as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) faturaram em 2011, US$ 41.09 bilhões. Desde então, o faturamento do PIM tem sido menor que o patrimônio de Bloomberg com a agravante de que, até novembro de 2016, a indústria incentivada não faturara nem a metade daquele valor.

Com cerca da metade das fortunas dos oito eleitos pela Forbes (49%), esses quatro são fundadores de empresas ligadas ao ramo da informática, que já estão na dianteira das tecnologias dominantes no planeta e devem se manter aí, além de ocupar mais espaço no futuro, como bem prenunciam as tecnologias de digitalização utilizadas pelas indústrias de ponta e conhecidas, em seu conjunto, com Indústria 4.0.

Esse segmento da indústria trabalha com o objetivo de ganhar mais produtividade e também inaugurar novos modelos de negócios, alguns dos quais já implementados, como a utilização de robôs em linhas de produção e o que é mais importantes, máquinas que utilizam inteligência artificial e, assim, podem aprender e evitar erros.

A comunicação entre eletrodomésticos como TV e geladeira, por exemplo, também conhecida como internet das coisas, é outra dessas frentes de novos negócios que, além de obter produtividade e dar maior comodidade aos usuários de bens finais, deve estar fazendo outras fortunas pelo mundo e, com toda certeza, não no lado mais pobre, onde estão os países periféricos que contam como atrativo o baixo valor de sua mão de obra.

O fosso entre os mais ricos e mais pobres, desta forma, tende a se alargar daqui para frente, principalmente porque do lado dos países pobres ou emergentes o esforço para dominar essas tecnologias vai depender de acordos com aqueles que as detêm: os países ricos.

Quarta revolução industrial é agora

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Quando, em 1988, o pesquisador Mário Tomelin escreveu o livro “O quaternário seu espaço e poder”, não se falava, ainda, sobre o que viria a ser a revolução Indústria 4.0. Este conceito só viria a aparecer em 2011. No entanto, é necessário que se faça o registro do que foi a pesquisa efetivada por Tomelin, que pode ser chamado de precursor, pelo menos conceitual, da Indústria 4.0.

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Na visão de Tomelin, o mundo iniciava àquela época, um salto tecnológico que levaria a humanidade a mudar paradigmas no que diz respeito ao desempenho da indústria e nos acréscimos de produtividade.

Em 2011, foi cunhado um outro termo para qualificar expectativas bem próximas daquelas propaladas por Tomelin, durante a realização da Hannover Fair

Assim, deve-se levar em conta o fato de que, a primeira revolução industrial acrescentou produtividade ao colocar como fator de produção a máquina a vapor.

A segunda revolução industrial chegou no bojo da energia elétrica e, a partir de então, as conquistas na produção de bens de consumo e do próprio conforto da humanidade não puderam prescindir da energia elétrica.

Na terceira revolução industrial, com a invenção das válvulas eletrônicas, sucedidas logo depois pelo transístor e pelo solid state, entregou ao homem o poder de cálculo e a velocidade de processamento dos computadores.

Passados quase 30 anos desde o lançamento do livro “Quaternário”, as expectativas de Tomelin não se concretizaram, pelo menos da forma como ele pensava que ocorreria. Mas a indústria e a sociedade obtiveram grande avanço tecnológico e poder de inovação.

“Do setor quaternário, definido como o setor de concepção, pode-se esperar, no século 21, todo o dinamismo e todas as transformações que ainda não se realizaram no século 20,” afirmava Tomelin.

Todavia, em 2011, foi cunhado um outro termo para qualificar expectativas bem próximas daquelas propaladas por Tomelin, durante a realização da Hannover Fair, quando pela primeira vez a expressão “smart factories” trouxe a público uma nova tendência a ser seguida pela indústria, a qual, de forma relacional viria a articular sistemas virtuais e físicos, combinados em rede.

É só em 2016, na obra “The Fourth Industrial Revolution” que Klaus Schwab reconhece que as corporações e a própria sociedade, pelo menos nos países desenvolvidos, já vivem a quarta revolução industrial, digital, com a implementação das metodologias, conceitos e técnicas – envolvendo os meios virtual e físico – que propiciam maior produtividade, entre outros benefícios, na Indústria 4.0.

Desenvolvidas durante a terceira revolução industrial, internet, softwares e hardwares foram aperfeiçoados, inovados e são, hoje, aplicados de maneira massiva como a internet móvel, inteligência artificial, automação, com as “machine learning”, capazes de se autoprogramar, entre outras ações que deixam de depender da intervenção humana.

No entanto, se de um lado as inovações da Indústria 4.0 trazem ganhos de produtividade, melhoria na individualização – customização – de produtos, tornando-os mais próximos das necessidades dos consumidores e oferecendo algo a mais para torná-lo passível de obter preço diferenciado a favor do fabricante, de outro lado, porém, existe o temor que as mudanças sempre trazem.

Neste caso, os arautos dos malefícios temem a redução do número de postos de trabalho com a automação trazendo mais robôs para as instalações fabris. Não é à toa, por exemplo, que a indústria automobilística esteja de olho nos avanços de veículos movidos a energia elétrica, como os modelos da Tesla, Apple e Google. Empresas que preferem inovar produzindo um computador sobre rodas o qual deve prescindir até de condutor.

Esses avanços, que envolvem plataformas de inteligência artificial, armazenamento em nuvem e sensores pequenos e potentes, também ameaçam atividades como as dos profissionais de contabilidade, advocacia e até a indústria de seguros, quando se pensa, neste caso, que o número de acidentes envolvendo automóveis pode cair de forma acentuada com os humanos – álcool, drogas – fora da direção de seus veículos.

Publicação na edição de novembro/2016 da revista PIM Amazônia

Massacre no Compaj merece explicação

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A chuva que caiu em Manaus desde a noite de 31 de dezembro e se prolongou pelo domingo de Ano Novo não impediu que 2017 começasse muito quente, com rebelião de detentos envolvendo duas unidades prisionais da cidade, culminando com mortes de pelo menos 60 detentos de uma facção criminosa, segundo informou o secretário de Segurança do Amazonas, Sérgio Fontes, para quem o problema dos assassinatos está ligado ao narcotráfico e deve ser tratados como prioridade pelos Estados, com envolvimento do governo federal.

 A insegurança continua a rondar não só as ruas de Manaus, mas os próprios agentes de segurança do Estado, feitos reféns no episódio

Das afirmações feitas pelo secretário de Segurança, entre as quais a de que a rebelião e assassinato de membros de facções criminosas rivais já vêm acontecendo há algum tempo, inclusive em Estados da região Norte, dá para se questionar, então, por que não foram tomadas medidas visando impedir que tais tragédias acontecessem por aqui.

Até onde se sabe, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), além de ter uma população carcerária muito superior à sua real capacidade – fato comum pelo Brasil afora, infelizmente – abrigava detentos pertencentes às duas facções conhecidas com PCC e FDN em suas instalações. Grosso modo, é como atiçar, pela proximidade física, tais rivalidades em função da animosidade existente entre esses detentos por seus interesses no narcotráfico.

O próprio secretário de Segurança também afirma que a tragédia desencadeada no primeiro dia de 2017 vinha sendo planejada pela facção que matou, degolou e esquartejou membros do bando rival. Ora, se estava sendo planejada e o aparato de segurança sabia disso, por que não foram tomadas medidas que evitassem a ocorrência dos assassinatos em massa, no Compaj, que levaram, mais uma vez, Manaus e o Amazonas para o noticiário nacional e internacional por um fato negativo de tamanha magnitude.

É ainda afirmação do secretário de Segurança que o massacre, como ele qualificou os assassinatos, foi uma guerra entre gangues ligadas ao narcotráfico. Pode até ser, no entanto, falta explicar por que só se tem notícias de mortos ligados ao grupo criminoso conhecido como PCC.

Além disso, outras questões ficam no ar quando se pensa na “logística” – digamos assim – para executar cerca de 60 indivíduos que, pela trajetória de vida na rota do crime, não eram cidadãos pacíficos e, portanto, com toda certeza, iriam reagir à altura quando agredidos, impondo violência e mortes também a seus agressores. Não foi o que aconteceu.

Nessa “logística”, que contou com a ação diversionista de uma fuga em massa no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) para desviar efetivos policiais para lá, enquanto as gangues entravam em conflito, falta ainda ser explicado com quais armas foram cometidos os assassinatos. A única certeza que o público tem agora é a de que a insegurança continua a rondar não só as ruas de Manaus, mas os próprios agentes de segurança do Estado, feitos reféns, ampliada pelos cerca de uma centena de foragidos que nada têm a perder se matarem mais alguém enquanto estiverem nas ruas.

A favor do secretário de Segurança pode ser dito que, em sua gestão, a quantidade de droga apreendida no Amazonas foi muito grande, cresceu bastante, mesmo assim os interesses do cartel da droga não se intimidaram e continuam a faturar com o narcotráfico, prática que deve se ampliar mais ainda – após as festas de fim de ano – com a proximidade do Carnaval.

Os fatos ocorridos em Manaus no fim de semana são, porém, consequência da falta de combate às causas que levam ao crescimento do narcotráfico na região e mesmo no Brasil, um país onde o cidadão comum praticamente não pode se armar para defesa própria, enquanto o bandido anda armado até os dentes e é, ao que parece, o dono do pedaço até nas penitenciárias.

Trapalhadas políticas e percalços econômicos

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Se 2016 não foi um ano atípico para os brasileiros, pelo menos teve situações que o foram, como o dia em que o país teve três presidentes. Aquele 31 de agosto, quando o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, comandou as duas sessões do Senado Federal que terminaram por afastar definitivamente Dilma Rousseff da Presidência da República.
O presidente interino, Michel Miguel Temer, notificado do afastamento assume o cargo de presidente, mas como tinha compromisso marcado na China, viaja logo em seguida para o Oriente e quem assume é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

 Dilma Rousseff achava que seu mentor, Lula da Silva, poderia botar ordem na casa como titular da Casa Civil e o nomeou

A cassação do mandato do ex-deputado Eduardo Cunha e sua prisão é outro fato marcante do ano que se encerra, embora o protagonismo do senador Renan Calheiros talvez seja mais contundente quando, ao se negar a receber notificação de afastamento da presidência do Senado Federal, desobedeceu uma ordem judicial, a qual, pouco mais de 24 horas depois, foi derrubada e o senador impedido de assumir a Presidência da República na ausência de Temer.

Enquanto a coisa pegava fogo em Brasília, no litoral a Polícia Federal, em 24 horas, prendeu dois ex-governadores do Rio de Janeiro. Primeiro foi Anthony Garotinho e, no dia seguinte, 17 de novembro, Sérgio Cabral, ambos por práticas corruptas.

Mas 2016 também teve o caso do ex-presidente que quase vira ministro ainda durante a gestão de Dilma Rousseff. Ela achava que seu mentor, Lula da Silva, poderia botar ordem na casa como titular da Casa Civil e o nomeou. Não deu certo e Lula continuou fora do governo e sem prerrogativa de foro. Já é réu em cinco processo e deve ter mais outros a caminho.

Mas se o país parece estar de cabeça para baixo, quando aqueles que deveriam dar bons exemplos são os primeiros a tomar no barco da corrupção e emplacar jeitinhos para resolver – ou tentar – seus problemas pessoais, como o ministro Geddel Vieira ao pressionar o titular do Ministério da Cultura para aprovar projeto ilegal de edifício onde Geddel tinha apartamento, em Salvador/BA, a economia começou a dar sinais de alguma recuperação.

Exemplo disso é a baixa no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o qual, em janeiro deste ano, batia a marca de 10,71% no acumulado de 12 meses, com variação de 1,27% naquele mês. Em novembro, o acumulado foi de 6,98%, enquanto a variação no mês ficou em 0,18%.

Pelo lado do câmbio, o dólar estava cotado, na média de janeiro de 2016, em R$ 4,042, mas a evolução durante o ano o trouxe para o patamar R$ 3,270, nesta segunda-feira, 26. No entanto, as expectativas do mercado, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central, ainda mantêm a previsão de que a moeda norte-americana vai fechar 2016 em R$ 3,37. Já em 2017, a expectativa dos agentes econômicos é fechar a R$ 3,50.

Ruim mesmo são as projeções, ainda da Focus, acerca da evolução (?) do produto interno bruto, o PIB. Por ali, 2016 encerra com o PIB em -3,49%, mas para 2017, que há quatro semanas tinha expectativa de crescimento do PIB em 0,98%, as previsões caíram para 0,50%.

Num país em crise, o setor produtivo tem sua cota de contribuição e a expectativa da produção industrial neste ano quase atípico, há quatro semanas estava na marca de -6,23%, nesta segunda-feira ficou no nível de -6,68%, conforme a Focus.

O ano que se aproxima pode até ser menos ruim do que este que se vai sem deixar muita saudade, mas não se pode esperar que chegue com céu de brigadeiro. Mesmo assim cabe um registro otimista: As vias do Distrito Industrial devem ser asfaltadas em 2017.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 27/12/2016

Saldo de 2016 nem é tão ruim

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A doze dias da chegada de 2017, não se pode dizer que 2016, com suas crises política, econômica, ética e de corrupção, não se pode dizer que este ano foi o fim dos tempos, mesmo quando se considera os percalços que desafiaram as empresas e a população, de maneira geral, e ainda sem solução à vista, pelo menos no curto prazo.

Se as notícias aqui pela planície até que são boas, lá do Planalto também vem algo de bom, às vezes, como a estimativa de inflação divulgada pela pesquisa Focus

No Amazonas, em que pesem as más notícias como aquelas informando a perda de postos de trabalho para estrangeiros, assim como a baixa no segmento de serviços, ambas em decorrência da crise econômica que jogou o produto interno bruto (PIB) do país lá para baixo, há algum consolo.

No âmbito da Zona Franca de Manaus (ZFM) tanto a Suframa quanto a Secretaria de Planejamento do Estado do Amazonas (Seplan-CTI) fazem avaliações positivas do ano que se encerra e mantêm expectativas de que o próximo ano seja mais promissor, para tanto alinhavam números e projeções que veem 2017 como o ano da retomada da economia nacional.

Informações da Suframa registram que o Conselho de Administração da autarquia aprovou, no exercício de 2016, nada menos que 184 projetos, sendo que, desses, 46 foram projetos de implantação, enquanto os demais 138 foram projetos de ampliação e atualização. O mais importante, entretanto, é se ter em conta que os investimentos de US$ 2.5 bilhões devem criar mais 3.255 postos de trabalho ao longo dos próximos três anos.

O Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), fez sua contabilidade em reais (R$) e, por aí, o exercício de 2016 foi bem melhor que o ano precedente. Pelos números divulgados, no exercício que se encerra as seis reuniões do Codam aprovaram 207 projetos com investimentos que totalizaram 8,75 bilhões de reais e proporcionarão cerca de 10 mil novos postos de trabalho no triênio que avizinha.

Em 2015, o número de projetos aprovados pelo Codam foi 155, com investimentos de R$ 4,75 bilhões e geração de 6.319 postos de trabalho. Não dá para reclamar, mesmo.

Se as notícias aqui pela planície até que são boas, lá do Planalto também vem algo de bom, às vezes, como a estimativa de inflação divulgada pela pesquisa Focus, do Banco Central do Brasil, nesta segunda-feira, 19. Conforme a pesquisa, a qual consulta agentes do mercado, ainda em 2016 a inflação deve ficar no limite da meta, que é de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos acima ou abaixo. Assim, conforme a Focus, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar em exatos 6,49%. Na semana anterior a previsão era de 6,52%.

Por fim, cabe registrar o andamento das pendências políticas a envolver o governador do Estado, José Melo, e o presidente da República, Michel Miguel Temer.

No caso de José Melo, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de não pautar o julgamento do processo para este ano deu uma arejada nos ares do governador. Já a blindagem de Temer, apesar da baixa popularidade do presidente, parece colocá-lo a alguma distância de um eventual impeachment no momento.

Mas 2017 está chegando para confirmar as projeções ou negar as expectativas.

 

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 20/12/2016

Corrupção e Lava-Jato levam povo às ruas

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O divórcio entre aqueles aos quais o povo delega poderes por meio de eleições e a sociedade está cada vez mais explícito e a crise aberta entre o Legislativo e o Judiciário, em função da operação Lava-Jato, parece se acirrar a cada momento como bem ilustram frases ditas por parlamentares tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado Federal.

Exemplo do destempero parlamentar é o que falou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, na semana passada, logo após a desvirtuação e consequente aprovação na casa chefiada por ele, do projeto das dez medidas anticorrupção.

O desrespeito à sociedade e àqueles que elegeram os parlamentares se torna ainda mais grotesco quando estes se aproveitam de um momento de pesar para toda a nação e tentam, ou melhor, aprovam, texto que busca apenar membros do Judiciário

Maia foi curto e grosso ao dizer que o Legislativo não é obrigado a aprovar tudo que chega ao plenário da casa. O deputado federal pelo DEM do Rio de Janeiro achou que isso era pouco e completou: “Não podemos aceitar que a Câmara se transforme em cartório carimbador de opiniões de partes da sociedade”.

Réu perante o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado não deixou por menos e afirmou que não pode haver pressão externa contra a decisão da Câmara dos Deputados, a qual, como se sabe, foi tomada na surdina e na madrugada em que o avião da Lamia caiu matando toda a equipe de futebol do Chapecoense.

O desrespeito à sociedade e àqueles que elegeram os parlamentares se torna ainda mais grotesco quando estes se aproveitam de um momento de pesar para toda a nação e tentam, ou melhor, aprovam, texto que busca apenar membros do Judiciário e relevar as culpas, que não são poucas, daqueles que se locupletaram com verbas públicas mesmo sendo parte do Legislativo.

Como se sabe, o problema dos parlamentares do Congresso Nacional é só um: a delação, ou acordo de leniência, que está sendo finalizado pela Odebrecht. Conforme estimativas, cerca de duas centenas de parlamentares podem aparecer enleados nas confissões dos executivos da empreiteira que inovou a manter, em sua estrutura, um departamento voltado para o “acerto” e pagamento de propinas.

No entanto, o brasileiro, que outro dia foi às ruas contra a gestão petista, não perdeu a esperança de passar o país a limpo e expurgar os maus parlamentares ou qualquer outro agente público cujas ações sejam perniciosas à sociedade, como aconteceu no domingo, 4 de dezembro, depois que o juiz Sérgio Moro falou perante o Senado Federal na sexta-feira, 3.

É emblemático no clima das ruas, onde os ofendidos, como representantes do Ministério Público e do Judiciário compareceram em grande número aqui em Manaus e nas outras mais de 200 cidades onde o movimento a favor da operação Lava-Jato aconteceu, as frases de apoio a Sérgio Moro, à operação e até pedido de extinção dos cargos de senadores, deputados e vereadores, assim como pedidos de suporte à anticorrupção pela sociedade.

Se membros do MP e da magistratura se mobilizaram para tentar reverter o texto desfigurado aprovado na Câmara dos Deputados, inclusive com a intervenção da ministra e presidente do STF, Carmem Lúcia, isto não significa que só os parlamentares se encaminham pelo lado das conveniências pessoais em detrimento do bem-comum, como por exemplo a punição a magistrados. Se para o comum dos brasileiros se aposentar é uma conquista, embora com rendimento lá embaixo, no caso dos magistrados a aposentadoria pode chegar na forma de punição.

Como diriam os jornalistas de TV: pode isso, produção?

Nota: O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, foi afastado, na tarde de 5 de dezembro, por decisão liminar do STF.

 

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 06/12/2016

Otimismo japonês

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O segmento de duas rodas do Polo Industrial de Manaus (PIM) se mantém como um dos pilares da indústria incentivada na zona franca e, até setembro deste ano, havia faturado 2.39 bilhões de dólares, pouco mais de um terço do que chegou a comercializar em 2012, quando fechou o exercício com vendas de 6.48 bilhões de dólares. No entanto, nem mesmo esse baixo desempenho que já vem acontecendo desde 2012, teve o poder de tirar o setor do topo dos cinco setores que mais vendem produtos made in ZFM.

Com o desempenho atual, o segmento de duas rodas garante o terceiro lugar em faturamento entre os pouco mais de vinte setores que compõem o contingente de segmentos industriais da Zona Franca de Manaus (ZFM).

 O dirigente da Honda da Amazônia, Paulo Takeuchi, é otimista ao afirmar ter certeza de que o segmento tem muito potencial para crescer

Em 2012, o setor de duas rodas abria suas unidades fabris para mais de 19 mil funcionários e pagava por mês – em média -, entre salários, encargos e benefício (SEB) o equivalente a 47 milhões de dólares. Também na média, cada colaborador do segmento era contemplado com 2.42 mil dólares/mês, o que lhe garantia a quarta posição com despesas dessa natureza entre os setores do PIM.

Os tempos mudaram e, há cinco anos, desde 2012, o faturamento da indústria de duas rodas só cai. Com a crise que pegou o Brasil em 2014, o cenário piorou e não somente para duas rodas. Se antes havia uma baixa na demanda por produtos como motocicletas basicamente em função da queda na oferta de crédito pelos bancos, com a crise e suas consequências, a demanda só ficou menor.

Até setembro deste ano, dizem os Indicadores de Desempenho do PIM, divulgado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), as linhas de produção das montadoras de motocicletas só produziram 714 mil unidades, além de outras 513 mil bicicletas, quantidade muito abaixo do 1,708 milhão de motos fabricadas em 2012, ou as 913 mil bicicletas que saíram das linhas de montagem naquele ano.

Se a demanda enfraqueceu a produção dos veículos de duas rodas, a baixa nesta atividade econômica, por outro lado, mandou para casa nada menos 13 mil colaboradores. Do contingente de 19.655 que trabalhavam nas montadoras do PIM, restaram, em 2016, cerca de 6,7 mil colaboradores que continuam se esforçando para entregar os produtos que são distribuídos pelo Brasil afora, com ou sem crise.

É neste panorama de muita dificuldade e esforço por parte de indústrias e colaboradores que operam no setor de duas rodas do Polo Industrial de Manaus que a Moto Honda da Amazônia completou, na semana passada, 40 anos de instalação na zona franca, onde mantém uma das maiores unidades fabris da Honda.

Neste ano, a Moto Honda comercializou mais de 630 mil motocicletas, fato que lhe garante a terceira posição no ranking de faturamento das indústrias do PIM, além de assegurar à indústria de motos japonesa pelo menos 80% do mercado de motocicletas do país.

A situação ainda é de cautela em face das incertezas econômicas, e também políticas, que afetam o Brasil, mas o dirigente da Honda da Amazônia, Paulo Takeuchi, é otimista ao afirmar ter certeza de que o segmento tem muito potencial para crescer, apesar de, diz ele, não saber quando isso vai acontecer, dada a conjuntura do país.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 29/11/2016

Quem mente, rouba

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Existe um ditado popular que aprendi muito cedo, ouvindo meus pais dizerem “quem mente, também rouba”. Dizer a verdade fazia parte, até uns anos atrás, do caráter das pessoas, criadas que eram sob a égide de que a honestidade fazia a integridade e esta só podia ser formada a partir do compromisso das pessoas com a verdade. Vai longe esse tempo, no qual também a palavra empenhada valia mais que dinheiro e honrá-la, mesmo com o próprio prejuízo, estava acima de qualquer coisa.

 Millôr Fernandes preferia dizer que ‘As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades’

Mas, voltando ao tema inicial, há também quem prefira dizer que “a mentira tem pernas curtas”, pois o mentiroso, além de ser imperativo ter grande criatividade, deve também ter memória prodigiosa, a fim de manter suas versões (imaginadas) do fato e não se contradizer. Millôr Fernandes preferia dizer que “As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades”.

Deve ser por aí, no entanto, nas terras abaixo da linha do equador “Santa Cruz, hoje Brasil”, há gente que simplesmente não tem nenhum compromisso com a verdade, mesmo aquela defendida por alguns, para os quais muitas são as verdades: a minha, a dele e a da vítima.

Nesse contexto, não é de admirar que as redes sociais tenham se transformado, desde a eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama, na plataforma mais usada por políticos com o objetivo de plantar suas verdades a fim de obter os favores e voto do eleitor, principalmente daquele que pouco se informa, e prefere, talvez por osmose, ficar com a verdade do político jovem e bonito ou do religioso carismático.

Em um país que mal saiu de um impeachment presidencial causado legalmente por uma filigrana orçamentário-contábil, as infames pedaladas fiscais, mas cujo conjunto da obra, inclusive a mentira durante a campanha eleitoral de 2014, usada pela candidata que se reelegeu, a continuação desse tipo de comportamento é um insulto ao cidadão.

Exemplo disso é o projeto legislativo que tramita no Congresso Nacional, sob o patrocínio, entre outros, do presidente do Senado Federal, visando anistiar procedimentos desonestos de políticos, assim como lhes oferecer proteção legal ao mesmo tempo em que agentes públicos, como procuradores e magistrados que os investiguem, sofram penalidades sob o pretexto de abuso de autoridade. O país do futuro virou o país da impunidade, da inversão de valores e da mentira.

Na semana passada, o ministro da Cultura, Marcelo Calero, resolveu se demitir da pasta por um motivo dos mais graves. Seu colega na Esplanada dos Ministérios, Geddel Vieira Lima, o teria pressionado a produzir relatório com parecer favorável aos interesses de Geddel acerca de um edifício em Salvador. Assediado, Calero se negou a atendê-lo e preferiu abandonar o ninho de cobras, digo, a pasta ministerial.

O caso, evidente, caiu no colo do presidente Michel Miguel Temer que, intimorato, preferiu dar abrigo a Geddel Vieira e aceitar a demissão de Calero sob a argumentação de que o pedido, o assédio, a busca por procedimento não republicano não se efetivara. Por esse viés vesgo, se um bandido ameaçar um cidadão não comete nenhum crime até que, por exemplo, o espanque.

Mas as mentiras, os jeitinhos, os truques e as dissimulações usadas por políticos e não apenas brasileiros, está aí Donald Trump para mostrar que lá é assim como aqui, são práticas universais e o Brasil deve se sobressair nesse item.

Ante tais fatos, não é de se estranhar que o “New Oxford American Dictionary” tenha eleito o termo “pós-verdade” (post-truth) como a palavra mais importante de 2016 e o verbete explica que o termo é “relativo a ou que denota circunstâncias nas quais fatos objetivos são menos influenciadores na formação da opinião pública do que apelos à emoção ou à crença pessoal”.

É a nova versão daquele dito popular “meia verdade equivale a uma mentira inteira”, ou não?

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 22/11/2016

Cuidado, sua vida pode valer apenas 55 reais

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facada350

Manaus amanheceu, na segunda-feira, 14 de novembro, véspera de feriado e ponto facultativo no município e Governo do Estado, com boa parte da frota de ônibus que serve o transporte coletivo da cidade parada nas garagem. Desta vez, os trabalhadores não fizeram paralisação para reclamar reajuste salarial, pagamento de vantagens e benefícios ou qualquer outra reivindicação do gênero. O que eles pedem é bem mais simples: querem segurança para poder trabalhar.

Tem hora na qual reflexão sobre a pena de morte para determinados crimes, como esse tipo de barbaridade, viria bem a propósito no Brasil

Tudo porque, em Manaus, a vida das pessoas de bem, do contribuinte, do cidadão que trabalha, paga seus impostos deixou de ter valor faz tempo, pelo menos no que diz respeito ao aparato de segurança pública que pouco se vê nas ruas, embora com frequência a imprensa seja convidada para ouvir boas notícias como aquelas que dizem ter havido redução no índice de homicídios na capital.

Pode até ser, já que fazer um boletim de ocorrência, documento que alimenta as estatísticas de segurança (ou insegurança) pública, às vezes requer dose cavalar de paciência nas delegacias – que já foram distritos integrados – e nem sempre a vítima se dá ao trabalho de ir até uma dessas unidades para fazer o registro, por saber, de antemão, que nada vai acontecer, principalmente em casos de roubos e assaltos sem vítima fatal.

Mas voltando à ausência de ônibus na segunda-feira, deve-se registrar que os funcionários da empresa onde trabalhava o motorista Feitosa Amorim, assassinado por dois bandidos durante assalto na noite de domingo, momento no qual a cobradora do mesmo veículo foi ferida a facadas, resolveram protestar pedindo segurança para que possam fazer seu trabalho.

É realmente uma situação complicada a falta de segurança na cidade e não somente no que diz respeito aos trabalhadores e usuários do transporte coletivo. De acordo com o supervisor de tráfego da empresa onde as vítimas trabalhavam, seus veículos sofrem, em média, cinco a seis assaltos por dia. Não é pouca coisa e, dependendo da violência empregada pelos bandidos, há trabalhadores que preferem mudar de profissão tamanho é o trauma psicológico causado por esse tipo violência.

O casal de trabalhadores e os bandidos – que escaparam da morte nas mãos da população revoltada, salvos pela polícia – foram encaminhados a um pronto-socorro da zona Leste onde o motorista morreu.

Pois é, tem hora que uma reflexão sobre a pena de morte para determinados crimes, como esse tipo de barbaridade, viria bem a propósito: o produto do latrocínio foi de R$ 55, é quanto vale, para a bandidagem que toma conta de Manaus, a vida de uma pessoa.

Enquanto isso, a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas informou, no último dia 10 de outubro, sobre a redução de 34% nos homicídios em Manaus, entre janeiro e setembro deste ano em relação ao mesmo período de 2015. Por outro lado, o Sinetram registrou que, desde janeiro deste ano, as dez empresas que fazem o transporte coletivo na cidade já sofreram 2.767 assaltos, contra 2.203 no mesmo período de 2015, com média de dez ocorrências por dia e prejuízo superior a R$ 800 mil.

É possível que haja essa redução, no entanto, os números do Mapa da Violência mostram que, no Amazonas, entre os anos de 2013, quando foram cometidos 692 assassinatos só com a utilização de arma de fogo, e 2014 – com 756 mortes da mesma natureza – houve crescimento dos homicídios. Como os bandidos não escolhem armas, como foi o caso do motorista de ônibus, “há mais mortes do que possa supor nossa vã filosofia”.

Por fim, é bom que pense em fazer mudanças drásticas no Estatuto do Desarmamento. A lei, de 2003, desarmou os cidadãos e esqueceu que a bandidagem não compra armas em lojas, aliás, o número de armas de uso exclusivo de forças de segurança que aparecem em atentados contra a vida dos brasileiros é outro escândalo. Falta uma operação similar à Lava Jato nesse setor.

Publicação no Jornal do Commercio e Portal do Holanda em 15/11/2016